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70-mm

Leandro Afonso | leandroaguimaraes@hotmail.com

final 4,5

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Afinidade e, especialmente, intensidade são sensações óbvias que aparecem ao (re)assistir a Antes do Pôr-do-Sol (Before Sunset – EUA, 2004), de Richard Linklater. A força de um momento único – e que, se por um lado foi apenas um momento, por outro foi único; sem precedentes. O que se esvaiu com facilidade pode também retornar com facilidade, mesmo nove anos depois, dada a vivacidade da situação. Dessa maneira, Antes do Pôr-do-Sol pode também ser visto como um excepcional exemplo da potência das circunstâncias (que começaram no primeiro filme) e dos impulsos – estes potencializados por elas. É um filme “pequeno” – no seu minimalismo, não na qualidade – sobre sentimentos e temas “grandes” (amor, amizade, afinidade), levados com uma fluidez e uma espontaneidade que, se resumida a uma palavra, só pode ser talento – de Julie Delpy e Ethan Hawke (que também co-assinam o roteiro) à direção de Richard Linklater.

Lançada nove anos depois de Antes do Amanhecer (1995), a continuação pode ser acusada de, nos primeiros 20 minutos, ser pouco delicada (ao usar o recurso fácil de colar imagens do filme anterior) e ainda quebrar parte de um encanto existente no poder delegado a cada um imaginar o destino (e parte do passado não dito) que agora nos é contado. Mas, desde ali, o trio mostra uma sintonia que faz tudo isso parecer justificável, palpável, compreensível – com a beleza e o sentimento do jeito como eles são, sem excesso de sentimentalismos ou frieza.

Os dois (Celine – Delpy, Jesse – Hawke), aqui mais do que nunca apenas com o outro, são seres humanos, que conversam, sentem e, ocasionalmente, têm a coragem de conversar sobre o que sentem – ou sentiam. São seres humanos de carne e osso, cujo grau poeticamente fraco é aqui exposto com uma sutileza difícil de atingir, e até de admitir.

Poucas vezes foi tão – mais até do que natural – bonito discutir relações. Aqui, como filmado, tão interessante quanto se relacionar.

Filme: Antes do Pôr-do-Sol (Before Sunset – EUA, 2004)

Direção: Richard Linklater

Elenco: Ethan Hawke, Julie Delpy

Duração: 80 minutos

8mm

B.O.

O filme se passa em Paris, ok, mas o espírito dele é tão independente de baixo orçamento que dá vontade de pregá-lo em praças públicas apenas para gente do cinema brasileiro: vocês também podem fazer filmes assim, sobre pessoas – do mundo da maioria de vocês (e isso é menos uma crítica do que uma torcida). É possível e, logicamente, pode ser bem bonito. O que já será o caso se tiver metade da beleza da cena final daqui…

Filmes da semana:

  1. Antes do Pôr-do-Sol (2004), de Richard Linklater (****1/2)
  2. Factótum (2005), de Bent Hamer (**1/2)
  3. La Luna (1979), de Bernardo Bertolucci (***)
  4. Sonhos de Mulheres (1955), de Ingmar Bergman (***1/2)
  5. Descontruindo Harry (1997), de Woody Allen (***1/2)
  6. Borat (2006), de Larry Charles (**1/2)
  7. Os Donos da Noite (2007), de James Gray (***1/2)

Top-10 setembro:

10. Up – Altas Aventuras (2009), de Pete Docter (co-direção de Bob Peterson (***1/2)

9. Tudo Sobre Minha Mãe (1999), de Pedro Almodóvar (***1/2)

8. Os Donos da Noite (2007), de James Gray (***1/2)

7. Antes do Amanhecer (1995), de Richard Linklater (****)

6. Cidade dos Sonhos (2001), de David Lynch (****)

5. A Última Noite de Boris Gruschenko (****)

4. O Show Não Pode Parar (2002), de Nannete Burstein e Bret Morgen (****)

3. Deixa Ela Entrar (2008), de Tomas Alfredson (****)

2. Antes do Pôr-do-Sol (2004), de Richard Linklater (****1/2)

1. Sobre Meninos e Lobos (2003), de Clint Eastwood (****1/2)

Leandro Afonso é comunicólogo, blogueiro e diretor do documentário “Do goleiro ao ponta esquerda”

www.ohomemsemnome.blogspot.com

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Antônio Cruz (foto: Clodoaldo Ribeiro)
Antônio Cruz (foto: Clodoaldo Ribeiro)

O advogado e ex-deputado estadual Antônio de Almeida Cruz lança o livro Sonhos – Consciência, história e valores na sexta-feira (9). A solenidade será na Academia de Letras de Ilhéus (rua Antônio Lavigne de Lemos, no centro da cidade), às 18 horas. O livro é editado pela Assembléia Legislativa do Estado.

