Já sofrido com as consequências biológicas, econômicas e políticas da vassoura de bruxa, os cacauicultores baianos, que a duras penas vêm conseguindo se reerguer, têm um novo inimigo, a importação.
Quando houve a quebradeira geral, a produtividade despencou e a indústria apelou para o drawback, modelo de importação previsto na lei pelo qual quem importa produtos para processar aqui e depois exportar, ganha isenção de tributos.
Ocorre que agora a cacauicultura voltou a obter níveis de produtividade que não justifica mais as quantidades importadas. Resultado: a indústria vem usando o drawback para minar o preço interno, deságio em torno de U$ 700 na cotação da bolsa, puxando o preço interno para baixo, o que dá ao produtor uma perda em torno de R$ 30 por arroba.
A insatisfação é generalizada. Esta semana, os produtores fizeram uma reunião em Gandu e programam outras em Itajuípe e Camacã. Eles se acham politicamente desamparados e vão à luta por si.
Em setembro chega ao porto de Ilhéus nova importação de Gana. A ideia é travar o porto. Vai dar rolo.
Tempo de leitura: < 1minutoGrande fila de caminhões é formada próximo à Cargill (Foto Jorge Tinga).
Uma fila com mais de 10 caminhões carregados de amêndoas de cacau já se forma no distrito industrial de Ilhéus. A carga aguarda para ser depositada nos galpões da multinacional Cargil, uma das maiores processadoras desse tipo de material na região.
Tentamos contato com a empresa, sem êxito. O sindicalista Luiz Fernandes, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Moageira da Região (Sindicacau), explica que um novo método de gerenciamento usado pela empresa permite a descarga de 30 caminhões a cada 24 horas, o que estaria provocando a fila. A isso se soma um incêndio ocorrido no último fim de semana num dos galpões.
Fernandes, que esteve no distrito industrial, conta que os caminhoneiros esperam cerca de 10 dias para descarregar. Enquanto isso, contam apenas com um banheiro para tomar banho, cedido pela concorrente Joanes, e têm de arcar com despesas de alimentação e manutenção dos veículos.
Os caminhoneiros, relata Luiz Fernandes, acusam a Cargil de, diante das dificuldades em receber a carga, utilizar os veículos como depósitos provisórios.
Não à toa, em recente encontro internacional de educação, realizado na Coreia do Sul, o ministro da Educação, Prof. Renato Janine Ribeiro, classificou a UFSB como uma das duas universidades de vanguarda do Brasil.
Acaba de começar no sul da Bahia uma verdadeira revolução no âmbito do ensino superior do país, e para o ensino baiano em particular. Seu nome: UFSB. Seu comandante-em-chefe: Prof. Naomar Almeida. Sim, ele mesmo que, ainda na condição de reitor da Ufba, implantou a bem sucedida política de ações afirmativas, que mudou a cara e a cor da universidade, e ainda instituiu os Bacharelados Interdisciplinares, buscando atualizar a nossa “Federal”, ajustando-a à moderna visão de universidade, mundo afora. Sei que não foi fácil. Acompanhei a sua árdua luta de convencimento aos seus pares, e vibrei com sua vitória final.
Cumprida a missão “ufbeana”, Naomar partiu para a concretização do seu sonho maior e pleno: a criação da Universidade Federal do Sul da Bahia, dando forma final e definitiva ao modelo que sempre esteve na cabeça de Anísio Teixeira, mas também no bojo do pensamento de Paulo Freire, Darcy Ribeiro e Milton Santos. Não à toa, em recente encontro internacional de educação, realizado na Coreia do Sul, o ministro da Educação, Prof. Renato Janine Ribeiro, classificou a UFSB como uma das duas universidades de vanguarda do Brasil. A outra é a Universidade Federal do ABC paulista.
