Mais um idoso venceu a Covid 19 no sul da Bahia. O aposentado Manoel Cardoso Maia, de 83 anos, recebeu alta hospitalar da Unidade de Pronto Atendimento de Ipiaú, na quarta-feira, 19, após cinco dias de internação.
A alegria contagiou todos da UPA. Caio Pires, gerente de enfermagem, informou que a comemoração foi geral na saída do paciente e que os funcionários, que a todo instante comentavam que a determinação e força de vontade de Manoel Cardoso para retornar para a família foram cruciais na recuperação.
“Foi mais um grande momento pra todos nós, afinal, mais um paciente está curado”. O médico e diretor técnico da UPA, Pedro Gabriel de Souza Menezes, que prestou atendimento também a Manoel, informou que ele deu entrada na unidade apresentando sintomas gripais, como tosse, coriza, febre e testou positivo para o Covid 19.
Bastante emocionada e sem conter a alegria, a filha Adriana Maia fez questão de agradecer a todos os funcionários. “Nossa família tem muita gratidão a todos que trabalham aqui, na UPA, porque desde o primeiro dia prestaram um excelente atendimento a meu pai e tiveram muito carinho com ele e com nossa família”.
O paciente também falou sobre a alegria em estar de alta e indo para casa. “Deus esteve comigo e com todos que trabalham aqui; agradeço aos funcionários porque eles foram muito carinhosos comigo. Estou feliz em voltar pra casa e bem de saúde. Que Deus abençoe todos daqui”, comemorou Manoel Cardoso Maia.
Moradores encontraram, na tarde de quarta-feira (19), na Prainha, em Itacaré, no sul da Bahia, uma cobra gigante. A Sucuri ficou por cerca de cinco minutos numa faixa de areia e foi a diversão de quem estava no local. Muita gente filmou o animal, que foi a sensação nas redes sociais nesta quinta-feira.
De acordo com os moradores, a cobra sumiu pelo rio. Essa não é a primeira vez que um animal desse tipo aparece no local. Em 2014 uma Sucuri foi encontrada e devolvida por equipes de órgãos ambientais para Serra do Conduru.
Unidade de Pronto Atendimento recebeu recursos para estruturação e operacionalização
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A Atlantic Nickel doou R$ 220 mil ao Governo da Bahia para custear despesas no trabalho de enfrentamento ao novo coronavírus na região sul do estado. Desde o início da pandemia, a empresa diz já ter destinado cerca de R$ 1 milhão em doações, contemplando as prefeituras de Itagibá, onde tem sede, Ipiaú e outras administrações municipais da região, além de entidades e comunidades. As doações beneficiaram, até agora, mais de 15 mil pessoas, segundo a companhia.
O recurso de R$ 220 mil, direcionado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ipiaú, atende a uma situação emergencial de aumento de demanda na região e se destina, exclusivamente, à estruturação e operacionalização do tratamento de pacientes infectados pela covid-19. Ipiaú é referência no atendimento médico neste período para municípios do seu entorno.
A doação faz parte de uma série de estratégias sociais implementadas desde o início da pandemia. Entre elas, está a compra de 1.760 testes rápidos entregues no último dia 29 de julho às secretarias de Saúde de Ipiaú e Itagibá, e ao Hospital Geral de Ipiaú. Com essas entregas, a empresa já completou a doação de 2.200 testes rápidos aos dois municípios baianos.
“Estamos num cenário de guerra que exige uma postura proativa de todo o empresariado em apoio às autoridades públicas. Estamos fazendo a nossa parte junto às nossas comunidades e perante nossos empregados, adotando todas as medidas cabíveis de proteção à vida”, afirma Paulo Castellari, CEO do Grupo Appian Capital Brazil, controlador da Atlantic Nickel.
Outra ação é assegurar a hospedagem dos profissionais de saúde da região mobilizados na luta contra a Covid-19. A empresa contratou uma pousada, que funciona na cidade de Ipiaú, com 17 apartamentos duplos, com frigobar, TV, ar condicionado, estacionamento privado e mesas de trabalho.
