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marcelo nilo entrevistaCom agenda de pré-candidato a governador da Bahia, Marcelo Nilo (PDT) participa de eventos nesta sexta e sábado (5 e 6) no sul da Bahia.

O presidente da Assembleia Legislativa participou de congresso de produtores e agricultores familiares desde o início da manhã, na Ceplac, na Rodovia Ilhéus-Itabuna, e nesta noite visita o V Festival Internacional do Chocolate e Cacau da Bahia.

Amanhã, dentre outros compromissos, Marcelo Nilo concede entrevista ao programa Resenha da Cidade (Rádio Difusora), às 10h.

Nas entrevistas até agora, o parlamentar tem deixado claro que almeja ser o escolhido da base governista para disputar a sucessão de Jaques Wagner (confira o que ele disse a este blog).

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Dilma Rousseff e Wagner, ao centro, lançam preço mínimo para o cacau e Plano Safra.
Dilma Rousseff e Wagner, ao centro, lançam preço mínimo para o cacau e Plano Safra.

O cacau tem agora a garantia de um preço mínimo: R$ 75,00 a arroba. O anúncio foi feito neste início de tarde, em Salvador, pela presidente Dilma Rousseff. A inclusão do cacau na Política de Garantia do Preço Mínimo (PGPM) era uma das grandes reivindicações dos produtores sul-baianos.

Hoje, por exemplo, o cacau está sendo cotado a R$ 72,00 a arroba no eixo Itabuna-Ilhéus. Para assegurar um preço mínimo, o Governo Federal, por meio da Companhia Nacional de Alimentos (Conab), age comprando estoques a fim de regular mercado.

A política de preço mínimo foi um dos motivos que levaram produtores sul-baianos a protestar queimando sacas de cacau, em março, em frente ao Porto Internacional do Malhado, em Ilhéus. Eles também questionavam o aumento de importação de cacau africano (contaminado) para abastecer os parques de indústrias moageiras ou de chocolate em Ilhéus e Itabuna. Antes, a Ceplac, em novembro do ano passado, puxou discussão pelo preço mínimo (relembre aqui).

Ontem, na abertura do Festival do Chocolate e Cacau, em Ilhéus, o governador Jaques Wagner já antecipava que o anúncio do preço mínimo para o cacau seria feito hoje pela presidente. Outra cultura que será incluída na política de preço mínimo é o sisal. Marival Guedes, de Salvador, e Redação.

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Aberto ontem à noite, Festival do Chocolate e Cacau vai até domingo (Foto Pimenta).
Aberto ontem à noite, Festival do Chocolate e Cacau vai até domingo (Foto Pimenta).
Wagner e Marco Lessa na abertura do festival (Foto Pimenta).
Wagner e Lessa na abertura do festival (Foto Pimenta).

A verticalização da cadeia produtiva do cacau é um dos desafios do Sul da Bahia e foi a mensagem presente na abertura da quinta edição do Festival Internacional do Chocolate e Cacau da Bahia, em Ilhéus, ontem. “Mais importante do que onde estamos é onde podemos chegar”, afirma o diretor da MVU Eventos e idealizar do evento, o publicitário Marco Lessa.

O governador Jaques Wagner foi na mesma linha e ressaltou a evolução do festival em cinco anos, quando saiu de três para 14 o número de produtores de chocolate no sul da Bahia em exposição no Centro de Convenções de Ilhéus. “Temos o cacau e não podemos abrir mão de transformá-lo em chocolate para agregar valor. Por isso temos lutado pelo bom preço do cacau e realizado uma série de ações para apoiar os produtores baianos”, disse Wagner.

As condições para fabricar chocolate com alto teor de cacau são ressaltadas por Lessa como fatores que podem qualificar ainda mais o destino turístico Costa do Cacau. “Temos condições de ser o mais qualificado destino de chocolate do mundo”, disse. Num discurso pontuado pelo combate à ideia de “esperar por milagres”, o publicitário e idealizador do festival apresenta outro desafio. “Vamos cobrir essa região de mais esperança”.

