Esteves Colnago diz que não existe plano B para Auxílio Brasil
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A equipe econômica não tem um plano alternativo para viabilizar o Auxílio Brasil, com benefício mínimo de R$ 400 por família, caso a proposta de emenda à Constituição (PEC) que parcela os precatórios não seja aprovada pelo Congresso,  informou, nesta sexta-feira (29), o novo secretário especial do Tesouro e Orçamento, Esteves Colnago.

Ele afirmou que o Ministério da Economia não trabalha com a decretação de um estado de calamidade pública para executar recursos fora do teto de gastos. “O Ministério da Economia não trabalha com outra opção que não seja discussão do texto da PEC dos Precatórios”, disse Colnago.

Tanto em 2020 como neste ano, os créditos extraordinários foram usados para bancar o auxílio emergencial e financiar outras medidas de enfrentamento à pandemia de covid-19. Colnago tomou posse como secretário do Tesouro nesta semana, após a renúncia de Bruno Funchal, que pôs o cargo à disposição, junto com três secretários, por não concordar com a proposta da PEC de flexibilizar o teto de gastos.

TETO DE GASTOS

Em relação à folga de R$ 91,6 bilhões no teto de gastos em 2022 a ser aberta caso a PEC dos Precatórios seja aprovada, Colnago disse que sobrarão R$ 10 bilhões para recursos livres.

Segundo o secretário, do espaço fiscal total a ser aberto: R$ 50 bilhões financiarão o benefício de R$ 400 do Auxílio Brasil e R$ 24 bilhões serão irão para a Previdência Social para garantir a reposição da inflação mais alta para aposentadorias, pensões e demais benefícios.

Com o fim do auxílio emergencial, que deixará de ser pago no domingo (31), cerca de 29 milhões de trabalhadores informais não inscritos no Bolsa Família deixarão de receber o benefício e não serão migradas para o Auxílio Brasil. Segundo Colnago, não cabe ao Ministério da Economia avaliar o impacto do fim do benefício para essas famílias. “Essa política é do Ministério da Cidadania”, rebateu. Da Agência Brasil.

Drogas foram apreendidas em matagal às margens de rodovia
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Policiais militares apreenderam, na tarde desta sexta-feira (29), em um matagal, às margens da BR-367, em Eunápolis, no extremo-sul da Bahia, 62 kg de drogas em tabletes e sacolas. Os policiais chegaram ao local onde estavam as drogas depois que receberam informações de que suspeitos estavam numa área de mata na estrada do Assentamento 3 de Julho.

Quando os policiais chegaram, os bandidos fugiram, deixando os tabletes de drogas, que estavam tonéis de plástico. Os policiais apreenderam pouco 36 kg de crack, quase 19 kg de cocaína, além de de 7 kg de maconha. O material foi levado para a delegacia da Polícia Civil de Eunápolis.

Fraudes contra banco disparam na pandemia contra o novo coronavírus
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Os criminosos têm aproveitado a maior permanência das pessoas em casa por causa da pandemia para aplicar golpes. Aumentou os crimes em que os bandidos usam a engenharia social – que consiste na manipulação psicológica do usuário- para roubar senhas e números de cartões.

Um levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostra o crescimento de 165% nos golpes de engenharia social no primeiro semestre de 2021 em comparação com o semestre anterior (2º de 2020). Um dos tipos de fraude comum nesse período de pandemia é do falso motoboy. A modalidade de crime aumentou 271%.

O levantamento mostra que o volume de ocorrências do golpe da falsa central telefônica e do falso funcionário aumentou 62%. Os ataques de phishing cresceram 26%. Com esse golpe eletrônico, os bandidos obtém dados pessoais do usuário, como mensagens e e-mails falsos que induzem o usuário a clicar em links suspeitos ou ainda páginas falsas na internet que induzem a pessoa a revelar dados pessoais

Para o diretor da Comissão Executiva de Prevenção a Fraudes da Febraban, Adriano Volpini, a população ainda tem um comportamento de segurança no mundo digital diferente da que adota diante do mundo físico, em que as pessoas já se acostumaram a tomar cuidados com carteiras, pertences e celulares, quando estão em locais públicos e de grande movimentação.