A UFSB já nasce com um elenco de professores-doutores na sua totalidade; mantém e até amplia a estrutura dos Bacharelados Interdisciplinares e, culminância das culminâncias, em vez de estar narcisicamente voltada para as suas pós-graduações, inclina o seu olhar para o ensino médio da rede pública, como forma de desativar a “bomba social” do país. Por isso, a participação do Prof. Naomar e da UFSB no Pacto Social da Bahia tem sido necessariamente fundamental. Os colégios universitários nas demais cidades onde não há campus formal (Ferradas/Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas) darão nova vida e qualidade aos estudantes da região, que já respirarão o “ar universitário” antes mesmo de ingressar no ensino superior.
Reitor Naomar e sua equipe da UFSB: magníficos!
Jorge Portugal é poeta, educador e secretário estadual de Cultura.
(Artigo publicado no Facebook da UFSB.)
Tempo de leitura: 2minutosFestival atrai grande público todos os anos.Rui visitará festival no sábado (Foto Mateus Pereira).
O governador Rui Costa participará do Festival Internacional do Chocolate e Cacau, no sábado (13), em Ilhéus. A visita ao evento internacional foi confirmada nesta quinta (11) pela organização do festival. Rui chegará ao final da tarde do sábado.
O Festival Internacional do Chocolate e Cacau começa nesta quinta (11), no Centro de Convenções de Ilhéus, na Avenida Soares Lopes. O evento reúne as cadeias produtivas do cacau e do chocolate e costuma atrair média de 25 mil visitantes nos quatro dias.
O evento deste ano terá novidades como uma máquina norte-americana que possibilita a fabricação de chocolate artesanal. Outro destaque é oficina de design de embalagem. Além de gastronomia e negócios, há espaço para a arte com músicos sul-baianos.
Toda a programação dos quatro dias pode ser conferida no site do evento. Esta é a sétima edição do festival promovido pela MVU Eventos, Biofábrica de Cacau, Associação de Turismo de Ilhéus (Atil) e Sindicato Rural de Camacan e tem apoio do PIMENTA.
Tempo de leitura: 2minutosDirigentes da Adasb, Edimar e Elder querem explicações da Nestlé (Foto Reprodução).
Um total clima de incerteza e insegurança tem feito parte da rotina dos produtores de leite do Sul da Bahia desde que surgiram os primeiros sinais de que a Linha de Processamento de Leite da Nestlé encerraria suas atividades em Itabuna. A multinacional, que até então mantinha uma relação de parceria “saudável” com os produtores de leite, repentinamente reduziu a captação em volume, o preço pago por litro de leite e encurtou o raio de captação.
Reconhecendo que se trata de uma atividade agropecuária com maior capacidade de geração de emprego e renda, e temendo os possíveis efeitos sociais na Bacia Leiteira local decorrentes do fechamento da fábrica, a Associação dos Agropecuaristas do Sul da Bahia (Adasb) pressiona a multinacional. “Queremos saber os motivos que levaram a Nestlé à adoção dessas medidas e se essa política é transitória ou se a captação voltará ao normal”, explica o presidente da Adasb, Elder Fontes.
IMPORTAÇÃO DE LEITE
Produtores locais afirmam que após essa nova política a Nestlé reduziu o preço pago pelo litro de leite de aproximadamente R$ 1,15 para R$ 0,85, encurtou o raio de captação para área inferior a 100 km da fábrica, além da quantidade captada. Informações ainda dão conta de que a multinacional tem importado leite desidratado de países do Mercosul, em detrimento da bacia leiteira local.
“Merece reprovação a postura da multinacional que, embora goze de benefícios fiscais e de incentivos tributários para operar na região Nordeste, mais precisamente em Itabuna, decida por preterir a produção de leite local para importá-lo de outros Estados ou, ainda pior, do exterior”, frisa o vice-presidente Edimar Margotto Jr.
PREJUÍZOS E INSEGURANÇA
Os dirigentes da Adasb lembram que produtores realizaram altos investimentos – com recursos próprios ou mediante financiamentos obtidos junto aos agentes fomentadores do agronegócio – a fim de submeter suas propriedades às exigências fitossanitárias exigidas pela Nestlé.