Wagner degusta chocolate com 70% de cacau fabricado em Ibicaraí (Foto Pimenta).
Wagner degusta chocolate com 70% de cacau (Foto Pimenta).

Nessa linha, o publicitário aponta avanços também na intenção de transformar esse apelo em produto turístico, a exemplo da da Rota do Cacau, Rodovia Ilhéus-Uruçuca (BA-262), que tem no seu trajeto belas e conservadas fazendas de cacau e áreas de produção de chocolate. “Não se deve esperar por milagres, mas fazer [acontecer”. A Rota do Cacau é roteiro que está sendo formatado pela Associação de Turismo de Ilhéus (Atil) com a Secretaria Estadual de Turismo.

O FESTIVAL

O Festival do Chocolate e Cacau da Bahia foi aberto ontem (3) e será encerrado no próximo domingo (7). No Centro de Convenções de Ilhéus, haverá palestras com nomes renomados da cadeia do cacau – dentre eles, chocolatiers, oficinas, Feira do Cacau, ChocoCine e espaço para o público infantil (Fábrica de Chocolate), além de concurso de amêndoas.  A entrada é gratuita.

A área de exposição reúne estandes de produtores de chocolates finos com concentração de cacau que chega a 70%, a exemplo da Cacau Bahia, de Ibicaraí, e a Modaka Cacau Gourmet, de Barro Preto. O evento reúne 50 expositores e espera atrair cerca de 30 mil pessoas nos cinco dias.

 

Saulo Fernandes é uma das atrações do festival deste ano.
Saulo Fernandes é uma das atrações do festival deste ano.

SAMBÔ E SAULO FERNANDES

O evento também reúne expressões da música nacional com shows pagos. Neste ano, as atrações confirmadas são o conjunto Sambô e Saulo, ex-Banda Eva, na Arena Chocolate (Concha Acústica). Sambô se apresenta nesta quinta, às 22h, e o show de Saulo será no sábado (6). Ingressos podem ser adquiridos no Stand do Carioca e Encantur (Ilhéus) ou no Shopping Jequitibá (Itabuna). Na área livre, no Centro de Convenções, todas as noites haverá shows gratuitos de artistas regionais.

SERVIÇO

Festival do Chocolate e Cacau
Quando: 3 a 7 de Julho
Onde: Centro de Convenções de Ilhéus
Entrada franca (exceto shows de Sambô e Saulo, na Concha).

Confira programação completa no site www.festivaldochocolate.com/2013/

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Pelo menos 7 mil toneladas de cacau importado de Gana devem desembarcar, nos próximos dias, no Porto Internacional do Malhado, em Ilhéus, segundo o presidente do Instituto Pensar Cacau, Águido Muniz. A origem do produto também levanta suspeita de riscos ambientais pela importação, também, de pragas.

Produtores sul-baianos alegam concorrência desleal do cacau africano, principalmente porque ocorre em um momento em que há crescimento da produção baiana. “Vamos mobilizar a região para evitar que as importações continuem”, disse Águido ao Blog do Thame.

O presidente do Instituto Pensar Cacau enxerga “mais prejuízos aos produtores” se a estratégia das empresas instaladas em Ilhéus e Itabuna for mantida, pois força a um rebaixamento do valor do produto internamente, sem citar os riscos ambientais.

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Naomar MonteiroNaomar de Almeida Filho

A Universidade Federal do Sul da Bahia terá signos modernos e ritos inovadores, representativos dos valores sociais e políticos da contemporaneidade e, para isso, deve superar pautas e normas estabelecidas.

