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juremaJurema Cintra Barreto | falecomjurema@gmail.com

 

Vemos enchentes e secas em locais impensados há 50 anos atrás, avanço do mar em todo o mundo, degelo das calotas polares e geleiras. Bem perto de nós, em Ilhéus, o mar avança na Orla Norte, afetando moradores e o turismo.

 

Sou uma pessoa preocupada com questões ambientais. Costumo dizer que sou “ecochata”, mas não sou “ecoboba”. Algumas pessoas acham chato falar de meio ambiente, como se fosse um assunto apenas de ambientalistas, biólogos e geógrafos. Em dezembro deste ano, será realizada a COP-21. Chefes de Estado e Governo de todo o  mundo inclusive o Brasil estarão presentes em Paris para discutir a redução na emissão de gases de efeito estufa.

Se os governos, os países estão pensando em como reduzir essa emissão por causa das graves consequências macroestruturais, devemos pensar também nas questões microestruturais. O que posso fazer em minha residência, em minha casa, no meu trabalho? Como posso envolver família e amigos? O impacto ambiental das famílias também tem grande relevância nesta discussão e assumir o problema para si é o primeiro passo.

Pensar o Global e pensar o Local, essa união de esforços é fundamental para um planeta equilibrado e vivo. Em poucos anos, vemos enchentes e secas em locais impensados há 50 anos atrás, avanço do mar em todo o mundo, degelo das calotas polares e geleiras. Bem perto de nós, em Ilhéus, o mar avança na Orla Norte, afetando moradores e o turismo.

Mudança de mentalidade, perceber que o problema é coletivo, de todos e adotar práticas sustentáveis, acredite você, poupa o meio ambiente e o seu bolso agradecerá muito.

Primeiro faça o cálculo de quantas toneladas de CO2 você emite  (clique aqui).

1- Faça coleta seletiva. Entregue num galpão de reciclagem ou combine com o(a) catador(a)de sua rua um dia certo para recolhimento

2- Tenha baldes separados para lixo seco(plástico/metal/papel) e lixo úmido(resíduos orgânicos)

3- Faça compostagem; Conheça a forma de fazer: http://www.juremacintra.com/compostagem-em-casa-passo-a-passo/

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marivalguedes2Marival Guedes | marivalguedes@gmail.com

 

Uma estudante da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) atravessava a Avenida Amélia Amado quando uma motorista, ao invés de reduzir, aumentou a velocidade do veículo. Não satisfeita, berrou: “sai da frente, negra descarada”.

 

Uma das principais notícias da semana foi a queixa registrada em uma delegacia de polícia do Rio de Janeiro pela atriz Taís Araújo, contra autores(as) de comentários racistas na internet.

Ela disse que presta depoimento porque sabe que o seu caso não é isolado, acontece com milhares de outras pessoas negras no país. Tem razão, ainda são, vergonhosamente, vários os casos.

Há poucos dias uma mulher chamou um vendedor de “macaco” no Shopping Barra, em Salvador. A notícia se espalhou rapidamente no local, várias pessoas foram à porta da loja e ela se escondeu num provador. Foi detida pela PM e vaiada.

Aproveito o mês em que se comemora o Dia da Consciência Negra para relembrar dois fatos já relatados neste blog. Primeiro é a denúncia do ambientalista e artista itabunense Walmir do Carmo, em Londrina, sobre um médico que o ironizou por ser negro.

Walmir chamou a polícia e ele recebeu voz de prisão. O irmão do criminoso reagiu: “era só o que faltava, meu irmão ser preso por causa de um preto”, vociferou sem sequer atentar para o fato de o comandante da PM ser negro. Foi preso.

Em Itabuna uma estudante da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) atravessava a Avenida Amélia Amado quando uma motorista, ao invés de reduzir, aumentou a velocidade do veículo. Não satisfeita, berrou: “sai da frente, negra descarada”.

A vítima, valente militante de esquerda, saiu em disparada para alcançar a agressora e conseguiu no próximo sinal. Aproximou-se ofegante e desferiu um tapa na cara em sincronia com um desabafo: “descarada é você, cachorra vagabunda”.

Voltando ao caso de Tais Araújo, a internet permite que pessoas se escondam atrás do computador, muitas vezes covardemente com perfis falsos ou pseudônimos, para cometer crimes ou ataques mentirosos e desrespeitosos. Talvez não saibam que podem ser desmascarados. E punidos.

Marival Guedes é jornalista e escreve crônicas aos domingos no Pimenta.

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Jaciara Santos PrimoreJaciara Santos | jaciarasantos@primoreconsultoria.com.br

Em nossas vidas, 10% estão relacionados com o que se passa, são acontecimentos que não podemos prever. Os outros 90% da vida estão relacionados com a forma como reagimos aos acontecimentos.

 

A taxa de desemprego em nosso país alcançou a margem de 7,6% em setembro, segundo o IBGE. Enquanto alguns continuam na busca de um emprego melhor, outros lutam para conseguir uma vaga no mercado de trabalho.

