A capa de "Pedra Branca" e o seu criador, Ramon Fernandes || Fotos Walmir Rosário
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Como no juízo final, os personagens ganham o lugar que merecem na história, sem atropelos, de acordo com seus procedimentos.

 

Walmir Rosário

Em apenas duas sentadas – com muito fôlego – li o novíssimo romance Pedra Branca, sangue e poder, lançado no último sábado (10-08-24), no restaurante Porto dos Milagres, em Canavieiras, por Ramon Fernandes. O livro marca a estreia do autor na literatura, com uma obra bem engendrada e que contribui para o enriquecimento da intelectualidade regional.

A história é ambientada na fictícia Pedra Branca, pequena cidade interiorana fincada nas barrancas do rio Jequitinhonha, bem na divisa dos estados da Bahia e Minas Gerais. Como todo o romance que busca prender o leitor, já no início nos apresenta um personagem que morre cedo, mas deixa um imenso legado.

A história é bem fiel ao estilo de vida interiorano, com fortes raízes fincadas na família campestre e na pachorra das pequenas cidades, com a predominância dos seus personagens marcantes. E todos estão bem situados, cada um com seus destaques: o padre, os coronéis, os comerciantes, os políticos, o delegado, a dona do bordel, ou casa de conveniência, como queiram.

Ramon Fernandes é formado em Filosofia pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), professor na rede particular de ensino, servidor público municipal da Prefeitura de Canavieiras e ex-secretário de Cultura. Embora com vida fincada em Canavieiras, conhece e viveu em outras cidades regionais, algumas bastante parecidas como a descrita no romance.

Daí é que após a leitura de Pedra Branca, sangue e poder tomei a liberdade e indiscrição ao perguntar ao autor se o livro era oriundo de uma história verdadeira e por ele romanceada. Respondeu que era apenas fruto de sua imaginação – criativa, digo eu, diante do bom argumento, desenvolvimento e ambientação.

Os personagens com vida breve na história saem com dignidade e os longevos sempre aparecem em bons momentos. Não sei se é redundante observar que nas cidades pequenas – no estilo Pedra Branca – as ocorrências são sempre monótonas, contrastando com os fuxicos e brigas normalmente resolvidas entre as partes, no estilo mais agressivo.

As diferenças menores são resolvidas por meio dos conselhos do delegado, que a todos conhece e há muito se tornou amigo. Mas só que mora ou morou em pequenas cidades interioranas, notadamente nas divisas de estados, conhecem de perto as rusgas entre as pessoas influentes e seus apaniguados, que vão desde as questões de terras e as políticas.

E em Pedra Branca as guerras não acontecem somente entre as diversas famílias, mas também dentre um mesmo clã, geralmente derivadas por ciúmes, posição social e riqueza. E essa questão está presente no romance com briga fraticida entre coronéis, sem faltar motivação para a expropriação de terras com o apoio dos revólveres e rifles dos jagunços.

A personalidade feminina aparece com muita distinção e força, desde a coronela, senhora de si e que comanda com mão-de-ferro suas propriedades e família. Com a ajuda de bons jagunços, defende seus bens contra pessoas da própria família; resolve sua vida conjugal de uma hora pra outra após a viuvez; ajuda seus protegidos. Uma mulher resolvida.

Também aparece com altivez e se torna personagem marcante a figura meiga da senhora do delegado, com ares de professorinha, que assume o protagonismo de uma hora pra outra, sem que alguém esperasse. Outra personagem, esposa de um coronel, vítima de maus-tratos, resolve se libertar do jugo do marido, toma uma atitude inesperada e vai viver nova relação. Esta proibida pelas leis dos homens e de Deus.

Lançamento do romance de Ramon Fernandes, no Restaurante Porto dos Milagres

Não poderia faltar na trama os forasteiros que chegam, encontram oportunidades e as aproveitam. Alguns metem os pés pelas mãos, mas conseguem se segurar devido às habilidades no relacionamento social e político. Mas como sempre nessa vida terrena, a avareza, a inveja e soberba promovem a própria destruição.

Como no juízo final, os personagens ganham o lugar que merecem na história, sem atropelos, de acordo com seus procedimentos. Os maus geralmente acabam na cadeia ou cemitério, os bons continuam distribuindo felicidade, os menos atrevidos sem destaque. Cada qual no seu quadrado, como determina Ramon Fernandes, com minha posterior aprovação. Recomendo.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado, além de autor de livros como Os grandes craques que vi jogar: Nos estádios e campos de Itabuna e Canavieiras, disponível na Amazon.

Astério Neto vence o 1º Prêmio Alta Literatura || Foto Divulgação
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Com a A Morte da Finada, romance do gênero realismo mágico, o escritor Astério Moreira de Santana Neto, de Tucano (BA), levou o primeiro lugar do 1º Prêmio Alta Literatura, promovido pelo Grupo Editorial Alta Books. De quebra, faturou R$ 60 mil e terá coberta a despesa com a publicação da obra.