Itapé está entre os municípios com maior incidência de casos da covid-19
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A Bahia registrou 3.935 casos do novo coronavírus (Covid-19), 2.889 recuperados da doença (+1,6%) e 67 óbitos (ocorridos no período de 15 de maio a 12 de agosto) no período das 17h de ontem e as 17h desta quinta (13), segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab).
Dos 206.955 casos confirmados desde o início da pandemia, 187.333 já são considerados curados e 15.420 encontram-se ativos (em recuperação da doença).
Os casos confirmados ocorreram em 414 dos 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (32,38%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram Almadina (4.612,01), Dário Meira (4.481,79), Gandu (3.919,39), Itapé (3.823,76) e Itajuípe (3.767,51), todos no sul da Bahia.
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 395.261 casos descartados e 82.842 em investigação até as 17 horas desta quinta-feira (12). Na Bahia, 17.611 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.
LEITOS DE UTI
O nível de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para pacientes covid-19 subiu para 63% nas últimas horas. No sul da Bahia, o percentual de leitos de UTI com pacientes internados atingiu 85% hoje. Permanece sendo o mais alto dentre as nove macrorregiões do Estado, seguido pela região norte (77%) e extremo-sul e sudoeste (66% cada uma).
Atualmente o canavieirense vive de lembranças, das boas lembranças em que Canavieiras sediava constantemente eventos regionais e um dos seus maiores produtos de marketing, o caranguejo.
Em todos os eventos realizados em Canavieiras frequentemente lemos ou ouvimos loas sobre os benefícios econômicos ou financeiros advindos desses festejos (só festas, mesmo), para tentar convencer à sociedade sobre as vantagens de contratar bandas e cantores (nem tão famosos). Por si só, essa é uma demonstração de que o caminho tomado não é o mais adequado a ser seguido.
Pode até tentar explicar, mas não convence, principalmente aos mais críticos, que não devem ser chamados de oposição, aves de má agouro e outros adjetivos pejorativos, como se fossem apenas arautos de futricas. Os recursos públicos devem ser aplicados com transparência e os questionamentos são válidos e necessários, no sentido de corroborar, ou não, as ações dos gestores.
As contas do turismo não são tão simplórias como alguns gestores acreditam, pois não são lastreadas de cunho científico, pois não existem informações sobre os equipamentos de hotelaria (pousadas, restaurantes e bares) para avalizar as assertivas. Também não há nenhuma informação sobre os que aqui vêm, os motivos e o montante dos recursos que pretendem gastar.
Outra grande falácia é a divulgação aleatória do número de pessoas presentes em um determinado evento e quando eles gastam, sem qualquer informação sobre a condição financeira e a disposição de entregá-lo aos donos de restaurantes, bares e “capeteiros”. Também seria de importância fundamental a origem desses festeiros, de onde vieram – Itabuna, Ilhéus, Santa Luzia, Camacan, ou dos bairros de Canavieiras.
Portanto, nada mais falso que prestar informações inverídicas. O que deveria ser informação passa a ser desinformação propositada com intenção de enganar os incautos para escamotear a verdade, a falta de conhecimento. Mas o desconhecimento da atividade turística não é um referencial de Canavieiras, mas de centenas de municípios brasileiros que brincam de explorar o turismo.
Sem trocadilho, exploram o turista duplamente: primeiro, pela propaganda enganosa do que oferecerá; segundo, por cobrar preços não condizentes com a realidade oferecida, deixando-os insatisfeitos. E a culpa é de quem? Do poder público? Da iniciativa privada? De ambos? Acredito que de todos os envolvidos, resguardando alguns empresários que conseguem sair da mesmice reinante e encantando meia dúzia de clientes.
As questões estrutural e conjuntural convivem de braços dados como dois amigos que se detestam mas não têm coragem de promover o rompimento do status quo, vivendo de tapinha nas costas, na presença, e falando mal quando distantes. As iniciativas pública e privada sabem quais são os problemas que os afligem, embora não tenha coragem de tentar solucioná-los.
O que estou dizendo pode ser comprovado por qualquer cidadão, basta acessar os planos de governo apresentados à Justiça Eleitoral, quando o gestor, ainda candidato, prometeu o que faria se eleito. Todas as propostas indicam – mal ou bem-apresentada – a transformação do modelo turístico do sazonal para o perene, “garantido” a geração de emprego e renda a todos.