A lei de criação da Universidade (Lei 12.808, de 5/6/2013), sancionada pela Presidenta Dilma Roussef, incluiu a sigla UFESBA como designativo oficial. Originalmente, esta sigla teria sido usada no projeto de criação da Universidade Federal do Extremo Sul da Bahia, com sede em Porto Seguro, de autoria do Deputado Jânio Natal, com base em proposta anterior do Deputado Zezéu Ribeiro.
Todos os projetos indicativos de universidades federais no Extremo Sul foram arquivados com a aprovação do PL 2.207/11 no Congresso Nacional, conforme Parecer do Relator na CCJ, Deputado Geraldo Simões, pois constitucionalmente a criação de órgão federal é prerrogativa do Executivo e não pode ser objeto de Projeto de Lei proposto por parlamentares.
Entretanto, no corta-e-cola da elaboração do projeto de Executivo pelo MEC, a sigla UFESBA foi inadvertidamente mantida, mesmo depois da definição da sede da Universidade no município de Itabuna que, incontestavelmente,não se encontra no território do Extremo Sul.
Em função dessa inadequação, a Comissão de Implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia propôs modificar a sigla designativa da instituição em todo o seu material de divulgação, mantendo-a exclusivamente nos documentos oficiais, onde couber no cumprimento da Lei. Além disso, em consulta a vários especialistas em construção de marcas, encontramos largo consenso em relação ao caráter disfônico da sigla. Duas alternativas (UFSBA e UFSB) foram inicialmente propostas e divulgadas no site provisório da nova instituição. Em resposta, leitores se queixaram da ausência da sigla oficial na enquete realizada e alguns comentários chamaram a atenção para mais uma sigla – UFSULBA, que teria sido usada nas primeiras audiências públicas sobre o tema.
Para auscultar a opinião majoritária da população da Região Sul sobre o tema, reforçando nosso compromisso com a transparência e a governança participativa, propusemos submeter a questão a uma Consulta Pública, mediante enquete eletrônica no nosso site institucional provisório: www.ufsba.ufba.br. Nesse site, cada sigla é submetida ao escrutínio,por ordem de data de proposição, conforme as seguintes justificativas:
a)    UFSULBA – Esta sigla foi proposta nos primeiros momentos de discussão para a implantação de uma universidade federal em Itabuna. Não se trata de acrônimo nem consta de projetos ou documentos oficiais.
b)    UFESBA – A sigla UFESBA foi proposta no projeto de criação da [U]niversidade [F]ederal do [E]xtremo [S]ul da [BA]hia, com sede em Porto Seguro, mas permaneceu no texto do PL 2.207/11 de criação da UniversidadeFederal do Sul da Bahia, mesmo depois da ampliação do seu território de abrangência para além do Extremo Sul.
c)    UFSBA – A sigla UFSBA remete foneticamente à UFBA (Universidade Federal da Bahia) instituição tutora da nova universidade e alma mater de todas as universidades baianas. Consta das primeiras minutas do Plano Orientador,elaborado pela Comissão de Implantação.
d)    UFSB: Esta sigla compreende um acrônimo composto por cada inicial donome [U]niversidade [F]ederal do [S]ul da [B]ahia. Esta é a sigla mais simples e intuitiva; gramaticalmente, trata-se de um acrônimo perfeito. Ademais, com essa designação, a UFSB terá equivalência semântica com suas co-irmãs UFOB (Universidade Federal do Oeste da Bahia) e UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia).
Sabemos da enorme importância dos signos institucionais (marca, sigla, brasão, rituais e graus acadêmicos) para a consolidação de instituições do conhecimento do porte de uma universidade pública. Porém, os símbolos de uma instituição nova, comprometida com a excelência acadêmica e socialmente engajada não devem expressar mera tradição suntuosa e conservadora. A Universidade Federal do Sul da Bahia terá signos modernos e ritos inovadores, representativos dos valores sociais e políticos da contemporaneidade e, para isso, deve superar pautas e normas estabelecidas.
Esperamos contar com a participação expressiva e engajada da comunidade sul-baiana nesse esforço coletivo de construção institucional, principalmente no plano simbólico. Os resultados do processo democrático e transparente da consulta em curso poderão gerar importantes subsídios para os planos de comunicação social da mais nova instituição baiana de educação superior pública, vinculada desde o nascimento ao desenvolvimento econômico, social e humano da Região Sul da Bahia.
Naomar de Almeida Filho é presidente da Comissão de Implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia, ex-reitor da UFBA e pesquisador I-A do CNPq.