“O prêmio confirma o momento plural e vivaz da literatura contemporânea e abre espaço para novas vozes no mercado brasileiro”, observa a jurada, crítica literária e psiquiatra Natalia Timerman. Ao lado de Socorro Acioli e Jeferson Tenório, ela avaliou os originais dos autores não-estreantes, enquanto Eliane Robert Moraes, Luiz Antonio de Assis Brasil e Luiz Ruffato julgaram a categoria estreante, vencida pelo mineiro Marcelo Henrique Silva, com o romance histórico Sangue Neon.

Rodrigo de Faria e Silva, idealizador do projeto ao lado do CEO da Alta Books Gorki Starlin, ficou entusiasmado com a qualidade literária dos manuscritos. Segundo o editor, os vencedores apresentaram textos fortes e contundentes, escritos com segurança, estrutura narrativa contemporânea e construção de personagens atuais e provocantes. “O concurso foi um sucesso tanto pelo número de inscritos quanto pela qualidade das obras submetidas, mostrando que a produção literária contemporânea brasileira está a todo vapor”, avalia o editor.

Já Gorki ressaltou que o prêmio está alinhado com o movimento de bibliodiversidade da editora, que descobre novos talentos fora dos eixos convencionais. “Promover a literatura nacional através deste prêmio é um privilégio. Fico muito satisfeito com o resultado e com as obras vencedoras”, conclui o CEO.

Bibi do Pandeiro morre aos 60 anos, vítima da Doença de Crohn || Foto Arquivo
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Geraldo Domingos Barreto, Bibi do Pandeiro, 60 anos, um dos maiores percussionistas da música baiana, faleceu na madrugada deste domingo (11), em Itabuna. Segundo familiares informaram ao PIMENTA, o musicista sofreu uma parada cardiorrespiratória.

Bibi lutava há meses contra a Doença de Crohn, síndrome inflamatória do trato gastrointestinal. Nas últimas semanas, o estado de saúde agravou e Bibi ficou internado no Hospital Calixto Midlej Filho, da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, onde faleceu.

MÚSICO RESPEITADO

Bibi deixa a esposa, Ednalva, e cinco filhos, dentre eles Elizom, conhecido no mundo artístico como “Chiquinho”, que seguiu os passos do pai como percussionista. Os dois trabalharam juntos na Banda Lordão por cerca de 10 anos. “Deixará muitas saudades”, disse ao PIMENTA o servidor público Raimundo Leal, um dos genros do musicista.

Bibi com o instrumento que lhe rendeu fama com Lordão e Novos Baianos || Foto Arquivo

Foi na Banda Lordão que Bibi viveu seus últimos 32 anos como musicista, ao lado do também inesquecível Clóvis Leite, Kocó, músico e líder da banda, falecido em fevereiro deste ano. Ele também fez carreira na Tapajós e também com os Novos Baianos, ao lado de figuras como Moraes Moreira, Baby do Brasil, Pepeu Gomes e Paulinho Boca de Cantor.

Bibi deixou a banda Lordão há cerca de cinco anos, quando tornou-se funcionário da empresa Socializa e atuava na Secretaria Estadual de Administração Penitenciária da Bahia (Seap-BA). Deixa legião de fãs e amigos.

VELÓRIO

O corpo de Bibi será velado no SAF, na Juca Leão, em Itabuna, a partir das 14h. De acordo com familiares, o velório seguirá até as 22h. O corpo será sepultado em Berimbau (BA), terra natal do musicista.

Teatro Candinha Doria será a casa do 10º Festival Multiarte || Foto Pedro Augusto
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A Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania recebe inscrições para o 10º Festival Multiarte Firmino Rocha até o próximo domingo (11), no site da Ficc. Com programação nos dias 17 e 18 deste mês, no Teatro Municipal Candinha Doria, o evento vai distribuir mais de R$ 35 mil em prêmios, segundo a Fundação. O tema deste ano é Linguagem: Artes Urbanas.

De acordo com o edital, podem participar artistas nascidos ou residentes na Bahia, com idade a partir de 10 anos, sendo necessária autorização de responsável para os menores. O Festival terá quatro categorias em cada uma das duas áreas, Danças Urbanas e Hip Hop, além das subcategorias por idade: juvenil (10 a 13 anos), adulto (14 a 16 anos), avançado (17 a 20 anos) e sênior (acima de 20).

Nas Danças Urbanas e no Hip Hop, os artistas se apresentarão sozinhos, em duplas e em grupos com cinco ou mais componentes. O Festival também promoverá batalhas de dança e de rima. Confira mais informações no edital e, abaixo, os prêmios de cada categoria.