E até que Canavieiras já tentou mudar o seu estilo turístico, mas esbarrou nas mudanças de gestão. Tivessem dado continuidade ao Projeto Canes, teríamos hoje empreendedores com experiência na área e mais turistas frequentando as nossas praias. Digo praias, mas acrescento a beleza do casario do apogeu do cacau, da riqueza ambiental dos manguezais e da mata atlântica, do cacau simbolizado pela fazenda Cubículo.
Não houvessem jogado ao lixo os recursos para a construção do projeto de requalificação e urbanização da praia da Costa, nas avenidas Beira-mar e Tucunarés, bem como do Parque Ecológico Luís Eduardo Magalhães, com a Passarela do Robalo e o Caminho da Fé, por certo a situação seria outra. Claro que não estamos falando da salvação do turismo, mas de meio caminho andado.
Equipamentos turísticos como esses teriam atraído novos investimentos para a cidade e a geração de emprego e renda deixaria de ser uma falácia para se transformar em realidade. Pouquíssimas cidades brasileiras têm belezas e histórias para serem contadas e vendidas ao público nacional e internacional como Canavieiras, mostrando do primitivo ao moderno no mesmo conjunto.
Temos um dos maiores bancos pesqueiros de marlim do mundo, o Royal Charlotte, objeto de desejo dos pescadores dos chamados peixes de bico, que visitam Canavieiras todos os anos. Com a tecnologia, essa modalidade de pesca preserva os cardumes, pois os peixes são apenas fisgados, filmados e fotografados para dar o comprimento e peso do peixe, que em seguida é devolvido ao mar.
Atualmente o canavieirense vive de lembranças, das boas lembranças em que Canavieiras sediava constantemente eventos regionais e um dos seus maiores produtos de marketing, o caranguejo. Promoveu o Festival de Caranguejo – em algumas edições – privilegiando-o em diversas formas, como mandava a culinária canavieirense, ao contrário de hoje, em que no principal sítio da festa não se encontra um caranguejo para remédio.
Não se pode negar o brilho artificial dos últimos Festivais do Caranguejo, com chefs da cozinha internacional elaborando pratos mirabolantes às vistas dos espectadores, que apenas comiam com os olhos e lambiam com a testa. Projeto copiado do desenvolvido na vizinha Itacaré, cujo modelo de turismo é totalmente diferente do praticado em Canavieiras.
Antes de tudo, é preciso dar dignidade aos serviços públicos essenciais prestados pela administração municipal, coletando o lixo e não permitindo que comerciantes e moradores joguem os sacos na rua em pleno domingo; oferecer um serviço de saúde à altura; cursos de aprendizagem junto com o Sistema S; ter perfeito entrosamento com a iniciativa privada, para organizar um calendário de eventos anual capaz de atrair turistas.
Do contrário, vamos continuar vivendo de lembranças, das boas lembranças de Canavieiras, a começar pelo restaurante da Tia Jael (fechado a décadas), onde o atendimento era primoroso, a cozinha sensacional e ela uma doçura de pessoa, daí as estrelas da Quatro Rodas. Pensando bem, nem de passado podemos viver por falta de um museu que poderia contar a história dos coronéis do cacau da outrora Princesinha do Sul.
Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.
A Bahia confirmou 1.068 novos casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,6%), 58 óbitos (+1,5%) e 1.661 curados (+0,9%) nas últimas 24 horas, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). Dos 194.097 casos confirmados desde o início da pandemia, 176.948 já são considerados curados, 13.138 encontram-se ativos e 4.011 tiveram óbito confirmado para coronavírus.
Os casos confirmados ocorreram em 413 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (32,53%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram: Dário Meira (4.295,05), Almadina (4.245,97), Gandu (3.854,58), Itajuípe (3.665,02) e Itapé (3.629,72).
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 378.104 casos descartados e 79.917 em investigação até as 17 horas desta segunda-feira (10). Na Bahia, 16.830 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.