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A definição das siglas das novas universidades na Bahia ainda gera polêmica, mesmo após a aprovação da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) e da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba).
A comissão de implantação da universidade sul-baiana, que desde o início defende o uso da sigla Ufsba (sem o E), decidiu promover enquete na página da instituição. Por lá, a Ufesba, como foi aprovada no Congresso Nacional e sancionada pela presidente Dilma Rousseff não é opção. Figuram apenas Ufsba e UFSB. A argumentação é de que a definição Ufesba assemelha-se à de um projeto de criação da Universidade Federal do Extremo-Sul da Bahia.
Para votar, basta clicar neste link.

sigla ufesba
Enquete para ajudar a definir a sigla da universidade sul-baiana.

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João Veloso em apresentação no Centro de Cultura em Itabuna (Foto Jorge Bitencourt).
João Veloso em apresentação no Centro de Cultura em Itabuna (Foto Jorge Bitencourt).

O professor e escritor Aquilino Paiva e Mara Magalhães destacaram a obra do músico e compositor João Veloso e um marco na produção musical no sul da Bahia, o disco Raízes do cacau, da Banda Energia Azul.  Veloso faleceu ontem, em Ituberá. Fala Aquilino: – Perdemos João Veloso, um cantor dessas terras do sem fim. Raízes do cacau, composição de João, é um hino crítico grapiúna. Deveria ser cantada em toda manifestação por aqui, e inclusive parece falar muito bem para o nosso momento de insatisfação e insurgência, passe livre, copa do mundo e outras querelas. Lembremos que a canção foi feita nos anos 80, quando o cacau ainda era a grande riqueza e eles já perguntavam ” onde é que está o ouro do cacau?”. Aquilino e Mara resgataram essa relíquia, disponível na internet (clique aqui e ouça Raízes do cacau)

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helenilson-chaves1Helenilson Chaves

Tanto no caso das dívidas do cacau como da invasão de propriedades rurais por supostos indígenas, falta-nos capacidade de organização e a chama que marcou os nossos pioneiros, sempre prontos a encarar as adversidades.

Hoje eu me vi comemorando o perdão das dívidas da lavoura cacaueira, tão injustas quanto impagáveis, já que são frutos de erros absurdos e de orientações equivocadas quando do surgimento da vassoura de bruxa e seus efeitos devastadores.
No sonho, evidentemente eu era africano e não sul-baiano e brasileiro.
Quando acordei, brasileiro e sul-baiano, amante dessa terra, me dei conta de que o mesmo governo brasileiro que perdoou dívidas de países africanos, tem sido implacável com uma região que tanto contribuiu com a economia da Bahia e do Brasil e que há duas décadas atravessa a pior crise de sua história.
Longe do confortável mundo dos sonhos, vivemos uma triste realidade em que nos faltam lideranças efetivamente comprometidas nos falta capacidade de mobilização, a ponto de sensibilizar as autoridades. Décadas de individualismo, um dos mais perversos subprodutos do cacau, parecem ter tirado a nossa capacidade de união.
E, sem união, não se vai a lugar nenhum.
Vejamos o caso dos produtores do Mato Grosso, que tiveram suas propriedades, adquiridas de forma legítima, invadidas por indígenas. Eles se mobilizaram, protestaram, reivindicaram e com isso a presidenta Dilma Rousseff teve que conter a política da Funai, claramente favorável a demarcações de terras que não respeitam critérios técnicos e desafiam o bom senso.
No Sul da Bahia, o que vem ocorrendo é um verdadeiro absurdo, com famílias que ocupavam legalmente suas terras e delas tiram o sustento, sendo expulsas por supostos tupinambás, que não raro usam da violência para invadir propriedades, amparados por um relatório da Funai.
Trata-se de um documento típico de burocratas que desconhecem a realidade regional e teimam em impor uma reserva que, se demarcada, trará enormes prejuízos socioeconômicos para a região, além de criar um clima hostil, de consequências imprevisíveis.
Tanto no caso das dívidas do cacau como da invasão de propriedades rurais por supostos indígenas, falta-nos capacidade de organização e a chama que marcou os nossos pioneiros, sempre prontos a encarar as adversidades.
Uma letargia que está cobrando a conta. E ela vem na forma de desesperança e estagnação.
Talvez tenhamos alguma coisa a aprender com os africanos…
Helenilson Chaves é presidente do Grupo Chaves.

