A Polícia Federal indiciou o empresário baiano José Marcos Moura, conhecido como Rei do Lixo, e outras 24 pessoas por suspeita de participação em um esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (17).
A investigação aponta possíveis crimes de fraude em licitações, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro. Os indiciados foram alvos de diferentes fases da Operação Overclean, iniciada em dezembro de 2024.
Também foram indiciados Lucas Maciel Lobão Vieira e Rafael Guimarães de Carvalho, ex-coordenadores do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnoc) na Bahia.
A primeira fase da Overclean investigou a atuação de servidores públicos na escolha prévia de empresas para vencer licitações. Segundo a PF, contratos eram superfaturados e parte dos recursos públicos acabava desviada. Na época, a apuração identificou movimentações de R$ 1,4 bilhão ligadas principalmente a contratos com o Dnocs.
DINHEIRO EM SACOLA
A operação ganhou repercussão nacional após a prisão do vereador de Campo Formoso Francisco Manoel do Nascimento Neto, o Francisquinho Nascimento, do União Brasil. Durante a ação, ele tentou jogar pela janela uma sacola com mais de R$ 220 mil em dinheiro, segundo a Polícia Federal.
A apuração relacionada aos deputados federais Elmar Nascimento (União Brasil), Felix Mendonça Júnior (PDT), Dal Barreto (União Brasil) e Vicentinho Júnior (PSDB-TO) continua em andamento. Em janeiro deste ano, a nona fase da Overclean teve Felix Mendonça Júnior como um dos alvos e cumpriu nove mandados de busca ligados ao parlamentar.
Segundo a PF, os investigados podem responder, conforme a participação atribuída a cada um, por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos e lavagem de dinheiro. O indiciamento encerra uma etapa da investigação policial, mas não representa condenação.



















