Xanddy, Simone, Dorgival e Manu são atrações confirmadas no Viva Ilhéus
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A Prefeitura confirmou o retorno do Viva Ilhéus neste ano, de 27 a 29 deste mês. No ano passado, a festa foi cancelada devido à situação de emergência causada por fortes chuvas. O evento vai marcar os 490 anos da antiga Vila da Capitania de São Jorge dos Ilhéus, a ser comemorado no próximo dia 28.
As atrações já anunciadas são Xanddy Harmonia, Dorgival Dantas, Simone Mendes, Solange Almeida, Devinho Novaes e Manu Bahtidão. “Muitas outras surpresas ainda serão reveladas”, antecipou a gestão municipal. O palco do Viva Ilhéus será montado na área verde da Avenida Soares Lopes, como nas edições anteriores.
Cabeça Isidoro: "foi preciso enlouquecer para ter clareza" || Foto Ana Lee
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Dos mais inventivos e profícuos expoentes do cancioneiro popular, Cabeça Isidoro acabou de tirar do forno seu novo álbum, Panfletários, que lançará nesta sexta-feira (7), às 19h, em show aberto ao público na Praça Rui Barbosa, em frente à livraria Badauê, no Centro Histórico de Ilhéus.
No mesmo evento, ele vai estrear o monólogo A semiótica da antropofagia de um palhaço marginal, resultado da incursão do multiartista na linguagem do teatro. Experiente compositor de trilhas dramaturgas, Cabeça assume a persona de ator para dar corpo a um texto que, além de autoral, traz fortes elementos autobiográficos. “Foi preciso enlouquecer para trazer a clareza”, resume Cabeça.
“Tá chegando o dia! Nos encontramos dia 7/6 pra celebrar um modo panfletário de viver! Às 19h, na Praça Rui Barbosa, em Ilhéus, sob as asas do Badauê! É uma realização coletiva, a muitas mãos! Seguimos em frente! E, na abertura, tem teatro! Cheguem cedo”, escreveu Cabeça ao anunciar a noite de estreias em uma rede social.
Confira, abaixo, uma palinha de Frequência Certa, uma das faixas de Planfletários.
Evento será na próxima semana, nos dias 5 e 6 de junho
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O colóquio As Humanidades e a Casa Comum vai reunir pesquisadores de diferentes áreas de conhecimento nos dias 5 e 6 de junho, no auditório Professor Altamirando Marques, na Universidade Estadual de Santa Cruz, em Ilhéus. Organizado pelo Departamento de Filosofia e Ciências Humanas da Uesc, o evento marcará o Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho.
O diretor do Departamento, professor Antônio Balbino Maçal Lima, informa que o colóquio ultrapassa o interesse acadêmico e é voltado para todas as pessoas motivadas a compreender a crise ambiental e agir face às exigências que ela impõe. “A ideia é possibilitar a partilha de experiências e saberes relacionados com as mais urgentes interrogações do nosso tempo”, acrescentou.
PROGRAMAÇÃO
O auditório fica no Pavilhão Waldir Pires. A abertura do colóquio será às 8h30min do dia 5 de junho. Às 9h, a professora Christiana Cabicieri Profice vai proferir a palestra Os Nós do Antropoceno. Já a professora Anna Fridha Ott abordará, às 11h, o ecofeminismo e a agroecologização de territórios.
O colóquio recomeça às 14h, com a apresentação de Maria Medrado, Territórios, identidades e movimentos: reflexões socioambientais na contemporaneidade. A última atividade do dia será uma discussão sobre natureza e deidades, ministrada por Luís Marcelo Rusmando, em diálogo com a obra de Espinosa (1632-1677). A programação continua na quinta-feira, 6 de junho, das 8h30min às 17h. Confira na imagem.
Programação do colóquio no dia 6 de junho
O nome do colóquio faz referência à Encíclica Louvado Seja: Sobre o Cuidado com a Casa Comum (2015), do Papa Francisco. “Esquecemo-nos de que nós mesmos somos terra (cf. Gn 2, 7). O nosso corpo é constituído pelos elementos do planeta; o seu ar permite-nos respirar, e a sua água vivifica-nos e restaura-nos. Nada deste mundo nos é indiferente”, escreveu Francisco. Leia na íntegra.