É notória a desmotivação em grande parte dos empregados que trabalham, sobretudo no comércio de nossa cidade. As pessoas estão cada vez mais cautelosas para comprar, em decorrência da realidade econômica do nosso país. Com isso, as comissões diminuem, as despesas aumentam e o descontentamento aflige muitos comerciários.

E agora? O que fazer para enfrentar esse momento difícil?

Quando éramos crianças, tínhamos vários sonhos profissionais, queríamos ganhar o mundo. O sonho de criança é deixado para trás, frente à realidade financeira. No entanto, acredite que a melhoria virá. Nenhuma crise dura ou durará para sempre. As dificuldades vividas não são motivos para tratar mal ou maltratar os clientes.

Lembro-me do exemplo do gari carioca Renato Sorriso, que ficou famoso graças à sua vassoura (material de trabalho) e ao seu belo sorriso, quando limpava, sambando em belo estilo, pela Marquês da Sapucaí em 1997. Trabalhava com muita alegria e entusiasmo.

Será que Renato não tinha problema? A vida financeira era a que ele esperava? Talvez não. Esse exemplo nos dá motivos para agir e refletir: “os tempos difíceis, não são tempos para deter as tentativas”.

Em nossas vidas, 10% estão relacionados com o que se passa, são acontecimentos que não podemos prever. Os outros 90% da vida estão relacionados com a forma como reagimos aos acontecimentos.

Continue! Tenha paciência e persistência e não culpe os outros por seus problemas. Lute! Lembre-se sempre “a persistência é o caminho do êxito” (Charles Chaplin).

Jaciara Santos é coach pessoal e profissional.

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marco wense1Marco Wense

 

Para pirraçar os petistas, que andam com a cabeça baixa em decorrência dos escândalos e mais escândalos, os demistas ficam insinuando que Pinheiro pode ser o companheiro de chapa de ACM Neto, basta mudar de legenda.

 

A disputa pela vice do prefeito soteropolitano ACM Neto, candidato à reeleição, vai terminar criando um atrito entre o DEM e o PMDB dos irmãos Vieira Lima.

A aliança entre democratas e peemedebistas é cercada por uma recíproca desconfiança. É bom lembrar que na sucessão estadual de 2014, o DEM deixou Geddel a ver navios. Deu no que deu: o peemedebista-mor ficou sem mandato.

Como a reeleição de ACM Neto é tida como favas contadas até pelos adversários, e ele vai ter que deixar o cargo para se candidatar ao governo do Estado, o vice, sem fazer nenhum esforço, vira prefeito.

A acirrada briga pela vice vai despertar mais atenção do que qualquer outro fato político. Outro detalhe é a pobreza de nomes para enfrentar o chefe do Executivo. O PT, por exemplo, não tem um “filho de Deus”.

Esse “filho de Deus” poderia ser o bom senador Walter Pinheiro. O parlamentar, no entanto, já mandou avisar que “NÃO”. O que se comenta é que Pinheiro pode deixar o PT a qualquer momento.

Para pirraçar os petistas, que andam com a cabeça baixa em decorrência dos escândalos e mais escândalos, os demistas ficam insinuando que Pinheiro pode ser o companheiro de chapa de ACM Neto, basta mudar de legenda.

O deputado federal Lúcio Vieira Lima, de olho no Palácio Thomé de Souza, tratou logo de ser o presidente do diretório da capital. O mano Geddel é o comandante do peemedebismo na Bahia.

O maior trunfo do PMDB são os cincos minutos no horário da propaganda eleitoral destinado aos partidos políticos. Não à toa que a legenda é cobiçada. Sem dúvida, a mais desejada do processo sucessório.

Será que os irmãos Vieira Lima vão aceitar que o PMDB fique de fora da chapa majoritária, se contentando com duas ou três secretarias ou com a promessa de que Geddel será o candidato a senador do DEM em 2018?

O problema é que na lista dos prováveis vices de ACM Neto não tem nenhum peemedebista, nem mesmo o próprio Lúcio e, muito menos, Geddel. Ambos preteridos.

Na concorrida lista só demistas e netistas, com exceção do tucano Antônio Imbassahy. São eles: Luiz Carrera (Casa Civil), João Roma (secretário particular), Guilherme Bellintani (Educação), Sylvio Pinheiro (Urbanismo) e o ex-governador Paulo Souto (Fazenda).

Pois é. Um PMDB versus DEM pode ser só uma questão de tempo. E o tempo é inexorável.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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jurema cintraJurema Cintra Barreto | falecomjurema@gmail.com

Crianças dependentes de açúcar e gordura, adultos dependentes e obesos. Os EUA são o país dos obesos mórbidos e o Brasil também está engrossando essas estatísticas.

 

Tem tempo que uma amiga querida e professora me falou sobre um documentário interessante e protelei anos para ter a curiosidade de parar e assistir realmente.  Nossaaaaa!!! Inspirada em Maísa, “Meu mundo caiu”. Nunca gostei de Mac, Bobs, Hut, Burguer King, Taco Bell, enfim, essas comidas pavorosas. Só o cheiro de fritura e óleo rançoso já me afasta de logo.

