Reitores reclamam de corte de verbas nas universidades federais
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O corte no orçamento discricionário das universidades federais para este ano chega aos 18,2%. A informação é do presidente da Associação dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), professor Edwald Madureira Brasil.

Ele destaca que o orçamento das universidades vem sofrendo sucessivos cortes nos últimos anos. A soma dos cortes no orçamento das universidades chega a 25% de perda acumulada (desconsiderando a inflação do período). Em 2020, por exemplo, a redução foi de 8,64% em relação ao ano anterior. Os repasses às instituições caíram de R$ 6,06 bilhões, em 2019, para R$ 5,54 bilhões no ano passado.

Este ano o corte foi operado em dois momentos. O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) já previa encolhimento da verba de custeio em 18,2%, com valor equivalente a R$ 1,056 bilhão. O segundo corte ocorreu na Comissão Mista de Orçamento, que enxugou mais R$ 121.817.870,00. O valor total do corte chega a R$ 1.178 bilhão.

Como se trata de verba para despesas discricionárias, os primeiros setores prejudicados serão o funcionamento e a manutenção das atividades essenciais, como pagamento das contas de água e energia, serviços terceirizados (segurança, limpeza, etc.), compra de materiais, além dos programas de auxílio para estudantes e bolsas. A redução dos recursos destinados à assistência estudantil chega a R$ 205.509.063,00.

AUMENTO DE CUSTOS

Para Edwald Madureira, a diminuição do orçamento em contraste com o aumento dos custos em função da pandemia (adequações necessárias para o futuro retorno presencial, necessidades de aquisição de EPIs, contratação de plataformas de ensino) certamente vai levar o sistema ao colapso ao longo do ano.

Além da pandemia, há necessidade de garantir as condições para que as IFES possam manter suas atividades. “Precisamos garantir que nossos estudantes tenham uma universidade funcionando, que o conjunto das atividades -que, aliás, não pararam durante a pandemia – sigam acontecendo”, lembra a vice-presidente da Andifes e reitora da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), professora Joana Angélica Guimarães da Luz.

“O orçamento de 2021 é insuficiente para continuar as ações de enfrentamento da pandemia e garantir o acesso dos estudantes de baixa renda à universidade, uma de nossas maiores conquistas “, alerta o também vice-presidente da Andifes e reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora, professor Marcus David.

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