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Orquestra Neojiba terá patrocínio da Cielo em turnê pelo nordeste.
Orquestra Neojiba terá patrocínio da Cielo em turnê pelo nordeste.

Uma das mais bem-sucedidas experiências na área cultural e de inclusão social na Bahia, a Neojiba ganhou patrocínio de R$ 900 mil da Cielo para apresentações da orquestra juvenil Castro Alves (OCA) por sete capitais nordestinas. A turnê inclui apresentações em Aracaju, Maceió, João Pessoa, Recife, Natal e Fortaleza.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (21), durante ensaio no TCA, quando foi assinado o contrato entre o programa e a empresa. Com a presença do secretário de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, Geraldo Reis, do maestro Ricardo Castro e do vice-presidente da Cielo, Manoel Pinto de Souza, entre outros executivos da empresa e do Banco do Brasil, os jovens apresentaram algumas peças que serão levadas à turnê.

“O primeiro desafio da turnê começa hoje”, exclamou Cássio Bittencourt, 22 anos, maestro da OCA, diante da plateia repleta de autoridades públicas. Ele se referia à execução da obra Abertura Festiva, de Shostakovich, que será apresentada durante a Turnê Nordeste e considerada um dos principais desafios para o grupo.

Ao apresentar a OCA aos convidados presentes no ensaio, o maestro Ricardo Castro, idealizador do programa, lembrou que os músicos da OCA são a primeira formação dentro do programa Neojiba. “A OCA é nosso orgulho. Vocês são realmente o retrato fiel do Neojiba, o resultado do nosso trabalho”, disse.

O Neojiba é um projeto de excelência do Governo do Estado, criado em 2007 por iniciativa do maestro Ricardo Castro, na gestão do ex-governador Wagner, e que ganha força na atual gestão do governador Rui Costa, com a ampliação do projeto Neojiba nos Bairros, que leva música e cidadania para meninos e meninas em condição de vulnerabilidade social nas áreas de Bases Comunitárias de Segurança no Estado.

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Morro de São Paulo tem festival anual de música.
Morro de São Paulo tem festival anual de música.

A sexta edição do Festival de Morro de São Paulo já tem data definida. A festa será realizada de 30 de outubro a 1º de novembro, reunindo atrações locais e nomes nacionais da MPB.

De acordo com o prefeito de Cairu, Fernando Brito, a festa deste ano resgatará o conceito original do festival, com nomes nacionais e expressões folclóricas do baixo-sul baiano.

O evento terá dois palcos, com shows à tarde (Vila) e à noite. A grade de shows será divulgada até o início de setembro, de acordo com o prefeito.

Desde quando começou, o Festival do Morro reuniu nomes como Nando Reis, Maria Gadú, Jorge Vercillo, Vanessa da Mata e Carlinhos Brown. Atualizado às 17h10min.

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Guriatã IIA Academia de Letras de Itabuna (Alita) lançará nesta quarta-feira (19), a partir das 19 horas, no auditório da FTC, a Revista Guriatã.

A publicação, inédita entre as instituições do gênero na região, foi editada pela Libri Editorial e reúne artigos, ensaios, poesias e discursos, entre outros textos escritos por imortais da Alita e demais nomes notáveis da literatura regional.

Para a diretoria, o primeiro número da revista marca um momento histórico, sobretudo neste ano em que se comemora o centenário do patrono da Academia, o saudoso escritor Adonias Filho.

Entre os autores que assinam textos na “Guriatã”, estão Cyro de Mattos, Ceres Marylise e Ruy Póvoas, além de confrades que partiram neste ano, como Hélio Pólvora e Consuelo Pondé.

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20anos_tpi​As comemorações pelos 20 anos do grupo Teatro Popular de Ilhéus (TPI) prosseguem nesta semana com a apresentação, na próxima quinta-feira (20), às 19h, do “3 Encena”, na  tenda localizada na Avenida Soares Lopes. A proposta é que grupos de três atores relembrem, no palco da Tenda, cenas de montagens feitas pelo TPI ao longo desses anos.

Serão relembrados trechos das peças “O Fiscal e a Fateira” (2002), “Sgnarello, o Corno Imaginário (2002)”, “O Quadro” (2003), “Os Fuzis da Senhora Carrar” (2005), “Vida de Galileu” (2011), “O Inspector Geral” (2011) e “1789 – Ópera Afro-Rock” (2013).