Individual

1º Lugar – R$ 500,00

2º Lugar – R$ 300,00

3º Lugar – R$ 200,00

Dupla 

1º Lugar – R$ 700,00

2º Lugar – R$ 400,00

3º Lugar – R$ 300,00

Grupo

1º Lugar – R$ 1.000,00

2º Lugar – R$ 800,00

3º Lugar – R$ 500,00

Ilhéus e Itabuna vai receber concerto da Camerata Neojiba || Foto Fran Marrocos/Divulgação
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O violinista francês David Grimal e o pianista baiano Ricardo Castro farão turnê inédita pela Bahia, em agosto, acompanhados da Camerata Neojiba. As primeiras apresentações serão em Ilhéus e em Itabuna, nos próximos dias 5 e 6 de agosto, respectivamente, com entrada gratuita, de acordo com a lotação de cada espaço (veja mais abaixo).

A turnê trará repertório composto por canções europeias e brasileiras de diferentes épocas, informa a organização da turnê. O público poderá apreciar o Concerto para violino, cordas e contínuo em ré menor, de Bach, a Sinfonia de câmara para orquestras de cordas, de Shostakovich, e o prelúdio das Bachianas Brasileiras n.4, de Villa-Lobos, além de composições contemporâneas do baiano Elomar Figueira Mello, natural de Vitória da Conquista.

A apresentação em Ilhéus será na próxima segunda (5), às 19h, na Catedral de São Sebastião, com entrada gratuita e disponibilidade condicionada aos assentos e espaço da igreja localizada no Centro Histórico de Ilhéus, ao lado do Vesúvio. Em Itabuna, o concerto será na terça-feira (6), também às 19h, no Teatro Candinha Doria, ao lado do Hospital de Base, no Loteamento Nossa Senhora das Graças.

Francês David Grimal é das atrações do Concerto || Foto Beatriz Meneses/Divulgação

Esta será a primeira vez que Grimal e Castro, diretor-geral do Neojiba, se apresentam juntos no interior da Bahia. São músicos que acumulam prêmios internacionais ao longo da carreira e costumam se apresentar com as melhores instituições musicais do mundo.

Ricardo Castro apresenta-se com a camerata e Grimal || Foto Karol Azevedo/Divulgação

A Camerata Neojiba, formada especialmente para a turnê, reúne músicos selecionados entre os integrantes do naipe de cordas da Orquestra Neojiba, principal formação do programa. O grupo tem 14 instrumentistas, que também atuam como multiplicadores.

Os artistas tiveram a oportunidade de desenvolver um trabalho intenso de preparação com Grimal, que, além de famoso violinista, é também professor. Atualmente, ele ensina na Escola Superior de Música de Saarbrücken, na Alemanha, e, a partir de setembro de 2024, assume a cátedra de violino do famoso Conservatório Superior de Paris.

Grimal também é o criador da orquestra sinfônica Les Dissonances, que realiza concertos sem maestro. Durante a turnê, os músicos seguirão esta mesma filosofia e tocarão sem regente. A turnê tem patrocínio do Nubank, por meio da Lei de Incentivo à Cultura.

Concertos da Turnê Camerata NEOJIBA na Bahia
Ilhéus (05/08)
Catedral São Sebastião (Centro Histórico, s/n), às 19h
Classificação livre

Itabuna (06/08)
Teatro Municipal Candinha Dória (Av. Fernando Gomes, n. 665-701 – Nossa Sra. das Graças), às 19h
Classificação livre

Thaíse Santana lança "Dentro da casa o vazio" nesta quinta-feira (25) em Itabuna || Foto Divulgação
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A escritora grapiúna Thaíse Santana lançará o seu segundo livro, Dentro da casa o vazio, nesta quinta-feira (25), às 18h, na Câmara Municipal de Itabuna. A data não foi escolhida por acaso. Hoje é o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. Ela ainda lançará a obra no sábado (27) na Libraria do Glauber e na segunda (29) na Biblioteca Central do Estado da Bahia, ambos em Salvador.

Dentro da casa o vazio foi classificado no Prêmio Carolina Maria de Jesus de Literatura Produzida por Mulheres (2023) do Ministério da Cultura e publicado, recentemente, pela Editora Urutau (2024). O livro é composto por 90 poemas, distribuídos pelas seções “O vazio” e “A casa”.

A metáfora do vazio construída na obra, afirma Thaíse, tem significado amplo: cansaço, luto, insatisfação, racismo, solidão, distância, exaustão das tarefas domésticas, distanciamento social e medo, por exemplo. “No entanto, o vazio não existiria se não tivesse uma Casa para habitar. Nela, muito além do vazio, habitam pessoas, a coragem, os costumes, os afetos, os desejos, a fé, a beleza, os sonhos. Independentemente de qualquer vazio, a Casa não deixa de ser quem é: lugar de acolhimento, lugar de partida e de chegada. Nós também somos casa”.

Thaíse Santana é oriunda do bairro São Pedro e estudou em escolas públicas de Itabuna. Apesar das dificuldades, aproveitou algumas oportunidades que teve e ingressou na universidade pública. Cursou Letras na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), fez mestrado na Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, e doutorado na Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro.

O lançamento em Itabuna terá uma programação diversificada, que inclui apresentação da obra, declamação de poemas, homenagens, sessão de autógrafos e coquetel. O evento é gratuito e indicado para todas as idades.