OCUPAÇÃO DE LEITOS DE UTI
Chama atenção o alto percentual de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para pacientes covid-19 no sul da Bahia, 91%, bem acima da média estadual (62%) nesta segunda (10). Dentre as macrorregiões, a que possui mais baixo percentual de ocupação de leitos é a centro-norte, com 30%. O extremo-sul registra 58%. No gráfico acima, os percentuais de leitos de UTI Covid-19 com pacientes internados nas nove macrorregiões do estado.
Empresas de ônibus querem subsídio para voltar a rodar em Itabuna
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Empresas de ônibus que detêm a concessão do transporte coletivo em Itabuna não devem voltar a circular tão cedo se a prefeitura não subsidiar o serviço. São Miguel e Sorriso da Bahia cobram suposta dívida da prefeitura e alegam que estão sem receita para comprar combustível e colocar a frota para rodar.
Já os rodoviários deixam claro que somente retornam se as empresas quitarem parte do salário em atraso. O município está sem transporte coletivo há mais de 100 dias.
Das duas empresas, a situação mais preocupante é a São Miguel, que já enfrentou ação de busca e apreensão de veículos e greve por atraso de salários.
Ontem, setores da Prefeitura de Itabuna se reuniram para traçar plano de segurança do retorno da transporte coletivo no município. Por enquanto, não há previsão de ônibus nas ruas.
Município inicia requalificação da Estação Rodoviária
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A Prefeitura iniciou a requalificação do terminal rodoviário de Uruçuca. Segundo o prefeito Moacyr Leite Júnior, o projeto busca tornar a rodoviária com melhor uso social e ofertar aos usuários “ambiente agradável, seguro e com melhor estrutura”.
O prefeito diz que tem feito inspeções constantes em todas as obras públicas executadas no município. “A rodoviária é porta de entrada da cidade. A requalificação vai beneficiar os nossos munícipes e também quem nos visita”, pontuou.
Rodoviária passa por obras de reforma
Moacyr diz que o município tem várias obras em andamento, dentre elas o Centro Cultural, Quadra da Praça Gilberto Moura, Espaço de Apoio aos Estudantes e calçamento de ruas e avenidas da sede e do balneário de Serra Grande.
A Bahia registrou 1.550 casos de covid-19 nas últimas 24 horas e 2.125 curados da doença, além de 55 mortes causadas pelo vírus, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). Dos 170.476 casos confirmados desde o início da pandemia até este domingo (2), 153.598 já são considerados curados, 13.306 encontram-se ativos e 3.572 tiveram óbito confirmado para Covid-19.
Os casos confirmados ocorreram em 408 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (34,03%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram Almadina (3.861,64%), Dário Meira (3.632,12%) Gandu (3.601,52%), Itajuípe (3.445,42%) e Ipiaú (3.099,86%).
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 338.355 casos descartados e 82.684 em investigação, segundo notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas deste domingo (2).
Na Bahia, 15.412 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.
Neste domingo, subiu para 74% o percentual de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusiva para vítimas da covid-19 na Bahia. A macrorregião do extremo-sul atingiu maior índice de ocupação, com 97%, seguido pelo sul da Bahia (88%) e norte (80%). No quadro acima, a ocupação por macrorregião.
Fuzis, farta munição e granada foram apreendidos em ação conjunta do 8° Batalhão da Polícia Militar (BPM/Porto Seguro), com a Polícia Federal, na noite de quinta-feira (30). Os materiais estavam com uma quadrilha que se preparava para atacar um banco, na cidade de Belmonte.
O grupo, responsável por outra tentativa de roubo, no dia 22 deste mês, na cidade de Camacan, estava escondido em um imóvel, na zona rural de Belmonte. Quatro integrantes foram cercados pelas forças estadual (Ceto do 8° BPM) e federal de segurança.
Na tentativa de efetuar as prisões, houve confronto e o quarteto acabou ferido. Os assaltantes de banco, envolvidos também com tráfico de drogas e homicídios ficaram feridos, foram socorridos para unidade médica naquele município, mas não não resistiram.
