Ponte Góes Calmon será revitalizada || Foto Emasa/Divulgação
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A Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) dará início a um dos principais investimentos previstos para o sistema de esgotamento sanitário de Itabuna. O prefeito Augusto Castro (PSD) e o presidente da empresa, Tauan Sampaio, assinam nesta quarta-feira (1º), às 10h, a ordem de serviço para a modernização e requalificação da Estação Elevatória de Esgoto V (EEE-V), na Avenida Amélia Amado, ao lado da Ponte Góes Calmon.

A obra, orçada em cerca de R$ 2 milhões, também prevê a recuperação da histórica ponte, utilizada para a passagem da tubulação de recalque da estação. A cargo da RCI Construção e Meio Ambiente, os serviços têm prazo de conclusão em até 180 dias.

Responsável por receber os dejetos da margem esquerda do Rio Cachoeira, incluindo o Centro e parte do bairro Santo Antônio, a EEE-V encaminha o esgoto para outra estação elevatória antes do tratamento final na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), no São Pedro.

Estação Elevatória de Esgoto da Emasa, em Itabuna || Foto Emasa/Divulgação

Segundo Tauan Sampaio, o projeto vai muito além de uma reforma. “O processo de modernização e requalificação da EEE-V envolve uma série de intervenções, que vão desde a readequação operacional e um novo sistema de bombeamento, passando por uma nova infraestrutura elétrica, com a aquisição de novos painéis, sistema de automação e controle”, afirmou.

O projeto também prevê a substituição da antiga tubulação de ferro por uma nova linha de recalque em polietileno de alta densidade, instalada no lado esquerdo da ponte com estrutura de suporte para o trecho aéreo. Inclui, ainda, dispositivo de proteção e a instalação de um gerador para manter a estação em funcionamento durante interrupções no fornecimento de energia.

CONTRAPARTIDA

Como contrapartida pela utilização da estrutura da Ponte Góes Calmon, onde estão instalados 153 metros da tubulação da elevatória, a Emasa também executará a revitalização completa do equipamento. Inaugurada em 1º de março de 1928, a ponte foi a primeira grande estrutura de concreto armado construída sobre o Rio Cachoeira e é apontada como a primeira obra do engenheiro Norberto Odebrecht.

O projeto de recuperação prevê reforço estrutural dos pilares, novos corrimãos e parapeitos, reconstrução dos lastros de cobogó, implantação de piso tátil, instalação de oito postes metálicos com iluminação em LED, construção de um duto de concreto para acomodar a nova tubulação e melhorias na pista destinada aos pedestres.

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