Porto de Salvador foi leiloado por R$ 32 milhões|| Foto Tadeu Miranda
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O volume das vendas externas da Bahia atingiu US$ 6,58 bilhões no primeiro semestre de 2022, 48,4% a mais do que no mesmo período de 2021, informa a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan). Trata-se de recorde da série histórica iniciada em 1997.

A marca se deve à disparada dos preços, que compensa a queda na quantidade de produtos comercializados. Em junho, nas exportações, o aumento médio dos preços chegou a 25% contra uma queda de 1,13% no volume embarcado. Por conta da alta de preços, as receitas totais do mês fecharam com crescimento de 23,4% na comparação interanual.

Nas importações, os preços médios no mês passado subiram 32,4%, enquanto o volume desembarcado caiu 22,8%. Ainda assim, no total das compras externas do mês de junho, houve crescimento de 2,24% comparado a igual mês de 2021. No semestre, a alta das importações acumula 51,9%.

TENDÊNCIA DE REACOMODAÇÃO DOS PREÇOS NO MERCADO GLOBAL

Itens importantes exportados da pauta baiana, em função da desaceleração global, começam a devolver parte da alta de preços observada no decorrer do ano passado. Na exportação baiana, o grande efeito nesse sentido veio da soja e derivados, cuja receita de exportação caiu 2,82% em junho contra igual mês do ano passado. Houve queda de 23,7% na quantidade embarcada, ainda que os preços médios do setor tenham sido positivos em 27,4% na comparação interanual, mas bem abaixo do aumento médio verificado em maio (43,6%).

Isso contribuiu para a queda de 41,6% nas exportações para a China em junho, na comparação com o mesmo mês em 2021. Com o desempenho, o país asiático absorveu 20,3% dos valores exportados pela Bahia em junho deste ano, muito abaixo da média dos últimos anos, que variou de 28% a 30% de participação.

Na avaliação do desempenho por setor, os valores totais das exportações agropecuárias ficaram estáveis em junho, crescendo 0,30% em relação a mesmo mês de 2021. Já as vendas da indústria de transformação subiram 74,4%, puxadas principalmente pelo refino (derivados de petróleo), que registrou aumento das vendas em 650% na comparação interanual. As vendas da indústria extrativa recuaram 51% no período,

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