A classificação indicativa é livre e o ingresso individual pode ser adquirido na bilheteria da Tenda ao valor de R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)

Fundado em 1995, por Équio Reis, o grupo nasceu com o anseio de dialogar com as comunidades de Ilhéus, excluídas do processo de produção e consumo de bens culturais. Suas montagens já circularam pelo Brasil, caindo no gosto da crítica especializada.

Inaugurada há dois anos, a Tenda do TPI é administrada pelo Teatro Popular de Ilhéus. A programação (http://goo.gl/raAgxB) é mantida através do Programa de Apoio a Instituições Culturais de Ações Continuadas do Fundo de Cultura da Bahia.

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Rui assegura apoio a Moura na produção de Marighella (Foto Carla Ornelas).
Rui assegura apoio a Wagner Moura na produção de filme sobre Marighella (Foto Carla Ornelas).

O ator baiano Wagner Moura vai dirigir um filme sobre um dos maiores personagens da luta armada contra a ditadura militar no país, Carlos Marighella. Ontem, Wagner reuniu-se com o governador Rui Costa em busca de apoio para a produção cinematográfica da qual será diretor.

O projeto do filme foi apresentado ao governador. “É uma passagem importante da luta contra a ditadura, que vai ser contada com um personagem baiano e imagens da Bahia. Será sucesso sem dúvida e vamos apoiar”, disse Rui.

Wagner Moura disse que a proposta é fazer um filme de ação atraente para o público e possibilite às pessoas “conhecer a história desse baiano”. Com o apoio garantido, o ator e diretor de cinema falou de expectativas quanto à produção: “É muito bom ter o apoio do governo do Estado e espero que possamos fazer um grande filme”.

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Caboco Alencar foi homenageado por Helenilson (Foto Daniel Thame).
Caboco Alencar foi homenageado por Helenilson (Daniel Thame).

A noite de 7 de agosto de 2015 vai ficar marcada na história da cidade com o evento realizado pelo Shopping Jequitibá, em Itabuna. Numa cerimônia tríplice, o centro de compras deu nomes às suas avenidas e praças com homenagens a personalidades regionais, inaugurou o Balcão de Justiça da Vara da Infância e da Juventude e adotou a Praça Pastor Hélio Lourenço, localizada na confluência das avenidas Aziz Maron e Félix Mendonça.

A praça será revitalizada pelo Jequitibá com projeto doado pela arquiteta Débora Santa Fé e com apoio do Grupo Sul da Bahia em Ação.

De uma lista inicial de mais de 40 nomes, foram selecionados 13 para receber as homenagens, sendo representados pessoalmente as personalidades vivas e por familiares os já falecidos. Foram homenageados Ailton Messias, Alencar Pereira, Antonio Haeckel de Faria, Calixto Midlej Filho, Clodomir Xavier de Oliveira (Ubaitaba), Conceição Lopes (Ilhéus), Euclides Neto (Ipiaú), José Firmino Alves, José Soares Pinheiro, Lourdes Lucas (Itajuípe), Manoel Souza Chaves, Otaciana Pinto e Ottoni Silva.

Dirigentes e personalidades participaram de homenagens (Foto Daniel Thame).
Dirigentes e personalidades em homenagens (Blog do Thame).

O “Cabôco” Alencar Pereira, que nomina apropriadamente a Praça de Alimentação, estava i feliz com a homenagem do shopping, de onde só saiu com a esposa Neusa, quando foi expulso porque o equipamento teve que fechar as suas portas. “Estou imensamente grato pela lembrança e muito feliz por rever tantos alunos repetentes que frequentam as aulas no ABC da Noite e vieram prestigiar o amigo”, disse o Rei do Beco do Fuxico.

O diretor do Grupo Chaves, Helenilson Chaves, destacou a iniciativa como a preservação da memória e o reconhecimento de pessoas que contribuíram com o desenvolvimento de Itabuna e da região.

Do Blog do Thame

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Carol Nakamura grava matérias de entretenimento para o Faustão (Foto Reprodução).
Com o Morro de Pernambuco ao fundo, Carol Nakamura posa para foto antes de reportagens (Foto Reprodução).

O programa Domingão do Faustão virou sócio de Ilhéus. A bailarina e repórter Carol Nakamura, que grava para a atração da Rede Globo, está em Ilhéus desde ontem (6).

Por aqui, gravou com atores que interpretam personagens das obras de Jorge Amado no Bataclan, visitou a casa de cultura Jorge Amado e o bar Vesúvio e lotou o facebook de selfies com populares.

