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Quem é escritor? Quem é autor? Escritor e autor são sinônimos? O que é uma “boa literatura”? Existe isso mesmo?  Existe uma literatura do cacau? Regional? Há roteiro para se tornar um escritor? Há cânone na literatura? O que é isso mesmo?  Eis algumas das perguntas que não consigo responder, mas fico atento às discussões.

Efson Lima | efsonlima@gmail.com

Nada melhor para refletir sobre a escrita do que se deparar com o Dia Nacional do Escritor (25 de julho). Uma das grandes marcas da humanidade é a escrita. Não só por ter colocado a condição humana em um patamar elevado entre os seres vivos, mas  a prática da escrita permite o registro da trajetória humana, a evolução do planeta. A escrita é meio para que um emaranhado de palavras, ideias,  símbolos sejam estruturados. A escrita oferece sentido à própria existência da vida. A escrita é uma das faces do “projeto de desenvolvimento humano”.

Em “tempos modernos”, cada vez mais visual, por vezes, esquecemos que durante muito tempo os nossos principais meios comunicacionais foram a fala, a escrita, os gestos, os objetos… Agora, os satélites nos unem, nos globalizam e possibilitam  uma dimensão maior do fenômeno. Em três segundos, estamos conectados na aldeia global. O século XX foi pródigo de descobertas e invenções. O nacional também pode se tornar global.

O escritor Jorge Amado, talvez  um dos primeiros escritores a ganhar a vida com o dinheiro de obra literária no Brasil, indiretamente, colocou o termo escritor no catálogo de profissões. A minha geração conheceu escolas de escritores, oficinas e faculdade para formar profissionais da área.  O escritor nascido em Ferradas, na cidade de Itabuna, foi internacionalizado.

Paulo Coelho, o maior dos escritores nacionais em volume de vendas, foi uma das caras do Brasil ao lado de sua mulher na candidatura do Rio de Janeiro para sediar as Olímpiadas em 2016. Lembro-me que muito se discutiu se suas obras eram literatura ou não. A Academia Brasileira de Letras virava a cara. As massas de leitores sinalizaram que outros caminhos são possíveis.

No mundo da escrita algumas discussões surgem. Quem é escritor? Quem é autor? Escritor e autor são sinônimos? O que é uma “boa literatura”? Existe isso mesmo?  Existe uma literatura do cacau? Regional? Há roteiro para se tornar um escritor? Há cânone na literatura? O que é isso mesmo?  Eis algumas das perguntas que não consigo responder, mas fico atento às discussões.

Deixo essas provocações para Silmara Oliveira, professora especializada em literatura; Pawlo Cidade com quase 20 livros publicados, ontem relançou  o seu livro O Tesouro Perdido das Terras do Sem-fim, leitura que estou a fazer; Luh Oliveira, mestra na área de letras e poeta;  pediria meu mago Ramayana Varges, um intelectual no sentido pleno do termo.  Poderia também convidar Igor Luiz, das terras de Coaraci/ Ibirapitanga; Sheila Shew, a artista – produtora, de Buerarema/Itabuna; Tácio Dê, com suas Tertúlias, às 18:51 horas. Isso mesmo, no Instagram, repito: 18:51 horas; Walmir do Carmo, que além da força de sua escrita, confere ainda maior força  aos seus poemas quando declama. Tive o prazer de ouvi-lo ontem, fisicamente, dia 24/07, no ato em defesa da democracia e da luta antifascista. Ainda,  posso convidar Aurora Souza para dar continuidade a lista. Fica faltando outra gama de gente boa, mas invocando o sagrado, temos o professor Ruy Póvoas que nos amanhece com sua voz radiante às sextas-feiras, mestre do material e do espiritual, uma instituição para além das terras sul-baianas. Mestre de gerações.

Li pela primeira vez, no Diário de Ilhéus, academicamente exigiria um apud, conforme artigo da professora Maria Luiza Heine, que Adonias Filho, certa vez, profetizou que, além de cacau, o sul da Bahia faz brotar escritores. Particularmente,  tenho constatado esse fenômeno no Flisba, Bardos Baianos Litoral Sul, Costa do Descobrimento e Extremo Sul. As notícias chegam.

É verdade, gente! Hoje é o dia Nacional do Escritor, dia 25 de julho. Mas não falarei nada disso. Não falarei também do fenômeno da escrita nas redes sociais. Desculpa!

Efson Lima é professor universitário, advogado e doutor em Direito pela UFBA.

Município lidera vacinação na Bahia, segundo ranking da Sesab
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Itacaré, na região sul, é o município que mais vacinou contra o novo coronavírus (Covid-19) em toda a Bahia, proporcionalmente, conforme dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) divulgados até este domingo (11).

A Secretaria de Saúde de Itacaré já vacinou com a primeira dose 9.515 pessoas e 77,1% das doses distribuídas para a segunda dose já foram aplicadas. Itacaré vacinou 114,1% do público-alvo, seguido por Gongogi, com 112,2%, segundo a Sesab.

O município está vacinando pessoas acima dos 33 anos. A imunização, na sede, ocorre no Colégio Municipal Maria Benjamina e no Colégio Estadual Aurelino Leal. Já em Taboquinhas, a imunização ocorre no Colégio Padre Edgard Torres, de segunda a sexta-feira, sempre das 8h às 12h e das 13h30min às 15h30min. O prefeito Antônio de Anízio chama a atenção do público-alvo para que se vacine e, também, não esqueçam do retorno em caso de vacinação em duas doses.