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nilo perfilMarcelo Nilo é presidente da Assembleia Legislativa pela quarta vez consecutiva e está no sexto mandato como deputado estadual. Após a experiência de mais de 20 anos de legislativo, Nilo agora sonha com o Executivo e iniciou andanças pela Bahia e tenta se cacifar para disputar a sucessão do governador Jaques Wagner.
Nilo concedeu entrevista exclusiva e falou desse sonho, do perfil governista da Assembleia Legislativa (“deputado não tem interesse de votar projetos de deputado”) e de temas como a maioridade penal. Nilo defende a redução.
A entrevista foi concedida ao jornalista Marival Guedes que, a partir de hoje, fará a cobertura da política, cultura e negócios em Salvador para o PIMENTA.

BLOG PIMENTA – Vamos começar pelos projetos aprovados pela Assembleia. Quais os mais importantes aprovados nos últimos meses?
MARCELO NILO – Os mais importantes são o aumento de salário do servidor público, a modernização do meio ambiente, o empréstimo de R$ 1 bilhão que o Executivo tomou, ampliação das penitenciárias, ampliação da Agerba. Enfim, alguns projetos dessa magnitude. Vamos votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) agora, no final do mês.
BP – Quase todos os projetos foram enviados pelo Poder Executivo. Isto pode caracterizar o Legislativo baiano como um poder governista? A partir de agora, vai ter mais projetos da própria Casa?
MN – Olhe, os deputados, uma grande parte, não tem interesse de votar projetos de     deputado. Eu nomeio comissão, eu peço, eu apelo, mas grande parte  não tem interesse em votar nos próprios projetos. E aqui só se passa projeto de interesse de deputado através de acordo. Mas eles, infelizmente, apesar da nossa pressão, não gostam de votar nos próprios projetos. Eles preferem votar os projetos do Executivo.
nilo perfil______________

ASSEMBLEIA GOVERNISTA – Como você não pode fazer projeto de impacto, os parlamentares não querem fazer projetos menores, que não têm impacto perante à sociedade.

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BP – Por causa da competição…
MN – Na realidade a Constituição Federal tirou a prerrogativa dos parlamentares. Você não pode fazer projeto que gere despesa. E o próprio papel já é uma despesa. Então, como você não pode fazer projeto de impacto, os parlamentares não querem fazer projetos menores, que não têm impacto perante à sociedade. É uma tradição dos parlamentos estaduais do Brasil, porque não pode votar projeto que aumente o orçamento do Estado. Consequentemente, perde-se a força, a vontade, o estímulo de você ter mais criatividade nos respectivos projetos.
BP – Qual a avaliação que o senhor faz do governo Dilma Roussef?

