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O estudante baiano João Vítor Mendes, de 16 anos, faturou a primeira medalha para a Bahia nas Olimpíadas Escolares, que acontecem em Goiânia. Ele ficou com a medalha de prata no taekwondo.
A Bahia está representada na competição por 132 estudantes, que disputam em 12 modalidades: ciclismo, ginástica rítmica, taekwondo, atletismo, basquete, futsal, handebol, judô, natação, tênis de mesa, vôlei e xadrez.
A equipe tem apoio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb).

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Teve início neste domingo, 05, o vestibular 2010 da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), com a aplicação das provas de redação, língua portuguesa, língua estrangeira e ciências humanas (história, atualidades e geografia). O vestibular acontece em Salvador e mais 24 cidades no interior do Estado.
Neste domingo, a Uneb registrou um índice de abstenção de 15,5%, o que corresonde a 6.280 candidatos ausentes. O número, de acordo com a instituição, está dentro da média de seus últimos concursos.
O vestibular prossegue nesta segunda-feira, 06, com as provas de matemática e ciências da natureza (física, química e biologia).

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Os 204 mil habitantes de Itabuna ficarão sem água por, pelo menos, 12 horas na próxima terça-feira (07), anuncia a Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa). A interrupção no abastecimento é para que sejam feitos reparos na rede, que será ampliada e distribuirá 900 litros d´água por segundo. Atualmente são 600 litros.
As obras de ampliação da rede de distribuição e captação de água estão sendo executadas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), do Governo Federal, num total de R$ 35 milhões.
Segundo o presidente da Emasa, Alfredo Melo, a ampliação da rede será possível com a captação no leito do Rio Cachoeira, na região de Ferradas. Alfredo afirmou ao PIMENTA que, diferentemente de 2008, Itabuna não sofrerá com racionamento d´água neste verão.

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Se não bastasse a dor pela perda de amigos, sacoleiros de Itabuna, Ilhéus e Uruçuca que sobreviveram ao acidente na BR-101 também tiveram que lidar com “abutres. “Estes, saqueavam o que viam pela frente enquanto as polícias militar e Rodoviária Federal não chegavam ao local. Tradicionalmente, os sacoleiros levam dinheiro vivo para as compras. Algumas das vítimas estavam com até R$ 2 mil.
Um policial de prenome Roberto tentava impedir os saques. Ele era um dos mais de 40 passageiros do ônibus da Transporte Central do Brasil (TBC) e conta que o ônibus capotou oito vezes. Roberto fez o que pôde para evitar os saques, até que desfaleceu ao perceber que sangrava.
Na queda do veículo, o policial sofreu um corte profundo na cabeça. Quando se recuperou, percebeu que os saqueadores haviam levado a sua arma. Hora de ajudar amigos e contar os mortos (clique aqui e confira a relação das pessoas que morreram no acidente).
VÍTIMAS EM OBSERVAÇÃO NO HBLEM
No início da noite, o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem), de Itabuna, confirmou os nomes de sacoleiras e acompanhamentes que estavam no ônibus da TBC. Elas sofreram escoriações, pancadas na cabeça ou pernas e não apresentam fraturas expostas. Outros pacientes foram encaminhados para hospital de Gandu, conforme a Polícia Rodoviária Federal.
As vítimas estão sob observação no pronto-socorro do Hospital de Base e não correm risco de morte. De acordo com o Hblem, as pacientes são de Itabuna, Uruçuca e Ilhéus, além de uma aposentada que reside em São Paulo.
Os nomes das pacientes são Anaildes Alves dos Santos Lima (Uruçuca), Gilcleide Teixeira dos Santos (moradora do bairro São Caetano), Inês Coelho da Silva (do bairro Parque Boa Vista), Avanir Pereira de Oliveira (do município de Uruçuca), Cleudes Maria dos Santos (Itabuna), Rejane Dias de Souza (Uruçuca), Adélia Costa dos Santos (bairro João Soares), Jane Oliveira (bairro São Caetano) e Joelma dos Santos Novaes (Ilhéus), além de Maura Reis dos Santos, uma aposentada que reside em São Paulo e viajava para visitar parentes em Pernambuco.