No dia 28 de junho, aniversário da cidade, o programa de Fausto Silva veiculou um vídeo com imagens das praias e pontos turísticos da cidade.

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Artistas e alunos interagem no campus Jorge Amado, em Itabuna (Foto Felipe de Paula).
Artistas e alunos interagem no campus Jorge Amado, em Itabuna (Foto Felipe de Paula).

As artes geram conhecimento ou lazer? Os estudantes do Bacharelado Interdisciplinar (BI) em Artes da Universidade Federal do Sul da Bahia estão aprendendo qual é a resposta: os dois. O cotidiano do Campus Jorge Amado vem sendo tomado pelas artes. Na próxima terça à noite (4), Rans Spectro, vocalista da Banda OQuadro, estará presente no campus para um papo sobre Hip-hop: arte, território e identidade.

O Universarte surgiu como uma proposta dos estudantes para criar um espaço das artes dentro do campus. Os talentos da comunidade acadêmica se juntam a convidados para que, por meio da música, da poesia, do desenho, da interpretação, todos possam apreciar a arte feita no sul da Bahia, valorizá-la e desenvolvê-la.

Rans Spectro, d´OQuadro, bate papo na UFSB na terça (Foto Divulgação).
Rans Spectro, d´OQuadro, bate papo na UFSB na terça (Foto Divulgação).

A professora Cynthia Santos Barra, coordenadora do BI em Artes no Campus Jorge Amado, acredita que esta iniciativa traz um imenso ganho, “tanto para o curso, que ganha um espaço de reafirmação de sua capacidade produtiva, criativa, quanto para a região, que vê sua arte sendo vivenciada, a princípio, no espaço acadêmico e, em seguida, nas ruas, praças e escolas das nossas cidades”.

Aqueles que desejarem conhecer mais do projeto e acompanharem sua programação, podem seguir a página do Universarte: https://www.facebook.com/universarteufsb

A visita de Rans Spectro, da Banda OQuadro, faz parte de uma iniciativa do professor Felipe de Paula, como parte das atividades do componente Campo das Artes: saberes e práticas. “Como esse componente se destina a ser o primeiro contato dos graduandos em Artes com sua área de formação, pensei: por qual motivo não deveríamos debater alguns conteúdos do curso com artistas da região? Nessa lógica, já recebemos a poeta Daniela Galdino, os atores Ely Izidro e Márcia Mascarenhas e, agora, é a vez de Rans Spectro”, afirma o professor.

Com o tema Hip-hop: arte, território e identidade, Rans estará presente na turma de Campo das Artes falando sobre os modos que a arte do hip-hop dialoga com a identidade de um território, de suas vivências com OQuadro na relação com a constituição de uma arte universal que também não deixa de ser sul baiana.

O papo acontece na noite de terça, a partir das 19 horas. “Embora seja uma ação direcionada aos estudantes de artes, todos serão bem vindos para integrar forças na construção do conhecimento. A universidade, suas ações e saberes, são públicos”, afirma Felipe de Paula.

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Cena de Virgens a Deriva, que será encenada nesta sexta e no sábado na Tenda do TPI.
Cena de Virgens a Deriva, que será encenada nesta sexta e no sábado na Tenda do TPI.

Nesta sexta-feira (31) e no sábado (1º), às 20h, acontece na Tenda Teatro Popular de Ilhéus, localizada na Avenida Soares Lopes, a “Dobradinha Cênica”, com apresentação seguida de dois espetáculos da Cia. Teatral Palco (Itabuna): Sombras da Ouvidor e Virgens à Deriva.

O ingresso, que dá direito a conferir as duas apresentações num só dia, custa R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) e pode ser adquirido na bilheteria da Tenda. Nas histórias, a dúvida sobre o destino de personagens femininas, em situações diferentes. A classificação indicativa é de 14 anos.

TENDA
Inaugurado há dois anos, o espaço é administrada pelo Teatro Popular de Ilhéus, uma das 15 instituições apoiadas pelo programa Ações Continuadas a Instituições Culturais, iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) através do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA).

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OQuadro faz show em Itabuna no dia 8, n´O Bosque.
OQuadro faz show em Itabuna no dia 8, n´O Bosque.

Cada vez mais consolidada entre os nomes mais relevantes do hip-hop e da música independente nacional, a banda OQuadro, após mais uma turnê na Europa, faz show em Itabuna, no espaço O Bosque, no próximo dia 08 de agosto.