MN – O governo Dilma manteve as reformas sociais iniciadas no governo Fernando Henrique com a redução drástica da inflação e manteve as reformas sociais do governo Lula. E agora está tentando implantar sua marca, que é melhorar a infraestrutura do país, com modernização dos portos, que infelizmente estão defasados, recuperar as estradas, fazendo o papel de permitir o escoamento agrícola com mais facilidade, iniciando  ferrovias.
BP – E o governo Jaques Wagner?
MN – É um governo que fez muitas obras: um milhão de pessoas alfabetizadas pelo Topa, recuperou mais de oitenta por cento das estradas da Bahia, tendo em vista que ele as recebeu intransitáveis, fez quatro mil poços artesianos, diversas adutoras no interior do estado, a nova Fonte Nova e  entregou cento e vinte mil casas populares. Mas a marca principal do governador  Jaques Wagner é uma obra que não custa um centavo sequer: é fazer um governo democrático e republicano sem perseguir ninguém. Essa pra mim é a grande marca, é a grande força do governador.
BP – E o prefeito ACM Neto, como o senhor avalia estes cinco meses?

MN – Eu diria que tá muito cedo para emitir uma opinião, porque com cinco meses, até agora, não deu pra ver uma marca do ACM Neto, não deu pra ver que Salvador tá diferente. Mas é lógico que você tem um prefeito que tá fazendo parceria com o governo do estado, o que é bom para o estado e é bom para o município. Mas não dá, ainda, pra ter uma marca porque o tempo tá muito curto, cinco meses não dá pra a gente ter a noção exata sobre qual será o planejamento estratégico do seu governo.
nilo perfil______________

MAIORIDADE PENAL – O jovem de 16 anos pensa completamente diferente do jovem de 1940. Eu defendo o plebiscito e nele votarei favorável que a maioridade pena seja a partir dos 16 anos.

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BP – Uma questão polêmica: qual a opinião do senhor sobre a redução da maioridade penal?
MN – Sou favorável que se reduza pra 16 anos. Somente no Brasil, Peru, Colômbia e uma parte dos Estados Unidos a maioridade penal é 18 anos. Agora recentemente, um jovem de 16 anos matou uma dentista queimada só porque ela tinha R$ 30,00 na conta. O crime abalou a sociedade brasileira. O Código Penal brasileiro foi elaborado em 1940, portanto, tem 73 anos. Ou seja,o jovem de 16 anos pensa completamente diferente do jovem de 1940. Então o jovem de 16/17 anos tem discernimento do que é bom e o que é ruim. Eu defendo o plebiscito e, nesse plebiscito, votarei favorável que a maioridade pena seja a partir dos 16 anos.
BP – Mas muda alguma coisa sem mudar a infraestrutura do país, a educação, a saúde?
MN – Se ficarmos preocupados com educação, saúde, segurança pública, tudo isso, nós nunca vamos reduzir. Se você reduz de 18 para 16 anos, claro, você dificulta a criminalidade. Claro que se tivéssemos uma boa educação, saúde, empregos suficientes é obvio que a criminalidade reduziria. Mas como você não tem educação, saúde e geração de empregos cem por cento perfeitas, acho que a melhor coisa é reduzir a maioridade penal. Você não tem a ala masculina e feminina? Vamos criar a ala de 16 e 18 anos. Agora, o que não dá é um jovem cometer cinco, seis crimes e quando chega aos 18 anos aquilo é zerado porque ele não pode ser penalizado nem processado com menos de 18 anos.
BP – No próximo ano vai ter eleições. O senhor será  candidato?
MN – Olha, eu sou um deputado de seis mandatos, quatro vezes presidente da Assembleia, fui o deputado estadual mais bem votado em 2010, com 140 mil votos, governador interino por cinco vezes (é óbvio que a caneta não tinha muita tinta porque o cargo não é meu, é de Jaques Wagner)… Fui escolhido pela mídia, pela oitava vez consecutiva, como o melhor deputado da casa, e agora quero ser governador.

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ELEIÇÕES 2014 – Eu quero um governador que tenha raiz interiorana, que conheça os 417 municípios da Bahia, saiba seus problemas, angústias e tenha soluções.

