Manifestação feita por policiais civis em Salvador, em janeiro de 2022, após aprovação de estado de greve
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Policiais civis da Bahia fazem nova paralisação de 24h nesta quinta-feira (3), para reivindicar correção salarial, melhor infraestrutura nas delegacias do estado e contratação de mais agentes para a corporação.

Ao longo de todo o dia, apenas registro de flagrantes e o serviço de levantamento cadavérico vão funcionar. Oitivas e outros procedimentos de investigações estão suspensos.

Essa é a terceira quinta-feira consecutiva de paralisação deflagrada pelo Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc). A entidade também reivindica que o estado determine a exigência de comprovante de vacinação contra Covid-19 para a entrada nas delegacias baianas, como já ocorre em outras repartições do serviço público estadual.

CONCURSO À VISTA

Durante discurso na abertura do ano legislativo da Assembleia Legislativa da Bahia, na última terça-feira (1º), o governador Rui Costa (PT) anunciou que a Secretaria de Administração e a Secretaria de Segurança Pública do Estado vão publicar, ainda neste mês, edital de concurso público para a Polícia Civil.

Conforme o Sindpoc, atualmente, a Polícia Civil tem 5.500 servidores, mas deveria ter 11.000. O governo estadual ainda não anunciou quantas vagas serão abertas no próximo concurso.

"Operação lockdown" restringe atendimento nas delegacias da Bahia
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A quinta-feira (27) começou com nova paralisação dos policiais civis da Bahia, que permanecerão de “braços cruzados” por 24h. A categoria cobra reajuste salarial, plano de carreira e exigência de comprovante de vacinação contra Covid-19 para ingresso nas delegacias do estado.

Conforme o Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc), operações e oitivas estão suspensas. Durante a paralisação, apenas o serviço de levantamento cadavérico e o registro de flagrantes são realizados.

Ainda segundo o Sindpoc, a Bahia tem 5.500 policias civis, mas deveria ter 11 mil. Além da contratação de novos agentes, o sindicato quer o nivelamento salarial da categoria.

“Estamos pedindo que o estado mude o padrão remuneratório de nível médio para nível superior. Hoje, o policial ingressa com R$ 3.900. Muito pouco para o risco de vida que corre. Ser policial na Bahia é um ônus. Vivemos um estado de insegurança e violência e os baixos salários não são atrativos na carreira”, afirmou Eustácio Lopes, presidente do Sindpoc.

A paralisação desta quinta-feira foi a segunda em duas semanas. Na quinta-feira passada (20), os policiais civis também fizeram a chamada “operação lockdown”, com atendimento restrito nas delegacias.