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Nova ligação entre centro e zona sul, ponte estaiada completa um ano || Foto José Nazal

A Ponte Jorge Amado melhorou a mobilidade urbana e já é dos mais fotografados cartões-postais de Ilhéus, no sul da Bahia. A belíssima paisagem natural da Baía do Pontal, onde o Rio Cacheira se encontra com o mar, ganhou uma novo composição com a primeira ponte estaiada da Bahia. A obra completa um ano de sua inauguração amanhã, dia 1º.

Altran: mobilidade melhorou muito

Primeira ponte estaiada da Bahia, a obra recebeu investimentos de cerca de R$ 100 milhões e foi entregue há um ano pelo governo estadual. Para a população ilheense, o primeiro ano de entrega da ponte é motivo de orgulho e satisfação, numa cidade repleta de encantos naturais, grande patrimônio cultural e arquitetônico e agora um promissor polo de produção de chocolates de origem que conquistam mercado no Brasil e no exterior.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Ilhéus, Anselmo Clemente, destaca o impacto da ponte. “Foi totalmente positivo, porque havia uma única ponte [antes], que travava o trânsito pela manhã e final de tarde, com prejuízos para o comércio. Hoje tudo ficou mais ágil. As pessoas se deslocam com rapidez. É um divisor de águas na história da cidade”.

O fluxo médio diário é de 8 mil veículos durante a semana e de 10 mil veículos por dia nos finais de semana, sem o registro de congestionamentos, segundo a Superintendência de Infraestrutura de Transporte (SIT), da Secretaria Estadual de Infraestrutura.

“MOBILIDADE MELHOROU MUITO”

O profissional liberal Jorge Guerra lembra da espera pela nova ponte. “Esperamos por essa ponte há mais de 30 anos. Ela desafogou o tráfego na cidade e agora a ligação entre o centro e a zona sul ficou muito mais rápida. Trata-se de uma grande obra do Governo do Estado”, afirma

Nilson dos Santos Carneiro, que trabalha em uma cabana de praia, ressalta que “com a ponte, melhorou muito o movimento, já que as pessoas que frequentam o litoral não perdem mais tempo em congestionamentos”. O motoboy Altran Lima diz que “o nosso trabalho melhorou muito porque podemos atender mais clientes. O trajeto ficou mais rápido, mas os benefícios são para toda a população. Ilhéus só tem a agradecer ao Governo do Estado pela concretização de um projeto tão importante”.

Pedro Hora diz que trânsito hoje flui normalmente || Foto Daniel Thame

TURISMO PÓS-PANDEMIA

Para o operador de turismo José Humberto Sá Nery, a obra não só melhorou a autoestima do ilheense. “A ponte é um grande vetor de desenvolvimento, com a valorização das áreas próximas, o impulso na construção civil e as perspectivas para o turismo, no pós pandemia, quando a cidade certamente terá um grande impulso no setor que gera milhares de empregos”.

Já o estudante Pedro Hora diz que a ponte melhorou a vida de quem mora na zona sul e precisa se deslocar diariamente para o centro e vice-versa, facilitando também o acesso às praias. “O trânsito hoje flui normalmente em qualquer horário. Além disso, a ponte deixou a cidade ainda mais bonita. As pessoas param e tiram fotos. Ilhéus ganhou um cartão-postal que é orgulho para todos nós”.

Como obra complementar do acesso à ponte, o Governo do Estado realizou a recuperação e duplicação da rodovia BA-001, no trecho entre as proximidades do Hotel Opaba e o entroncamento da BR-251. Com extensão de 5,4 quilômetros, a duplicação teve um investimento de R$ 10,5 milhões.

Ministro do Turismo, Nelson Machado, e a suplente de deputada Kátia Bacelar
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Os ministros da Cidadania, João Roma, e do Turismo, Gilson Machado, além do secretário especial de Cultura, Mário Frias, visitam nesta terça-feira (29) o município de Uruçuca, no sul da Bahia. O trio será recebido pelo deputado federal João Bacelar e pela suplente de deputada estadual Kátia Bacelar, ambos do PL. O objetivo da visita é estudar caminhos para fortalecer o turismo na região.

Kátia Bacelar adianta que a vinda dos ministros ao sul do estado é para chamar a atenção para o potencial do turismo local. Além da tão reconhecida beleza das praias, ressalta Kátia em entrevista a Oziel Aragão, apresentar a cacauicultura, zona rural com estradas igualmente belíssimas e apropriadas para trilhas e esportes radicais.

– Uma verba de R$ 25 milhões está sendo viabilizada e será destinada para o turismo de Ilhéus. Novos pleitos serão apresentados aos ministros e mais verbas federais virão para alavancar a economia sul baiana – diz ela, observando que prefeitos do sul e do extremo-sul baiano receberão os representantes do governo federal.

Fazenda é mais um dos atrativos da Estrada do Chocolate, no sul da Bahia || Foto Ana Lee

FAZENDA INDEPENDÊNCIA

Os ministros e o secretário vão conhecer uma das belezas naturais de Uruçuca, a centenária Fazenda Independência, localizada na Estrada do Chocolate, ambiente propício para o turismo rural (reveja matéria sobre a fazenda aqui).

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Hans criou o Chocolate Caseiro de Ilhéus. Caseiro, pero no mucho, porque foi questão de tempo para que seu chocolate (aí incluídas as impagáveis versões Nacib e da Gabriela)  conquistasse o Brasil, vendido em aeroportos e lojas de grife.