A obra registra uma emocionante trajetória de vida, do fim dos anos 1920, quando nasceu, passando por Ilhéus, onde fez os estudos médios, a Universidade Federal da Bahia, onde se formou em Direito e, outra vez, Ilhéus, cidade que escolheu para viver, lecionar, constituir família e montar sua banca de advogado.

O prefácio é do jornalista e escritor Antônio Lopes, ex-aluno do autor no Ginásio de Ilhéus – hoje Instituto Municipal de Educação –, que abrigou na mesma época educadores da importância de Washington Landulfo, Leopoldo Campos Monteiro, Oswaldo Ramos, Pedro Lima, Horizontina Conceição, Wilson Rosa, João Arbage, Antenor Brown, Simone Cerqueira e Wilson Trindade.

Nesse livro, Antônio Cruz “soube unir a vivência das emoções à análise racional dos fatos”, na síntese do professor Jayme Barros, que assina a orelha. Ainda segundo Barros, o autor “circula bem entre o literário e o histórico” e possui a clareza de que “o indivíduo não vive sem seu entorno sócio-histórico-político”.

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Marcelo prometeu retribuir a presença do Caboclo: "vou no ABC da Noite tomar uma batida"
Marcelo prometeu retribuir a presença do Caboclo: "vou no ABC da Noite tomar uma batida"

O público de Ilhéus prestigiou ontem o show Encantado, do disco do mesmo nome do cantor e compositor Marcelo Ganem, no Teatro Municipal. A plateia aplaudiu todas as canções e foi homenageada pelo artista, que em alguns momentos ficou visivelmente emocionado.

Ganem retribuiu com uma performance impecável, e homenageou o público ao agradecer a presença de Alencar Pereira, o Caboclo Alencar, que saiu de Itabuna para ver o espetáculo. Fãs do artista de Buerarema, o Caboclo e a esposa, Neusa Perlira, ainda foram premiados com um autógrafo no disco.

“Nossa, conseguir tirar Caboclo Alencar do Beco do Fuxico em Itabuna… É uma honra muito grande para mim. Essa plateia está cheia de gente maravilhosa”, agradeceu Marcelo Ganem, na penúltima música do espetáculo, que foi encerrado com uma versão instrumental do clássico Serra do Jequitibá.

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70-mm

Leandro Afonso | leandroaguimaraes@hotmail.com

final 4

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O que se esperar de um documentário? Para ser mais específico, o que imaginar de um documentário cuja base não é o jornalismo, não é política, mas sim o próprio mundo do cinema – e tudo obviamente ligado a ele? Informação, ritmo e ponto de vista são bons para começar. E O Show Não Pode Parar (The Kid Stays in the Picture – EUA, 2002), de Nanette Burstein e Brett Morgen (baseado na auto-biografia de Robert Evans) é um dos exemplares que melhor arranja tudo isso – e muito mais.

Robert Evans, hoje com 79 anos, é uma das figuras mais emblemáticas de Hollywood. Ator aparentemente prodígio, descoberto por acaso (justamente por não ser ator, lembra ele), percebeu mais tarde que, na verdade, queria ser não o cara que atua, mas o que manda. E mandou durante muito tempo – especialmente do final dos anos 60 até meados dos anos 70.

O curioso é que O Show Não Pode Parar não se limita a repetir o clichê de uma Hollywood padaria, onde não existe sentimento nem escrúpulos, mas também mostra quem são os padeiros (e especialmente uma padaria específica – a Paramount) e os momentos nos quais as palavras consideração e respeito evaporam sem cerimônia alguma. Não menos fascinante é o quanto Evans se expõe – e expõe os outros – em um retrato que, desde o começo, deixa claro ser uma versão ultra pessoal dos fatos.