Cinema fortalece agroecologia em assentamentos de Camamu e Ibirapitanga
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Os assentamentos Dandara dos Palmares, no município de Camamu, e Dois Riachões, em Ibirapitanga, foram escolhidos pelo Projeto Mostra Cineclubista em Assentamentos de Reforma Agrária “Agroecologia em Foco” pelas experiências de produção agroecológica e orgânica construídas, de forma significativa, nesses territórios.

As duas unidades agrícolas representam os mais de 700 projetos de assentamentos identificados no Estado da Bahia, segundo dados de 2024 do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A grande maioria dos assentamentos rurais apresenta um padrão de precariedade em diversas áreas, como saneamento básico, eletricidade, transporte e saúde. A ausência de políticas públicas destinadas a oferecer produtos culturais para estes públicos reflete ainda mais a carência em que se encontram, cuja vida social se dá fundamentalmente nos assentamentos, onde fazem suas atividades festivas, religiosas e esportivas, constituindo os seus espaços coletivos em centros de lazer.

Mesmo com todas as dificuldades enfrentadas, o espaço dos assentamentos rurais de reforma agrária apresenta uma riqueza em diversidade cultural, abrigando uma intensa rede de relações interpessoais que propiciam inúmeras experiências práticas, produtivas, organizativas e culturais. Nesse contexto, a Mostra Cineclubista em Assentamentos de Reforma Agrária “Agroecologia em foco” surge como ferramenta poderosa para educação, conscientização e mobilização comunitária ao propor atividades audiovisuais.

SESSÕES

O projeto vai oferecer sessões de cineclubismo com exibição de filmes regionais e nacionais, logo após, debates com a comunidade para discutir temas ligados à cultura, identidade e sustentabilidade dos assentados, além de oficina de formação em audiovisual com o uso do celular para jovens e adultos dos assentamentos, incentivando a criação de conteúdos próprios. Através dessas estratégias, o cineclubismo pode ser uma ferramenta eficaz para promover a agroecologia, fortalecer a comunidade e contribuir para o desenvolvimento sustentável nos assentamentos de reforma agrária do Baixo Sul.

Nos dias 20 e 21, o projeto estará no assentamento Dandara dos Palmares, em Camamu, com apresentação artística do músico Rômulo Macêdo. Já nos dias 27 e 28, as ações serão executadas no assentamento Dois Riachões, em Ibirapitanga, com a presença do músico Zenon Moreira. Ao todo, serão beneficiadas cerca de 300 pessoas.

O projeto foi aprovado no Edital de Chamamento Público Lei Paulo Gustavo Nº PG08/2023 Cineclubes, Mostras, Festivais e Eventos no Audiovisual e tem o apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia Através da Secretaria de Cultura da Bahia (Secult) e do Governo Federal, através do Ministério da Cultura, de acordo com a Lei Complementar nº 195/2022 (Lei Paulo Gustavo).

Breno da Matta faz o papel de pastor na novela Renascer || Foto Redes Sociais
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Com grande atuação no papel de Pastor Lívio, no remake de Renascer, no horário nobre da televisão brasileira e na Rede Globo, o itabunense Breno da Matta, de 41 anos, abandonou uma carreira promissora como farmacêutico para estudar Artes Cênicas na SP Escola de Teatro. Ele vem ganhando destaque na novela, que tem cenas gravadas no sul da Bahia e está no ar desde janeiro.

Breno da Matta só descobriu o teatro depois de adulto. “O teatro foi me buscar, me resgatou, e hoje sou ator”, conta à Revista Quem. O primeiro contato do artista com o mundo dos espetáculos aconteceu por meio de uma ex-namorada. “Ela me levou para assistir a uma peça baiana, e eu nunca tinha assistido. Ali começou minha relação com o teatro”, recorda-se. Isso ocorreu quando o ator tinha 24 anos e já morava em São Paulo.

Com o sucesso do personagem no horário nobre da Globo, Breno tem experimentado a fama pela primeira vez na vida. Ele acredita estar lidando bem com tamanha visibilidade. “Tenho sido muito abordado na rua. As pessoas chegam de uma forma muito respeitosa e com muito afeto. Minha vida não mudou tanto ainda. Não deixo de fazer nada que gosto. Sou uma pessoa simples, gosto de estar em qualquer lugar. E não quero deixar de fazer nada”, afirma em entrevista à Quem.

Nascido em Itabuna, em fevereiro de 1983, antes de Renascer, Breno da Matta atuou na 2ª temporada da série Justiça (Globoplay), Negócio de Família e no longa-metragem Carcereiros. Formado em Farmácia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), ele ingressou no curso aos 16 anos. Na série Justiça, o itabunense faz o papel do bandido Túlio, onde atua com atores como Marco Ricca e Juan Paiva.

"Malva Rosa" estará em cartaz, no Adonias Filho, neste sábado (6) || Foto Divulgação
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A peça Malva Rosa estará em cartaz, neste sábado (6), às 19h30min, no Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna. A peça de Newton Moreno é vibrante história encenada pelo Grupo Vozes e entrelaça tradição e modernidade para traduzir a rica herança nordestina em um contexto contemporâneo e de forma divertida.