Daniel Thame

Prestes a completar 500  anos (487 neste 28 de junho), Ilhéus ficou conhecida mundialmente como a Terra do Cacau por meio das obras de Jorge Amado. Com seus coronéis, jagunços, trabalhadores explorados,  aventureiros de todos os matizes, moçoilas dadivosas, gabrielas e nacibs, Jorge criou um universo mítico, em obras traduzidas para dezenas de idiomas e adaptadas para incontáveis versões na televisão.

No  último quarto de século, quando o cacau atravessou uma de suas piores crises e Jorge partiu para ser amadamente eterno, três personagens que poderiam ter saído de seus livros decidiram subverter a (des)ordem natural das coisas. Como é que uma região que produzia as melhores amêndoas do mundo não produzia nem o mais miserável dos chocolates?

Aí veio Hans Schaeppi, hoteleiro, produtor de cacau, mas principalmente visionário. Hans criou o Chocolate Caseiro de Ilhéus. Caseiro, pero no mucho, porque foi questão de tempo para que seu chocolate (aí incluídas as impagáveis versões Nacib e da Gabriela)  conquistasse o Brasil, vendido em aeroportos e lojas de grife.

Hans Schaeppi viu a uva – perdão, o chocolate -, mas ninguém se atreveu a seguir o caminho. Freud, perdão de novo, Jorge explica.

Até que entrou em cena outro visionário (meio gênio, meio louco, naquele momento mais louco do que gênio. Seu nome: Marco Lessa.

Pois não é que o empresário e produtor de eventos decidiu criar em Ilhéus o Festival Internacional do Cacau e Chocolate. O nome pomposo (pretencioso?), escondia uma realidade bem menos glamourosa:  de chocolate sulbaiano mesmo só havia o de Hans.

Mas Marco Lessa já nem via a uva: via chocolate mesmo. E chocolate de origem, feito com cacau fino, para disputar mercado com os melhores chocolates do mundo, que eram  feitos com as nossas amêndoas do sul da Bahia. Precisa desenhar?

Uma década depois, já são cerca de  70 marcas regionais, Chor (eleito recentemente um dos três melhores chocolates do mundo), Sagarana, Yrerê, Maltez, Modaka, Mendá, Benevides, Seno, Cacau do Céu, Natucoa, Sul da Bahia, Terravista  e  companha limitada. Todos nascidos na esteira do festival, que, sim, hoje  faz mais do que jus ao nome, maior do gênero na América Latina.

Chocolates para se degustar de joelhos!

Junto com o chocolate de origem, veio  a produção de amêndoas de altíssima qualidade. E aí entra o personagem com dotes de alquimista  na sua fazenda/santuário Leolinda. Jeitão  simples de monge franciscano, talento de Papa na excelência do seu (Santo) Ofício. O que ele fez com o cacau, antes destinado apenas às moageiros e plantados aos Deus dará (às vezes vinha uma praga e Deus não dava), ao elevar os padrões de seleção, cultivo e, consequentemente de qualidade, só tem uma definição: revolução.

João Tavares, Hans Schaeppi, Marco Lessa. Cacau e agora também chocolate.

Embalados e inspirados nas histórias de Jorge que amou o cacau e certamente amaria os chocolates hoje mundialmente amados.

Histórias que dariam um livro, mas que nos satisfazem o corpo e a alma quando nos dão um divina barra de cada chocolate que brota dessa sagrada terra grapiuna, onde também brotam pioneiros/visionários sempre dispostos a reescrever essa história de quase  meio milênio, onde ainda há muito o que reescrever  e escrever.

Bem vindos às terras do cacau e do chocolate!

E Salve Jorge. Sempre.

Daniel Thame é jornalista, blogueiro, escritor e editor do site Cacau&Chocolate.

Barry Callebaut planeja investimento de mais de R$ 120 milhões no sul da Bahia
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A Barry Callebaut assinou protocolo de intenções com o governo baiano para investir R$ 121 milhões em suas unidades em Itabuna e em Ilhéus, sul da Bahia, gerando 86 novos empregos. Nas plantas instaladas na região, a empresa produz cacau em pó, manteiga, líquor e torta de cacau.

Segundo explicou Alexandre Martinez, diretor financeiro da Barry Callebaut para a América do Sul, a empresa vai manter sua capacidade instalada de moagem de 60 mil toneladas ao ano de amêndoas de cacau e incrementar o faturamento em R$ 350 milhões reais/ano.

“A nossa história com a Bahia iniciou-se em 1999 e estamos comprometidos em continuar esta jornada por um longo período. Estamos certos de que com nossos investimentos e nossa estratégia de sustentabilidade, auxiliaremos o desenvolvimento da produção de cacau da Bahia, bem como o desenvolvimento da indústria e economia locais”, disse Martinez em audiência com o secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Nelson Leal.

Aulas virtuais são um desafio para as famílias carentes
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Ailton Silva

Nos quase 30 anos como professora de Matemática, Cristina Ramos acostumou-se com escolas cheias e entra e sai de alunos nas salas. Conversas nos corredores no intervalo, abraços apertados de agradecimento de quem se esforça para não só obter a aprovação de ano, mas aprender o conteúdo. Mas a professora e centenas de colegas passaram a viver uma nova experiência desde março do ano passado.

