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Davidson pede investigação de venda da Gaspetro para a Mitsui.
Davidson: investigação de venda da Gaspetro para a Mitsui.

Ex-presidente da Bahiagás, o deputado federal Davidson Magalhães deu entrada em pedido de investigação da venda de 49% da Gaspetro-Petrobras Gás S.A. para a japonesa Mitsui Gás e Energia. Para ele, a venda é carregada de “graves suspeitas de irregularidades”. O assunto também deverá ser debatido em audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados.

Davidson chama atenção para a necessidade do governo baiano participar das discussões, porque “a venda da Gaspetro interfere no controle acionário da Bahiagás e de todas as distribuidoras de gás  do Nordeste. Há favorecimento de interesses privados em detrimento do interesse público”, diz o deputado.

O parlamentar levanta suspeitas contra o diretor-presidente da Vale S/A, Murilo Ferreira, que, à época da decisão de venda da subsidiária da estatal, ocupava também o cargo de presidente do Conselho de Administração da Petrobras.

Ainda sobre Ferreira, Davidson observa que o executivo “se ausentou do cargo de diretor-presidente da ex-estatal Vale S/A, que hoje é parceira do Grupo Mitsui em uma série de empreendimentos”.

Para ele, é necessário averiguar o comportamento de Ferreira enquanto conselheiro da Petrobras, “se houve, ali, algum tipo de favorecimento ao Grupo Mitsui; se houve tráfico de influência ou mesmo se Ferreira concedeu informações privilegiadas para que seus parceiros conseguissem fechar o negócio”.

VENDA COM VALOR BEM ABAIXO DO MERCADO

Os 49% da Gaspetro foram vendidos por R$ 1,9 bilhão, quando, em valores de mercado e avaliação conjunta dos bancos JP Morgan e Brasil Plural, ficaria em torno de R$ 5 bilhões.

“A Gaspetro está sendo vendida para a Mitsui por um preço muito abaixo do mercado”, denuncia.  O grupo japonês teve sua proposta de R$1,9 bilhão por 49% da Gaspetro aprovada em 23 de outubro de 2015. Ferreira presidia o Conselho de Administração da Petrobras no fechamento do negócio.

– A moralidade do negócio realizado é, para dizer o mínimo, questionável. Merece, portanto, a análise detida por parte desta Comissão.

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