A peça narra emocionante jornada de paixões proibidas e desafios emocionais. Com atuações intensas, diálogos profundos e uma narrativa cativante, Malva Rosa convida o espectador a refletir sobre a complexidade do amor e as barreiras que muitas vezes o cercam. A obra explora a durabilidade do amor e sua capacidade de florescer, mesmo frente às pressões sociais e culturais.

O espetáculo tem no elenco os atores Jorge Batista, Lucas Oliveira e Silvia Smith, além do músico Danilo Ornelas, que dão vida a personagens considerados profundos e complexos. A intenção, revelam os atores, é criar experiência inesquecível para o público.

MERGULHO NAS EMOÇÕES HUMANAS

Malva Rosa oferece ainda um mergulho nas emoções humanas, provocando reflexões sobre os limites do amor e a superação de obstáculos em uma sociedade cada vez mais controlada e obcecada pelas mídias sociais. “É uma narrativa que promete tocar o coração de todos e questionar as barreiras impostas às relações amorosas”.

SERVIÇO
Peça teatral Malva Rosa
QUANDO: 6 de julho (sábado), às 19h30min
ONDE: Centro de Cultura Adonias Filho
CLASSIFICAÇÃO: 16 anos
INGRESSOS: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada)
Compra do ingresso pelo telefone (73) 98852-7612 – Silvia Smith

Público lota arena na 1ª noite do Ita Pedro 2024 || Foto PMI
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O presidente da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc), Aldo Rebouças, afirmou que o esgotamento das vagas em hotéis e pousadas e a alta procura de imóveis para aluguel durante o Ita Pedro é um feito inédito para as festas promovidas em Itabuna. No encontro com jornalistas, nesta quinta-feira (27), ele também celebrou o destaque nacional conquistado pela terceira edição do Ita Pedro.

“Itabuna está sendo considerada como um dos destinos mais procurados para viagens de ônibus durante os festejos juninos”, ressaltou, citando levantamento da plataforma DeÔnibus. 

Com homenagem a Kocó, Lordão se apresenta no Ita Pedro || Foto PMI

Conforme o serviço, neste mês de junho, Itabuna foi o décimo destino brasileiro com mais passagens comercializadas pelo DeÔnibus. Na Bahia, a cidade do sul do estado só ficou atrás de Salvador, primeira no ranking nacional; Feira de Santana; e Vitória da Conquista. As outras seis cidades no top dez são capitais, pela ordem, Fortaleza, Maceió, Recife, Aracaju, Teresina e São Luís.

HOMENAGEM

A primeira noite do Ita Pedro 2024 teve homenagem emocionante da Banda Lordão à memória de seu criador, o músico Clóvis Leite, o eterno Kocó da Lordão, que faleceu em fevereiro.

MAINHA

Logo mais, a partir das 18h, o evento recomeça na Arena Zé Cachoeira, no Banco Raso. Atração surpresa anunciada ontem (27), Ivete Sangalo se apresenta no final da noite desta sexta-feira.

Hoje, também sobem ao palco Léo Santana, Hugo e Guilherme, Targino Gondim, Norberto Curvêllo e Pipoco do Trovão, Sinho Ferrary, Preta Vip, Top Love, Um Milhão, Rafa Motah, André e Mauro, Pegada X e Forró Genoíno.

A grade de shows de sábado (29) tem Dorgival Dantas, Gusttavo Lima, Pablo, Joelma, Trio da Huanna, Virgulino do Forró, Rian & Girotto, Otávio Mateus, Batista Lima, Paulo Neto, Caxangá, A Tarraxada e Cris Lima.

Ita Pedro agita noites de Itabuna de quinta (27) a domingo (30) || Foto Divulgação
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O Ita Pedro 2024 já tem a grade completa de atrações. Serão 38 shows, de quinta (27) a sábado (29), além da programação de domingo (30), dedicada ao público infantil, informa a Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc). As apresentações começarão sempre às 18h. A expectativa é de que cerca de 400 mil pessoas passem pela Arena Zé Cachoeira, no Banco Raso, ao longo de toda a festa, segundo a Prefeitura de Itabuna, responsável pelo evento, que chega à terceira edição.

Na abertura do Ita Pedro, quinta-feira (27), o palco será de Calcinha Preta, Solange Almeida, Heitor Costa, Thiago Aquino, Cacau com Leite, La Fúria, 99 no Beat, Kaio Oliveira, Cabaret, Alice Moraes, Sérgio Sepúlveda e Dois Amores. A primeira noite também reserva fortes emoções, com o show da Banda Lordão e um momento dedicado à memória do cantor e compositor Clóvis Leite, Kocó do Lordão, que faleceu em fevereiro.

Na sexta (28), será a vez de Léo Santana, Hugo e Guilherme, Targino Gondim, Norberto Curvêllo e Pipoco do Trovão, Sinho Ferrary, Preta Vip, Top Love, Um Milhão, Rafa Motah, André e Mauro, Pegada X e Forró Genoíno.