Por causa da pandemia do novo coronavírus, o ano letivo de 2020 seguiu, mas com aplicação de atividades e troca de informações em grupos de aplicativo. Em 2021, foram acrescentadas as aulas virtuais, com uso de uma plataforma do Google. Por isso, a professora Cristina Ramos e os demais colegas da rede municipal de educação de Itajuípe, no sul da Bahia, precisaram recorrer à tecnologia para que milhares de estudantes não perdessem às aulas.

Professora Cristina Ramos fala dos desafios e da emoção das aulas virtuais

Um desafio a mais para aqueles educadores que estavam acostumados com as ferramentas tradicionais e gostam do contato diário com os alunos. “Gosto e estou acostumada a aula presencial. Sou uma professora de contato e conversa com alunos, brincar e resolver problemas com eles. De repente, vi-me nessa situação. Foi um grande desafio, pois não sabia como usar as novas ferramentas. Percebi que muitos alunos dominavam a tecnologia mais que eu. Então, houve essa troca rica e me adaptei”.

DUALIDADE DE SENTIMENTOS

Cristina se preparando para mais um dia de aula

A educadora relata que hoje vive uma dualidade de sentimentos. “Estou triste porque sei que o ensino não é do mesmo nível do presencial, mas estou feliz porque muitos alunos estão assistindo às aulas, fazendo questionamentos. Cada dia tem sido um grande desafio”.

Cristina torce pelo retorno das aulas presenciais o mais breve possível. Estou na esperança que possamos ter logo, pelo menos, aulas híbridas (presencial e virtual) porque, às vezes, fico triste por ver somente os rostos deles na tela. Quando estou na escola, na sala de aula, sinto-me com se estivesse dando aula presencial para eles. Fico mais entusiasmada. Eu amo ser educadora e amo meus alunos”.

A professora Daniela Pereira Barbosa atua há 25 anos como educadora da rede municipal de Itajuípe e há quatro anos é coordenadora pedagógica da Escola Dr. Pedro Catalão, no centro da cidade. Ela explica que os desafios têm sido enormes, principalmente para atender aqueles alunos sem acesso a telefone e internet. “Por isso, tem sido um ano letivo com muito trabalho e desafiador”, conta Daniela Barbosa.

PREOCUPAÇÃO COM O PRÓXIMO

A educadora explica que a proposta de aulas virtuais foi apresentada e aprovada pelos pais antes do início do ano letivo, que começou em 10 de maio. “Treinamos os professores para o uso das novas ferramentas e reduzimos o tempo de aulas para não cansar os nossos estudantes. E estamos caminhando com uma grande contribuição dos professores que comparam a ideia. Os pais estão empolgados”.

Algumas situações, revela Daniela, têm emocionado os professores. Ela cita as situações dos irmãos Ana Clara e Alex, que assistem às aulas debaixo de pés de cacau, na beira de uma estrada vicinal, na zona rural; e da mãe de uma criança que a consultou sobre a possibilidade da coleguinha da filha acompanhar às aulas na casa dela. “Porque a coleguinha não tinha nem internet nem celular. Eu respondi: queria que muitos pais tivessem uma atitude linda daquela. A questão da solidariedade, da acolhida, preocupação com o próximo”, afirma.

DIFICULDADES DE ACESSO À TECNOLOGIA

A educadora observa, no entanto, que nem todas as histórias são marcadas pela empatia e com alternativas para que as crianças não fiquem sem estudar. “Ficamos tristes quando os pais informam que não têm como seus filhos assistirem às aulas porque não possuem celular nem acesso à internet”, diz. “Mas a escola não abandonará esses alunos. Estamos fazendo a proposta de entrega das atividades para tenham o conhecimento também. Foi instalado um laboratório de informática para eles acessem, mas desistimos da ideia por causa da questão sanitária”.

Professora Renaildes Pita da Silva ministra aulas para estudantes da Escola DR. Pedro Catalão, em Itajuípe

Já a secretária de Educação de Itajuípe, Maria de Lourdes Santana, afirma que o município tem feito todo o esforço para que os estudantes não sejam ainda mais prejudicados por causa da pandemia do novo coronavírus. De acordo com Maria de Lourdes, o aluno que não tem acesso à tecnologia recebe todo o material didático impresso a cada 15 dias e tira dúvidas com o professor, assim como a maioria dos municípios.

A rede municipal de ensino de Itajuípe tem 3.800 alunos matriculados em 32 escolas, 17 delas na zona rural, que atendem 230 estudantes. “Estamos vivendo um grande desafio e estamos atravessando esse momento difícil com a contribuição e esforço de todos, inclusive dos pais, que estão tendo uma participação maior”, relata. Além das atividades didáticas, os alunos recebem kits alimentação do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Itajuípe é um dos poucos municípios baianos com aulas virtuais.

EMPREtec / Turma 2021.1 / Local: Hotel Fiesta / Fotografa: Soraia Carvalho
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As inscrições para as próximas turmas do Empretec na região Sul da Bahia estão na reta final, mas ainda dá tempo para se inscrever. As entrevistas no município de Ilhéus serão realizadas na próxima semana, de 07 a 11 de junho. Já em Itabuna, as entrevistas ocorrem de 14 e 18 de junho. Os empresários poderão fazer a pré-inscrição através do site www.empretecsebrae.com.br. Os seminários ocorrerão de 5 a 10 de julho, em Ilhéus, e de 12 a 17 de julho, em Itabuna.

Para se tornar um “empreteco” é necessário passar por três fases até o seminário: preencher o questionário de pré-inscrição; após análise do questionário, o Sebrae entrará em contato com o candidato para agendar uma entrevista presencial; e, se aprovado na entrevista, poderá efetivar a inscrição.