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Jackson defende expulsão de Ioná.

Após o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) confirmar a cassação da prefeita Ioná Queiroz (PT), a Justiça em Camamu determinou para a próxima terça-feira, 7, às 9 horas, a diplomação de José Américo (PR), no fórum local. Américo assume depois que Ioná foi cassada por abuso de poder econômico e compra de votos na eleição de 2008. A posse ocorrerá em solenidade na Câmara de Vereadores, também prevista para o período da manhã.
Enquanto isso, a prefeita cassada tenta manter-se no cargo apresentando recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Ioná Queiroz sofreu um duro golpe nesta semana com o posicionamento de Jackson Cabral. Fundador do PT em Camamu, Cabral defende a imediata expulsão de Ioná do partido.
Cabral acusa a prefeita cassada de ter negligenciado as bandeiras históricas do partido, ter promovido nepotismo em altíssimo grau. A família da prefeita controla 70% do orçamento do município e ocupa os principais cargos na prefeitura.
O fundador do PT de Camamu também acusa Ioná por diversas irregularidades, como desvio de recursos para construção de hospital e do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti), além de ter prejudicado o PT no segundo turno da eleição presidencial, quando Dilma Rousseff perdeu para o tucano José Serra no município.

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Jogadores comemoram gol do título (Foto Marcelo Theobald).

Um gol de Emerson, aos 16 minutos do segundo tempo, garantiu ao Fluminense o título do Brasileirão 2010, quebrando jejum de 26 anos.
O Flu bateu o Guarani por 1×0 e ergue e conquista o Brasileiro – ou equivalente – pela terceira vez (1970 e 1984 e 2010).
O time de Muricy Ramalho chegou ao título ao alcançar 71 pontos, dois a mais que o Cruzeiro e três à frente do Corinthians.

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O Vitória tinha tudo para levar a melhor neste domingo, 05, quando aconteceu a última rodada do Brasileirão 2010 e a última chance para o leão rubro-negro garantir sua permanência na série A. Jogou em casa, no Barradão, onde sempre foi um adversário temido, mas dessa vez não conseguiu se impor diante do Atlético Goianiense, que também fazia uma partida de “vida ou morte”.
O leão fraquejou e, apático, não conseguiu marcar. O confronto terminou em um magro 0 x 0, resultado que só poderia favorecer ao Atlético Goianiense.
Os atletas do Vitória definiram o resultado como uma tragédia. Nas arquibancadas do Barradão, lágrimas dos milhares de torcedores da equipe baiana, enquanto uns 80 torcedores do Atlético, que compareceram ao estádio, faziam a festa…
Coisas do futebol!

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No DPT de Itabuna, familiares buscam informações sobre vítimas (Foto Pimenta).

A polícia confirmou até agora sete mortes no acidente ocorrido ao final da noite de ontem no quilômetro 412 da BR-101, no distrito de Itamarati, em Ibirapitanga. Um ônibus que transportava sacoleiros de Itabuna para Caruaru (PE) tentou fazer ultrapassagem e, para desviar de uma carreta, acabou caindo de uma ribanceira de 150 metros. Os corpos foram levados para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Itabuna, no sul da Bahia.
A polícia concluiu a identificação de mais três dos sete corpos trazidos para Itabuna. As três últimas vítimas identificadas Maria Damiana Costa da Silva, 49 anos, que residia no Pedro Jerônimo, Maria Raimunda Santos, 43 anos, residente no Fonseca, e Marlene Fernandes Ramos, 48 anos, que morava no São Lourenço, bairros de Itabuna.
As outras vítimas já identificadas anteriormente também são de Itabuna: Sônia Pereira Mendes, Ana Sirley Nazaré de Oliveira, do Santo Antônio, e o motorista reserva Jaime Nogueira de Jesus, conhecido como “Índio”. Uma sétima vítima, Everaldina Cruz de Jesus, era de Uruçuca.
Às 14h51min – O Departamento de Polícia Técnica de Valença informou ao PIMENTA que, ao contrário do noticiado, nenhum dos corpos de vítimas do acidente com sacoleiro foi encaminhado para lá.
Leia também:

ACIDENTE MATA PELO MENOS OITO SACOLEIROS NA BR-101
SEIS VÍTIMAS DE ACIDENTE ESTÃO NO DPT DE ITABUNA

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Do Bahia Notícias

Siméa e ex-deputado tiveram relacionamento de cinco anos, diz revista.