Evento será na Avenida Princesa Isabel, a partir das 17h
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No próximo sábado (25), das 17h às 21h, a Avenida Princesa Isabel, em Itabuna, recebe a primeira Lavagem Cultural Monumento de Zumbi, organizada pelo Movimento Beleza Negra em parceria com a ONG Grapiúna. Com programação cultural extensa, o destaque vai para o Grupo das Baianas de Pai Gildo e a roda de capoeira, que farão a abertura do evento. A data escolhida é o Dia Mundial da África
Diversos artistas confirmaram presença, a exemplo de Rafael Gama, Larissa Profeta, Adilson Nascimento, Lúcia Helena, Non Moreira, Aldo Bastos, Naldo Poeta, Sílvia Smith, Ulisses Prudente, Lucas Oliveira e Carlos Santal.
Os visitantes também vão poder conferir a feira da Associação de Artesanato Praça das Artes, com produtos artesanais ligados à tradição afro-brasileira.
A entrada é gratuita, mas os organizadores sugerem a doação de um quilo de alimento não perecível. Mais informações podem ser obtivas pelos telefones 98819-6934 e 99115-7285, ambos com prefixo 73.
Leilão de imóvel é adiado para 19 de junho || Foto PIMENTA
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O leilão do casarão onde funcionou a Marinha Mercante, no Centro de Ilhéus, foi adiado para 19 de junho. Estava marcado para hoje (21), às 10h, mas a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) acolheu impugnação do Coletivo Preserva Ilhéus, que alertou o órgão federal sobre as particularidades do imóvel por fazer parte do Centro Histórico do município, delimitado e protegido pela Lei Municipal 2.312/1989.
‘’Portanto, é um bem que goza de proteção em âmbito municipal e, deste modo, merece a proteção e o zelo por parte do poder público’’, afirma a advogada Marta Serafim, uma das autoras da impugnação ao lado de colegas da advocacia, arquitetos e representantes da sociedade civil organizada. Dirigindo-se à Comissão Permanente de Licitação da SPU, eles observaram que o edital do leilão omitia a existência da lei citada.
Como resultado da impugnação, o edital passará a ter um anexo onde será informado aos interessados de que o imóvel é protegido por lei e, portanto, não poderá ter sua arquitetura modificada em virtude de reforma total ou parcial. Além disso, deve constar que o Conselho Municipal de Cultura terá a prerrogativa de dar ou negar anuência a qualquer intervenção no imóvel.
“A decisão da Comissão foi acertada e orientada pela transparência, essencial no trato com a coisa pública”, comemorou Marta Serafim.
Não houve alteração no lance mínimo do certame, fixado em R$ 670 mil. Segundo o Preserva Ilhéus, o prédio foi erguido no final do século 19, pelo Coronel Aureliano Brandão Pinto (Tico Pinto), e, por muitos anos, abrigou a Marinha Mercante e o Ministério dos Transportes.
Originais, Paulo Alves e Orlando Neto são as atrações do Cola na Manu neste sábado
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Sábado de arrasta-pé em Itabuna. É a sétima edição do Arraiá Cola na Manu, com Originais do Forró, Paulo Neto e Orlando Alves, a partir das 21h, no Bairro São Judas, em Itabuna. A festa vem com o seu formato inicial, com comidas típicas e a estrutura junina tradicional.
– Estou muito animada com o retorno do Arraiá Cola Na Manu, que não acontece desde 2019. Essa foi a festa que deu início à marca e é a que mais está no coração das pessoas – afirma a produtora do Arraia, Manu Berbert.
Ela lembra que o público do Arraiá Cola na Manu amadureceu junto com a festa, que volta a abrir a temporada do melhor do forró. “Hoje nós queremos um evento confortável, para reencontrar amigos e nos divertirmos. E essa é a proposta do Arraiá”, comenta Manu. A festa tem ingressos limitados, que podem ser adquiridos no site da Bilheteria Digital (clique aqui).