A capacitação tem carga horária de 60 horas e acontece em seis dias. Durante o seminário, o participante é desafiado a trabalhar as dez características essenciais do comportamento empreendedor por meio de atividades práticas. O Seminário Empretec é formado por uma imersão desafiadora, com exercícios, discussões e autoconhecimento, para despertar o perfil empreendedor de cada participante.

A metodologia aplicada no Empretec foi desenvolvida pela Organização das Nações Unidas (ONU) e é promovida em cerca de 40 países. No Brasil, a realização do seminário é exclusividade do Sebrae, que já capacitou cerca de 200 mil pessoas em 24 anos. Na Bahia, já são cerca de 14 mil “empretecos” formados.

SERVIÇO

Ilhéus
Entrevistas: 7 a 11 de junho
Seminário: 5 a 10 de julho
Contatos: (73) 3634-4068

Itabuna
Entrevistas: 14 a 18 de junho
Seminário: 12 a 17 de julho
Contatos: (73) 3613-9734

Pré-inscrição: www.empretecsebrae.com.br

Moacyr Leite Júnior chama atenção para a degradação ambiental no sul da Bahia
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O prefeito de Uruçuca, Moacyr Leite Júnior (DEM), se disse “muito preocupado” com a questão ambiental. Numa conversa com o jornalista Ricky Mascarenhas, o gestor do município que tem em Serra Grande seu grande apelo turístico, revelou sua angústia com o descaso do ser humano com a natureza.

Parque da Serra do Conduru, em Uruçuca

Na conversa, o prefeito citou a irresponsabilidade do ser humano com a natureza, citou as riquezas de Serra Grande e do Parque Estadual da Serra do Conduru. “O que as pessoas fazem com nossa mata atlântica inadmissível”, frisou.

Moacyr elencou inúmeros pontos turísticos em todo o município, mas o Parque Estadual da Serra do Conduru, em Uruçuca, é um dos que mais o preocupam. “A paisagem exuberante, a rica biodiversidade da fauna e flora, riachos e cachoeiras de águas cristalinas em uma área de mais de nove mil hectares, recebe e encanta turistas e pesquisadores de todo o mundo”, lembrou o prefeito.

Este riquíssimo patrimônio natural, salientou Moacyr, é frequentado por diversas pessoas, com pouca ou nenhuma preocupação com o meio ambiente e sua preservação. “Descartam garrafas pet, copos e pratos plásticos, restos de comida e até preservativos. Nossas campanhas de conscientização abordam justamente isso”, frisou.

Vista panorâmica da região de Serra Grande no sentido Barra do Sargi

O prefeito de Uruçuca disse que, mesmo com equipes de fiscalização, conscientização e limpeza, trabalhando com dedicação e comprometimento, é praticamente impossível atender a demanda. “Temos investido em conscientização, [em] mostrar às pessoas a importância da preservação para que os netos, bisnetos, enfim, muitas gerações ainda possam desfrutar de tamanha beleza natural”, ressaltou.

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Há 14 meses, deixamos de lado nossas famílias, enfrentamos o vírus com todas as nossas forças, abrimos mão de nossa vida, e quantos colegas já vimos nos deixar enquanto lutavam pela vida do próximo… Mas, temos vacina. E, se temos, vamos vacinar!!!

Domilene Borges

Começo meu apelo hoje com essa frase, recebida por um amigo também Coordenador de Núcleo, em um dos nossos vários momentos de desabafo e consolo frente a todas as dores das perdas e dificuldades enfrentadas nessa batalha.

Vivemos um cenário cada dia mais preocupante. Dias difíceis, duros, tristes.

Hoje, temos na Bahia 1.025.987 casos confirmados de COVID 19, 4.620 nas últimas 24 horas.

Assistimos uma mudança no cenário da dinâmica do vírus.

Analisando os dados apresentados pela DIVEP/SESAB na última reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) no último dia 02/06/2021, podemos observar claramente que entre os meses de janeiro a maio, o número de casos confirmados tem aumentado nas faixas etárias compreendidas entre 20 a 59 anos. Da mesma forma, comparando-se o número de óbitos no mesmo período, constatamos que os mesmos aumentaram principalmente entre as pessoas com idade entre 30 a 59 anos.

Isso reflete de certa forma o impacto da vacinação na população idosa, mas também nos mostra a necessidade de continuar a nos cuidar. O vírus está acometendo as pessoas mais jovens, a classe economicamente ativa e que precisa, na maioria das vezes, se deslocar para garantir o sustento da família.

Diante dessa nova dinâmica, ainda que com pequenas quantidades de doses disponíveis, os Secretários Municipais de Saúde, juntamente com os representantes do Governo do Estado que participaram da reunião extraordinária da última CIB, decidiram estender a vacinação para a população de 18 a 59 anos sem comorbidades, paralelamente à vacinação dos grupos prioritários. Decisão essa que demonstra a preocupação de todos aqueles que estão na linha de frente há 14 meses e que luta incansavelmente pela vida.

Falando um pouco da nossa região, Sul, cursamos hoje com 74% de ocupação nos leitos clínicos COVID adulto e 81% nos leitos de UTI COVID adulto. Em relação aos leitos COVID pediátricos, hoje, tanto os clínicos quanto os de UTI cursam com uma ocupação de 100%.

Temos 144.806 casos confirmados e 3 municípios da nossa região que cursam entre os 10 do Estado com maior número de óbitos por residência – Itabuna (595), Ilhéus (483) e Jequié (320).

