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É uma regra da política: os grandes, dos grandes partidos, tem como tática de sobrevivência inibir o surgimento de novas lideranças à sua volta. Isso porque a quantidade de lideranças com muitos votos e pouca expressão é enorme país afora, todas de olho nos partidos nanicos.

O raciocínio é simples: com tantos votos na sacola, quando criam essas, lideranças não pensam duas vezes antes de debandar para partidos pequenos. A importância desses operários da política é basicamente para garantir o coeficiente eleitoral nas coligações – e garantir que os campões de votos sempre se elejam.

Para “resolver” esta situação, alguns parlamentares sugeriram a ideia de fidelizar também os candidatos derrotados. A proposta tenta “corrigir a injustiça” da legislação eleitoral, que não permite os deputados trocarem de partidos, sob pena de perderem o mandato, mas não pune os que nada levaram na eleição.

Se essa ideia vai adiante, a revolta dos tupiniquins é certa. Em Itabuna, já no pleito de 2008, pré-candidatos a vereadores ensaiaram um movimento nesse sentido, encabeçados pelo ex-candidato e “agitador” Barnabé. A ideia era justamente não servir de escada para os campeões de votos locais. Não deu certo, mas o princípio é válido.

Com informações da Coluna Raio Laser (Tribuna da Bahia)

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