Maíra faz show de celebração de 1 ano de EP || Divulgação
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A cantora e compositora MAÍRA comemora 1 ano de lançamento do seu 1° álbum Trovejei, nesta sexta-feira (17), às 22h, no PUB CASA N° 1, no Barbalho. Na apresentação, que promete ser uma grande festa, a artista será acompanhada pelo violonista Jad Venttura e pela percussionista Nanny Santos.
Com influência da MPB e do samba, MAÍRA apresenta um show com músicas autorais e releituras, tendo amor e espiritualidade como temas. A entrada será vendida no local do evento. Mais informações no Instagram da artista (@artedemaira).
SERVIÇO MAÍRA no show “Trovejei” Quando: Hoje (17), às 22h Local: Pub Casa N° 1, Rua Aristides Áttico, 38, Barbalho, Salvador Entrada: R$ 15
Leandro Karnal vai proferir palestra na Semana de Inovação de Ilhéus
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Problemas de saúde forçaram a Monja Coen, referência do zen-budismo no Brasil, a cancelar a palestra que faria na abertura da Semana de Inovação de Ilhéus, na próxima segunda-feira (20). A informação foi divulgada pela Prefeitura de Ilhéus, responsável pelo evento em parceria com o Sebrae.
Para compensar a baixa na programação, os organizadores da Semana anunciaram conferência do historiador, escritor e professor Leandro Karnal, marcada para o último dia do evento, sexta-feira (24), às 18h, no Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães, localizado na Avenida Soares Lopes.
Apesar da ausência de Coen, está mantida a mesa de abertura da Semana de Inovação, na segunda-feira, às 18h, no Centro de Convenções, com a presença de Leandro Freitas (Borracharia Leandro) e Ruben Delgado, especialista em inovação e transformação organizacional.
INSCRIÇÃO
A Semana de Inovação de Ilhéus promete promover diálogos e conexões entre os principais segmentos econômicos da cidade, como indústria, comércio e serviços, turismo e economia criativa, agronegócios, micro, pequenas e médias empresas, produtores rurais e potenciais empreendedores. Faça a sua inscrição aqui.
Atividades do Hip Hop Renasce ocupam espaço cultural da Uesc
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O palco Ramon Vane, no bosque da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), vai receber, na próxima terça (14), a partir das 14h, o projeto Hip Hop Renasce, com palestras, oficinas, exposição literária e apresentações musicais. Também haverá batalha de conhecimento para rimadores do sul da Bahia. Aberta ao público, a atividade contará com tradução em Libras, em tempo real.
Já confirmaram presença os rappers Billy Fat, Jhonny Z, Moa Vênus, Patrick WP e Us Bantú’s. O microfone também será franqueado ao público.
Jornalista, historiador e um dos organizadores do evento, Pedro Albuquerque afirma que o objetivo é estimular sonhos em meio aos desafios que a maior parte da população sul-baiana enfrenta para sobreviver. “O Hip Hop Renasce Visa promover esperança diante das dificuldades sociais e, especialmente, fortalecer os jovens para que sigam seu caminho de aperfeiçoamento socioeconômico, longe das opções criminosas”, acrescentou.
As ações do Hip Hop Renasce começaram no Centro Educacional Álvaro Melo Vieira e no Colégio Estadual de Tempo Integral Jorge Amado, ambos em Ilhéus, no final de abril.
HIP HOP E CIDADANIA
O Hip Hop Renasce aposta na força do movimento que surgiu nas ruas nova-iorquinas na década de 1970 e ganhou o mundo. Em Ilhéus, recorte territorial da primeira edição do projeto, artistas da música e das artes visuais despontam com rimas e grafites e ganham cada vez mais o público que se conecta com essas linguagens.
É o caso do rapper Billy Fat, facilitador da oficina de Hip Hop do projeto. “Esse processo começa com rappers fazendo o que gostam, do jeito que podem, com uma caixa de som e um microfone na porta das escolas públicas, nas ruas. Um dia, na batalha de rap da Urbis, zona sul de Ilhéus, éramos apenas oito pessoas. Na semana seguinte, quando fizemos novamente, tinham 80 pessoas”, relembra o artista.