Com o bando foram apreendidos dois fuzis russos modelo AK 47, calibre 7,62, um fuzil calibre 5,56, duas pistolas austríacas, 20 carregadores e uma granada. Entre o integrantes da quadrilha, estava um criminoso com mandado de prisão em aberto e que, em 2016, foi preso durante a Operação Replay, realizada pela PF.
“Um grande trabalho conjunto, que só reforça a parceria que temos com a PF. Continuamos com o trabalho para identificar e prender outros possíveis integrantes desta organização criminosa”, disse o comandante do 8° Batalhão da PM (Porto Seguro), tenente-coronel Anacleto França.
Barreiras sanitárias são alvos de criminosos no sul da Bahia || Foto Divulgação
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As barreiras sanitárias estão sendo alvos da ação de vândalos. Segundo relatos de secretários municipais de saúde, as equipes que estão fazendo a fiscalização na entrada das cidades, estão sendo agredidas e sofrendo ameaças de pessoas que residem em outra localidade e não possuem autorização para a entrada.
A secretária de Floresta Azul, Louise Prates Oliveira, destaca que o trabalho dos agentes municipais nas barreiras foi fundamental para conter o avanço do vírus em Floresta Azul por quase dois meses, com apenas quatro (4) casos. No entanto, com a chegada de uma pessoa contaminada de São Paulo e a sua participação em festas clandestinas, proliferou o número de casos, que hoje soma 173 positivados e 3 mortes por Covid-19.
No que diz respeito à segurança das barreiras, a secretária destacou estar muito preocupada com a integridade física de toda a equipe. “Recentemente, um funcionário nosso foi agredido por um rapaz, que é policial, e invadiu a barreira para entrar na cidade. A ação foi tão violenta que o servidor teve que fazer cirurgia às pressas para a retirada de um coágulo. Mas, graças a Deus está bem”, relatou Louise, que ainda citou a ameaça de pessoas portando arma de fogo, dentre outras situações.
Em Barro Preto, a situação não é muito diferente. Segundo a secretária de Saúde, Isabela Weyll da Silva Rocha, já foram registrados casos de agressões físicas e disparados tiros em direção a própria equipe responsável pela fiscalização. Diante disso, atualmente só estão funcionando duas barreiras sanitárias que estão medindo a temperatura, exigindo o uso da máscara e verificando o destino das pessoas que entram no município.
Itabuna chega aos 110 anos de emancipação no momento em que o mundo vive uma das piores crises sanitárias de sua história, com impactos devastadores na economia. Por causa da pandemia da Covid-19, a cidade paralisou as atividades comerciais e empresariais não essenciais por mais de cem dias e só agora inicia um processo gradual de reabertura, seguindo rígidos protocolos de segurança determinados pela Organização Mundial de Saúde.
A crise afeta diversos segmentos de Itabuna, mas a capacidade de se reinventar, superar crises e dar a volta por cima, está no DNA do itabunense, desde os pioneiros que iniciaram a transformação da então Vila de Tabocas na Itabuna com ares de metrópole, até os tempos atuais, em que o espírito empreendedor prevalece em meio a dificuldades que estão aí para serem superadas.
Fernando diz acreditar na capacidade de superação do itabunense
Itabuna atravessou as crises cíclicas do cacau, encarou a pior das crises até então, com o apocalipse gerado pela vassoura-de-bruxa e as crises econômicas nacionais. Mas sempre se superou, como vai superar os impactos ainda não mensuráveis da Covid-19 no sul da Bahia.
É assim, por exemplo, que pensa o prefeito Fernando Gomes, em seu quinto mandato à frente do município. Mesmo com foco na saúde, para preservar vidas. “Ao assumir a Prefeitura de Itabuna decidi olhar para frente e não reclamar do passado. E assim fiz e tenho feito. Confio na força de trabalho dos itabunenses, acredito na capacidade de superação e tenho confiança no futuro, porque Itabuna é uma cidade que sempre superou obstáculos para se consolidar como um dos polos da Bahia e do Nordeste” afirma.