A Febraban informou que, além das campanhas educativas, os bancos investem cerca de R$ 2,5 bilhões por ano em cibsersegurança, valor que corresponde a cerca de 10% dos gastos totais do setor com Tecnologia da Informação (TI), para garantir a tranquilidade de seus clientes em suas transações financeiras cotidianas.

Conheça os principais golpes aplicados pelos bandidos

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Medida passa a valer neste sábado (30)
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O Governo da Bahia anunciou hoje (29) que vai autorizar a presença de está 2 mil pessoas no eventos realizados no estado, a partir deste sábado (30), após a publicação de decreto estadual.

Todos os envolvidos, entre artistas, público, equipe técnica e colaboradores, devem comprovar ter tomado as duas doses de vacina ou dose única contra a covid-19, e apresentar o documento de vacinação fornecido no momento da imunização ou o certificado obtido por meio do aplicativo ‘Conecte SUS’, do Ministério da Saúde.

Além disso, devem ser respeitados todos os protocolos sanitários estabelecidos pelos municípios, especialmente o distanciamento social e o uso de máscaras.

TORCIDA NOS ESTÁDIOS

A presença de torcedores em jogos de futebol na Bahia não vai sofrer alterações. Na última quarta-feira (27), foi autorizada pelo Governo do Estado a lotação máxima de 50% da capacidade dos estádios. Antes, esse limite era de 30%. O público também precisa comprovar vacinação completa para assistir aos jogos.

Marco Lessa coordena estande de expositores brasileiros no Salão do Chocolate de Paris
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O Salão do Chocolate de Paris é uma grande vitrine para o chocolate e outros produtos brasileiros na Europa, avalia o empresário Marco Lessa, que coordena o estande do Brasil no evento. Para ele, trata-se de um espaço privilegiado para aumentar a inserção dos chocolates finos da Bahia no mercado europeu.

“Nós temos as melhores amêndoas e agora estamos produzindo chocolate de alta qualidade, com embalagens bem elaboradas. O grande desafio é a comercialização, daí a importância de marcar presença no Salon, onde são fechados vários negócios”, argumenta Lessa.

Fundador da ChOr, fabricante de chocolates de alta qualidade, Marco Lessa organiza três dos maiores eventos da cadeia produtiva do cacau, o Chocolat Bahia, em Ilhéus, o Chocolat São Paulo e o Chocolat Amazônia.

MARAVILHAS DE DOBRAR A LÍNGUA

Chocolates brasileiros expostos no evento parisiense || Fotos Daniel Thame

O jornalista Daniel Thame cobre o evento, que reúne 105 expositores de 30 países e seguirá até a próxima segunda-feira (1º). Segundo ele, outros produtos baianos fazem sucesso na exposição, a exemplo dos cafés finos, biscoitos de tapioca, açúcar mascavo e geleias. Boa parte dos produtos baianos foram produzidos por cooperativas da agricultura familiar, que recebem incentivos do Bahia Produtiva, programa do Governo do Estado.

Na visita ao estande brasileiro, a francesa Gillyns Déborah experimentou barras de chocolate com 55% e 77% de cacau na sua composição. E dobrou a língua para resumir a experiência numa palavra: “Merveilleux”.

Cavaletes e fitas foram usados para isolar área próxima a muro caindo aos pedaços
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Na manhã desta sexta-feira (29), a Defesa Civil de Itabuna isolou área próxima ao muro de um imóvel localizado na Rua F, no Centro Comercial. Parte da estrutura está caindo aos pedaços, o que oferece risco a quem passa ou trabalha no local.

A diretora da Defesa Civil, Elciane Rodrigues Reis, afirma que as equipes atuam na prevenção, fiscalização e orientação das pessoas para que os riscos sejam evitados.

Conforme a gestora, o auxílio da sociedade é importante para a identificação de situações de risco à segurança das pessoas. Nesses casos, é possível telefonar para a Defesa Civil por meio do número 153.