O projeto ainda prevê atividades no Presídio Ariston Cardoso, com oficinas profissionalizantes e artísticas, além de apresentações musicais. Este foi o único projeto aprovado no edital da Lei Paulo Gustavo, na Bahia, a contemplar ações culturais no sistema prisional. “Acreditamos que as atividades irão favorecer um caminho para a ressocialização de pessoas em regime de reclusão penitenciária e, também, uma prevenção em espaços de ensino, para coibir o aumento do índice de violência e outros crimes”, explica Pedro Albuquerque.
A iniciativa foi contemplada nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal.
Obra de Glicéria Tupinambá é destaque na Bienal de Veneza || Foto Rafa Jacinto, da Fundação Bienal de São Paulo
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Um projeto que reúne obras de artistas indígenas do sul da Bahia é um dos destaques na Bienal de Veneza, na Itália. A 60ª Exposição Internacional de Arte fica em cartaz até 24 de novembro. É a Foreigners Everywhere, a Estrangeiros em Todos os Lugares numa tradução livre. O evento conta com obras de 332 artistas de vários países.
Composto por obras como Okará Assojaba e Dobra do tempo infinito, de Glicéria Tupinambá, também conhecida como Célia Tupinambá; e Equilíbrio, de Olinda Tupinambá, o projeto baiano é destaque no Pavilhão Hãhãwpuá, destinado aos artistas brasileiros. O Pavilhão tem a curadoria de Arissana Pataxó, Denilson Baniwa e Gustavo Caboco Wapichana.
Os indígenas do sul da Bahia estão na Bienal de Veneza com o Projeto Ka’a Pûera, que significa “Nós Somos Pássaros Que Andam”. Ka’a Pûera também que dizer: um lugar, uma floresta desmatada, mas que se regenera depois de um tempo, segundo afirmam indígenas.
Com as obras Okará Assojaba e Dobra do tempo infinito, Glicéria Tupinambá compartilha suas visões sobre a relação entre humanidade, natureza e memória. A Dobra do tempo infinito é uma videoinstalação onde são transmitidos saberes por meio de processo de produção de redes de arrasto e outras atividades cotidianas indígenas. “A obra inclui a produção de seis vídeos, um trabalho desenvolvido pelos próprios indígenas”, conta o itabunense Augusto Santos, que se denomina artista de Imagem Digital.
A outra obra é composta por um manto tupinambá e redes de arrasto. O manto (foto abaixo) é considerado símbolo sagrado. Ele é utilizado em rituais por pajés, majés e caciques. A vestimenta disponibilizada na exposição na Itália é a terceira confeccionada por Glicéria. A primeira foi produzida em 2006 e doada para o Museu Nacional. A segunda foi confeccionada em 2021 para Funarte, em São Paulo.
Glicéria Tupinambá tem obra exposta na Bienal de Veneza || Foto Fundação Bienal de São Paulo
Augusto Santos participou do processo de uma das obras exibidas da Bienal de Veneza, promovendo oficinas para que os indígenas fizessem as filmagens das atividades de transmissão de saberes e das entrevistas com personagens da comunidade. O itabunense relata ainda que fez a produção e edição dos vídeos que estão sendo exibidos na amostra.
Outra obra indígena que está impactando quem visita o Pavilhão Hãhãwpuá, na Itália, é a Kaapora- o chamado das matas, entidade que também é mobilizada na videoinstalação “Equilíbrio”. De autoria de Olinda Tupinambá, a obra apresenta um retrato da condição humana na terra e uma discussão crítica da relação destrutiva da civilização com o planeta do qual depende.