Ao saber que pessoas nos Estados Unidos estavam processando a McDonald´s por consumirem seus produtos e ficarem obesas, um diretor e sua equipe decidem fazer o  documentário Super Size Me. Em português, Tamanho Super-Jumbo ou  A Dieta do Palhaço.

Durante 30 dias, Morgan Spurlock teria de cumprir as seguintes regras:

Regra 1 – Comer suas três refeições (café, almoço e janta) exclusivamente no McDonald´s. Até água mineral, só poderia ser comprada lá;

Regra 2 – Deveria provar todo cardápio, variando entre as opções disponíveis;

Regra 3 – Sempre que o caixa, voluntariamente, oferecesse o tamanho Super Size (Tamanho Gigante) ele deveria aceitar; e

Regra 4– Não fazer exercício e ter uma vida sedentária, caminhando no máximo 3.000 passos como a maioria dos obesos norte-americanos.

supersize me
Documentário relata efeito das refeições rápidas, que estão cada vez maiores (Reprodução).

Antes do desafio, Morgan se consulta com médicos especialistas como cardiologista, gastroenterologista, clínico geral, nutricionista e realiza uma bateria imensa de exames. Enfim, sua saúde era perfeita.

Passados os primeiros 10 dias, os resultados são surpreendentes, pois fígado, função cardíaca, colesterol alto, triglicerídeos alto, hiperglicose, tudo, tudo estava comprometido. Os médicos se impressionaram com a agressividade da combinação de gordura (sanduíches e frituras) e açúcar (refrigerantes) neste pequeno espaço de tempo. É alarmante pensar que muitos norte-americanos, e até brasileiros, comem cerca de 2 ou 3 vezes na semana em fast foods!

Neste período de 30 dias, são realizadas várias entrevistas com advogados, nutricionistas, médicos, lobistas da indústria alimentícia norte-americana, gestores escolares e merendeiras. E as falas são surpreendentes. A única empresa que se recusou a falar no filme foi a própria McDonald´s.

Um dos experimentos mais interessantes foi quando Morgan apresentou 3 fotos para crianças entre 7 e 8 anos. A 1ª foto de George Washington, ex-presidente dos EUA que está na nota do dólar, uma única criança o reconheceu. A 2ª foto de JESUS CRISTO, nenhuma reconheceu, mas a imagem do palhaço Ronald McDonald´s era reconhecida imediatamente, subitamente, sem titubear, por todas as crianças e com sorrisos lindos.

Foi tema na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2014 a publicidade infantil. Estima-se que uma criança nos EUA assista a cerca de 5.000 a 10.000 anúncios de alimentos por ano. É muita mensagem subliminar e mensagens diretas pesadas para os pequenos. Crianças dependentes de açúcar e gordura, adultos dependentes e obesos. Os EUA são o país dos obesos mórbidos e o Brasil também está engrossando essas estatísticas.

O filme Super Size Me está disponível no Youtube em versão dublada ou legendada. Depois de chegar ao final, nossa visão sobre alimentação em fast foods, a famigerada comida rápida de shopping center com alimentos processados, muda radicalmente. Sinto uma dor na alma quando vejo no horário do almoço crianças comendo no McDonald´s incentivadas por seus pais, servidas de porções cada dia maiores. Assistir a este filme é uma catarse que muitos e muitas precisam fazer.

Temos em nosso país uma riqueza de alimentos, verduras, legumes, frutas endêmicas e únicas como a jabuticaba, mangaba, pitomba. Temos uma agricultura familiar fortalecida a cada dia. E, assim, inovar na alimentação, experimentar os sabores e saberes culinários do Brasil e de outra culturas, valorizar alimentos frescos, orgânicos, agroecológicos não é “coisa de vegetariano chato”, é coisa de quem quer ficar vivo e ter saúde para experimentar ainda mais as maravilhas do mundo. Fast foods para que, mesmo?

Jurema Cintra é advogada e milita nas áreas previdenciária e de Direitos Humanos.

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marivalguedes2Marival Guedes | marivalguedes@gmail.com

No último dia 26, aniversário do ex-presidente Lula e do segundo turno das eleições do ano passado, as “guerrilhas” nas redes sociais se intensificaram.

No Twitter, a hashtag criada para a comemoração do aniversário de 70 anos do ex-presidente alcançou o primeiro lugar nos Trending Topics Brasil e o sexto nos mundiais.

A oposição não deixou passar em branco, reagiu postando banners e vídeos. Nas guerrilhas entre governo e oposição os alvos principais foram Lula, Dilma, Aécio, Eduardo Cunha e o juiz Sérgio Moro.

Alguns internautas repetiram a baixaria do cantor Fabio Júnior num show em Nova York, quando o público xingou a presidenta Dilma e o artista informa que o dedo perdido de Lula está enfiado no nosso (deles).

Mas houve críticas criativas contra o governo. Por exemplo, um banner com a foto da presidenta escrito: “Volta Dilma. Queremos de volta a Dilma que elegemos em outubro.”