TRAUMA RECENTE

Foi o desabamento de um muro que matou o pedreiro Fábio Guedes Leone, de 45 anos, e o filho dele, Guilherme Aurélio Leone dos Santos, 12, no último dia 16. O trauma foi ainda maior porque o muro em questão era o de uma escola municipal, a Marechal Castelo Branco, no bairro Califórnia.

Fernando Francischini é primeiro deputado cassado por divulgação de fake news || Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil
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O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu ontem (28), por 6 votos a 1, cassar o mandato do deputado estadual do Paraná Fernando Francischini (PSL), por uso indevido de meios de comunicação social na corrida eleitoral de 2018.

A decisão foi tomada em decorrência de uma transmissão ao vivo feita por Francischini no dia da eleição, em que o parlamentar, então deputado federal, disse estar ocorrendo fraude no cômputo de votos, de modo a impedir a eleição de Jair Bolsonaro como presidente.

As declarações foram feitas cerca de meia hora antes do fechamento das urnas, por meio de uma live no Facebook. De acordo com os autos do processo, o vídeo teve mais de 70 mil visualizações ao vivo e 400 mil compartilhamentos, tendo recebido 105 mil comentários.

No entender da maioria do TSE, o deputado sabia não haver provas de suas declarações, mas ainda assim seguiu com a narrativa de fraude eleitoral, com o intuito de influenciar o resultado final da votação, conduta considerada grave. Esta é a primeira vez que um deputado é cassado pelo TSE por disseminar fake news (notícias falsas) sobre o processo eleitoral.

O QUE DIZEM FRANCISCHINI E SEU ADVOGADO

Poucos minutos após o fim do julgamento, Francischini publicou um vídeo comentando a cassação de seu mandato. “Lamento demais essa decisão que afeta mandatos conquistados pela vontade do eleitor. Agora reassumo meu cargo de delegado da Polícia Federal. Mas não vou desistir, vamos recorrer e reverter esta decisão no STF, preservando o voto e a vontade de meio milhão de paranaenses”, disse ele.

Da tribuna do TSE, o advogado Gustavo Swain Kfouri sustentou que as declarações do então candidato foram “infelizes”, porém incapazes de afetar a normalidade do pleito. Informações da Agência Brasil.

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Eu sou uma jovem como qualquer outra, reconheço as funções, brinco com os pesos, requebro com os problemas, mas principalmente não canso de abrigar esperança em todas as manhãs frias que as responsabilidades invadem o meu sono e me fazem acordar.

 

Juliana Soledade

Cumpro a sina de toda mulher, levantando bandeiras e edificando reinos. Não aceito as evasões que me moldam, não abrigo revoluções desnecessárias e vivo ignorando as verdades absolutas. Lido continuamente entre uma corda fina diante um penhasco pela dor, medo, alterações hormonais e a maquiagem escondendo as olheiras e o cansaço. Equilibro a fadiga entre algumas horas de sono e o trabalho em diferentes esferas ao longo do dia.

Brigo com o sapato que me machuca depois de seis, sete, dez horas de trabalho sem conseguir deixar os pés respirarem. Sou obrigada a puxar a saia rumo ao joelho quando alguma situação me deixa embaraçada. E quando envergonhadamente respondo que o pai não se importa com a filha ou não paga a pensão ainda escuto: “deveria ter escolhido um pai melhor”.

Enxergar os seios voluptuosos frente ao espelho, o corpo desenhado em um vestido e os lábios adornados de vermelho é contratar involuntariamente mudanças, inseguranças, adequações e cobranças pessoais, sobretudo sociais, que, em grande parte, não têm o menor cabimento.

Acordar todos os dias e se deparar com um mundo tão desproporcional é crer que o abrir de olhos tem uma necessidade absurda de vestir escondido a melhor armadura para sair vencedora ao repousar tarde da noite.