Olinda Tupinambá ajuda a contar a história do povo indígena brasileiro || Foto Maurício Requião
Entre os visitantes da amostra está o ex-vice-prefeito de Itabuna e Superintendente de Economia Solidária da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia, Wenceslau Junior, que está de férias com a família na Itália. “Estamos aqui nesta sexta-feira, 3 maio, na Bienal de Veneza, eu e Márcia (Márcia Rosely Oliveira, esposa), visitando o Pavilhão do Brasil. É muito importante esse resgate da história tupinambá, do povo da Serra do Padeiro e de Olivença. Parabenizar Célia Tupinambá por resgatar essa cultura ancestral. Essa arte de construir esse manto sagrado”.
De acordo com Wenceslau Junior, é muito importante resgatar a dívida histórica que o Brasil tem com o povo indígena tupinambá. “Sobretudo no que diz respeito a demarcação imediata das terras das comunidades de Olivença e Serra do Padeiro. A luta continua. Demarcação já”, defende em vídeo enviado ao PIMENTA. Ele também destacou o trabalho feito por Augusto Santos, que promoveu as oficinas e editou os vídeos.
Casal Wencelau Júnior e MárciaRoseli visita exposição com obras de indígenas na Itália || Foto Divulgação
QUEM SÃO AS ARTISTAS
Glicéria Tupinambá nasceu em 1982, na Serra do Padeiro. Ela está fazendo mestrado no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O projeto Nós Somos Pássaros Que Andam, que está na Bienal de Veneza, garantiu à artista a 10ª edição da Bolsa de Fotografia ZUM/IMS. Ela também foi vencedora do Prêmio Pipa 2023.
Olinda Tupinambá é artista, jornalista, documentarista, cineasta e ativista ambiental. Ela é da terra indígena Tupinambá de Olivença, em Ilhéus, mas atua na comunidade Pataxó Hã-hã-hãe, na aldeia Caramuru-Paraguaçu, em Pau Brasil, onde mora. Em 2020, Olinda participou, na Pinacoteca de São Paulo, da exposição Véxoa: nós sabemos.
Arautos do Rei fazem show em frente à Catedral de São Sebastião
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O grupo Arautos do Rei, referência da música gospel brasileira, será a principal atração das celebrações dos 25 anos da Associação Bahia Sul da Igreja Adventista do Sétimo Dia, hoje (4), a partir das 17h, em frente à Catedral de São Sebastião, no Centro Histórico de Ilhéus. A apresentação será aberta ao público.
Com 62 anos de história, os Arautos do Rei são expoentes da música à capela, que usa somente a voz nas composições. Consagrado na formação de quarteto, hoje o grupo é um quinteto, Fernando Santos, Fernando Menezes, Denis Versiani, Robson Rocha e Jader Santos.
Abaixo, assista ao show de comemoração de 60 anos dos Arautos do Rei, Entre Nós, com produção da gravadora Novo Tempo.
A cantora Laísa Eça no clipe de Salto ao Pôr do Sol || Foto Anderson Costa
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A cantora Laísa Eça acabou de lançar o videoclipe de Salto ao Pôr do Sol, música de seu primeiro álbum, Pele Crua, de 2023. Nascida em Itabuna e radicada em Ipiaú, ela escolheu a cidade do Médio Rio de Contas como cenário do clipe dirigido pelos cineastas Edson Bastos e Henrique Filho.
Foi a influência do irmão, Allan Eça, que estimulou os sentidos de Laísa para a música. Ele era baixista da Farol Blues Band, criada em Ilhéus na década de noventa. Na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), onde graduou-se em Comunicação Social, Laísa teve o primeiro contato com os futuros companheiros da banda Manzuá. Com o grupo, lançou Camaleão Laico e Memórias do Rio Cachoeira. Após sete anos, Laísa deixou a banda e, em 2022, investiu na carreira solo.
Laísa, Edson e Henrique durante a produção do clipe || Foto Anderson Costa
Música do ilheense Gabriel Barros, Salto ao Pôr do Sol é a última das cinco faixas do EP Pele Crua, cuja produção também é assinada por Gabriel. Segundo Laísa, no clipe, Edson e Henrique propõem um olhar sobre o cotidiano de Ipiaú e arredores, dos espaços urbanos às matas banhadas pelo Rio de Contas. A obra foi produzida por meio do Edital Cine Dren, do Município de Ipiaú, com recursos do Ministério da Saúde provenientes da Lei Paulo Gustavo (Lei 125/2022). Assista.