Ele narra, interpreta, vê suas imagens de arquivo, comenta-as… é um personagem cuja vivacidade é conduzida – por Nanette Burstein e Brett Morgen – com influência que mescla presença e discrição em doses ideais para fazer o filme andar num ritmo próprio. Não menos interessante é que o final, quando há um descarado flerte com uma óbvia pieguice, trata-se de uma coerência com o retrato apaixonado e – ali – otimista de Evans, que traz certa espontaneidade ao que tenderia ao artificialismo. Forte e honesto, inclusive ao admitir um possível desvio dessa honestidade. Difícil de encontrar parecido – como O Bebê de Rosemary, Chinatown, Love Story e Poderoso Chefão, todos chefiados por Evans.

Filme: O Show Não Pode Parar (The Kid Stays in the Picture – EUA, 2002)

Direção: Nanette Burstein e Brett Morgen

Elenco: Robert Evans, Roman Polanski, Jack Nicholson, Catherine Deneuve.

Duração: 93 minutos

8mm

Segunda-feira

É segunda-feira (28). No Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna, às 19 horas: a primeira exibição pública da versão definitiva de Do Goleiro ao Ponta-esquerda, meu documentário sobre a seleção de futebol amador de Itabuna. A entrada é franca.

Filmes da semana:

1. O Show Não Pode Parar (2002), de Nannete Burstein (****)

2. Se Beber, Não Case (2009), de (cinema) (***)

3. A Última Sessão de Cinema (1971), de Peter Bogdanovich (***)

4. Antes do Amanhecer (1995), de Richard Linklater (****)

Leandro Afonso é comunicólogo, blogueiro e diretor do documentário “Do goleiro ao ponta esquerda”

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“Meios de comunicação e sexo” foi o tema do Improviso, Oxente desta quarta-feira (23). Promovida na Casa dos Artistas de Ilhéus, a programação trouxe a assistente social Suede Mayne para o centro da roda de debates mais antenada da Terra da Gabriela.

Já nesta quinta (24), a partir das 19 horas, será exibido na Casa o filme brasileiro “Cidade de Deus”, que retrata a marginalização em uma comunidade carioca. Logo após, haverá um bate-papo com o advogado Sânzio Peixoto. O evento tem entrada franca.

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Capa do DVD 'Do goleiro ao ponta-esquerda', de Leandro Afonso
Capa do DVD 'Do goleiro ao ponta-esquerda', de Leandro Afonso

O nosso colunista e crítico de cinema Leandro Afonso fará a primeira exibição pública de seu documentário “Do Goleiro ao Ponta-esquerda”, em sua versão definitiva. Está prevista uma única sessão, na segunda-feira (28), às 19 horas, no Centro de Cultura Adonias Filho.

O filme foi concebido como projeto de conclusão do curso de Comunicação Social, com ênfase em Rádio e TV, na Uesc, e conta histórias dos herois da seleção amadora de futebol, hexa campeã do Intermunicipal, de 1957 a 1966.

Craques como Santinho, os irmãos Fernando e Carlos Riela, Pinga, Tombinho e outros são entrevistados e homenageados nesse que é um dos poucos registros acadêmicos sobre a mitológica seleção amadora de Itabuna. A entrada é franca.

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70-mm

Leandro Afonso | leandroaguimaraes@hotmail.com

final 4

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De maneira não premeditada, em menos de uma semana assisti a quatro filmes do gênero – A Profecia (1976), O Príncipe das Sombras (1987), Deixa Ela Entrar (2008) e Arraste-me para o Inferno (2009) –, o que, se por um lado não passou de uma obra do acaso, por outro ajudou a potencializar o caráter específico (“estético” e “cultural”) do sueco Deixa Ela Entrar (Låt den rätte komma in – Suécia, 2008), de Tomas Alfredson.

Pouca coisa se tornou tão americana como os filmes de vampiros, e, para não ir tão longe, basta lembrarmos de Entrevista com o Vampiro (1994), Drácula de Bram Stoker (1992) e Martin (1977) – este de ninguém menos que George Romero. E isso para não falar nas séries Buffy – a Caça Vampiros (1997), True Blood (2008) e o recente fenômeno Crepúsculo (2008). Mas Deixa Ela Entrar, curiosa e felizmente (por conseguir uma voz própria em um meio já tão saturado), pouco dialoga com eles além do inevitável.

Como esperado, o clima aqui é frio e mórbido – como o da Pittsburgh tão estimada por Romero. A diferença é que, se a escolha do interior da Pensilvânia por si só representava uma locação propícia para a formação da atmosfera interiorana e relativamente longe de onde a maioria das coisas acontece (inclusive pedidos de socorro), aqui o pano de fundo é a própria metrópole: Estocolmo.