A Justiça determinou a exumação do corpo do ex-deputado Luis Eduardo Magalhães, morto de ataque do coração em 1998, quando contava 43 anos. De acordo com a Revista Veja, o motivo para determinar o desenterro é um processo de reconhecimento de paternidade de um rapaz de 16 anos, supostamente fruto da relação extraconjugal de Luis Eduardo com Siméa Maria de Castro Antun.
Os dois teriam se conhecido em 1989, durante uma convenção do antigo PFL, em Brasília. Siméa, uma loira estonteante (na época), era conhecida na capital federal por ser garota propaganda de uma rede de lojas de imóveis, e foi contratada para trabalhar como recepcionista no gabinete do parlamentar. Logo em seguida, ela passou a morar no apê funcional de Luis Eduardo – a quem chamava de Luigi –, e só saiu de lá cinco anos mais tarde, quando engravidou. Siméa contou à Justiça que o deputado chegou a sugerir que ela fizesse aborto.
O relacionamento então acabou, mas a mulher continuou recebendo ajuda financeira do ex-caso. Com sua morte precoce, o pai dele, ACM, passou a bancá-la. Entretanto, o “Cabeça Branca” também veio a falecer, em 2007, e Siméa não teve mais a quem recorrer na família Magalhães. Resolveu então acionar o clã na Justiça, após um acerto verbal com os herdeiros

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O Departamento de Polícia Técnica de Itabuna já recebeu os corpos de seis vítimas do acidente com o ônibus da empresa Transporte Central do Brasil, ocorrido no final da noite de ontem, na BR-101, proximidades do distrito de Itamarati.
Dos seis corpos que chegaram ao DPT, quatro já foram identificados. Três são de pessoas que residiam em Itabuna: Sônia Pereira Mendes, do bairro Nova Ferradas, Ana Sirley Nazaré de Oliveira, do Santo Antônio, e o motorista Jaime Nogueira de Jesus, também do bairro Santo Antônio. A outra vítima já identificada é Everaldina Cruz de Jesus, que morava em Uruçuca.
Outros passageiros do ônibus envolvido no acidente estão internados no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna, e nos hospitais de Gandu e Ubaitaba. A informação é de que foram oito mortes e quase 40 feridos.

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Walmir Rosário | ciadanoticia@ciadanoticia.com.br
O prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, causa enormes prejuízos à imagem da cidade ao se posicionar ora apoiando o candidato à presidência da Câmara, Ruy Machado, ora o esquema do atual presidente Clóvis Loiola. Além de achincalhar o Poder Legislativo, o prefeito cria uma competição canibalista entre seus secretários, que passam a apoiar candidatos diferentes para a presidência da Câmara.
Essa prática, aliás, não é coisa nova e foi vista largamente durante a última campanha política, quando Azevedo apoiou, ou mandou apoiar, dezenas de candidatos a deputado (federal e estadual). Resultado, não proporcionou uma votação expressiva a nenhum deles, nivelando-se por baixo como um cabo eleitoral sem qualquer expressão.
Na própria Prefeitura, as opiniões eram muito divergentes – tanto na campanha política de 3 de outubro como na disputa pela Mesa da Câmara. Tanto naquela época como agora, o único secretário que demonstrou maturidade política foi o da Administração, Gilson Nascimento. Deu a maior votação – entre os secretários – ao seu candidato, nesse caso ao deputado federal Luiz Argôlo, enquanto os outros foram considerados inexpressivos.
Pois bem, a história se repetiu agora para a eleição da Mesa Diretora. Desde o início de negociações, o preferido de Gilson sempre foi o vereador Milton Cerqueira, porém o secretário costurou acordos, recuando quando necessário, galvanizando apoios na oposição, enfim, formando a chapa vitoriosa sob a liderança de Ruy Machado.
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Um grupo de sacoleiros que viajava neste sábado, 04, de Itabuna-BA para Caruaru-PE, teve a viagem interrompida por uma tragédia. Às 23 horas, na altura do distrito de Itamarati, município de Ibirapitanga, o ônibus da empresa Transporte Central do Brasil, que era utilizado pelos comerciantes, quase bate em uma carreta que invadiu a contramão.
Para se desviar do outro veículo, o motorista do ônibus, identificado como Jaime, saiu da pista e acabou caindo em uma ribanceira de aproximadamente 150 metros. O motorista e sete passageiras morreram no local e cerca de 40 pessoas ficaram feridas, segundo a reportagem do site Radar Notícias.
Os feridos foram levados para hospitais em Gandu e Ubaitaba, além do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna. Segundo o PIMENTA apurou, o número de mortos já pode chegar a 15.
Mais informações em instantes.