Teatro tem novas taxas de ocupação || Foto Clodoaldo Ribeiro/PMI
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O prefeito Mário Alexandre (Marão) regulamentou, por meio do Decreto n°. 027, de 29 de abril de 2024, os preços de ocupação do Teatro Municipal de Ilhéus. A regulamentação estabeleceu taxas diferentes para produções regionais e de fora do sul da Bahia.
Segundo o decreto, para eventos organizados por grupos locais e regionais, a diária sai a R$ 1.500. Já os produtores de outras regiões vão pagar R$ 2.000. Nos dois casos, a reserva deverá ser feita com, pelo menos, 30 dias de antecedência da apresentação, mediante o pagamento de 50% do preço de uso. Será cobrada taxa de 30% desses valores por cada dia de ensaio.
O cancelamento do evento, pelo proponente, sem aviso prévio com ao menos 15 dias de antecedência em relação à data do evento, acarretará em multa no valor da caução indicada no decreto (R$ 750 ou R$ 1.000, a depender da origem do proponente).
ISENÇÃO
O decreto prevê isenção da taxa de uso para eventos promovidos com o apoio da administração pública municipal, estadual ou federal, mas estabelece que o benefício não pode ultrapassar 20% da programação mensal do Teatro. Por exemplo, caso o espaço tenha dez atividades agendadas em determinado mês, as isenções do mesmo período serão limitadas a dois espetáculos.
O artigo 3 do Decreto define que são considerados eventos de natureza cultural as apresentações, shows, exibições de filmes, oficinas e exposição artísticas, seminário etc. Acesse a íntegra.
Alcântara entrega placa a Zico em visita do astro rubro-negro ao Itabunão
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O ídolo Zico pôde fazer uma viagem no tempo e relembrar quando esteve em Itabuna, há 45 anos, para um amistoso contra o Dragão do Sul, no estádio Luiz Viana Filho (Itabunão). Ontem (18), o ídolo veio a Itabuna para palestra corporativa, no Centro de Cultura Adonias Filho.
Recepcionado pelo secretário de Esportes, Alcântara Pellegrini, o ex-jogador de futebol visitou o Itabunão, que está em obras. Além de elogiar a ação de reforma do estádio, hoje batizado Fernando Gomes, ele relembrou fato ocorrido quando da sua visita a Itabuna, em fevereiro de 1979, para o amistoso.
– A gente aqui tem uma história bacana com um torcedor. Chegamos ao aeroporto, que estava lotado e um torcedor seguiu o ônibus de bicicleta. Nós o tiramos da bicicleta e o botamos dentro do ônibus da delegação pela janela e ele foi com a gente até o hotel. Não sei que fim levou a bicicleta, sei que ele ficou feliz da vida – relembra.
Zico é entrevistado por Sílvio Roberto após jogo contra o Itabuna || Foto Acervo
Na visita às obras do Itabunão, o secretário José Alcântara Pellegrini homenageou o craque do Flamengo com uma placa dourada com referência à sua trajetória esportiva e como cidadão. “Procuramos dizer da importância de Zico para o Brasil, por tudo que fez como atleta e faz como ser humano”, declarou Pellegrini.
Zico conversa com o prefeito Augusto Castro e o secretário Alcântara, também ele ex-jogador de futebol
O ídolo rubro-negro teve uma noite para relembrar causos, também, nos bastidores, quando recebeu profissionais liberais, jornalistas e o prefeito Augusto Castro. Até mesmo torcedores de outros times se renderam ao craque e foram ao CCAF para um autógrafo do ex-jogador e técnico de futebol.