ESPÍRITO EMPREENDEDORDuas gerações de empreendedores, Helenilson e o filho Manoel Chaves Neto
Implantar em Itabuna o primeiro shopping do Sul da Bahia no ano 2000, em meio a uma crise devastadora provocada pela vassoura-de-bruxa, parecia algo impensável. Não para Helenilson Chaves, visionário e empreendedor nato, um apaixonado pela cidade, que fez nascer um shopping que se transformaria num marco da consolidação da Itabuna como o maior polo comercial, prestador de serviços, lazer/entretenimento, saúde e ensino superior da região.
Jequitibá é um dos símbolos do comércio sul-baiano
Aos 20 anos, o Shopping Jequitibá, hoje dirigido por Manoel Chaves Neto, passa por um processo permanente de ampliação, modernização e ampliação do mix de produtos/serviços. Mesmo com o shopping fechado por 120 dias por causa da pandemia, Neto mantém o otimismo. “Quando ocorreu o fechamento das operações do Jequitibá por força da pandemia, decidimos encarar a avassaladora consequência da Covid-19, com foco na adequação do shopping ao novo normal, buscando alternativas e soluções para o empreendimento como um todo”.
“Reabriremos o Jequitibá com seis novos projetos sendo implementados. Essas ações são um exemplo da educação e ensinamentos de meu pai e a nossa eterna crença na capacidade de Itabuna superar crises. Continuamos e estamos convictos do potencial mercadológico de Itabuna, do sul da Bahia e por contar disto, em breve vamos anunciar relevantes novidades” ressalta Manoel Chaves Neto.
Leahy: comércio unido na travessia
A FORÇA DO COMÉRCIO
Além do comércio, Itabuna também se consolidou como polo regional de serviços na área da saúde, com centenas de leitos hospitalares, de clínicas e consultórios médicos das mais diversas especialidades, e no setor educacional, com universidades públicas e centros universitários privados. Seu raio de influência atinge 120 municípios e uma população superior a um milhão de habitantes.
Carlos Leahy, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Itabuna fala do otimismo e esperança nos 110 anos do município. “Itabuna sempre foi um celeiro de grandes empresários, com um comércio de abrangência regional. Vamos atravessar juntos essa situação inesperada e unidos vamos dar a volta por cima, saindo mais fortalecidos, porque essa essas são marcas do itabunense, empreender, não desistir nunca e olhar para o futuro com otimismo”.
Margotto fala de aspirações e força do itabunense
Para Edimar Margotto Junior, advogado, empresário e agropecuarista, “a terra de Jorge Amado, de Firmino Rocha, de Candinha Doria, de Cyro de Mattos, de Zélia Lessa e de Valdirene Borges” tem tudo para surfar a onda do desenvolvimento sustentável. “Superamos a vassoura-de-bruxa e somos referência pujante em comércio e em tecnologia, a 8ª economia da Bahia, com mais de 5.000 empresas e um PIB anual superior a R$ 3 bilhões”, afirma.
Segundo Margotto, com um orçamento anual que supera os R$ 600 milhões, Itabuna pode viver dias melhores, com direito a educação de qualidade e em tempo integral, com saneamento básico e despoluição do Rio Cachoeira, com ambiente propício ao empreendedorismo, um plano de mobilidade urbana”. “Podemos vivenciar um novo momento, com uma cidade mais humana e mais justa, sobretudo para as pessoas mais necessitadas”, finaliza.
Rafael Andrade: superação e mutirão que é exemplo para o mundo
EXEMPLO DE SOLIDARIEDADE
Idealizador e coordenador do Mutirão do Diabetes de Itabuna, maior evento de prevenção e tratamento da doença no mundo, o médico oftalmologista Rafael Andrade, do Hospital Beira Rio, afirma que uma importante característica da cidade é se superar perante grandes adversidades, com o que ela tem de melhor, a sua gente. “Quantas crises passamos e quantos vezes nos levantamos, ainda mais fortes?”. “Enchentes, secas, crises da vassoura-de-bruxa, muitas crises econômicas, mesmo assim seguimos em frente com este povo de fé que não se entrega” diz.
“Minha história é a prova deste solo fértil grapiúna. Aqui nasceu, cresceu e se expandiu para todo o Brasil, o Mutirão do Diabetes, que se mistura com a história da minha vida, que começou em 2004 atendendo pouco menos de 200 pessoas, e durante 15 anos vem atendendo dezenas de milhares de pessoas.”