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O artigo escrito pelo jornalista Elio Gaspari,, e publicado neste domingo n’O Globo, esclarece bastante porque a diplomacia brasileira tem enfrentado severo bombardeio da grande imprensa e da direitona conservadora.
Os americanos, cujos interesses têm no Brasil ferrenhos e engajados defensores, vêm há muito tempo procurando minar a supremacia do Itamaraty nas negociações internacionais. Aos olhos dos “donos do mundo”, os diplomatas tupiniquins agem com excessiva independência.
Clique aqui para ler o artigo.

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ESCREVER NÃO É TRABALHO, É PASSATEMPO

Ousarme Citoaian

Milton Rosário, integrante de qualquer lista, por menor que seja, dos melhores jornalistas de sua geração (além de ser gente de excepcional qualidade), me contou esta. Certa vez, o pai do poeta Telmo Padilha (foto) virou-se para o autor de Girassol do espanto e, olho no olho, o chamou à terra: “Meu filho, deixe esse negócio de escrever e arranje um trabalho decente, pois literatura não dá camisa a ninguém”. Telmo persistiu e obteve reconhecimento nacional, o que não invalida a lição de que intelectual, para ganhar uma camisa nova, precisa suar (e muito!) a antiga. Não temos tabela de preços nem sindicato como proteção – e escrever, diz o senso comum, não é trabalho, é passatempo.

JORNALISTA É QUEM VIVE DO JORNALISMO

Aqui, uma questão semântica. Para a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) –  que anda pelas redações ameaçando prender e arrebentar quem por lá se encontre que não seja diplomado – é jornalista profissional quem tem o curso superior específico (aos demais, considerados no exercício ilegal da profissão, cadeia). Já o conceito “clássico” é diferente: jornalista é quem atende aos dois requisitos de 1) trabalhar regularmente na atividade e 2) ser remunerado por esse trabalho. Com ou sem diploma, é profissional o indivíduo que exerce o jornalismo periodicamente e é pago para fazê-lo. Fora dessa fórmula simples e clara, não há salvação, pouco importa o que pense a Fenaj.

“GANHARÁS O PÃO COM O SUOR DO TEXTO”

A região tem muitos (e bons) jornalistas não diplomados, e me arrisco a citar apenas um, na tentativa de síntese do que quero dizer. Refiro-me a Eduardo Anunciação (foto), um “bicho de jornal”, com mais tempo de redação do que urubu de vôo (às vezes penso que ele, por essa escrita em linhas tortas próprias dos deuses, teria nascido num ambiente de jornal – e, para completar a quimera, bebeu tinta de impressão, em vez de leite materno). Nunca foi balconista de loja, não trabalhou em banco, não sabe botar meia-sola em sapato, não é pedreiro nem médico. É jornalista. Daqueles que lutam com as palavras todos os dias, mal rompe a manhã – e pagam o supermercado com o suor do seu texto.