Atrações do Ita Pedro 2024 no sábado (29)

A grade de shows de sábado (29) é a mais aguardada pela maior parte do público, com Dorgival Dantas, Gusttavo Lima, Pablo, Joelma, Trio da Huanna, Virgulino do Forró, Rian & Girotto, Otávio Mateus, Batista Lima, Paulo Neto, Caxangá, A Tarraxada e Cris Lima.

AMBULANTES

A Prefeitura de Itabuna ressalta que, inicialmente, a previsão era de que 345 ambulantes seriam credenciados para trabalhar no Ita Pedro 2024, mas a alta procura levou a Ficc a aumentar esse número para 470, sendo 25% das vagas reservadas à Associação dos Trabalhadores Ambulantes de Itabuna. A distribuição das outras vagas adotou requisitos como residência no município, baixa renda e experiência na atuação como ambulante, informa a Prefeitura.

Visita técnica apresenta o projeto Agroecologia em Foco a assentados || Foto Divulgação
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O Projeto Mostra Cineclubista em Assentamentos de Reforma Agrária vai estimular o debate sobre a agroecologia nos assentamentos Dois Riachões, em Ibirapitanga, e Dandara dos Palmares, em Camamu, ambos no baixo-sul da Bahia. Representantes do Ponto de Cultura Centro de Agroecologia e Educação da Mata Atlântica (OCA), responsável pela iniciativa, deram início às visitas técnicas para a execução das atividades.

Coordenado pelo produtor executivo e gestor cultural Cláudio Lyrio, o Agroecologia em Foco vai exibir filmes nacionais e promover oficinas de produção audiovisual com celulares, além de rodas de conversa. O planejamento foi apresentado às coordenações dos assentamentos, professores e outros representantes das comunidades.

Segundo Cláudio Lyrio, as reuniões discutiram a importância de  para o desenvolvimento sustentável, fortalecimento da cultura regional, da organização comunitária, da economia solidária e da agroecologia, envolvendo, principalmente, a juventude agrária. Este público terá a oportunidade de capacitar-se para produzir seus próprios materiais audiovisuais como forma de perpetuar a cultura e economia local.

A equipe responsável pela execução do projeto passou por treinamento para atender pessoas com deficiência, que serão incluídas nas atividades.

CRONOGRAMA

O Assentamento da Reforma Agrária Dandara dos Palmeras, em Camamu, onde vivem 75 famílias, receberá a programação do cineclube nos dias 20 e 21 de julho. Na semana seguinte, de 27 a 28 de julho, será a vez do Dois Riachões.

As duas comunidades já trabalham com sistemas agroecológicos, a exemplo do cacau cabruca. O Dandara dos Palmares também produz chocolate, enquanto os moradores do assentamento de Ibirapitanga é referência estadual na produção de cacau fino.

O Projeto Mostra Cineclubista em Assentamentos de Reforma Agrária Agroecologia em foco foi aprovado no Edital de Chamamento Público Lei Paulo Gustavo Nº PG08/2023 Cineclubes, Mostras, Festivais e Eventos no Audiovisual, com o apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura da Bahia (Secult), e do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura (MINC) de acordo com a Lei Complementar nº 195/2022 (Lei Paulo Gustavo).

Brizola, morto há 20 anos, continua sendo referência na luta democrática no Brasil || Foto Arquivo Família Brizola
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Luiz Cláudio Ferreira || Agência Brasil

O momento era de tensão total. Naquele 28 de agosto de 1961, o governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, foi correndo para o porão do Palácio Piratini e fez um pronunciamento para uma rádio que a equipe montou de improviso. “Hoje, nesta minha alocução, tenho os fatos mais graves a revelar. O Palácio Piratini, meus patrícios, está aqui transformado em uma cidadela que há de ser heroica (…)”. Ele pedia resistência até o fim.  Aquele seria um dos momentos que faria com que Brizola (1922 – 2004), que morreu há 20 anos, entrasse para a história brasileira. Segundo pesquisadores, ele foi responsável por evitar, via uma rede de rádios, que o golpe militar ocorresse naquele ano.

Momentos como esse terão destaque em um documentário de Sílvio Tendler, que deve ser lançado no segundo semestre deste ano. Aquele episódio ocorreu depois da renúncia de Jânio Quadros. Como João Goulart, o vice-presidente, estava em missão diplomática fora do País, a cúpula militar posicionou-se para impedir a transmissão de posse para o vice. Houve um impasse e quem assumiu o país foi o presidente da Câmara, Paschoal Ranieri Mazzilli.

LEITURA DE PAÍS

De acordo com o neto de Brizola, Leonel Brizola Neto, que cedeu as imagens para o filme e que busca divulgar o legado do avô com uma associação cultural, o então governador tinha a noção da ameaça de uma ruptura democrática.