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BP – E por que o desejo de ser governador?
MN – Tem 51 anos que saiu um governador do interior do estado. Eu quero um governador que tenha raiz interiorana, que conheça os 417 municípios da Bahia, saiba seus problemas, angústias e tenha suas soluções. Quero fazer um planejamento estratégico de desenvolvimento regional. O problema de Itabuna é diferente do problema de Barreiras, o de Barreiras é diferente de Porto Seguro. Nós temos que fazer um governo com planejamento e desenvolvimento regional. Itabuna, nós homens públicos, devemos muito à região de Itabuna. [O ex-governador] Lomanto Júnior me dizia,quando era governador, que ficava esperando a saca do cacau pra poder pagar o servidor público, esperando o ICMS do cacau pra pagar o servidor público.Portanto, nós devemos retribuir isso a lavoura cacaueira, que passa por dificuldade. Devemos aplicar os recursos pra cada área específica: terreno fértil, agricultura, área turística, turismo. Por que Porto Seguro cresceu? Porque foi feito um aeroporto internacional. Por que a Chapada Diamantina não cresceu? Porque, infelizmente, demoraram muito para construir o aeroporto, consequentemente os turistas não foram. Agora com o aeroporto está começando a se iniciar o potencial turístico da Chapada. O que nós devemos é investir em cada área específica num planejamento estratégico regional.
BP – Vai tentar ser candidato do governador ou vai sair pela oposição?
MN – Eu quero ser candidato a governador nem de esquerda nem de direita. Espero ter o apoio do governador Jaques Wagner.

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A Policia Rodoviária Federal realizou uma operação conjunta com o Ministério Público do Trabalho e Ministério do Trabalho e Emprego, para averiguar denúncia de trabalho escravo numa fazenda na zona rural de  Arataca, no Sul da Bahia.
Leia mais no Blog do Thame.
Atualização às 16h35min – As assessorias do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), ao contrário da Polícia Rodoviária Federal, informaram que não houve caracterização de trabalho escravo na propriedade. 

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A juíza Juliana de Castro Madeira Campos derrubou o super salário recebido pela servidora pública Valéria Menezes Brandão. Apesar de aprovada em concurso público para o cargo de merendeira na rede de ensino, Valéria recebia salário de secretária municipal: R$ 5,5 mil.
A sinecura foi garantida por meio de ato do ex-prefeito do município de Itagibá Gilson Fonseca, que concedeu estabilidade econômica a Valéria por ela ter atuado, por quatro anos, como secretária de Administração.
A juíza entendeu como ilegal o benefício e manteve decisão do novo prefeito, Marcos Barreto, o Marquinhos, que cortou o super salário no início deste ano. Valéria foi aprovada em concurso para o cargo de merendeira em 2009, segundo a assessoria do novo prefeito.

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O governador Jaques Wagner e o deputado federal Geraldo Simões são bicudos que não se beijam. Mas, deixando de lado rusgas que remontam a 2008, o mandatário baiano derramou-se em elogios ao parlamentar, como registrou O Trombone, lembrando da luta do petista pela aprovação do projeto de lei da Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba), no sábado em Coaraci:
– Muita gente vai aparecer, querendo dizer que fez isso ou aquilo, mas esse projeto da Universidade Federal só andou e foi aprovado por causa do esforço do deputado Geraldo Simões.
Wagner espera que a sanção do projeto da Ufesba ocorra no mesmo dia em que a presidente Dilma Rousseff oficializará o 2 de Julho, data máxima da Bahia, como data comemorativa nacional.

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Com a cadeia pública desativada há três anos, membros do Conselho Comunitário de Segurança Pública de Coaraci reivindicaram ao governador Jaques Wagner a construção de um minipresídio no município sul-baiano.
Pela proposta, o minipresídio atenderia, também, Almadina, Itapitanga e Itajuípe. As comunidades de Almadina e Itapitanga, por exemplo, reclamam das condições precárias das cadeias públicas.