Para o evento, o grupo ilheense traz a sua intensa musicalidade, letras sagazes e o peso do grave, que ajudaram a tornar bastante peculiar o seu som, e a conquistar fãs e admiradores em várias partes do Brasil – e do mundo.

Compõem a festa a banda itabunense Pastilhas, o projeto de música eletrônica Àttoxxa, e os seletores musicais do coletivo Afropangua.

Uma interessante alternativa de entretenimento para Itabuna e região, e que, com certeza, agitará a cidade.

Os ingressos custam R$ 20 e estão à venda a partir de sexta-feira (24), na Livraria Papirus (Ilhéus) e Lojas Backdoor (Itabuna e Ilhéus). O evento é uma realização da Isé Música Criativa e Target.

 

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marivalguedesMarival Guedes | marivalguedes@gmail.com

Para driblar a censura, Chico Buarque adotou o pseudônimo Julinho da Adelaide. Com três composições, foi delatado e os censores passaram a exigir documentos. Morreu Julinho.

Designado a solicitar liberação das músicas de um festival em Itabuna, fui à Divisão de Censura de Diversões Públicas da PF em Salvador. O agente proibiu a letra de uma composição e esbravejou: vai ter gente nossa lá, se tocar o festival acaba.

Não se tratava de ameaça, era um aviso. Estávamos em 76, período da cruel ditadura militar. Grupos paramilitares havia invadido o teatro Ruth Escobar e espancado atrizes e atores da peça Roda Viva (Chico Buarque e José Celso Martinez).

Já na gravadora Philips, o Exército quebrou os compactos da música Apesar de você. A canção havia sido liberada, mas Sebastião Nery publicou em sua coluna que seus filhos cantavam como se fosse o Hino Nacional.

O jornalista foi intimado e o censor que liberou punido. Chico, quando interrogado, disse que a composição se refere a uma mulher mandona e autoritária.

Tragicômico era o nível de conhecimento de quem julgava o que população poderia ter acesso. Por exemplo, o livro O vermelho e o negro foi proibido por que o título parecia “coisa de comunista”. A obra é do francês Stendhal, escrita em 1830.

Outra hilária, agentes do Dops invadiram o Teatro Municipal de SP para prender o autor de Electra, o subversivo Sófocles. “Ficou difícil”, o dramaturgo morreu na Grécia há quase 2.500 anos.

Para driblar a censura, Chico Buarque adotou o pseudônimo Julinho da Adelaide. Com três composições, foi delatado e os censores passaram a exigir documentos. Morreu Julinho.

Ainda sobre Chico, no autoexílio na Itália recebeu a visita de Toquinho que compôs uma música e pediu pra ele escrever a letra. Nasceu Samba de Orly. Quando retornou ao Brasil, mostrou a Toquinho na presença de Vinicius.

Só para participar, o poeta pediu pra trocar os versos pede perdão/ pela duração dessa temporada, argumentando que a frase era muito branda para quem passou tanto tempo na Itália. E sugeriu: “Pede perdão/Pela omissão um tanto forçada.”

A censura cortou exatamente estes versos. Quando Toquinho telefonou pra Vinicius, ele respondeu: “a frase eles podem proibir, mas a parceria não.” E o nome do poeta foi mantido na autoria.

Marival Guedes é jornalista e escreve crônicas semanais no Pimenta.

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Caboco Alencar aguarda clientela na festa  (Foto Daniel Thame).
Caboco aguarda clientela na festa (Foto Daniel Thame).

Domingos Matos

No próximo dia 28, Dia da Cidade, o ABC da Noite, o bar mais emblemático de Itabuna, comemora 53 anos de existência. Embora o aniversário coincida com o do município, que completa 105 anos, a festa do ABC da Noite será antecipada para esse sábado, dia 25.

Como manda a tradição, Alencar Pereira da Silveira, ou simplesmente Caboco Alencar, comanda a festa com seus “alunos repetentes”, aqueles que fazem questão de não decorar o ABC para terem motivos de “visitar a escola” todos os dias.

A festa começa às 11 horas mas, contrariando a regra da casa, não tem hora marcada pra acabar. Haverá no meio da rua um microfone e um sistema de som, para quem quiser fazer qualquer declaração de amor ao bar, em forma de música, poesia ou simplesmente brindar e parabenizar pelos relevantes serviços prestados ao longo dessas mais de cinco décadas.

