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Quase um século de história. Há quem louve o crescimento acelerado de Itabuna, existe quem atribua a essa rapidez uma série de consequências ruins.  Em meio à pressa, esqueceu-se de planejar. As ruas são estreitas, as construções não respeitam qualquer ordenamento. Itabuna tem plano diretor? Quem sabe…

A cidade tem sim é uma pujança nervosa, vontade de negociar, fazer dinheiro. É banco, é crediário, é agiota, é o fim do caminho… Preocupação social? Conversa mole em reuniões de bacanas, muito ciosos em aliviar a culpa por não pensar real e efetivamente no próximo, mas quase sempre exclusivamente neles mesmos.

Políticos? Todos fizeram muito menos do que poderiam e deveriam. Não apenas os eleitos, mas também os cidadãos comuns, partindo da máxima aristotélica de que o homem é “um animal político”.

Aos cem anos, Itabuna – não a parte física, mas a humana – precisa aprender a agir, em vez de esperar. Entender que nenhum político, seja ele de que partido for, fará um bom governo se o povo não sair da passividade. Contentar-se em ser apenas eleitor não faz de ninguém um cidadão de verdade.

Itabuna até impressiona pela estrutura respeitável para uma jovem cidade que ainda não chegou aos 100. Coisa feita por gente empreendedora, mas onde se percebe ter faltado sensibilidade. Muito concreto, pouco coração. A cidade parece, muitas vezes, que cresceu de costas para seus filhos.

Em homenagem a Itabuna e à parcela de sua gente – os quase sempre esquecidos e só “oportunamente” lembrados – o Pimenta publica no post abaixo um registro do fotógrafo Duda Lessa, ao qual demos um título irônico, para realçar a distância entre a realidade e as belas expressões usadas em programas sociais de curto alcance.

Finalmente, vale lembrar nesses 99 anos de Itabuna que já passou da hora dos filhos dessa terra, todos, serem tratados  efetivamente como cidadãos. Ou melhor, exigirem isso, pois direito não chega em casa embalado em papel de presente. Direito, se exige.

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  1. Zelão, complementa: – Direito e poder não são favores recebidos. São conquistas!

    O direito é como o poder, precisa ser exercído na sua plenitude. O poder, quando não é exercido cem por cento, fragmenta-se e deixa de ser poder. O direito, quando não é exercido, representa negligencia e abandono.”

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