O site Sensacionalista ironiza a justiça postando matéria com o título Para escapar da cadeia, preso usa máscara de Eduardo Cunha. O texto afirma que ‘um guarda chegou a ver o falso Cunha cruzando o portão, mas não fez nada’. “Eu reconheci, mas sei que esse a gente não pode prender, então nem me mexi”.

AécioEm meio aos requentamentos, um banner, criado especialmente para o dia 26, exibe a histórica foto dos tucanos no final da apuração do segundo turno na casa da irmã de Aécio Neves.

O clima antes era de comemoração com brindes em taças de champanhe. Mas, no momento desta foto, Dilma já está à frente e nas imagens se  destacam, atônitos, Aécio Neves, o presidente nacional do DEM, Agripino Maia, e o apresentador Luciano Hulk.

O texto: Hoje faz um ano… Que eu não paro de rir com esta foto.

 

Marival Guedes escreve crônicas aos domingos no Pimenta.

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marco wense1Marco Wense

 

Uma coisa é certa: só o governador Rui Costa pode evitar que o trem do governismo saia do trilho. É bom lembrar que o chefe do Executivo não é de duas conversas, conversa mole e, muito menos, de conversinha.

 

O suplente de deputado federal Davidson Magalhães (PCdoB) sonha com uma ampla união em torno da sucessão do prefeito Claudevane Leite, que já declarou que não será candidato à reeleição.

Davidson quer uma junção em torno dele. Acha que Geraldo Simões, por ser do PT, vai ter dificuldades. Quando questionado sobre Roberto José, trata logo de descartá-lo: “Não será candidato”.

Como resposta a contundente afirmação do comunista, Roberto se reúne com o comando estadual do PSD e diz que é candidatíssimo, que não abre mão da sua legítima e democrática pretensão.

“Não há mais espaço para a velha política e os velhos modos de fazer política”, alfineta Roberto José. A verdade é que o relacionamento entre o prefeiturável do PSD e do PCdoB tende a ficar mais aceso, intenso e incontrolável.

Tem ainda o imbróglio entre o PT e o PCdoB em torno da Codeba. É que os comunistas andavam dizendo que os petistas apoiariam a candidatura de Davidson em troca de um cargo na Companhia das Docas do Estado da Bahia.

Tiririca da vida, Geraldo Simões, ainda a maior liderança do petismo grapiúna, desmentiu os camaradas com uma fina ironia: “Se o PCdoB não teve força para manter um gerente do Ciretran, vai ter força para indicar um diretor da Codeba?”

Difícil mesmo é colocar no mesmo palanque os evangélicos de Vane, os comunistas de Davidson, os lulistas de Geraldo Simões, o núcleo duro do vanismo, os robertistas do PSD e o pessoal do PRB da Igreja Universal.

Outro detalhe é que tanto Geraldo como Davidson dão como favas contadas o apoio do PSB, desconsiderando a pré-candidatura de Carlos Leahy. O ex-presidente da CDL diz, peremptoriamente, que vai até o fim.

As articulações em torno do processo sucessório vêm de cima para baixo, o que não é nenhuma novidade. Se diretório municipal e nada é a mesma coisa, imagine comissão provisória. É o manda quem pode, obedece quem tem juízo. O que prevalece são os interesses da cúpula.

Uma coisa é certa: só o governador Rui Costa pode evitar que o trem do governismo saia do trilho. É bom lembrar que o chefe do Executivo não é de duas conversas, conversa mole e, muito menos, de conversinha.

MANGABEIRA E AS PESQUISAS

mangabeiraO pré-candidato do PDT, médico Antônio Mangabeira, acredita que vai iniciar o ano de 2016 com uma boa pontuação nas pesquisas de intenção de votos.

Mangabeiristas mais otimistas falam até em um percentual acima de 10%. O prefeiturável, no entanto, acha que as coisas vão acontecer no seu devido tempo.

Mangabeira, que é o presidente do diretório municipal, comunga com a opinião de que a eleição é complicada: “Temos que trabalhar muito. Não é fácil enfrentar o populismo demagógico”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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Naomar Almeida anuncia início de obras da sede definitiva da UFSB.
Naomar Almeida anuncia início de obras da sede definitiva da UFSB.

As obras de construção do novo campus Jorge Amado, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), em Itabuna, começarão em novembro, de acordo com o reitor Naomar Almeida em entrevista ao Blog do Thame. O governador Rui Costa virá a Itabuna para a assinatura da ordem de serviço, na próxima sexta (6.nov.15).

O campus será erguido construído em um terreno entre os municípios de Ilhéus e Itabuna. Desde 2013, quando foi instalado, o campus Jorge Amado e a reitoria da UFSB funcionam em um imóvel em Ferradas, às margens da Rodovia Itabuna-Ibicaraí (BR-415).

A licitação para construção do campus está sendo feita nesta quinta (29). Segundo o reitor Naomar Almeida, 13 empresas participam do certame. Este é o primeiro passo para a implantação da sede definitiva da universidade.

A UFSB iniciou as atividades acadêmicas em 2013. Hoje possui 163 docentes, sendo 162 deles doutores, 140 servidores e matriculados 1.410 alunos. A instituição conta com três campi (Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas). Confira mais no site.

