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Sindicalistas acompanharam depoimentos de colegas à Polícia Civil || Divulgação
Sindicalistas acompanharam depoimentos de colegas à Polícia Civil || Divulgação
Coordenadores da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) no sul Bahia foram intimados pela 2ª Delegacia de Polícia Civil em Itabuna a prestar depoimentos a respeito da greve do dia 28 de abril, convocada pelas centrais sindicais e que parou o país contra as reformas da previdência, trabalhista e terceirização. Os presidentes do Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região, Jorge Barbosa, do Sindicato dos Comerciários de Itabuna, Jairo Araújo, e do Sindicato dos Trabalhadores Têxteis e Calçadistas do Sul e Extremo Sul da Bahia, Jeser Cardoso, compareceram à audiência na tarde desta quarta-feira (06), acompanhados de militantes da Central. A denúncia partiu da fábrica de calçados e materiais esportivos Penalty.

Para Jeser Cardoso, trata-se de uma acusação fantasiosa. “O movimento foi totalmente pacífico. Nem eu nem ninguém da CTB agrediu ou invadiu patrimônio de empresa alguma”, afirmou.

Para Jairo Araújo, a Penalty não aceitou o resultado da greve. No entendimento dele, a fábrica defende seu privilégio de explorar legalmente os trabalhadores, a partir das reformas de Michel Temer. “O movimento que fizemos na Penalty e na cidade foi extremamente democrático, pacífico, na defesa dos interesses dos trabalhadores. Violência quem está cometendo é a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e empresas como a Penalty, que querem a liberdade para explorar e implantar o trabalho análogo à escravidão, que é o que a reforma trabalhista de Temer implantou no Brasil”, avaliou Jairo, que também é vereador pelo PCdoB.

Na opinião de Jorge Barbosa, esta é mais uma tentativa de criminalizar os movimentos sociais. “Tenho a consciência tranquila de não ter cometido irregularidade alguma. A atitude da Penalty merece todo o nosso repúdio, pois representa um atentado à livre organização dos trabalhadores, uma tentativa de criminalizar o movimento sindical e inibir a livre manifestação”, ponderou. Uma nova audiência foi marcada para o dia 18 de setembro, às 14 horas, no mesmo local.

A coordenação da CTB Regional Sul Bahia ressalta sua “curta (dez anos), porém intensa história de combatividade e compromisso com a classe trabalhadora, na defesa de seus direitos, motivo de orgulho para todas e todos nós. Continuaremos sendo instrumento de luta dos trabalhadores e trabalhadoras, sem temer nenhum tipo de coerção e/ou intimidação de quem quer que se coloque à frente da organização da classe trabalhadora”.

Respostas de 3

  1. O sindicato dos comerciários de Itabuna, É uma das maiores piadas quando se pensa em instituição. Essa tal luta, nada mais é que uma luta pelos próprios interesses da organização, que favoritam a contribuição sindical NAO OBRIGATORIA.
    Tô me organizando para não mais contribuir com essas pessoas que não me representam!

  2. JUSTIÇA PARA DEFENDER AS CLASSE DOS TRABALHADORES NOS NAO TEMOS NAO MAIS PARA DEFENDER A FIESP ESSA TAL JUSTIÇA CHEGA RAPIDO QUE PAIS DESSONESTO COM O POVO TRABALHADORES, UM GOVERNO GOLPISTA MESMO ASSIM A JUSTIÇA E A FAVOR.

  3. É isso aí, greve é um direito do trabalhador!

    MARCOS, contra quem você está contra, o direito de protestas ou os sindicalistas?

    Independente de você gostar ou não dos sindicalistas, essa denúncia é um piada e poderia ser contra qualquer um que está manifestando contre Temer e as terríveis medidadas do governo!

    Veja bem com quem está!

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