“A sensação de insegurança e de desamparo é muito grande. Muitos produtores fizeram investimentos de monta, seja na aquisição de equipamentos, seja na modernização de pastagem, adubação, aquisição de matrizes, e precisam no mínimo, de um esclarecimento sobre o que está acontecendo”, finalizou o presidente Elder Fontes.
O Sebrae realizará de 11 a 22 de maio, o Circuito de Inovação Região Sul, com workshops em 12 municípios do Sul da Bahia, voltados para a micros e pequenas empresas. O circuito visa mostrar que inovar não significa apenas investir em moderna tecnologia de máquinas, mas também colocar em prática ações de melhoria de processos empresariais, redução de custos e diferentes formas e formatos para produtos e serviços.
O circuito oferece 50 vagas por workshop, em cada município, com inscrição gratuita. O empresário pode participar das capacitações e ter acesso a consultorias em inovação e tecnologia. “Em momentos de crise, com criatividade e inovação, o empreendedor precisa buscar soluções diferenciadas para surpreender e encantar os clientes”, orienta o analista do Sebrae Ilhéus, Michel Lima
O ponto de partida é o município de Camacan, onde o workshop de abertura acontece a partir das 18h30, na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). Depois, é a vez de Pau Brasil (12/05), Santa Luzia e Canavieiras (13/05), Itaju do Colônia (14/05), Una (15/05), Ilhéus (18/05), Itabuna (19/05), Buerarema (19 e 20/05), Itacaré (20/05), Uruçuca (21/05) e Ubaitaba (22/05).
INSCRIÇÕES
Os interessados podem buscar informações e fazer a inscrição no ponto de atendimento do Sebrae em Itabuna, na rua Paulino Vieira, 175, Edf. Lizete Mendonça, Centro, ou através do telefone (73) 3613 9734. Outra opção é procurar o ponto de atendimento do Sebrae em Ilhéus, na Praça José Marcelino, 100, Centro, ou pelo telefone (73) 3634-4068.
A Nestlé enviou nota à redação em que nega o fechamento da unidade de leite em Itabuna. “A planta prossegue em atividade”, informa. O fechamento da secagem foi ventilado pelo deputado estadual Eduardo Salles (PP), ex-secretário de Agricultura da Bahia.
A multinacional de alimentos diz não ter plano de encerrar a operação no sul da Bahia, “onde está presente há mais de 35 anos”. De acordo com o deputado baiano, a Nestlé encerraria as operações em Itabuna e transferiria a produção de leite em pó para outro estado. Confira a íntegra da nota enviada ao PIMENTA.
A Nestlé Brasil esclarece que não tem planos de encerrar a operação de sua unidade em Itabuna (BA), onde está presente há mais de 35 anos, e que a planta prossegue em atividade.
É importante ressaltar que o Estado da Bahia vem recebendo investimentos consistentes nos últimos anos. Em virtude de sua relevância nos negócios da companhia, além da fábrica de Itabuna, o estado abriga desde 2007 uma moderna unidade multiprodutos em Feira de Santana, responsável pelo abastecimento da região Nordeste.
A empresa informa ainda que mantém um relacionamento próximo com os produtores de leite do Estado, buscando sempre contribuir para o desenvolvimento da bacia leiteira, dentro do conceito de Criação de Valor Compartilhado, que visa gerar valor para todas as comunidades onde a empresa está presente.
Tempo de leitura: 2minutosRodovia foi interditada e polícia acionada para liberar pista (Foto Pimenta).
O trecho da BA-001 no Balneário de Olivença, em Ilhéus, foi bloqueado nos dois sentidos por mais de sete horas nesta segunda (4), em protesto de indígenas tupinambás. A manifestação pedia agilidade na identificação e prisão dos pistoleiros que mataram a tiros o indígena e agente comunitário de saúde Adenilson Nascimento (Pinduca), na última sexta (1º).
Pinduca estava com a esposa e três filhos. A mulher foi atingida e uma filha conseguiu escapar da emboscada ilesa. Os criminosos invadiram a propriedade onde estava Pinduca e a família e executaram o tupinambá. A esposa de Pinduca foi internada no Hospital Geral Luiz Viana Filho, em Ilhéus, e não corre risco de morrer.