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Manu BerbertManuela Berbert | manuelaberbert@yahoo.com.br

 

Colocar a violência contra a mulher em discussão não é punir o homem em si. Muito pelo contrário. É orientá-lo sobre sentimentos como o respeito, a compaixão, o amor e a amizade para com elas.

 

 

No domingo, quando o Enem divulgou o tema da redação após o fechamento dos portões, confesso que fiquei em êxtase. Tornar necessário que sete milhões de estudantes reflitam sobre “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira” é um marco e deve ser comemorado por todos. As relações interpessoais estão em colapso, e o Ministério da Educação entendeu, enfim, que não basta decorar os assuntos do ensino médio para se tornar alguém apto a se relacionar com outrem e suas futuras profissões.

Li que especialistas confirmaram a pertinência do tema, e que neste ano só há um tipo de posicionamento: contrário à violência. Embora a liberdade de expressão seja o direito de qualquer indivíduo em manifestar suas opiniões e pensamentos, defender qualquer ato violento, seja ele qual for, é se colocar na contramão dos direitos humanos e, assim, ir de encontro às normas que regem o nosso país. Em resumo, só irá atingir uma pontuação significante na prova quem escreveu abominando a violência física, verbal ou psicológica à mulher. “Bingo”, pensei!

Os índices de violência doméstica crescem assustadoramente no Brasil. E não é necessário que se tenha acesso a ambientes judiciais para ter essa noção. Todos os dias, assistimos nos noticiários casos de atos grotescos praticados no âmbito familiar, e isso inclui abuso sexual contra as crianças, maus tratos contra idosos, e principalmente a violência contra a mulher. Ou a escola debate normas comportamentais atuais que orientem as interações entre os indivíduos, ou estaremos predestinados a um “apocalipse” social.

Colocar a violência contra a mulher em discussão não é punir o homem em si. Muito pelo contrário. É orientá-lo sobre sentimentos como o respeito, a compaixão, o amor e a amizade para com elas. Da mesma forma, a Lei Maria da Penha não tem como finalidade punir o homem, e sim punir o homem agressor. E antes que alguém pense “mais um texto de uma feminista do século XXI”, permitam-se um pouquinho mais de clareza: Mulher gosta de carinho, seja ela feminista ou apenas FEMININA, como eu!

Manuela Berbert é publicitária e colunista do Diário Bahia.

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marco wense1Marco Wense

 

Já pensou se José Dirceu resolve externar suas opiniões em uma entrevista bombástica para a imprensa? Seria um Deus nos acuda. Rui Falcão seria o primeiro a condená-lo.

 

O governador Rui Costa acerta quando diz que “o PT não pode pressionar a presidente Dilma pelos jornais”. E mais razão ainda quando declara que não emite opiniões publicamente sobre “muitas coisas”, sob pena de causar instabilidade.

A alfinetada foi para Rui Falcão, presidente nacional da legenda, que andou cobrando de Dilma a demissão do ministro Joaquim Levy (Fazenda). O dirigente-mor do petismo é adepto do “Fora Levy”.

“É legítimo externar minhas opiniões”, rebate Rui Falcão. A presidente Dilma, lá da Suécia, sem esconder sua peculiar irritação, respondeu secamente: “Ele (Levy) não está saindo do governo. Ponto final”.

Pois é. Já pensou se José Dirceu resolve externar suas opiniões em uma entrevista bombástica para a imprensa? Seria um Deus nos acuda. Rui Falcão seria o primeiro a condená-lo. É bom torcer para que o ex-todo poderoso continue longe de um acordo de delação premiada.

Ao caro e estimado leitor do Diário Bahia e do conceituado blog Pimenta, confesso que fiquei curioso sobre essas “muitas coisas” do governador Rui Costa.

DUPLA COMEMORAÇÃO

Não foi só o antifernandismo que comemorou a suspensão dos direitos políticos do ex-prefeito Fernando Gomes pela Justiça Federal. O tucanato também vibrou. O caminho está aberto para que o deputado Augusto Castro seja o candidato da coligação PSDB-DEM-PMDB-PPS na sucessão de Claudevane Leite.

O atento leitor indagaria: E José Azevedo? Para os augustianos é só uma questão de tempo para que o capitão seja laçado pela inelegibilidade, fazendo companhia ao seu criador.

Então, tudo com bolinhas azuis para o tucano-prefeiturável? Não é bem assim. O próximo passo de Augusto é conquistar a confiança de Fernando e Azevedo. Os dois ex-alcaides têm declarado, em conversas reservadas, que não confiam no parlamentar.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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marivalguedes2Marival Guedes | marivalguedes@gmail.com

 

Contra Caetano, criticou uma entrevista que o cantor fez com Mick Jagger. O artista reagiu disparando: “Bicha amarga e mau caráter.” A briga trouxe algo de positivo, a composição Reconvexo (“Meu som te cega, careta, quem é você?”) foi para Francis.

 

 

O nome do jornalista Paulo Francis retorna à mídia por causa da Petrobras.

