Para ACM Neto, ainda não é hora de discutir sucessão presidencial || Foto Pimenta
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Passava das 11h desta quinta-feira (16) quando o táxi aéreo de ACM Neto pousou em Ilhéus, no sul da Bahia, onde o presidente do DEM e pré-candidato ao governo estadual cumpre agenda política.

No saguão do Aeroporto Jorge Amado, o PIMENTA perguntou se Neto pretende caminhar ao lado do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) ou do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas eleições de 2022. “Eu não estou discutindo sucessão presidencial nesse momento. Nós ainda temos muito tempo pela frente. O nosso foco está inteiramente na Bahia. Eu tenho dito que, caso os baianos me escolham como o seu próximo governador, eu estarei pronto para governar a Bahia com qualquer que seja o presidente escolhido pelos brasileiros”, respondeu.

Também disse que, nos 8 anos à frente da Prefeitura de Salvador, foi capaz de governar e transformar a cidade enquanto outras esferas de gestão estavam ocupadas por adversários políticos, a exemplo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Segundo o democrata, isso jamais prejudicou a administração do município. “Ao contrário, nós fizemos muito mais do que prometemos”.

Após uma digressão de 4 minutos, com críticas à política de segurança pública do governo Rui Costa, Neto retomou o fio da meada. “Só pra fechar. Em relação à questão presidencial, nós vamos tratar no momento certo, não será agora. Nosso foco é a eleição para o governo e qualquer que seja o presidente escolhido, a Bahia, se me escolher, os baianos terão um governador que vai encarar os seus desafios, que não vai procurar culpados nem desculpas”.

“EU SOU CONTRA A LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS”

Neto cumprimenta apoiador na saída do Aeroporto Jorge Amado || Foto Pimenta

Antônio Carlos Magalhães Neto, 42 anos, costuma falar de forma pausada. Isso o ajuda a organizar o pensamento para discursar com facilidade. Está na vida política desde os tempos de escola. Foi presidente de grêmio estudantil no ensino médio. Nas três eleições que disputou para a Câmara dos Deputados, em 2002, 2006 e 2010, ostentou o título de mais votado da Bahia. Atingiu altos índices de aprovação popular à frente da Prefeitura de Salvador e abriu caminho para o sucessor, o também democrata Bruno Reis.

Recentemente, ACM Neto disse representar o futuro da Bahia, enquanto o projeto petista representaria o passado. Hoje, em Ilhéus, assumiu posição conservadora no debate sobre o uso e o tráfico de entorpecentes.

O secretário de Segurança Pública da Bahia, Ricardo Mandarino, tem defendido que o Brasil repense a política de combate às drogas. Na avaliação dele, o modelo atual é falido e produz mais violência do que resultados positivos, além de expor as forças de segurança do estado ao risco elevado de morte e fortalecer grupos criminosos.

O posicionamento do secretário, reafirmado em entrevista recente, chocou o presidente do DEM. “Eu confesso, fiquei perplexo, como é que o secretário fala o que falou, defendendo a legalização das drogas. Eu sou contra a legalização das drogas”, disse ACM Neto.

Para o democrata, o caminho contra a violência do tráfico de drogas é o fortalecimento das polícias, com melhores equipamentos e maior efetivo nas ruas, para expulsar os criminosos da Bahia. “O estado tem que enfrentar [o problema], dá suporte à polícia, ajudar a polícia a fazer o seu trabalho e botar os bandidos pra fora”.

Também não faltou alfinetada no governador Rui Costa. Neto disse que o petista sempre aparece sob os holofotes de pautas positivas, mas não se manifesta em momentos críticos, como após a morte de policiais.

Uma resposta

  1. Ele tem o mesmo discurso de Bolsonaro, e o secretário não falou das drogas e de uma só a maconha que já é legalizada em vários países, e diminuio a criminalidade onde regulamentou! Luis

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