JORNALISMO DO DIFUSO E DO IMPALPÁVEL

O Sul da Bahia é terreno fértil para  colunistas de todos os jaezes, com amplo espectro de textos dirigidos a leitores interessados em confetes, serpentinas, lantejoulas, plumas, paetês ou temas difusos e impalpáveis. Temo-los também de amenidades, política, economia e do que mais lhes der na telha e for suportado pela “democracia” dos donos de veículos. Esse banquete de vaidades e tolices (exemplo típíco na foto) nada de bom acrescenta ao pensamento regional, mas é incentivado pelos jornais: são colunas e artigos que nada custam para aspergir ideias de segunda mão, enquanto tomam espaço dos profissionais. Jornalistas como Eduardo correm perigo: se escaparem da Fenaj, serão desempregados pelos diletantes.

PARA O BEM OU PARA O MAL, EIS O HÍFEN

Não há dúvida: a maior armadilha de nossa ortografia é o hífen. A depender do caso, ele é bem-vindo e bem-visto. É o hífen é do bem, digamos. Mas quando surge sem ser “convidado”, causa mal-estar e mau humor, deixa o leitor mal-humorado, faz o texto mal-amado, sugere que quem o escreve é mal-educado (mal-afortunado, em termos de língua culta). Aí, é o hífen do mal. Às vezes, ele é bendito, bem-visto, benquisto, benfeitor e bem-querido; noutras, é malnascido, malcuidado, malcriado, mal-ajambrado, mal-afamado, malvisto e, portanto, contra-indicado. É o contra-exemplo da boa construção.

GOVERNO MUDA GRAMÁTICA PORTUGUESA

O governo estadual houve por bem abolir, por sua inteira conta e risco, o hífen de “Bem-Vindos”. A CLMH (Comunidade dos Linguistas Mal-Humorados) há de dizer que isto não tem importância, pois todos os leitores vão entender que a placa indica a gentileza e a cortesia com que a autoridade recebe quem visita a Direc de Ilhéus. Mas peço licença para manifestar meu estranhamento com mais este descaso oficial com a língua portuguesa. Afinal, se nem num local feito por e para professores as regras gramaticais são obedecidas, onde mais vamos obedecê-las?

O VEÍCULO DÁ SUA OPINIÃO NO EDITORIAL

Era o fim do ano, numa redação de jornal. O redator-chefe vira-se para o editorialista e lhe encomenda, para o dia seguinte, um editorial sobre Jesus Cristo. “Contra ou a favor?” – pergunta candidamente o articulista… A história é conhecida por todo jornalista, ou quem trabalhou numa redação – seja como estagiário, servindo cafezinho ou dobrando jornal. Ela pretende ilustrar que o editorial não é a opinião de quem o escreve, mas a do veículo que o publica. Teoricamente, o autor de editoriais é alguém com isenção bastante para, como na historieta acima, escrever contra ou favor de Jesus, com a mesma desenvoltura.

CAVALO COM CHIFRES E COBRA COM ASAS

Se o prezado leitor (ou a prezada leitora!) concluiu que não se assina editorial, parabéns. Não se assina porque, se assinado, vira artigo “comum”, a espelhar a opinião do signatário, não mais do veículo. Editorial “assinado” se define com uma palavra de nossa língua culta pouco utilizada por nós, mas corriqueira em Portugal: contrafação – que vem a ser fraude, disfarce, fingimento, imitação, falsificação, e por aí vai. Editorial “assinado” é tudo isso (e mais alguma coisa), mas editorial não é. Será, mudando da língua erudita lusitana para a popular brasileira, um cavalo com chifres. Ou uma cobra com asas.

ROBERTO MARINHO E O EDITORIAL ASSINADO

Há tempos, o Jornal Nacional costumava, numa noite sim e na outra idem, antecipar o que O Globo publicaria no dia seguinte, como “o editorial do jornalista Roberto Marinho” – na foto, à direita do general Figueiredo. No afã de agradar ao chefe (ou, quem sabe, por ordem do mesmo), violentavam-se as regras e se desserviam as novas gerações de redatores. Essa contrafação (!) durou até quando apareceu no JN alguém com juízo e pôs cobro  à farsa – ou Doutor Roberto se cansou da brincadeira. O fato é que este morreu e, para nosso alívio, resolveu, em definitivo, o problema. “Editorial do jornalista Roberto Marinho”: nunca mais.