Julius Kaeser, ex-diretor da Nestlé em Itabuna, fala da avidez do grapiúna em aprender
HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO
Julius Kaeser, que foi diretor da Nestlé em Itabuna no período de 1985 a 1998, hoje radicado em Portugal, testemunhou a bonança provocada pela alta do cacau e também da crise gerada pela vassoura-de-bruxa. “Algo que sempre me chamou positivamente a atenção com relação a comunidade grapiúna foi a forma fraternal no tratamento com as pessoas, o espírito empreendedor. A formação profissional dos colaboradores que trabalhavam na empresa também foi surpreendente. A avidez de querer aprender cada vez mais e se superar era até comovente”, diz.
“Foi um enorme prazer poder ter tido a oportunidade de liderar um grupo de pessoas tão motivadas. Foi uma lição de vida para mim e tenho a certeza de que mais uma vez a cidade vai ser recuperar e sair ainda mais fortalecida”, ressalta.
A Bahia registrou 930 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,6%), 45 óbitos (+1,4%) e 1.735 curados (+1,3%) nas últimas 24 horas, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). Dos 149.109 casos confirmados desde o início da pandemia, 132.944 já são considerados curados, 12.938 encontram-se ativos e 3.227 tiveram óbito confirmado de Covid-19.
Os casos confirmados ocorreram em 407 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (35,59%). São do sul da Bahia os cinco municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes no Estado. Por ordem, Gandu (3.530,54%), Itajuípe (3.118,44%), Dário Meira (2.903,83%), Almadina (2.745,24%) e Ipiaú (2.600,66%).
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 302.694 casos descartados e 78.421 em investigação até as 17 horas destas segunda-feira (27). Na Bahia, 14.314 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.
NO SUL DA BA, 85% DOS LEITOS DE UTI OCUPADOS
O sul é a região da Bahia com o maior percentual de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para covid-19 ocupados, com 85% deles com pacientes, segundo a Sesab. Os leitos nesta região estão distribuídos entre Ilhéus e Itabuna. Na sequência, vem a região oeste, com 83% de ocupação, e centro-norte, com 80%. A média estadual está em 74%.
Rosemberg defende unidade da base aliada em Itabuna na disputa de 2020
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O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) voltou a defender a unidade da base aliada do governador Rui Costa em Itabuna na disputa eleitoral de 2020. Numa entrevista ao Bom Dia Bahia, da Rádio Difusora, neste final de semana, o parlamentar apontou que o adversário do governo Rui Costa no município é o médico Dr. Mangabeira.
– Nosso adversário em Itabuna é Mangabeira, que assumiu publicamente apoio a Bolsonaro e ao candidato de ACM Neto. Agora, com o desgaste de Bolsonaro, ele tem dito que não tem nada a ver com Bolsonaro, mas Mangabeira já incorporou o bolsonarismo – disse Rosemberg, observando que o processo está sendo coordenado pelo senador Jaques Wagner, delegado pelo governador Rui Costa.
O deputado estadual e líder do Governo na Assembleia Legislativa diz entender que todos os partidos da base trabalham pela unidade. “Entendo que estamos juntos, e não vejo problema alguém expor opinião ou preferência agora”.
Rosemberg também falou que o partido dele, o PT, tem pré-candidato em Itabuna, o ex-deputado e ex-prefeito Geraldo Simões, principal liderança do partido na região. “Temos que entender que fazemos parte da base junto com os outros partidos”, assinalou.
– Quem bom, embaixador! Essa é uma ótima notícia para a população de Itabuna, que poderá ficar livre dessa terrível doença. Basta utilizar o bagunço como supositório, que estarão imunizados – brincou (mas não necessariamente com essas palavras).
Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com
No segundo mandato de Antônio Olímpio (AO) como prefeito de Ilhéus, o então deputado federal Haroldo Lima (PCdoB) trouxe à região uma comitiva da República Popular da China. O interesse do deputado comunista era ampliar o comércio entre os dois países, notadamente de cacau, à época atravessando uma das suas muitas crises – esta, causada pela vassoura de bruxa.