Em relação à vacina, contamos hoje com 91,8% das doses recebidas e destinadas à primeira dose já aplicadas, e 85,5% das segundas doses também já administradas. Acompanhamos o empenho dos municípios em imunizar a população, mas precisamos intensificar ainda mais as ações. Não podemos perder oportunidades, não podemos abrir mão de fazer chegar doses à população tão sofrida, ainda que, para isso, tenhamos que abrir mão de datas como feriados ou finais de semana. Estamos numa guerra, somos soldados e protagonistas nela e não podemos baixar guarda. Sei que não é fácil, não está sendo para ninguém. Há 14 meses, deixamos de lado nossas famílias, enfrentamos o vírus com todas as nossas forças, abrimos mão de nossa vida, e quantos colegas já vimos nos deixar enquanto lutavam pela vida do próximo… Mas, temos vacina. E, se temos, vamos vacinar!!!

Todas as perdas importam, e doem! Hoje já são 21.512 baianos que não estão mais entre nós.
É momento de reflexão, de amor ao próximo, compartilhamento de responsabilidades e proação. Precisamos proteger quem amamos.

Os cuidados continuam sendo fundamentais. Usem máscara, evitem festas e aglomerações. Estamos fazendo a nossa parte, mas precisamos de VOCÊ!

Que nunca nos falta fé. Vamos resistir e nunca desistir! Vamos vencer!

Domilene Borges é coordenadora do Núcleo Regional de Saúde Sul da Sesab.

Avatim adere aos marketplaces de Amazon, Mercado Livre e Magalu
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Empresa brasileira de cosméticos e perfumaria com mais de 170 lojas no país, a ilheense Avatim decidiu impulsionar as vendas de seus produtos pela internet com maior presença no mundo digital. A empresa acaba de anunciar a adesão aos marketplaces – shoppings virtuais – da Amazon, do Mercado Livre e da Magalu (Magazine Luiza).

O comunicado ao mercado foi feito nesta manhã de quarta-feira (2), meses depois de lançar seu e-commerce.

A maior presença digital transmite mais segurança aos consumidores das plataformas dos três marketplaces e coíbe a comercialização não autorizada da marca, na opinião de Victor Midlej, diretor comercial da marca.

– Fora dos canais oficiais de vendas, não temos como garantir que a pessoa não esteja adquirindo produtos sem garantia, rastreabilidade, adulterados ou sem padronização da tabela de preços, por exemplo – frisa Victor Midlej.

Avatim abre uma nova loja a cada 15 dias em 2021

DOBRAR TAMANHO ATÉ 2024

Ainda segundo a direção comercial da marca Made in Bahia, a iniciativa integra plano de expansão que prevê dobrar tamanho da empresa até 2024.

Apesar da pandemia, a Avatim, que tem sua fábrica na Rodovia Ilhéus-Itabuna (BR-415), no sul da Bahia, inaugurou 11 franquias somente em 2021, representando média de uma nova loja no país a cada 15 dias, hoje alcançando total de 170 lojas físicas e presença em 26 capitais brasileiras.

A marca tem em seu portfólio cerca de 400 produtos desenvolvidos. Pioneira no mercado de aromatização de ambientes, a Avatim já conquistou o prêmio internacional Atualidade Cosmética pela fragrância Gigi.

SUSTENTABILIDADE

A empresa diz não fazer testes em animais na elaboração de seus produtos nem usar parabenos, que têm ação contra micro-organismos. O apelo ambiental também é divulgado pela marca, que garante neutralização anual de suas emissões de carbono.

Irmãos acompanham aulas pelo celular na zona rural|| Fotos Mônica de Souza/PIMENTA
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Ailton Silva 

Os irmãos adolescentes Alex e Ana Clara Pereira dos Santos, moradores da zona rural, no sul da Bahia, vivem uma nova rotina desde o último dia 10 deste mês, quando o ano letivo na rede municipal de Itajuípe foi iniciado. Eles acordam cedo, tomam banho, café, vestem a farda (colocam uma camisa de manga longa por baixo para evitar o ataque de pernilongos) e seguem para mais um dia de aula.

Morando na Fazenda Barra Mansa desde o primeiro semestre do ano passado, para onde a família resolveu mudar-se para tentar evitar a infecção pelo novo coronavírus, Alex, de 14 anos, e Ana Clara, 12,  de segunda a sexta-feira caminham por 300 metros até uma das áreas mais altas da propriedade. Ao chegar ao local, a dupla começa a assistir, às 8h, a primeira aula do dia, ou melhor, videoaula, transmitida por um aplicativo direto da Escola Municipal Dr Pedro Catalão, no centro de Itajuípe.

Irmãos driblam dificuldades para assistir às aulas virtuais|| Foto Mônica Souza/Pimenta

Numa mesa e cadeiras plásticas colocadas debaixo de pés de cacau,  às margens de uma estrada vicinal, os dois irmãos acompanham todas as aulas ministradas pelos professores. “O desafio foi encontrar um lugar onde o sinal da telefonia chegasse melhor. Vencida essa etapa, colocamos a mesa, levamos os livros, material didático e telefone para o lugar onde eles assistem às aulas hoje”, afirma o fotógrafo aposentado Cláudio Santos da Silva, de 62 anos, pai das crianças.

