Tribunal do Júri condena réu por homicídios cometidos em 2009
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O Tribunal do Júri da Comarca de Itabuna condenou o réu Roberto Ferreira Santos a 38 anos e seis meses de prisão pelos homicídios dos irmãos gêmeos Wesley Rocha dos Santos e Wallace Rocha dos Santos, na mesma cidade. Após a sentença desta terça-feira (26), o réu cumprirá a pena inicialmente em regime fechado. Cabe recurso.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado da Bahia, Roberto cometeu os crimes em agosto de 2009, no bairro São Pedro, em Itabuna. Segundo o MP, com ajuda de comparsas, o condenado efetuou disparos de arma de fogo contra pessoas que estavam em um campo de futebol.

Wesley Rocha dos Santos foi atingido em diferentes partes do corpo, enquanto Wallace Rocha dos Santos foi morto ao tentar socorrer o irmão. Eles tinham 15 anos. Uma terceira vítima também foi atingida, mas conseguiu fugir e sobreviveu.

O MP apontou ainda que os crimes foram cometidos de maneira torpe e com recursos que impossibilitaram a defesa das vítimas.

Álvaro Barreto e Erisney Silva foram assassinados em 2009 || Foto Radar News
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O Tribunal do Júri condenou, nesta quarta-feira (6), em Itabuna, os policiais militares Sandoval Barbosa dos Santos e Joilson Rodrigues Barbosa pelos assassinatos dos professores Álvaro Barreto e Erisney Silva, crimes cometidos em 2009, em Porto Seguro, no extremo-sul da Bahia. Somadas, as penas ultrapassam 37 anos de prisão para cada um dos réus, que deverão cumprir a condenação em regime fechado.

Pela morte de Álvaro Barreto, Sandoval Barbosa e Joilson Rodrigues receberam pena de 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão. Já pelo assassinato de Erisney Silva, a Justiça fixou pena de 16 anos, 7 meses e 15 dias de prisão para os dois condenados. O julgamento encerra um processo que se arrastava há mais de uma década.

Na sentença, a Justiça considerou agravantes relacionadas ao homicídio de Álvaro Barreto, entre elas a invasão de domicílio durante a execução do crime e o fato de a vítima ter deixado um filho de apenas um ano de idade. O professor presidia a APLB em Porto Seguro e era conhecido pela atuação em defesa dos trabalhadores da educação.

O resultado do júri foi acompanhado com expectativa por familiares, sindicalistas e integrantes da sociedade civil.

Luana Brito foi morta pelo ex-marido, Lucas Cruz || Fotos Redes Sociais e TV Santa Cruz
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Do PIMENTA

O Tribunal do Júri de Itabuna condenou, nesta terça-feira (13), o vigilante Lucas Cruz Santos a 19 anos e três meses de reclusão pelo assassinato da ex-esposa, a cabelereira Luana Santos Brito, de 29 anos, morta a tiros na noite de 29 de junho do ano passado, no bairro São Roque (relembre). Quatro testemunhas corroboraram a acusação do Ministério Público do Estado da Bahia contra o réu, agora condenado por feminicídio.

Lucas não aceitava o fim do relacionamento com Luana, que tentava recomeçar a vida sem o ex-marido. Testemunhas relataram ao PIMENTA que, naquela noite de São Pedro, a trabalhadora deixou o salão de beleza onde atuava, no Centro, e foi buscar as duas filhas do casal na residência de Lucas.

O homem, que já vinha perseguindo a ex-esposa, a abordou próximo à ponte do São Roque e atirou várias vezes contra a vítima, que não teve chance de defesa e morreu no local. Lucas se entregou à Polícia no dia 13 de julho de 2023. Desde então, está preso no Conjunto Penal de Itabuna, onde cumprirá a pena em regime fechado.

Na época do crime, amigos e clientes do salão onde Luana trabalhava informaram ao PIMENTA que ela era uma mulher batalhadora, sonhadora, alegre e prestativa. A jovem começou a trabalhar cedo para ajudar a pagar as despesas de casa, que aumentou após a chegada das filhas. Hoje, as crianças estão sob os cuidados da família materna.

Everaldo matou esposa grávida, segundo Júri
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O Tribunal do Júri de Itabuna encerrou, nesta quarta-feira (27), o julgamento de Everaldo Marques de Souza, acusado de matar a esposa, Rayluciene Pereira de Castro Nery, na mesma cidade, há mais de 14 anos. Na época do crime, a vítima tinha 36 anos e estava grávida de quatro meses.

Iniciado na manhã de ontem  e concluído na madrugada de hoje, por volta das 3h, o julgamento foi um dos mais longos da Comarca de Itabuna. Apesar da condenação, Everaldo vai recorrer em liberdade. Isso revoltou familiares e amigos de Rayluciene, que protestaram em frente ao Fórum.

Liberdade de condenado revolta familiares de Rayluciene

Também gerou revolta a informação de que, ao longo de todos esses anos, Everaldo recebeu a pensão pela morte da esposa, que era professora da Secretaria da Educação da Bahia. Ela também dirigia uma escola em Inema, na zona rural de Ilhéus. Só agora, condenado pelo homicídio da mulher, o homem perdeu o direito à pensão.

Por ter sido cometido antes da Lei 13.104/15, o assassinato de Rayluciene não pôde ser qualificado como feminicídio pelo Júri, apesar das características semelhantes às do tipo penal.

Rayluciene foi morta com um tiro na boca, no dia 25 de janeiro de 2019, dentro da casa onde morava com o marido, no Alto Maron, em Itabuna. Na época, Everaldo contou à Polícia que tinha saído para ir a uma padaria e fechou o cadeado do portão da casa. Ele disse que, na volta, encontrou a mulher morta. Porém, o laudo técnico da perícia concluiu que não havia nenhum sinal de arrombamento ou invasão na residência.