Artista apresenta o álbum Autoridade Dona Val || Foto Thames Vieira
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Tacila Mendes
A atriz, cantora e compositora ilheense Valderez Teixeira, Dona Val, acaba de lançar o seu primeiro disco autoral, Autoridade Dona Val. Quando o álbum ainda estava no processo de gravação, uma de suas músicas, “Adeus, minha borboleta”, foi escolhida pela TV Globo para ser cantada na novela Renascer, pela personagem Maria Santa, na icônica cena do primeiro encontro romântico com José Inocêncio, na beira do rio. “Me sinto feliz pela música já estar ganhando o mundo”, comemora a artista de 87 anos, moradora do bairro Salobrinho. O disco está disponível nas principais plataformas digitais (Spotify, Amazon Music, YouTube Music, Apple Music, e outras).
“Com a ajuda de Deus e das pessoas amigas, consegui gravar o disco. É uma emoção muito grande, porque uma pessoa que veio de onde eu vim, que nunca frequentou aula de música, aí aparece a oportunidade de gravar o disco autoral, é como um prêmio”, celebra.
Embaladas pelo ritmo do samba, as músicas trazem a poesia do cotidiano, do amor pela família, da autoafirmação e da fé de Dona Val. “São sete composições, e eu escolhi todas. Eu continuo compondo e espero continuar gravando”, conta ela, que costuma anotar as letras no caderno vermelho onde tem escrito “Autoridade Dona Val” – inspiração para o nome do disco – e onde está registrada cada letra da artista.
HÁ 31 ANOS
A vida artística de Dona Val remonta à primeira versão da novela Renascer (TV Globo, 1993), quando a artista nata teve a sua primeira oportunidade nas telinhas, aos 56 anos de idade. A vida parece ter esperado esse momento propício para lançar a artista no mundo. A partir daí, ganhou as telonas com participações em filmes como “Eu me lembro” (Edgard Navarro, 2005) – que lhe rendeu o prêmio Candango de Cinema de melhor atriz coadjuvante – “Estranhos”(Paulo Alcântara, 2007), “Quincas Berro D’água” (Sérgio Machado, 2010) e do curta-metragem “Ensolarado” (Ricardo Targino, 2010).
Dona Val, que já exerceu o ofício de lavadeira, nasceu na zona rural de Ilhéus, e o convívio com trabalhadoras/es nas roças de cacau registrou para sempre os cantos de trabalho em sua memória, tornando-a uma referência em músicas populares do cacau. Foi assim que, em 2000, participou do disco nº 3 da coletânea Bahia Singular e Plural, lançado pelo Irdeb para registrar as tradições populares baianas.
Foi a principal colaboradora para o repertório de releituras de cantos de trabalho da lavoura cacaueira, empreendidos pela banda Mulheres em Domínio Público, em 2011. Ela participa do disco “Sindô lê lê”, lançado em 2018 nas plataformas digitais, e dos videoclipes e documentário musical da banda, disponíveis no canal do Youtube do grupo.
PRODUÇÃO COLABORATIVA
O disco Autoridade Dona Val tem apoio da da Pró-Reitoria de Extensão e do Laboratório de Comunicação Social da Universidade Estadual de Santa Cruz, onde foi gravado. A produção executiva é de Tacila Mendes e a produção musical contou com o trabalho colaborativo de Cristiane Passos, Aderson Marcelo, Cabeça Isidoro e Tacila Mendes. Foto e capa do disco são assinados por Thames Vieira.
Todos os músicos participam do disco de forma voluntária, somando seus talentos para as composições da artista. São eles: Herval Lemos e Edilson Alencar (violão), Mailton Figueiredo (baixo), Ticiana Belmonte (percussão), Daniel Mendes (cavaquinho), Quaty (guitarra), Danilo Ornelas (rabeca), Almerindo Silva, Rodrigo Gomes e Murillo Gomes (percussão) e samples de Lula Soares Lopes. Os backing-vocals foram cantados pelas cantoras da banda Mulheres em Domínio Público: Cris Passos, Geisa Pena, Ingrid Luíse e Tacila Mendes.
Já a captação e programação de samples foram feitas por Eli de Arruda e mixagem e masterização de Ismera (Canoa Sonora). O disco contou com apoio de Emiron Gouveia. Acompanhe as novidades no Instagram @donavaloficial, e no canal do Youtube.