MAIS QUE UM BAR, UMA INSTITUIÇÃO

Reduto da boemia diurna itabunense, o ABC da Noite recebe de braços abertos poetas, políticos, médicos ou pedreiros. De braços abertos, mas sem muita demora. É mais que um bar, é uma instituição. Por isso mesmo, tem regras (muito) próprias.

“Aqui a hora é dita: das 11 às 12h30min e das 17 às 19 horas. E é pra ser cumprida”. Com esse amistoso anúncio na parede externa, tudo já fica mais do explicado: cada um faça por onde conseguir suas doses de batidas no menor espaço de tempo possível.

Os que preferem garantir um estoque regulador, encomendam a bebida em litros. Assim, mesmo se der 19 horas e o sino tocar, e todos forem gentilmente convidados a sair, há a esperança de continuar bebericando a saborosa bebida.

Porém, nada se comparará ao prazer de fazer esse exercício espremido no pé do balcão, de olho no relógio da parede – hora oficial do Caboco – para sentir o mesmo prazer renovado por mais uma tarde-noite de ABC.

REPETENTES – COM MUITO PRAZER

No fundo, apesar de ele nos lembrar que voltamos lá todos os dias movidos pelo vício, o certo é que nada se compara com beber uma batida de limão – ou de maracujá, de gengibre, de pitanga… – ouvindo a prosa de Caboco Alencar.

Se bem que o Caboco tem razão. Somos todos viciados em estudar – e repetir de ano – nessa escola chamada ABC da Noite.

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Waldeny lançará obra em Itabuna.
Waldeny lançará obra em Itabuna.

O jornalista, radialista e escritor Waldeny Andrade lança no próximo dia 30, às 18 h, no foyer da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), na Praça Laura Conceição, o livro A Ilha de Aramys – 40 anos de eleições em Itabuna. A obra, editada pela Via Litterarum, contém 300 páginas e alterna ficção, inspirado num fato ocorrido em Itabuna na segunda metade do século passado, e realidade ao enfocar 40 anos de eleições neste município.

O escritor aborda a política sucessória e narra um caso real daquela época. No primeiro aspecto, ele utiliza nomes e situações fictícias para preservar descendentes de uma família tradicional da época. No segundo, ele enfoca 40 anos de eleições neste município, desprezando a ordem cronológica dos fatos da política e se aprofundando no tema eleitoral e partidário, com suas injunções, interesses, intrigas e disputas aéticas.

Waldeny questiona o fato de Itabuna ser uma cidade pujante, mas de representação política frágil, resultando numa gigantesca dicotomia entre a iniciativa privada e as gestões públicas. Clama pelo Rio Cachoeira, que vem agonizando por ser o canal de quase todo esgotamento sanitário da cidade. Por fim, “A Ilha de Aramys – 40 anos de eleições em Itabuna” deixa uma mensagem de advertência para as gerações de hoje e as futuras.

Por 29 anos Waldeny Andrade viveu no caldeirão da política itabunense, atuando no jornalismo, dirigindo jornal e emissora de rádio. Ao aposentar-se, foi morar em Ilhéus sem se desligar de Itabuna, onde continuou, como eleitor e atento para o que acontecia, na área que mais lhe fascina, acompanhando mais três eleições municipais.

VIDAS CRUZADAS

No seu primeiro livro, Vidas cruzadas – Confissões de um enfermo, ambientado em Ilhéus e com edição já esgotada, o escritor fala de aspectos do cotidiano do radiojornalismo policial, lances ousados no empreendedorismo e amores na São Jorge dos Ilheos.

A obra tem como personagem-narrador Altamirando Gouveia da Silva, que ficou internado por 64 dias em um hospital da capital baiana, quando rememora fatos ocorridos no eixo Ilhéus-Itabuna nas décadas de 50 e 60. “Vidas Cruzadas… é uma mistura de realidade e ficção. E as décadas escolhidas representam o que o homem de comunicação considera o fim da ‘Era dos Coronéis do Cacau’, uma época de ouro”, define o escritor.

A obra, também editada pela Editora Via Litterarum, foi lançada, em 2013, na 2ª Bienal do Livro de Salvador. Atualmente, o jornalista Waldeny Andrade já trabalha seu terceiro livro, que é ambientado na zona rural do sul da Bahia, precisamente na Serra do Padeiro, na confluência dos municípios de Ilhéus, Una e Buerarema, abordando aspectos sociais e humanos dos índios Tupinambás.