“Ele tinha uma leitura do que estava acontecendo. Naquela época, não havia a facilidade das informações que nós temos hoje. Ele entendeu e começou a organizar (a resistência). Todos os atos do Brizola foram sempre dentro da legalidade democrática”, argumenta o neto.

Em nome dessa legalidade, Brizola passou a utilizar a Rádio Guaíba, através de um ato governamental, para defender a posse do vice. Para o professor de história Adriano de Freixo, da Universidade Federal Fluminense, Brizola foi a figura central da resistência.

Freixo ressalta que houve de fato uma tentativa de golpe em 1961, orquestrada pelos que executaram o golpe de 1964.

“Quando Brizola montou a rede da legalidade, com seus discursos sendo transmitidos para todo o Brasil, ele também consegue apoio militar, do Exército no Rio Grande do Sul e da Brigada Militar gaúcha, dispostos a ir para o confronto. Isso faz, inclusive, com que outras lideranças civis se animassem a resistir”, afirmou o professor.

A “rede da legalidade”, como ficou conhecida, congregou mais de 100 rádios pelo Brasil, que passaram a retransmitir discursos pela manutenção da democracia e da legalidade.

Brizola passou a denunciar que aviões militares brasileiros teriam ordem para atirar contra o palácio do governo gaúcho. Segundo os pesquisadores ouvidos pela Agência Brasil, como conseguiu adesão de praças da própria Força Aérea boicotaram as aeronaves para que não decolassem.

FRUSTRAÇÃO

O professor Adriano de Freixo avalia que Brizola estava disposto, inclusive, a partir para o confronto, se fosse necessário. “Como ele mesmo disse em alguns depoimentos, a ideia dele era marchar para o Rio de Janeiro e dissolver o Congresso, já que parlamentares tinham sido coniventes com tentativa de golpe e garantir a posse do Jango”, afirma o professor. Foi uma decepção para Brizola ter conhecimento de que Jango concordou com uma solução conciliatória e assumiu um regime parlamentarista provisoriamente.

A frustração de Brizola com o presidente deu-se diante de um contexto político. Pesquisadores do período entendem que havia expressivo apoio popular à posse de Jango em 1961. De acordo com o sociólogo Yago Junho, que também pesquisa a trajetória de Brizola, o então governador do Rio Grande do Sul ganhou a opinião pública porque compreendeu a importância do processo de comunicação.

“A batalha política é a batalha das comunicações. Mais de 70% da população apoiava a posse do Jango e o Brizola, em relação a esse apoio popular, queria efetivamente promover mudanças. Acabou prevalecendo a conciliação e a conciliação só serviu para adiar o golpe por três anos”, analisa o sociólogo. Os pesquisadores avaliam que Brizola foi hábil, mas não contava que Jango iria curvar-se às condições dos militares.

LEGADO

Os pesquisadores da trajetória de Leonel Brizola entendem que a infância pobre no Rio Grande do Sul foi fator decisivo para as escolhas políticas do homem que foi governador de dois estados, o que ele nasceu, e o Rio de Janeiro.  Yago Junho analisa que Brizola defendeu o trabalhismo e os direitos da Consolidação das Leis do Trabalho.

O historiador Adriano de Freixo vê Brizola como uma das figuras públicas mais importantes da segunda metade do século passado.

“Ele construiu uma carreira política muito profícua. Ele defendeu melhor distribuição de riquezas, com propostas como a realização da reforma agrária, educação integral nas escolas e defesa do país diante de pressões estrangeiras”, diz

Os pesquisadores assinalam que Brizola acreditava que a educação seria a forma de gerar uma construção de uma sociedade menos desigual, tanto na gestão do Rio Grande do Sul (1959 – 1963) como do Rio de Janeiro (1983 – 1987 e 1991 – 1994).

“Essa preocupação do Brizola com uma educação de qualidade, com uma escola de tempo integral, é algo que hoje continua no âmbito de investigadores educacionais do Brasil”, afirma o historiador Adriano de Freixo. Sobre a escola em tempo integral, defendida pelo político gaúcho, o pesquisador avalia que foi uma ideia que acabou sendo combatida por diferentes setores. “Essa é uma questão central no pensamento do Brizola”.

O resultado foi que houve redução do analfabetismo com a construção de mais de seis mil escolas. “O pai dele foi assassinado. A mãe alfabetizou os filhos. Ele foi depois, com 14 anos, estudar sozinho numa escola técnica em Viamão, que é perto de Porto Alegre. “Conseguiu entrar na universidade como engenheiro”, afirma Leonel Brizola Neto.  No Rio de Janeiro, ele implementou a ideia do antropólogo Darcy Ribeiro e criou os Centros Integrados de Educação Pública (Ciep) para fazer valer a educação integral.

CONTRA O “ATRASO”

Além da educação, outra marca de Brizola foi a defesa enfática da reforma agrária. “Entendo que essa é uma questão central para aquela esquerda trabalhista do início dos anos 60: o latifúndio tinha que ser combatido. Você não consegue combater e superar o subdesenvolvimento se não superar a questão agrária”, sublinha o historiador Adriano de Freixo. O pesquisador explica que, além da necessidade de se combater as pressões internacionais, seria necessário modernizar o capitalismo brasileiro, numa defesa de uma sociedade menos desigual. “O latifúndio seria uma das causas do atraso nacional”.