Ele afirmou no Manhattan Connection, em 1996, que os diretores da estatal tinham milhões de dólares no exterior.

A diretoria entrou com um processo na corte americana cobrando 100 milhões de dólares por danos morais. Sem provas, ficou tenso e morreu de infarto.

Elio Gaspari atribuiu à Petrobras o assassinato” do jornalista.

Francis era polêmico, preconceituoso, arrogante e não gostava de nordestinos. Uma das suas frases antológicas está no livro O melhor do mau humor, (Ruy Castro): “Os baianos invadiram o Rio para cantar ‘Ó, que saudades eu tenho da Bahia…’ Bem, se é por falta de adeus, PT saudações.”

Contra Caetano, criticou uma entrevista que o cantor fez com Mick Jagger. O artista reagiu disparando: “Bicha amarga e mau caráter.” A briga trouxe algo de positivo, a composição Reconvexo (“Meu som te cega, careta, quem é você?”) foi para Francis.

Outra polêmica foi com o diretor do Pasquim e da editora Codecri, Jaguar, que contou a história numa palestra em Itabuna.

Paulo Francis escreveu o livro Cabeça de Papel e pediu pra publicar na Codecri. Jaguar leu os originais, não gostou e devolveu.

Extremamente vaidoso, o jornalista ficou magoado. Passou a criticar o editor e vice-versa. Quando retornou de férias ao Brasil (trabalhava na Globo em NY), Jaguar telefonou pedindo um artigo para o Pasquim. Francis respondeu:

-És um cara de pau. Sei que você anda me esculhambando e agora liga pedindo artigo.

Jaguar reagiu com o humor que predominava no Jornal:

-Francis, é que sou muito vaidoso e toda vez que eu falo mal de você sou aplaudido.

Foi novamente aplaudido.

Marival Guedes é jornalista e escreve crônicas aos domingos no Pimenta.

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marco wense1Marco Wense

Comentei aqui – salvo engano no final de setembro – que a oposição terminaria ajudando o governo na sua intensa luta contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O açodamento dos opositores, passando por cima de tudo, até mesmo da Constituição, levaria o Supremo Tribunal Federal (STF) a tomar uma posição diante dos abusos e da falta de respeito com o Estado Democrático de Direito.

Deu no que deu: o rito eduardino para a tramitação dos processos de afastamento da presidente da República foi suspenso por liminares concedidas pelos ministros Teori Zavascki e Rosa Weber.

Com o endosso do senador Aécio Neves (PSDB), ainda inconformado com a derrota de 2014, criou-se até o “Manual do Impeachment”. Ou seja, todo o processo ficaria sob a vontade e os critérios definidos por Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Não vou nem comentar sobre as malandragens do presidente da Câmara dos Deputados: contas secretas na Suíça, recebimento de propina na roubalheira da Petrobras, sonegação fiscal, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e corrupção.

Vou me ater ao desrespeito e ao deboche com a nossa Carta Magna, a nossa Lei maior. Felizmente, o STF, sem dúvida a última trincheira da cidadania, continua firme e forte.

Ora, ora, o artigo 85 da Constituição Federal define os atos do presidente da República que implicam em crimes de responsabilidade. A Lei 1.079 regula o respectivo processo de julgamento.

A presidente Dilma não cometeu nenhum desses atos. Até que prove ao contrário, é uma pessoa honrada. Querem o poder? Tudo bem. Mas conquiste através do voto.

Jogaram o caput do artigo 86 na lata do lixo. Sorrateiramente, na calada da noite, manobravam para que a acusação contra Dilma Rousseff fosse admitida por maioria simples dos votos dos parlamentares, quando o preceito constitucional diz que é por dois terços.

Ora, o pedido de impedimento não pode ser lastreado na impopularidade do governante, em um crescente sentimento nacional de reprovação do governo federal, como querem alguns juristas.

Celso Bandeira de Mello, professor da Faculdade de Direito de São Paulo, tem razão quando diz que “juridicamente, toda questão é ridícula e infundada, que tudo não passa de uma agitação sem nenhuma base jurídica, que pode até prosperar no Legislativo, mas num ambiente de gente qualificada, como no STF, não tem chance de ir adiante”.

Qualquer saída que não seja assentada na Constituição, que não seja constitucional, é golpe. E quem alimenta o golpe é golpista. É inimigo da democracia.

O “Fora Dilma” só depois do resultado da eleição presidencial de 2018. É só ter um pouquinho de paciência. O cobiçado Palácio da Alvorada não vai desaparecer. O impeachment subiu no telhado.

AzevedoAZEVEDO E O PSD

“Não acredito em nenhum rompante de rebeldia por parte do Capitão Azevedo. Nos bastidores, o comentário é de que o ex-alcaide não teria coragem de romper com Fernando Gomes, o DEM e, por tabela, com o prefeito soteropolitano ACM Neto, o demista-mor.” (Coluna Wense, 4 de setembro de 2015).

O assunto veio à tona no último sábado na TV. Itabuna, no programa Resenha da Cidade, apresentado por Roberto de Souza e o polêmico vereador Ruy Machado.

