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Reunião que definiu o valor do tíquete alimentação

O Sindicato dos Servidores Municipais de Itabuna (Sindserv) acusa o prefeito Fernando Gomes de não querer cumprir acordo que prevê reajuste no valor tíquete alimentação da categoria.  O aumento no valor do benefício foi acertado com o secretário de Administração, Dinailson Gomes, na última rodada de negociações com os representantes dos servidores.
Os representantes do Sindserv afirmam que a “decisão do prefeito não surpreende apenas pelo desrespeito e descaso para com o funcionalismo municipal, mas também pela falta de seriedade e compromisso com que trata a coisa pública, dando à população de Itabuna mais uma clara demonstração de seu desgoverno”.
A presidenta do Sindserv, Wilmaci Oliveira, disse ser “inadmissível que uma administração com fé pública assine a minuta de um acordo e a desconsidere dias depois, como um papel sujo que se descarta no lixo. Se eles negam o reajuste do tíquete alimentação, o que garante que cumprirão a reposição salarial? ”, questiona a presidenta.
O ACORDO
No início mês, a Prefeitura de Itabuna aceitou aumentar de R$ 150 para R$ 200 o valor do tíquete alimentação para quem ganha até R$ 2 mil, e de R$ 70 para R$ 100 para os demais trabalhadores. Além disso, comprometeu-se em conceder reajuste salarial de 2,8% parcelado em duas vezes.
Pelo acordo, o pagamento de 1,4% seria dado no salário deste mês e  a outra metade em agosto, retroativo ao mês de abril. Os funcionários iniciaram as negociações reivindicando aumento de 12% e a prefeitura  alegava que não teria como conceder um único centavo.
Com a decisão do prefeito Fernando Gomes de não conceder reajuste no valor do tíquete, os trabalhadores discutem o assunto em assembleia nesta quarta-feira, às 13h30min, na Câmara de Vereadores, onde tramita proposta de crédito suplementar. “Precisamos expor aos vereadores que não é justo dar um cheque em branco ao prefeito sem a garantia de que se cumprirá o acordo estabelecido entre as partes, bem como do pagamento dos salários e dos vales transportes em dia. Não aceitamos calote”,  revolta-se Wilmaci Oliveira.

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