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Fontes ressalta esforço para realizar seminário.
Fontes ressalta esforço para realizar seminário.

O consultor de marketing e planejamento estratégico Ronald Carvalho abre a série de palestras e mesas-redondas do 23º Seminário de Marketing e Propaganda do Sul da Bahia, hoje à noite, no auditório principal da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Ronald abordará o tema “A Era de Obama – uma previsão dos próximos 50 anos para o mundo”. O seminário é realizado pela Associação Comercial de Itabuna (Acei), em parceria com a MVU Eventos, e tem apoio do PIMENTA.
O evento, destinado a estudantes, profissionais do marketing e da propaganda e empresários, reunirá nomes como Dado Schneider, Priscila Toledo (mestre em Língua Portuguesa e Comunicação Corporativa), Lino Cardoso (diretor de marketing da Arena Fonte Nova); e o advogado Ivo de Camargo (especialista em promoções comerciais).
A edição deste ano inovará com workshop para agências de propaganda, amanhã, às 9 horas. O evento terá como palestrantes Bruno Lance, diretor de arte e head digital da Propeg, Rodrigo Soares, redator e diretor de criação da Leiaute, e Rodrigo Batinga, diretor de arte da Leiaute.
CASES DE SUCESSO
O evento também apresentará cases de sucesso no sul da Bahia. O painel, mediado pelo empresário Luís Buriti, das Lojas Buriti,  trará os cases Mutirão do Diabético, realizado anualmente em Itabuna pelo Hospital de Olhos Beira Rio, Shopping Jequitibá e Unicred, a cooperativa de médicos da Unimed em Itabuna.
Presidente da Associação Comercial de Itabuna, Eduardo Fontes diz que a entidade “fez todo o esforço para dar continuidade a um projeto tão vigoroso e importante para região”. Confira toda a programação do evento que também abordará oportunidades de negócios no sul da Bahia.
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Fábrica beneficiará 300 produtores de oito municípios sul-baianos (Foto Divulgação).
Fábrica beneficiará 300 produtores de oito municípios sul-baianos (Foto Divulgação).

Trezentos produtores de oito municípios sul-baianos serão beneficiados com a inauguração de fábrica de laticínios em Coaraci, no próximo sábado, 11, às 9 horas. A fábrica representa investimento de R$ 1,2 milhão da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), da Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir).
A unidade terá capacidade de processar dez mil litros de leite, por dia, já na fase inicial. Tanques de resfriamento de leite instalados nos oito municípios para armazenagem do leite que será industrializado pela fábrica em Coaraci.
Produtos como manteiga, iogurte e leite do tipo C, “barriga-mole”, doce de leite e queijos mozarela, prato e minas frescal, todos comercializados com a marca Laticínios Almada. A fábrica envolverá produtores dos municípios de Coaraci, Itajuípe, Almadina, Itapitanga, Barro Preto, Ibicaraí, Floresta Azul e o distrito de Inema, em Ilhéus.
USINA
A usina foi construída em área de 13 mil metros quadrados no quilômetro 2 da BA-262, em Coaraci. Para a construção da fábrica e instalação dos tanques nos municípios, foi assinado convênio da Sedir/CAR com a Cooperativa dos Produtores de Leite das Bacias do Almada e Gongogi (Coopragi).
Segundo o coordenador do programa Vida Melhor/CAR, Marcos Rocha, as ações na região das bacias do Almada e Gongogi foram definidas conforme diagnóstico visando melhorar a estrutura das propriedades e a qualidade de vida das famílias.
A produção da fábrica de laticínio será absorvida pelo mercado local e pelos governos federal e municipais. Outro ponto positivo do programa Vida Melhor, para os produtores, é a assistência. “Vamos ter assistência técnica, melhoria das nossas estruturas e capacitações e, com isso, vamos melhorar a qualidade do nosso produto”, diz produtora Flávia dos Santos, de Coaraci.