Roberto acha que José Nilton Azevedo está de malas prontas para o PSD. Ruy Machado discorda: “O capitão não tem coragem de romper com o DEM e, principalmente, com Fernando Gomes, seu criador”.

Outra informação dada por Roberto é que três vereadores estão se filiando ao PSD, e que essas filiações fazem parte do plano para lançar Azevedo pela legenda do senador Otto Alencar. E mais: o ex-prefeito teria como vice Roberto José, atual secretário municipal de Transporte e Trânsito.

Uma coisa é certa: não há como juntar o núcleo duro do vanismo, os evangélicos e o pessoal do PRB no mesmo palanque do prefeiturável e comunista Davidson Magalhães. Em relação ao petista Geraldo Simões ainda há uma pequenina esperança.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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murilobrito2Murilo Brito | murilobrito@yahoo.com.br

 

Rebele-se contra a tentativa de padronização do sexo: seja generoso, autoconfiante, curioso e invista em se descobrir e descobrir o que mata seu par de tesão. Então lhe aplique uma overdose! Jogue os talheres fora e coma de mão!

 

O capitalismo tem um talento enorme para transformar demanda em consumo padronizado. Esse processo é construído antes de tudo para auferir lucro e nem sempre para atender às necessidades. Além disso, costuma oferecer produtos com fórmulas mágicas para resolver qualquer problema e tende a uniformizar soluções construindo um senso comum sobre como satisfazer as demandas.

Em tempos de liberdade sexual e capitalismo selvagem, a necessidade de ser uma máquina de sexo incentivou a proliferar os autores de livros que prometem o desempenho perfeito e romances que mais parecem exemplares de autoajuda sexual. A ideia de escrever sobre isto vem de uma necessidade de desabafo. Adoro livrarias. E é cada vez mais comum ver em suas estantes um monte de lixo prometendo o caminho do graal na cama.

Na era da informação fácil não é incomum render-se à preguiça e resistir em conseguir as respostas do que procura sem passar pelo Google ou por algum almanaque de baboseiras. Aos que se sentem ansiosos, frustrados ou reprimidos em relação ao sexo, uma revelação óbvia: não existe roteiro nem fórmula pronta para transformar um mortal em uma divindade do sexo!

Querem lhe enrolar! Não há nem haverá padrão. Pode parar de procurar!

Pessoas não são bactérias que respondem sempre repetidamente aos mesmos estímulos nas mesmas condições. Cada cabeça é um mundo e com o sexo não é diferente! Até em pesquisa científica tem-se gastado dinheiro para tentar cristalizar na cabeça das pessoas um padrão ideal de como o sexo deve ser “consumido” para ser bom. Aí querem definir quantos minutos deve durar o sexo, qual a posição perfeita, que tipo de seios são mais atraentes, qual a bunda ideal, qual o tamanho ideal de um pau. Buscar um padrão para isso é uma perda de tempo e energia!

Um dos aspectos que torna o sexo singular é fato de o desejo sexual ser a única necessidade fisiológica que depende de outro ser humano para ser plenamente saciada. Considerando isso, se não existe mapa para o Nirvana sexual, o que pode haver, no máximo, são alguns comportamentos e compreensões que facilitam encontrar seu próprio caminho para a satisfação!

Primeiro, entender que o sexo começa antes do tato. O ser humano é o único animal que consegue projetar o futuro e estimular essa capacidade de forma eficiente é fundamental para o sexo. Imaginar-se com o par e provocá-lo a imaginar-se contigo em situações excitantes deve ser encarado como o prato de entrada da relação sexual. Duas pessoas excitadas pelo que está por vir é um excelente começo.

Não ser egoísta e sentir prazer no prazer do outro é um comportamento essencial, porque gera um ciclo virtuoso de “quanto mais prazer eu proporcionar, mais eu vou sentir” e isso estimula a buscar no par os caminhos para dar, e consequentemente sentir, prazer intenso.

O que parece simples talvez seja o mais complexo. Cada pessoa se sente excitada ou não por razões diferentes e, às vezes, diametralmente opostas, como fazer então uma pessoa específica ter a imaginação e o corpo estimulados da maneira mais eficaz?

O manual de instruções é o próprio par e você é a ferramenta! Buscar descobri-lo, entendê-lo de forma descontraída ou direta, se necessário, além de exercitar o autoconhecimento, é o caminho mais fácil para conseguir o prazer que busca. E o que torna o sexo tão delicioso é justamente suas milhares de possibilidades, descobrir-se e descobrir o outro, mantendo a mente aberta sempre para buscar novas formas de prazer.

Por isso, se quer derreter de prazer e viver satisfeito sexualmente, não procure a receita no Google, nem os famigerados livros de fórmula pronta ou romances de autoajuda sexual. Os livros sobre sexo deveriam ser acessórios, nada mais. Rebele-se contra a tentativa de padronização do sexo: seja generoso, autoconfiante, curioso e invista em se descobrir e descobrir o que mata seu par de tesão. Então lhe aplique uma overdose! Jogue os talheres fora e coma de mão!

