Corte vai apurar uso de emendas no São João 2026 || Imagem gerada por IA
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O Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) vai promover auditoria especial para apurar os investimentos feitos pela Secretaria de Turismo do Estado (Setur) nos festejos juninos de 2026. A determinação partiu do presidente da Corte, conselheiro Gildásio Penedo Filho, e foi comunicada aos demais conselheiros durante a sessão plenária da última quinta-feira (11). Os trabalhos devem começar ainda neste mês de junho.

A iniciativa busca ampliar a transparência e o controle sobre os recursos públicos destinados às celebrações. Entre os focos da auditoria está a fiscalização do uso das emendas parlamentares direcionadas à contratação de atrações artísticas. O TCE também pretende verificar se os investimentos são compatíveis com a capacidade financeira dos entes públicos envolvidos, dentro da proposta do chamado São João Pé no Chão.

A auditoria atende a uma sugestão do Ministério Público da Bahia, que informou ao Tribunal que já foram previstos R$ 130,6 milhões em emendas parlamentares para a Setur voltadas a eventos, dos quais R$ 85,4 milhões teriam sido liquidados. O objetivo é avaliar se os valores destinados às atrações correspondem aos preços praticados no mercado e identificar a destinação de eventuais recursos excedentes.

A ação integra um conjunto de medidas adotadas por órgãos de controle para reforçar a fiscalização dos gastos com os festejos juninos. Além disso, os auditores deverão verificar se as emendas parlamentares atendem aos requisitos legais e constitucionais e se há irregularidades na vinculação de recursos à contratação de artistas ou bandas específicas.

O trabalho ocorre paralelamente às iniciativas do Painel de Transparência dos Festejos Juninos, que reúne instituições em defesa do uso responsável do dinheiro público.

Canteiro de obras mobiliza mais de 100 trabalhadores, segundo a Codeba || Foto Codeba/Divulgação
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O Porto de Ilhéus começou a receber os equipamentos que irão compor os sistemas de moagem de trigo do moinho instalado no complexo portuário administrado pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba). O desembarque do maquinário marca uma nova etapa do investimento de aproximadamente R$ 120 milhões destinado à recuperação e ampliação da estrutura, que está arrendada à JAV Indústria de Alimentos, do Grupo Maratá.

Além da reforma do prédio, que foi construído há três décadas e permaneceu inativo por mais de 17 anos, o projeto prevê a ampliação da capacidade operacional do moinho com a instalação de seis novos silos.

Durante visita técnica ao local, o presidente da Codeba, Antonio Gobbo, destacou os impactos esperados com a retomada das atividades. “O moinho retornará não apenas com sua capacidade original, mas também com a ampliação de mais seis silos. Esse é um investimento determinante para o ganho de produtividade, de qualidade de vida e de escoamento da produção, com impacto em todo o sul da Bahia”, afirmou.

Homens trabalham na reforma e ampliação do moinho de Ilhéus || Foto Codeba/Divulgação

As obras mobilizam atualmente 110 trabalhadores, dos quais cerca de 70 possuem contrato direto. Segundo o engenheiro responsável, Vinícius Ferraz, um dos maiores desafios tem sido a recuperação das áreas comprometidas pela ação da maresia. “A gente tem trabalhado na reparação dos silos, de fachada e de alguns ferros que já estão à mostra. A nossa prioridade foi mexer na cobertura, demolir o que não será utilizado e fazer a reparação da laje para iniciar o trabalho com a estrutura metálica, cobrir e fechar”, explicou.

O engenheiro também ressaltou que as condições climáticas têm interferido no cronograma dos serviços. “Esses dois últimos meses foram de muita chuva e as nossas estruturas são fora do prédio, então isso atrasou bastante”. Ainda não há data definida para a retomada da operação.

Fabrício Carlos também foi sentenciado à perda do cargo || Foto Redes Sociais
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A Justiça Militar condenou Fabrício Carlos Santiago dos Santos, capitão da Polícia Militar da Bahia, pelos crimes de corrupção passiva e peculato praticados entre julho de 2023 e março de 2024, em Santa Cruz Cabrália, no extremo-sul do estado. A sentença da 1ª Vara de Auditoria Militar de Salvador fixou pena de 21 anos, 1 mês e 27 dias de reclusão, em regime fechado.

