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Aqui no Brasil, no entanto, grupos religiosos e políticos impedem a descriminalização, por motivos distintos. Os religiosos, por dogmatismo. Já entre os políticos, alguns estão a serviço do tráfico.

 

Gerson Marques

Uma pessoa com grana no bolso pode entrar em qualquer agência de um banco no Brasil e aplicar em maconha nos EUA, comprando fundo de ações da XP e outras, além de ganhar muita grana com a maconha legal dos americanos. Geram empregos, renda e impostos, lá, para eles.

Um jovem branco de classe média, se pego com alguns baseados no bolso, no máximo, terá uma pena de trabalhos comunitários, e os pais vão colocar em um psicólogo… “Mas é apenas uma criança”…

Já um jovem preto, da periferia, se encontrado com UM baseado de maconha, pode pegar até oito anos de prisão. E muitos estão presos, abarrotando presídios e virando mão de obra fácil para grupos organizados, como o PCC.

A descriminalização da maconha, já práticada em vários países, não aumentou o consumo nem aumentou os problemas com consumidores. O resultado averiguado, até agora, é a queda vertiginosa do tráfico e, por consequência, da violência.

A maconha sempre foi legal no Brasil, até os anos 40. Tornou-se proibida não porque era droga, mas porque sua fibra, o cânhamo, é melhor que o algodão para tecidos. E, nos anos 40, o algodão era o principal produto de exportação dos EUA, que, para impor seu produto ao mundo, criou essa criminalização…

Uma das substâncias encontradas na maconha, o canabidinol, está causando uma revolução no mundo dos medicamentos. Aqui no Brasil, no entanto, grupos religiosos e políticos impedem a descriminalização, por motivos distintos. Os religiosos, por dogmatismo. Já entre os políticos, alguns estão a serviço do tráfico, os principais inimigos da descriminalização.

Gerson Marques é produtor de cacau e chocolate e agente cultural.

2 respostas

  1. Amigo, respeito a sua opinião e analiso seus fundamentos (empregos, renda e impostos / desvios de tratamento na jurisdição por critério econômico-social etc).

    Mas temos que partir dos seguintes pressupostos:
    – o uso de drogas deve ser proibido porque quase sempre desagua numa questão de saúde pública. Lá fora, onde são gerados empregos, renda e impostos, o sistema de saúde é predominantemente privado, não serão usados recursos públicos (oriundo de impostos, que aqui no Brasil, é pago majoritariamente pela camada mais pobre) para tratar os inúmeros problemas psiquiátricos causados pelas drogas. A responsabilidade é de cada um. Lá fora, o cidadão usa sua maconha e vai para as clínicas de REHAB (privada). Aqui, o usuário luta por assistência do SUS.
    – A droga é um problema social. Basta ir a inúmeros CAPS espalhados pelo BR. Veja a quantidade de família assoladas, principalmente as mais pobres, por questões decorrentes de uso de drogas.
    – Até aqui falei em drogas, mas o texto é sobre maconha!! E a maconha não é a porta de entrada para outras drogas? (https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2012/08/80-comecam-pela-maconha-diz-psicologo-que-atende-viciados-no-am.html).

    Concordo com o uso do canabidiol para fins medicinais, desde que se verifique o real valor terapêutico, avaliado em cada caso. Porém, descriminalizar a maconha é uma abertura desnecessária para um mal que só traz prejuízos para a sociedade. No Brasil, historicamente, sempre fomos “copiadores” das coisas que “deram certo” lá fora, mas que nem sempre vão funcionar aqui no Brasil.

    PS: Gostei muito da sua teoria da conspiração sobre a exportação do algodão nos anos 40!!! Vou dar uma pesquisada sobre o assunto! kkkk

  2. Aquí em Brasil ainda lesgila as leis e ideias colonialista de outrora. Mas não por ignorância, mas por conveniência interesseira, resistriva e controladora das ideias.

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