Vale muito mais a pena e é muito mais gostoso!

Murilo Brito é um libriano e se define como amante do tema.

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marivalguedes2Marival Guedes | marivalguedes@gmail.com

Roberto Carlos estourou em 65 com Quero que Vá Tudo Pro Inferno. A composição fez tanto sucesso que gerou debates entre músicos e sociólogos, por causa dos rebeldes versos que dão título à canção. “Foi o fenômeno de massa mais intenso da minha geração”, afirma Caetano Veloso.

Roberto se inspirou em Magda Fonseca de Guida, sua namorada que estava nos Estados Unidos, encaminhada pelo pai, para estudar inglês. Na verdade, um pretexto para afastar a filha do cantor.

Dos textos sobre o assunto, o mais completo é o do ótimo livro Roberto em Detalhes, do jornalista e historiador Paulo César de Araújo. A obra foi injustamente proibida pelo artista.

Mas, voltando à composição, a letra agradou e ao mesmo tempo chocou. Segundo o escritor, “Roberto Carlos sofria certa pressão de setores da Igreja, notadamente do arcebispo de São Paulo, dom Agnelo Rossi, no sentido de que ele fizesse uma mensagem para compensar aquela em que mandou tudo pro inferno. Foi então que o artista compôs Eu te darei o céu.”

Além disso, depois de algum tempo, por religiosidade e Transtorno Obsessivo Compulsivo-TOC, Roberto excluiu a música do seu repertório.

Pra não falar a palavra inferno (medo retado) passou a se referir a composição como “aquela música”. E mais, apesar dos vários pedidos, não permitiu que outros artistas gravassem a composição.

Quem também foi pressionado a criar para compensar foi Paulinho da Viola, após compor Sei Lá, Mangueira. O pessoal ficou indignado com o fato de um ilustre compositor da Portela fazer um samba tão bonito em homenagem à outra escola.

Na verdade, Hermínio Bello de Carvalho apresentou a Paulinho uma poesia e pediu ao amigo para musicá-la. O belíssimo samba ficou ainda mais emocionante na voz de Elizeth Cardoso (ouça, abaixo).

Para fazer as pazes, Paulinho da Viola compôs outro clássico. Foi um Rio que passou em minha vida estourou nas emissoras de rádio, no coração e na boca povo.

No filme Meu tempo é hoje, Paulinho fala da emoção de ver este samba cantado pela primeira vez na avenida, antes do desfile, com a multidão acompanhando. Depois, antes mesmo de terminar o desfile, o povo voltou a cantar.

Paulinho estava redimido. Em “alto estilo”.

Marival Guedes é jornalista e escreve crônicas aos domingos no Pimenta.

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Manu BerbertManu Berbert | manuelaberbert@yahoo.com.br

 

Ser professor não é apenas uma profissão, mas um gesto de solidariedade para com o outro. Ou para com os outros.

 

Como em todas as manhãs, sentei de frente para o computador e fui visitando os sites e blogs de praxe, além das redes sociais. 15 de outubro, Dia do Professor. Vi alguns artigos pessoais sobre o tema, pouquíssimas homenagens e uns dois desabafos. Pensei em escrever sobre os inúmeros profissionais bacanas que tive ao longo da vida, mas preferi me reportar a uma outra fase.

Já estive professora por duas vezes. Ter a consciência de que estava vivenciando a profissão nunca fez me sentir menos motivada. Muito pelo contrário. Foi na labuta diária com meus próprios conhecimentos e identificando o que ainda precisava (e preciso) aprender que descobri que ser professor é profissão crescente, mutável, troca de experiências. Mais ou menos como um caminhão que vai passando e levando a bagulhada toda que encontra pelo caminho, sem ter muito tempo ou o direito de descartar algum material. Tem que levar tudo junto e misturado mesmo e, no final do dia, tentar parar para refletir o que fazer com aquilo. O que guardar, afinal? O que descartar?

Lecionei em instituições privadas até então (no ensino fundamental e superior) e trago na pequena bagagem passagens inesquecíveis, mas principalmente o sentimento de que ser professor não é apenas uma profissão, mas um gesto de solidariedade para com o outro. Ou para com os outros. Árduo e pouco valorizado (em todos os sentidos), mas prazeroso. Como algo forte que poucos têm o desejo de experimentar, mas que dado o primeiro contato fica ainda mais difícil largar.

Dentre tantas lembranças, um dos momentos em que me calei por não saber o que dizer. Um dia, uma aluna pegou uma cadeirinha, colocou ao meu lado durante uma apresentação dos colegas, e desabafou. “Muita falsidade essa homenagem ao Dia do Professor!”. Surpresa, tentei amenizar sua ira baixinho, explicando a ela que aquele trabalho tinha o objetivo de afirmar e resgatar o respeitos aos professores, quando fui surpreendida: “Tia, respeito é sentimento, e sentimento não se pede!”. Olhei para a frente. Emudeci. Tenho a leve impressão de que saí daquela turma sendo uma professora (e pessoa) completamente diferente da que entrei.

Manu Berbert é publicitária e colunista do Diário Bahia.