Em um mundo tão louco que a mulher deve cuidar da casa quando casada e dos filhos dado o divórcio, entretanto, a outra parte se aniquila da responsabilidade perante pai. E um acúmulo de funções fatigadas, porque, claro, a mulher deve se tornar invisível para prover, cuidar, manter, educar integralmente sem incomodar, exigir ou requerer aquilo que é de direito. Bem como, é sempre considerado um absurdo ao tentar se refazer na vida afetiva, equiparando muitas vezes a um crime sem possibilidades de recurso.

Digo isso depois de reiteradas vezes poder ver e sentir o quão complexo é lançar numa sociedade em que muitos papéis já estão definidos culturalmente entre as nuances do dia-a-dia e a necessidade de se impor de modo incansável para que minha filha tenha um mundo mais leve.

Eu sou uma jovem como qualquer outra, reconheço as funções, brinco com os pesos, requebro com os problemas, mas principalmente não canso de abrigar esperança em todas as manhãs frias que as responsabilidades invadem o meu sono e me fazem acordar.

Junto a isso, ainda é de extrema importância, abrir espaços para acolhimento a outras mulheres que carregam estigmas duríssimos em sua linhagem, como uma amiga que, após sofrer violência doméstica e ser quase morta pelo companheiro, precisa sobreviver nas alcovas do mundo para que o bom moço de família e com bons antecedentes criminais não consuma o seu delito e viva a sua liberdade em paz.

Ser mulher, meus caros, pode parecer bom, mas não é. Ser mulher é uma das coisas mais difíceis que Deus pôde inventar.

Juliana Soledade é advogada, escritora, empresária e teóloga, pós-graduada em Direito Processual Civil e Direito do Trabalho, além de autora dos livros Despedidas de MimDiário das Mil Faces e 40 surtos na quarentena: para quem nunca viveu uma pandemia.

Marlon Brendo, o MC Poze
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A Secretaria da Segurança Pública emitiu, nesta sexta-feira (29), a Portaria 284/2021 que reforça a proibição de um evento, em Salvador, com apresentação do funkeiro carioca Mc Poze, nome artístico de Marlon Brendo Coutto Silva, de 31 anos.

Uma possível rixa envolvendo o artista e grupos criminosos motivou a decisão, segundo a pasta. A Portaria será publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) deste sábado (30).

A medida foi determinada pelo secretário Ricardo Mandarino, após levantamento das equipes de inteligência. O evento seria realizado no espaço Alto do Andú, na região da Avenida Paralela, amanhã (30).

“Trabalhamos com prevenção e inteligência. Descobrimos a possibilidade de um ataque e, buscando sempre preservar vidas, proibimos a promoção dessa festa”, disse Mandarino.

Efson Lima: do Alto do Coqueiro à Academia de Letras de Ilhéus
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O advogado, professor e escritor Efson Lima recebeu nesta quinta-feira (28) a indicação formal para a Academia de Letras de Ilhéus (ALI). Ele vai ocupar a cadeira número 40, que pertencia editor Gumercindo Rocha Dorea, fundador da Editora, que faleceu em fevereiro passado, aos 96 anos.

Mestre e doutor em Direito pela Universidade Federal da Bahia, Efson Lima é autor do livro Textos Particulares e tem poemas publicados em diversas antologias. Coordena o Projeto Bardos Baianos no Litoral Sul e foi um dos criadores do Festival Literário do Sul da Bahia (Flisba). Na Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda da Bahia (Setre), é coordenador de assistência técnica e inclusão sócio-produtiva dos 15 centros públicos de economia solidária do estado.

Após a indicação, Efson Lima, nascido em Itapé, relembrou a infância pobre em Ilhéus, quando morou no Alto do Coqueiro e no Basílio. Nessa época, trabalhava com a mãe na Feira do Malhado. Alimentava o hábito da leitura com os mesmos jornais que usava para embrulhar os litros de dendê do pequeno comércio. Assim, tornou-se leitor assíduo do jornal A Tarde, Correio, Diário de Ilhéus, Agora, Diário do Sul e A Região.

Feliz com o novo desafio, escreveu numa rede social que, com sua indicação, “o morro chegava à Academia”.