O sociólogo Yago Junho crê que Brizola “pagou um preço muito alto” pelas ideias que defendia. “O final da vida dele num ostracismo tem a ver com uma incompreensão sobre o legado político dele”. Uma das acusações dos opositores é que teria havido uma política ineficaz de segurança pública e que a criminalidade aumentou. O resultado foi, segundo avalia, um final de vida no ostracismo.

VISIBILIDADE

Na defesa do legado do avô, Leonel, além do documentário, quer dar mais visibilidade às histórias do político. “A gente está agora em um outro processo para tentar digitalizar todos eles e jogar na internet para as pessoas olharem e pesquisarem”.

Leonel lembra não só do político, mas também do homem disciplinador que cobrava pontualidade, e que se divertia contando suas histórias nas festas de família. “Lembro dele me ensinando a fazer orçamento doméstico. E também plantando bananeira (ponta-cabeça no chão) em casa. Ele era um homem muito forte”, recorda o neto.

Capa da nova obra do jornalista e escritor Walmir Rosário traz a vida de Tyrone Perrucho
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Walmir retrata a vida do amigo Tyrone Perrucho

O livro Simplesmente Tyrone Perrucho – o homem que colecionava amigos, de autoria de Walmir Rosário, já se encontra em pré-vendas na livraria Amazon e estará disponível para os leitores a partir desta quinta-feira (20). Inicialmente, o livro poderá ser adquirido em formato e-book, no link https://amzn.to/3VMxFQS, no site da Amazon, onde também o leitor pode adquirir outros livros do autor.

A nova obra, explica Walmir Rosário, não tem a pretensão de apresentar ou reconstruir a história de Tyrone Carlos de Carvalho Perrucho. Por não ter a formação em história, o autor ressalta falta de conhecimento científico para realizar um trabalho que o homenageado tenha por merecimento. Deixará esta obrigação aos competentes profissionais desta área, sabedores de como construir, palavra por palavra, fato por fato, o resultado das entrevistas e a vista de documentos.

O que Walmir Rosário apresenta, na obra, é, ressalta, fruto da convivência no tempo em que ambos militavam na Ceplac, na comunicação regional, nas visitas aos muitos botequins de Itabuna e de Canavieiras, cidade em que fincou moradia a partir de 2013. São histórias, muitas que podem ser entendidas como estórias, mas que, na verdade, são fatos bem vividos e que podem ser provados facilmente com os amigos.

E o título, Simplesmente Tyrone Perrucho – o homem que colecionava amigos, foi o que o Walmir considerou o mais condizente com o homenageado, pelo seu modo singular de vida. Pouco se importava com os desafetos construídos pelas matérias no Tabu, jornal que criou com amigos e manteve por longos 50 anos, fato impensável para um jornal do interior.

Jornalista de grande saber e escrita memorável, assim que alcança a maioridade civil ingressa na Ceplac e é transferido para Itabuna, passando a residir numa pensão na rua Ruy Barbosa. E o endereço, junto ao Beco do Fuxico, o auxiliou bastante a conhecer a cidade e seus personagens, a partir do encontro em dezenas de botecos.

Aposentado, retorna a Canavieiras com a missão de continuar a dirigir o jornal Tabu, tomar sua dose diária de cerveja com os amigos e viver com toda a tranquilidade permitida. Era mestre em criar situações inusitadas, a exemplo de criar instituições etílicas e culturais, como o Clube dos Rolas Cansadas, já que a Confraria D’O Berimbau não bastava.

Viveu intensamente por longos 70 e tantos anos anos, sobreviveu a um câncer, mas esbarrou no vírus da Covid-19, durante a pandemia. Foi o homem, ficaram as histórias.

Vila Junina aquece a cidade para o Viva Ilhéus 2024 || Foto Rodrigo Macedo/PMI
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Hoje (19), a partir das 18h, o prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), apresenta a Vila Junina de Ilhéus em cerimônia na Praça Dom Eduardo, em frente à Catedral de São Sebastião. Na sequência, o forró da banda Zabumbahia vai esquentar a noite no Centro Histórico.

O tema da Vila Junina deste ano faz menção ao remake da novela Renascer, da TV Globo. A ornamentação também convida os moradores e visitantes do município a entrar no clima de contagem regressiva para o Viva Ilhéus 2024, que terá shows de 27 a 30 de junho, marcando os 490 anos da antiga Vila de São Jorge dos Ilhéus, no próximo dia 28.

A grade da quarta edição da festa tem mais de 30 atrações, a exemplo de Solange Almeida e Manu Bahtidão na quinta-feira (27), Canários do Reino e Xanddy Harmonia na sexta (28) e Dorgival Dantas e Simone Mendes no sábado (29), além de encontro de paredões no domingo (30).