A LEI DE MURPHY EM VISITA ÀS REDAÇÕES

Morre o homem, ficam-lhe os defeitos. Em pleno 2010, há veículos por aí que identificam seus editoriais com a palavra “Editorial” no alto da página (o que é uma informação supérflua, ociosa, mas aceita por alguns grandes veículos) e ainda os assinam, numa prova irretocável de que não sabem o que fazem. Mas, como diz o muito citado Murphy (creio que esta é a Lei nº 81, do seu elenco de 100), “nada está tão ruim que não possa ficar pior”: pois acaba de surgir entre nós o editorial com foto. Isso mesmo: editorial assinado e com foto de quem o assina. Aí, pego meu boné e caio fora, pois a discussão já adentrou a órbita da insensatez .
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NOEL E A FÁBRICA QUE NÃO ERA DE TECIDOS

A imortal Três Apitos foi composta em 1933 para uma das paixões de Noel Rosa, Josefina (a Fina), que ele julgava trabalhar numa fábrica de tecidos (a Confiança) mas que, na verdade, era empregada numa pequena fábrica de botões.  Esse engano o levou a criar a famosa rima de pano/piano.  Ao descobrir o equívoco, ele manteve os versos. Coisa de poeta: sacrificou a verdade, em benefício da rima: “Mas você não sabe/ Que enquanto você faz pano/ Faço junto do piano/ Esses versos pra você”. E aqui há outra pequena fraude, pois Noel nunca foi pianista. Vejam o contraste desses dois operários em construção: a moça tece pano, ele tece poesia.

A POESIA RESISTINDO À INDUSTRIALIZAÇÃO

Aliás, contraste é o que não falta nesta bela canção de Noel (foto). O mundo, com seu pragmatismo, parece conspirar contra o amor e outras cardiopatias, da mesma forma que a fábrica, símbolo do progresso, contrapõe-se ao piano – que o poeta usa para dirigir-se à amada. Três apitos mostra o mundos dividido em dois: de um lado, o artista e sua carga de sensibilidade, claramente à margem da sociedade de consumo; do outro, o capitalismo, o progresso industrial, a busca do lucro. “Quando o apito da fábrica de tecidos/ Vem ferir os meus ouvidos/ Eu me lembro de você”. O chamado ao trabalho é, para o poeta, a invocação para o amor.

APESAR DOS ERROS, UM MOMENTO MÁGICO

Noel Rosa foi listado aqui entre pessoas e efemérides que completavam, ao lado de Itabuna, um século em 2010. De repente, vejo que mais um ano se passou, sem nenhuma homenagem ao Poeta da Vila – logo eu, que tenho predileção pela sua arte, e até, se posso ser imodesto, razoável conhecimento de sua lavoura. Caso esta coluna se mantenha, vamos postar ainda uns dois vídeos sobre este grande nome da cultura brasileira. Hoje, um grande momento da MPB, reunindo Elizeth Cardoso e Jacob do Bandolim. Mesmo com a grande intérprete, ao vivo, errando a letra de forma deplorável, penso que vale a pena ouvir.

(O.C.)

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Debora Rodrigues esperou 48 anos – a vida inteira – pela sexta-feira passada, quando “finalmente” se submeteu a uma cirurgia de transgenitalização, conhecida como mudança de sexo. Nascida menino, ela cresceu sem saber qual banheiro frequentar. Debora saiu de Itambé, em Pernambuco, aos 17 anos, e não voltou mais.
Sem nunca ter sido aceita pela família – “meu pai me mandava dormir fora de casa, com os cachorros” -, se mudou para o Rio. Há cinco anos, uma amiga mostrou um recorte de jornal com a notícia de que no Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio, era possível fazer a operação.
– Eu tinha esperança e ao mesmo tempo não tinha – conta Debora, que, na véspera da cirurgia, dizia que não se lembrava mais da longa espera: – Toda a humilhação e o sofrimento vão ficar para trás. Nunca mais vou ter dúvidas de em qual banheiro devo ir, vou ter vida nova.
No Brasil, a cada 12 dias, em média, um transexual encontra a mesma sensação de alívio. Desde agosto de 2008, a portaria 1.707, do Ministério da Saúde, autoriza o Sistema Único de Saúde (SUS) a realizar o procedimento.
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