Durante a interdição da BA-001, motoristas ficaram indignados com a intransigência dos indígenas e autodeclarados tupinambás, que não permitiram a passagem de quem se deslocava para Ilhéus ou Itabuna para tratamento médico. Uma idosa foi obrigada a seguir em cadeira de rodas até o outro trecho da rodovia e seguir para tratamento em Ilhéus.
Os indígenas aceitaram liberar um dos sentidos da pista somente por volta das 17 horas. O congestionamento foi grande. Turistas que tinham voo ou precisavam chegar à rodoviária de Ilhéus tiveram que seguir a pé e tentar outra condução para seguir viagem. Outros perderam a viagem.
(Foto Pimenta).
Tempo de leitura: < 1minutoDisep abrigará polícias (Foto Uruçuca Notícias).
Com investimentos anunciados de R$ 3,2 milhões, o Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep) de Uruçuca será inaugurado neste sábado (18), às 9h30min, pelo governador Rui Costa e o secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa. A unidade terá serviços das polícias Militar (5º Pelotão da 72ª Companhia Independente da PM) e Civil (7ª Coorpin).
O distrito terá efetivo de 16 policiais militares, com veículos e duas motocicletas, e delegados, investigadores e escrivão da polícia civil. O distrito terá celas de custódia. A solenidade será acompanhada pela prefeita de Uruçuca, Fernanda Silva.
VISITA A ESCOLAS
O governador Rui Costa, após a inauguração, visitará o Colégio Estadual Carneiro Ribeiro, às 11 horas, e a Escola Municipal Centro Educacional (Cemur), encerrando a passagem pelo município baiano. As visitas às unidades de ensino fazem parte de uma ação do governo que instituiu um pacto pela Educação, em março.
A Assembleia Legislativa aprovou um projeto de lei que redefine os limites entre os municípios de Santa Luzia e Mascote, ambos no sul da Bahia. Uma parte da região de Duas Barras será incorporada a Santa Luzia.
A área tem 15 famílias e está na margem esquerda do Córrego Verde, entre o município e Mascote. Com a mudança, Santa Luzia mantém o coeficiente usado pelo governo federal para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), 1,0.
O município perderia R$ 200 mil em FPM se não ocorresse a mudança, pois, segundo cálculos da Assembleia Legislativa, o coeficiente de participação cairia para 0,8. A aprovação dos novos limites foi por unanimidade. Santa Luzia tem Índice de Desenvolvimento Humano baixo, hoje em 0,556. O índice mede a qualidade de vida da população. Informações d´A Região.
Tempo de leitura: 4minutosPoliciais prendem em flagrante traficantes, que tentaram suborná-los (Foto Divulgação).
Anna de Oliveira
Por volta das três horas da manhã desta terça-feira (3), o que seria uma operação de busca a assaltantes de bancos, se concretizou em prisão do maior traficante de animais da fauna silvestre da Bahia. O flagrante ocorreu na BR-101, em Ubaitaba, com dois infratores presos pela Companhia Independente de Policiamento Especializado da Região Cacaueira (Cipe-PM). Cerca de 2.500 aves foram apreendidas.
A operação, comandada pelo cabo da PM Jorge Carvalho, também apreendeu o veículo utilizado para o transporte dos animais silvestres, um Fiat Strada, encaminhado para a Delegacia de Proteção Ambiental. As aves eram transportadas de São João do Paraíso para Feira de Santana, conforme informações da 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) de Ilhéus e da Companhia Independente de Policiamento Especializado da Região Cacaueira (CIPE).
A primeira apreensão encontrou 1.500 aves dopadas dentro de caixas, nesta madrugada, em Ubaitaba. Já a segunda, na tarde desta terça-feira, mais 1.000 aves foram encontradas no município de Mascote, na residência do traficante. Diversas espécies de aves estavam sendo traficadas, como papagaio, pássaro preto, canário terra, papa capim e chorão. Todas foram recolhidas e encaminhadas para o IBAMA, segundo a polícia civil.
