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O ataque aos postos policiais deixaram policiais feridos (Foto> Futura Press)
Os ataques aos postos deixaram policiais feridos (Foto: Futura Press)

Bandidos fizeram de Salvador uma verdadeira praça de guerra hoje. Metralharam três postos da polícia militar de madrugada, atacaram viatura, queimaram ônibus. Em nota, a PM informou que os primeiros ataques foram realizados por cerca de 12 homens em três carros, por volta das 5h nas unidades de Estação Pirajá, Mussurunga, Ribeira e Uruguai. Depois desses, a violência atingiu o comércio, com lojas depedradas e saqueadas, além de ônibus do transporte coletivo, que foram incendiados.

O jornalista Samuel Celestino escreveu em seu site (www.bahianoticias.com.br): “Salvador experimentou um Sete de Setembro inimaginável. Ao invés de uma festa cívica, vivenciou uma segunda feira de inusitada violência que bem provavelmente nem a polícia tenha a exata explicação sobre o que de fato aconteceu”.

O experiente jornalista também narra o desenrolar dos acontecimentos da tarde: “Um grupo de adolescentes, calculadamente 50 deles, fez um arrastão em Coutos, assaltando, invadindo lojas e terminando por incendiar um ônibus. No início da tarde, no Trobogy, quatro bandidos assaltaram mais um ônibus e também o incendiaram. Já no final da tarde, sem confirmação oficial da polícia, no Alto do Coutos e em Periperi, mas um ônibus foi incendiado”.

O saldo até agora são três bandidos mortos e três policiais feridos, além dos prejuízos materiais. Segundo informações da PM, a ação teria relação com a transferência do traficante Cláudio Eduardo Campanha para o presídio federal de segurança máxima em Campo Grande (MS).

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Hoje pela manhã surgiu a informação de que o corpo encontrado ontem à noite no Zizo, uma possível vítima da guerra entre traficantes daquele bairro com os concorrentes do São Pedro (leia aqui), seria do bandido conhecido como Barriga Azul. Não é verdade.

Trata-se de um  elemento de prenome Avonaldo, que acabara de sair do presídio, na segunda-feira (24) e morreu dois dias depois. “Foi alarme falso”, atesta um policial civil que investiga o crime.

Ele disse que a vítima estava na Cadeia Pública do Complexo Policial até a quinta-feira da semana passada, quando foi transferido para a penitenciária. “Na segunda-feira ele foi solto, pela justiça. Morreu com o alvará de soltura no bolso, dois dias depois”. Ainda não há informações sobre a autoria do crime.

E Barriga Azul continua solto.

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Moradores dos bairros de Zizo e do São Pedro vivem sob fogo cruzado. Uma absurda e aparentemente eterna guerra entre bandidos dos dois bairros faz refém todas as pessoas de bem daquelas localidades, mas parece que não chega a incomodar as autoridades.

Ontem, mais um homicídio para as estatísticas macabras daquele território sem paz. Um rapaz foi morto, por volta das 21 horas, na rua Bela Vista, no Zizo. Quando chegou no local, o Samu apenas constatou o óbito. Um tiro na nuca, típico de uma execução. Independente de que lado estava nessa guerra, a vítima foi mais uma vida perdida.

As autoridades parecem se limitarem a fazer os levantamentos e preencher a papelada. É preciso olhar para toda a cidade, mas aquela localidade, por motivos óbvios, merece uma atenção especial. Jovens estão abandonando as escolas, pais de família estão sendo obrigados a se trancarem em casa à noite, a liberdade de ir e vir foi aprisionada.

E Barriga Azul está solto.

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Apesar de pequeno, o município de Uruçuca também sofre com a violência e a criminalidade. Por essa razão, entidades locais da sociedade civil estão se reunindo para criar um conselho específico para debater soluções nessa área.

O assunto será tema de uma seminário, que acontece nesta quarta-feira (26), a partir das 9 horas, no auditório da Emarc. Pesquisadores, estudantes, autoridades da área policial, judiciário e Ministério Público estão fazendo um diagnóstico da violência em Uruçuca, para balizar as discussões.