O oficial permanecerá preso preventivamente. Após o trânsito em julgado, além da perda do cargo, haverá a suspensão dos direitos políticos, caso a condenação seja mantida.

Segundo denúncia do Ministério Público da Bahia, o policial recebia pagamentos para direcionar equipes da 4ª Companhia Independente da Polícia Militar a interesses privados, incluindo o policiamento de uma fazenda. Conforme a decisão do último dia 10, o oficial utilizava viaturas, combustível e policiais em serviço para atuar na segurança patrimonial particular, sem qualquer solicitação formal ao batalhão responsável pela área.

As investigações identificaram nove episódios de corrupção passiva. Fotografias anexadas ao processo mostraram viaturas estacionadas em propriedade privada, imagens que teriam sido enviadas pelo próprio policial para comprovar ao contratante a prestação do serviço. De acordo com o Ministério Público, os pagamentos eram efetuados via Pix para contas do oficial e de uma empresa ligada à sua família.

Relatórios técnicos elaborados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado e Investigações Criminais apontaram movimentações financeiras de pelo menos R$ 17 mil comprovadas documentalmente, além de outras transferências mencionadas em conversas interceptadas, totalizando cerca de R$ 21,5 mil vinculados ao esquema.

ALEGAÇÃO DA DEFESA

Embora tenha admitido a autenticidade das mensagens e dos comprovantes bancários, o réu alegou que os valores correspondiam a apoio operacional. Para a Justiça, o conjunto de provas revelou a existência de um “esquema mercantilizado de segurança pública”, com uso da estrutura do Estado em benefício privado mediante pagamento.

Fabrício já havia sido condenado por corrupção, em 2025, por cobrar propina para liberar “paredões” na mesma região.

Memorial Unzó Tombenci Neto será reaberto nesta quinta-feira || Foto Marinho Rodrigues/Divulgação
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Espaço de preservação da memória afro-brasileira e do candomblé Angola na região sul-baiana, o Memorial Unzó Tombenci Neto, em Ilhéus, será reaberto nesta quinta (18), a partir das 17h30min. A cerimônia de reinauguração contará com apresentações da percussão da Orquestra Gongombira e dos bailarinos do projeto Vunje. A entrada é gratuita, sujeito a lotação do espaço.

Localizado na Avenida Brasil, em frente Terreiro Matamba Tombenci Neto, o espaço possui vasto acervo de fotografias, documentos e objetos que contam a história do terreiro de candomblé Angola fundado em 1885, no Alto da Conquista, em Ilhéus.

A reforma durou quase um ano, com mudanças no projeto arquitetônico e melhorias nas instalações elétricas e hidráulicas.

VISITAÇÃO

O espaço estará disponível para receber visitantes de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Para agendar uma visita, é necessário entrar em contato com o gestor do espaço, Marinho Rodrigues, pela rede social do memorial ou pelo WhatsApp 73 98809-3958.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura Governo Federal.

Peça terá apresentação única, nesta terça-feira (16) || Foto TPI/Divulgação
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O Teatro Popular de Ilhéus (TPI) apresenta nesta terça-feira (16), às 16h, o espetáculo O Visconde Partido ao Meio na Guerra do Açu, no Teatro Municipal de Ilhéus. A sessão é gratuita, mas contará com público reduzido, com apenas 50 convites disponíveis.

Os interessados devem retirar os ingressos até as 14h do dia da apresentação, diretamente na bilheteria do Teatro, no Centro de Ilhéus. Também é possível garantir a participação por meio de contato com o TPI pelo telefone (73) 98809-9879.

Livremente inspirado na obra O Visconde Partido ao Meio, do escritor italiano Ítalo Calvino, o espetáculo transporta a narrativa para o contexto da Guerra do Açu, conflito ocorrido no Nordeste brasileiro durante o processo de colonização. A montagem utiliza elementos históricos e do realismo mágico para abordar temas como violência, identidade e resistência.

Na trama, o líder indígena Canindé é atingido por um disparo de canhão e dividido em duas partes, que passam a representar forças opostas em permanente disputa. A peça, conforme a sinopse, propõe uma reflexão sobre os impactos da colonização sobre os povos originários e reafirma a importância da memória e da valorização das narrativas indígenas.