Àquela época, os técnicos em agropecuária da Ceplac, ideologicamente ligados aos partidos de esquerda – PCB, PCdoB, PT e PSB – convenceram seus dirigentes nacionais que a saída para o cacau era comercializar o cacau com a China. Após os cálculos feitos em várias reuniões, acreditavam que se cada chinês tomasse, diariamente, uma pequena xícara de chocolate, o preço do cacau subiria às nuvens.
Tese aprovada pelos cardeais vermelhos da esquerda brasileira, a primeira providência era convencer os herdeiros de Mao Tsé-Tung a introduzir esse novo hábito alimentar no cardápio de seus compatriotas. Para tanto, deveriam convidar uma comissão de alto nível para conhecer o Sul da Bahia e provar as qualidades alimentares e afrodisíacas do cacau, que poderia voltar a ser conhecido como frutos de ouro.
Nada mais fácil para camaradas e companheiros arrebanharem as pessoas mais importantes e decisivas numa negociação entre Brasil e China, que prometiam mostrar ao mundo capitalista os bons resultados de uma negociação com dois países com governos ideologicamente próximos, diria até, iguais. Data marcada, a cúpula das instituições políticas e da cacauicultura do Sul da Bahia se engalanaram para receber os chineses.
Entre os “camaradas” da comitiva estavam o embaixador da República Popular da China no Brasil (chefiando a delegação), o Cônsul, funcionários graduados da embaixada, empresários, técnicos e jornalistas. Aqui, cumpriram uma extensa programação, que incluiu visita a três fazendas de cacau, Ceplac, Conselho Nacional dos Produtores de Cacau (CNPC) e as prefeituras de Itabuna e Ilhéus.
Convidado pelo prefeito Antônio Olímpio para um almoço no Hotel Canabrava, a delegação compareceu em peso. Bem falante, o cicerone Haroldo Lima demonstrava todo o seu conhecimento sobre a região cacaueira – local onde permaneceu clandestino nas fazendas de cacau durante a ditadura militar –, encantava os chineses com informações sobre a Mata Atlântica (fauna e flora), além de características sobre a história e a população.
Lá pelas tantas, Haroldo Lima apresentou uma das frutas mais famosas da árvore Artocarpus heterophylla, a jaca, responsável pela alimentação da população rural e os doces que poderiam ser feitos com ela. Entusiasmado com as ricas propriedades da jaca, o embaixador chinês pediu a palavra e discorreu sobre as propriedades medicinais da fruta, conhecida dos chineses, que a plantam no sul do seu país, junto ao cacau.
Prosseguindo, o embaixador chinês revelou um estudo científico realizado pelos chineses para combater a Aids, por possuir em sua composição uma substância de propriedades medicinais, a “jacaína”. A cada frase, o embaixador fazia uma pausa, para que o tradutor fizesse a transcrição para os presentes, quando foi aparteado pelo prefeito então prefeito de Ilhéus, Antônio Olímpio.
– Quem bom, embaixador! Essa é uma ótima notícia para a população de Itabuna, que poderá ficar livre dessa terrível doença. Basta utilizar o bagunço como supositório, que estarão imunizados – brincou (mas não necessariamente com essas palavras).
Os chineses apenas sorriam – como sempre – mas não entendiam o porquê do silêncio sepulcral no ambiente. É que a intervenção de Antônio Olímpio causou um profundo mal-estar entre os presentes de língua portuguesa, inclusive no tradutor, que ficou embasbacado sem saber como verter a frase para o chinês, para desespero do embaixador, que continuava sem saber o que estava acontecendo.
Explicações de pé de ouvido entre uns, troca de olhares entre outros, fortes risadas entre os brasileiros que naturalmente conheciam Antônio Olímpio e sabiam da sua verve humorística. Na verdade, quem conhece Antônio Olímpio sabe que ele perde o amigo, mas não perde a piada, e que nem se lembrava ou importava que ele, nascido em Ferradas, à época distrito e hoje bairro de Itabuna, era um autêntico papa jaca.
Discretos, os chineses não disseram o motivo pelo qual abriram mão de importar milhões de toneladas de cacau prometidas pelos comunistas brasileiros. Se contaram ficou em segredo de Estado.
Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.