Traficantes de animais foram levados para a delegacia. Aves eram dopadas (Foto Divulgação).
O delegado Luís Adriano Coelho, informa que os infratores se encontram na delegacia do município e serão indiciados em reclusão por corrupção ativa. “Pela lei de crimes ambientais, a prática do tráfico de animais silvestres não ocasionaria a prisão, porque é um crime considerado de menor potencial ofensivo. Conforme novo entendimento, a conduta dos criminosos se enquadra na receptação qualificada, porque eles pegaram os animais sabendo que são silvestres e que essa prática é ilícita”, disse.
O delegado explicou que “eles ficarão presos porque foram autuados em flagrante por corrupção ativa, pois ofereceram dinheiro aos policiais, o que extrapolou o crime ambiental”. Os dois podem pegar entre 2 e 12 anos de prisão e pagar multa pelo crime de corrupção ativa. O delegado Luís Adriano informou também que foi encontrada com os traficantes a substância terramicina, usada para manter as aves dopadas, visivelmente famintas e desgastadas quando chegaram na delegacia.
Segundo o Comandante da Companhia Independente de Policiamento Especializado da Região Cacaueira (CIPE), major Marcelo Barreto, um dos presos na operação é o maior traficante de animais silvestres da Bahia. Esta é a quarta vez que está sendo preso e ficará no presídio em Ilhéus.
– O que existe é uma quadrilha formada por pessoas com funções bem definidas, e pode ser enquadrada na lei como organização criminosa, porque existe a habitualidade. Este tipo de crime ambiental se integra a uma rede muito grande. Estas aves foram retiradas do ninho recentemente e estavam no cativeiro, esperando o transporte. Em Feira de Santana, o traficante já tinha um intermediário para levar esses animais para fora do país, como ele mesmo declarou – explicou o comandante.
O flagrante pôde ser realizado devido à nova estratégia que a CIPE adotou para a atuação nas rodovias de maior tráfego, com cobertura em 50 municípios na região. “Mudamos o horário de atuação para a madrugada dentro da rotina de abordagem a veículos e pessoas, a fim de alcançarmos uma fiscalização maior para coibir o tráfico de drogas, de armas, carros roubados etc, já que no horário da madrugada a Polícia Rodoviária Federal não tem efetivo para cobrir toda a rodovia”, explicou o Major Barreto.
“Rolou sentimento” entre petistas e o tucano Augusto Castro na sessão plenária desta quarta-feira (25), na Assembleia Legislativa da Bahia.
Na tribuna, Castro defendeu a proposta de criação da Região Metropolitana do Sul da Bahia, ideia que paira na AL desde os tempos em que o falecido Daniel Gomes exerceu mandato na casa, há quase 40 anos. Nesta semana, o tucano apresentou indicação ao Governo do Estado, acompanhada da minuta de um projeto de lei sobre o tema.
Durante seu discurso, o deputado do PSDB foi aparteado pelos petistas Paulo Rangel e José Raimundo, que o elogiaram pela iniciativa. Rangel afirmou que a Região Metropolitana pode estimular o desenvolvimento da região.
Conforme a minuta apresentada pelo parlamentar tucano, fariam parte da RM as cidades de Almadina, Barro Preto, Buerarema, Coaraci, Floresta Azul, Ibicaraí, Ilhéus, Itabuna, Itacaré, Itajuípe, Itapé, São José da Vitória e Uruçuca.
Tempo de leitura: 2minutosSecagem de cacau abandona o velho estilo (Foto Prazeres da Mesa).
Quase 30 anos após a derrocada da lavoura cacaueira em um ambiente que combinou preços internacionais baixos e surgimento da vassoura-de-bruxa, produtores sul-baianos estão dando a volta por cima apostando em cacau fino e produção de chocolate com alto teor de cacau. A virada de página é tema de reportagem da revista especializada Prazeres da Mesa, da Editora 4Capas.