LEVANTAM SOMENTE NO INTERVALO PARA O LANCHE

“O nosso futuro está na educação”, afirma Ana Clara|| Foto Mônica Souza/Pimenta

Sentados em cadeiras plásticas, à sombra de pés de cacau, na beira de uma estrada vicinal, os irmãos não perdem um só minuto da aula. Eles levantam-se somente durante o intervalo, de 15 minutos, para o lanche e beber água. Além das aulas virtuais, os estudantes recebem atividades impressas ou por e-mail. Eles podem tirar dúvidas durante a transmissão ou via grupo de aplicativo criado pela escola.

Professor Jeferson Pereira de França, da Escola Catalão, ministra aula virtual|| Foto Pimenta

Questionada se não era desconfortável assistir às aulas de maneira improvisada, no meio do mato, correndo o risco de ataque de mosquito, Ana Clara responde rápido. “Está dando para levar de boa. O pior é não ter acesso ao conhecimento. Aqui está a chance e a oportunidade  para assegurar um futuro digno”. A menina sonha em cursar Medicina Veterinária quando concluir o Ensino Médio.

Estudantes da rede municipal de Itajuípe têm aulas virtuais|| Foto Pimenta

O fotógrafo e pai Cláudio Santos afirma que o único caminho para a evolução do ser humano é o conhecimento. “A educação é fundamental no processo de crescimento do cidadão, não importa a classe social a qual ele pertence. A pessoa que não consegue buscar e filtrar bem as informações é facilmente manipulável”, explica ao  PIMENTA.

Esse é um pensamento compartilhado por quase toda a família de Cláudio Santos. Ele decidiu mudar-se com a esposa, dona Mônica de Souza Pereira, e os filhos por causa do novo coronavírus. “Como os casos de Covid-19 e as mortes aumentavam assustadoramente,  decidimos deixar a cidade para morar no campo até que todos estejamos vacinados”, conta.

RETIRADA DE MATERIAL NA ESCOLA

De acordo com a diretora da Pedro Catalão,  Tânia Regina, as aulas remotas são complementadas com atividades que os responsáveis pelos estudantes retiram na escola.  ” Fiquei muito emocionada quando recebi uma foto dos meninos sentados àquela mesa em um lugar tão distante do centro de Itajuípe. São esforços e esses exemplos que nos fazem acreditar na educação”, relatou.

Com 22 anos atuando na educação, a professora conta que, pela primeira vez na sua carreira, está acompanhando um envolvimento tão grande dos pais, uma preocupação maior com os filhos. “Os pais de Ana Clara e Alex sempre acompanharam de perto os meninos na escola. São histórias como essas que nos fazem acreditar que escolhemos a profissão certa, que podemos trabalhar como amor. Posso dizer hoje que estou realizada”, diz emocionada.

A Escola Municipal Dr Pedro Catalão tem 600 alunos matriculados. Cerca de 70 são moradores da zona rural. A maioria deles tem dificuldade de acesso à internet para acompanhar as aulas virtuais. Os pais de muitos deles, que moram em fazendas próximas, estão tentando se juntar para contratar um pacote que permita que seus filhos tenham acesso às aulas remotas. Por enquanto, eles retiram o material impresso na escola.

A Fazenda Barra Mansa está localizada no município de Ilhéus, mas fica a cerca de 12 quilômetros da Escola Pedro Catalão, no centro de Itajuípe, onde a família das crianças tem residência e pretende retornar depois que a crise sanitária passar. Até esta semana as aulas foram ministradas das 8h às 11h, mas a partir da próxima será das 7h30min às 11h45min. Alex e Ana Clara estão no 7° ano do Ensino Fundamental.

Bebeto Galvão fala de experiências políticas e sucessão de 2022
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O sul da Bahia vive a perspectiva de ter um senador da República pela primeira vez em 2023, caso Jaques Wagner vença a disputa ao governo do Estado em 2022 e, assim, abra espaço para o seu primeiro suplente na câmara alta.

Bebeto Galvão, ex-deputado federal e hoje vice-prefeito de Ilhéus, tem essa perspectiva de poder, mas evita falar dela. Afirma que torce pela manutenção de um projeto vitorioso no estado desde 2006, quando o PT engatou sequência de quatro vitórias em primeiro turno na corrida ao Palácio de Ondina, com Wagner, depois reeleito, e Rui Costa, já no segundo mandato. 

Na entrevista a seguir, Bebeto prefere falar de projetos e também como tem sido a experiência como vice-prefeito de Ilhéus. “Eu e [o prefeito] Mário [Alexandre, Marão] fizemos acordo de duas lideranças da cidade superando o velho maniqueísmo de ou ele ou eu e nos juntamos para Ilhéus dar um passo à frente”, afirma. Também fala de conversas iniciais que podem levar o PT – ou parte dele – para a base do Governo Marão. Confira os principais trechos.

BLOG PIMENTA – Como o sr. avalia esses quatro primeiros meses de governo como vice-prefeito?

Bebeto Galvão – É um desafio enorme. Tenho experiência de parlamentar, como vereador e deputado federal, e a capacidade de ajudar nossos municípios, a partir de Brasília, apresentando emendas, trabalhando pelo fortalecimento de nossas instituições regionais. Agora, na Prefeitura, estamos no front direto com a população, vivenciando o seu cotidiano, as suas demandas de infraestrutura, de saúde e tendo essa capacidade de ajudar a minha cidade articulando com o que construí em Brasília, ajudando com bons investimentos na minha cidade.

Com a reforma administrativa, o senhor deverá ocupar secretaria?