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Teodorico Majestade nos palcos de Ilhéus e Itabuna (Foto Karoline Vital).
Teodorico Majestade nos palcos de Ilhéus e Itabuna (Foto Karoline Vital).

Um dos grandes sucessos do Teatro Popular de Ilhéus está de volta. A peça teatral Teodorico Majestade – As últimas horas de um prefeito será apresentada na próxima sexta-feira (17), às 20h, na Tenda Teatro Popular de Ilhéus, localizada na Avenida Soares Lopes.

Já no sábado (18) e domingo (19), no mesmo horário, é a vez do itabunense assistir à peça, no Teatro Zélia Lessa, ao lado da Escola Profissionalizante Zélia Lessa, no centro da cidade.

Em Teodorico Majestade, uma sátira política em cordel, o público pode conferir o drama do prefeito da fictícia cidade de Ilha Bela, acuado em seu gabinete, cercado pela população revoltada com suas trapaças.

Boca-suja e beberrão, o alcaide se vê abandonado pelos seus comparsas e, em um ato de desespero para se manter no poder, tenta negociar com o povo.

Com dramaturgia e direção de Romualdo Lisboa, Teodorico Majestade tem classificação indicativa de 14 anos. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria da Tenda (R$ 20,00 e R$ 10,00) e do Teatro Zélia Lessa (R$ 14,00 e R$ 7,00).

O Teatro Popular de Ilhéus é uma das 15 instituições apoiadas pelo programa Ações Continuadas a Instituições Culturais, iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA), por meio do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA).

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Assinatura de convênio assegura mais R$ 56 milhões para a cultura (Foto GovBA).
Assinatura de convênio assegura mais R$ 56 milhões para a cultura (Foto GovBA).

O governo baiano e a iniciativa privada renovaram, ontem (14), convênio que assegurará R$ 56 milhões para o Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA), em cerimônia no Palácio Rio Branco, em Salvador. Além da presença do governador Rui Costa e de secretários estaduais, o ato contou com executivos da Coelba e Oi (Telemar), que formalizaram a parceria.

Rui Costa diz que o Fundo de Cultura financiava ações de Estado e isso mudou a partir de 2007, quando as verbas passaram a financiar projetos da sociedade civil. Ele também disse que, para melhorar os índices de segurança pública, “mais do que investir em construção de presídios, é fundamental investir em projetos culturais e educacionais”.

O governador ressaltou que são dez anos de evolução a cada ano, seja no valor, seja na forma de aplicar os recursos. Segundo Rui, o Estado, progressivamente, “foi abrindo mão de ser a maioria no Conselho [de Cultura] e abrindo mão de utilizar esse recurso para financiar as atividades culturais do Estado, para que financie as iniciativas do mundo cultural, das associações de artistas, [entre outras]”.

FOMENTO À CULTURA

Por meio do Fundo de Cultura, o governo estadual abre mão de parte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que seria paga pela Coelba e Oi, para o repasse direto ao FCBA. Desta forma, a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-BA) destinará R$ 56 milhões a ações do FCBA, que comemora uma década de criação em 2015.

Durante o evento, o presidente da Coelba, José Roberto Bezerra de Medeiros, anunciou que vai apoiar o Governo da Bahia na segunda etapa da reforma do Teatro Castro Alves (TCA). De acordo com o governador, outras empresas da iniciativa privada serão convidadas para serem parceiras do Estado.

Diversos projetos culturais desenvolvidos na Bahia só puderam ser viabilizados com o apoio financeiro do Fundo de Cultura, patrocínio cultural do Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura (Secult) e a Sefaz-BA. Em dez anos, o fundo evoluiu de 30 projetos, apoiados em 2005, para a média de 280 projetos selecionados anualmente no período de 2007 a 2014, de acordo com o governo.

Entre os grupos musicais apoiados pelo FCBA está o Ganhadeiras de Itapuã, vencedor do 26º Prêmio da Música Popular Brasileira, na categoria Melhor Álbum Regional, lançado em 2014.

A companhia de circo Nariz de Cogumelo, uma das referências em palhaçaria na arte de rua na capital baiana, e a Orquestra Santo Antônio, do município de Conceição do Coité, também foram apoiadas pelo FCBA. Os três se apresentaram no Palácio Rio Branco, durante o evento que marcou a renovação do Fundo de Cultura.

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