Os produtores conseguem até mais que 5,5 mil dólares por tonelada de cacau gourmet ante os 3 mil dólares do cacau comum, reforça a publicação. Para chegar lá, houve muita ousadia, como conta a Prazeres da Mesa.
“Em 2010, quando levou suas amêndoas de cacau para competir no Salão do Chocolate, em Paris, o fazendeiro baiano João Tavares foi obrigado a engolir a prepotência dos adversários. “Os brasileiros eram considerados produtores de cacau ordinário”, diz. Mas foi ele quem riu por último – faturou um dos prêmios Cocoa of Excellence. “No ano seguinte, voltei lá e ganhei de novo, só para não deixar dúvida.”
Tavares também inovou com a criação de cochos redondos para fermentação de cacau. “Nos cochos quadrados convencionais, a temperatura nunca é a mesma no centro e nos cantos. Quando notei isso, inventei os modelos cilíndricos e fui chamado de louco”. 70% da produção de cacau de Tavares é, hoje, classificada como de altíssima qualidade e 40% das amêndoas são exportadas para três países, dentre eles Bélgica, famosa pelos seus chocolates.
Há produtores que investem em produção de chocolates finos. Além de cooperativas – a Agroindustrial de Cacau Fino é uma delas -, há exemplos como dos produtores, como Diego Badaró, precursor deste movimento, Leandro Almeida, da Mendoá, e Henrique Almeida, da Sagarana, que conta com 30 pontos de venda na Bahia, São Paulo e Brasília.
Do mix da Sagarana, um tablete de 40 gramas custa R$ 16,00. Mas parte da produção ganha a marca Babette, empresa baiana do belga Laurent Rezette. Com até 67% de cacau, a Babette será comercializada em grandes do varejo mundial, como Carrefour e Walmart.
Tempo de leitura: 2minutosFazenda Yrerê é uma das apostas em turismo rural rentável (Foto Maurício Maron/Sebrae-BA).
O casal de empresários Gerson Marques e Dadá Galdino transformou a Fazenda Yrerê em um ponto de visitação na rodovia Jorge Amado, que liga Ilhéus a Itabuna, no sul da Bahia. Nos últimos quatro anos o local recebeu mais de três mil turistas para conhecer uma típica fazenda de cacau, saborear o chocolate gourmet da região e registrar, em fotos, o cenário rural sul-baiano.
Apesar do sucesso do negócio, com as paisagens preservadas da Mata Atlântica, a tradicional culinária e a saga da lavoura contada nos livros, ainda não é possível competir com as belas praias da região, cenário que é o principal atrativo para os turistas. “A principal marca da nossa economia é o cacau, mas menos de 2% dos turistas que ocupam a rede hoteleira de Ilhéus fazem turismo rural”, revela Gerson, com base em uma pesquisa de campo que realizou.
O assunto foi tema de um encontro realizado no dia 26 de janeiro com empresários do setor e técnicos do Sebrae, além de representantes dos governos municipais de Ilhéus, Canavieiras, Una e Ibirataia, no ponto de atendimento da entidade em Ilhéus. O objetivo é discutir as ações de uma estratégia que já está sendo montada pelo Sebrae para revitalizar o setor.
“Desenvolver equipamentos turísticos vinculados ao Turismo Rural pode ser o grande salto qualitativo que permitirá a ampliação da competitividade da Costa do Cacau”, assegura a gerente regional do Sebrae, Claudiana Figueiredo. Ela explica que a meta é transformar o que hoje é apenas um grande potencial em um negócio rentável de fato.
As ações estão previstas para acontecer durante três anos e incluem consultoria para elaboração de diagnóstico sobre o setor e a realização de um seminário motivacional, apresentando casos de sucesso do turismo rural em outras regiões do Brasil, ainda no primeiro semestre deste ano. “A ideia desses encontros é mostrar o que é possível fazer para ser ainda muito lucrativo, agregando novos valores às fazendas de cacau”, comemora Gerson Marques.