Eu e [o prefeito] Mário [Alexandre, Marão] fizemos acordo de duas lideranças da cidade superando o velho maniqueísmo de ou ele ou eu e nos juntamos para Ilhéus dar um passo à frente. E isso está ocorrendo. Basta verificar os investimentos na área privada, em Ilhéus, na região Sul, o Porto Sul, Ferrovia Oeste-Leste, que acaba de ser leiloada, os investimentos públicos e privados. E esses investimentos privados geram em nossa cidade um aquecimento da nossa economia e temos investimentos diretos do município em obras.

O que há em números que sinalizam essa retomada?

Fechamos 2020 com números positivos e, agora, Ilhéus vive momento extraordinário que ajudará nos investimentos em nossa região. Agora, a construção da BA vai ajudar na integração de Ilhéus e Itabuna. Na minha opinião, devemos pensar. Sentar, discutir essa região como aglomeração urbana para que, na escala de demandas, tenhamos melhores e bons serviços.

Ainda sobre a reforma, será momento para atrair novos partidos para a base governista?

Nós queremos fazer, da cidade, uma gestão com todos. E os partidos são a expressão organizativa dos polos de poder.

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Nós temos diálogo, ainda muito inicial, e vamos seguir nesse processo de conversa, porque conversa e caldo de galinha fazem bem a todos nós.

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Uma das discussões é sobre a ida ou não do PT. O partido terá espaço no governo?

Nós temos diálogo, ainda muito inicial, e vamos seguir nesse processo de conversa, porque conversa e caldo de galinha fazem bem a todos nós.

Qual papel o senhor vai jogar em 2022, nas eleições?

Quem faz política está sempre aberto a discussão. O meu partido vai discutir nossa nominata [relação de nomes] para deputado federal e deputado estadual e as condições para 2022. É aguardar essa decisão.

Qual o cenário para 2022 na eleição ao governo estadual?

Esse ciclo de mudanças, conquistas e desenvolvimento continuará com [a eleição] do nosso [Jaques] Wagner e de todos da aliança que podem levá-lo à Governadoria novamente. Mantido o nosso grupo – e será mantido, porque temos responsabilidade com a Bahia, nós vamos disputar uma eleição bem situados.

O senhor está em posição confortável como primeiro suplente do senador Jaques Wagner. Isso faz aumentar a torcida, no plano estadual, com essa perspectiva de o senhor assumir o mandato no Senado?

[Risos] Faz aumentar a torcida para que a Bahia continue na trilha do desenvolvimento. Não é uma questão pessoal, mas de projeto. Nós temos um líder importante, que oxigenou a política da Bahia, abriu tudo isso. Parte das obras que estão sendo realizadas em nossa região vem do planejamento dos governos dele [2007 a 2014]. Portanto, vamos trabalhar para manter o nosso grupo unido, com Wagner governador. A consequência, em função da lei, é que, se ele ganhar a eleição, eu assumo [o mandato de senador da República].

Tonho de Anízio (à dir) e Manassés discutem proposta de aterro compartilhado
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Os prefeitos de Itacaré, Antônio de Anízio, e de Maraú, Manassés Souza, se reuniram nesta quarta-feira(12) com representantes do segmento empresarial para discutir alternativas para acabar de vez com os lixões nos dois municípios. A proposta é implantar aterro sanitário compartilhado, o que diminuiria os custos, e envolver a comunidade no processo de coleta seletiva.

Segundo explica o prefeito de Itacaré, Antônio de Anízio, municípios vizinhos também devem ser convidados para aderir à proposta compartilhada, a exemplo de Ubaitaba e Camamu. Durante o encontro os dois prefeitos falaram das dificuldades para a destinação dos resíduos solos e do desafio que será transformar os atuais lixões em aterros sanitários, que são menos nocivos ao meio ambiente, pois são construídos para evitar a contaminação do solo, da água e do ar.

Os prefeitos Antônio de Anízio e Manassés Souza fizeram questão de enfatizar que acabar com os lixões foi compromisso assumidos com a sociedade e que será cumpridos pelas duas gestões municipais. Paralelamente ao aterro sanitário, os municípios também estarão implantando uma campanha educativa como forma de conscientizar a comunidade sobre a responsabilidade de todos com o ciclo de vida de um produto, desde a sua produção até o destino final.

As prefeituras vão incentivar a coleta seletiva. Nela, o cidadão deve separar os lixos secos dos molhados, facilitando a coleta e colaborando com o meio ambiente. A comunidade também será orientada sobre os dias e horários da coleta, além dos locais corretos para a colocação do lixo.

Operação na manhã desta quarta-feira em Ibirapitanga
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Um confronto entre suspeitos e equipes da 61ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Ubaitaba) e da Companhia Independente de Policiamento Especializado Cacaueira (Cipe/Cacaueira) resultou em três mortes, na manhã desta quarta-feira (12), em Ibirapitanga, no sul da Bahia. A troca de tiros ocorreu na localidade conhecida como “Lago do Jacaré”. Os mortos são acusados de assaltos, homicídios e tráfico de drogas.

O confronto foi na manhã de hoje. Os suspeitos foram socorridos, mas não resistiram

Os policiais informaram que deram voz de prisão e os suspeitos atiraram. Eles foram socorridos para o Hospital Municipal de Ibirapitanga, mas não resistiram. De acordo com a polícia, os homens são acusados por, pelo menos, 10 assassinatos no sul da Bahia. Os acusados ainda não foram identificados. Da redação com informações da Ubatã Notícias.