Nela, a distinção vem ainda maior graças a uma bem pessoal construção dos personagens e da maneira pouco usual (mas nem por isso narcisista) de filmar determinadas cenas. Cada morte, por exemplo, não só tem uma função narrativa (o que não acontece com outros filmes marcados pela gratuidade de homicídios) como traz um caráter emocional. Mesmo o mais frio dos assassinatos – o do começo do filme, talvez – é relativizado e visto com um olhar mais generoso com o passar do tempo.

Generoso, sim, porque Deixa Ela Entrar é quase um manifesto de um caráter humano dos vampiros. E talvez o melhor exemplo seja o momento em que Eli (Lina Leandersson), que tem “mais ou menos 12 anos há algum tempo”, diz a Oskar (Kåre Hedebrant) que “mata porque precisa”. Quando uma frase óbvia (dentro do mundo dos vampiros) como esta consegue ganhar uma conotação genuinamente emotiva, fica a certeza de que estamos diante de algo especial.

Como é, por exemplo, a cena da piscina. Alfredson mostra sangue e tensão de um jeito bem peculiar, sem que a inusitada escolha do enquadramento chame uma atenção maior do que o que ele mostra: mais até do que pela sobrevivência, a crueldade justificada pelo amor – com um lirismo que deve tornar a cena indelével para a maioria que assistir.

Embora, é verdade, a trilha sonora às vezes soe invasiva (sublinhando uma sensação já perceptível), ela pouco compromete e não deixa de estar em certa sintonia com o filme. Que consegue terminar de um jeito gratificante e otimista, de forma que o resultado se liga menos a uma concessão do que a uma coerente demonstração da força do relacionamento e do ideal defendido. Muito bom.

Filme: Deixa Ela Entrar (Låt den rätte komma in – Suécia, 2008)

Direção: Tomas Alfredson

Elenco: Kåre Hedebrant, Lina Leandersson.

Duração: 115 minutos

8mm

Suécia

Guardadas as devidas proporções (de talento e de quantidade de filmes – ambos ainda em aberto), Alfredson faz com o filme de vampiro o que alguns italianos, e especialmente Sergio Leone, fizeram com o western nos anos 60 – os western spaghetti. Independente de qual caminho o sueco tome (segundo o IMDB, vai pro quinto longa – nenhum em DVD oficial por aqui), que o talento esteja por aí.

Dia 28

Como a coluna fica no ar até o próximo sábado (antevéspera do dia), aproveito para divulgar a primeira exibição pública da versão definitiva de Do Goleiro ao Ponta-esquerda, documentário que dirigi como projeto de conclusão do curso de Rádio e TV na Uesc. A sessão única, ou pelo menos a única com data confirmada até agora, acontece no próximo dia 28, no Centro de Cultura Adonias Filho. A entrada é franca.

Filmes da semana:

  1. Deixa Ela Entrar (2008), de Tomas Alfredson (****)
  2. O Príncipe das Sombras (1987), de John Carpenter (***1/2)
  3. Arraste-me para o Inferno (2009), de Sam Raimi (***1/2)
  4. Os Sonhadores (2003), de Bernardo Bertolucci (***)
  5. Tudo Sobre Minha Mãe (1999), de Pedro Almodóvar (***1/2)

Leandro Afonso é comunicólogo, blogueiro e diretor do documentário “Do goleiro ao ponta esquerda”

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Ângelo Rafael foi o regente convidado para a apresentação da Orquestra Sinfônica em Ilhéus (Fotos Luiz Fernandes).
Ângelo Rafael foi o regente convidado para a apresentação da Orquestra (Fotos Luiz Fernandes).

O ilheense pôde curtir um programa diferente na noite desta sexta-feira, 18. Milhares foram à praça Dom Eduardo – a praça da Catedral de São Sebastião – para assistir à apresentação da Orquestra Sinfônica da Ufba, como parte do programa Concertos Populares.

O concerto emocionou quem foi à praça para ouvir música de qualidade. Regidos pelo maestro Ângelo Rafael, 48 músicos que deram um show para ouvidos atentos que lotaram a praça conhecida por abrigar endereços famosos, como a Catedral de São Sebastião e o Vesúvio.

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Orquestra Sinfônica da Ufba se apresenta na sexta, em Ilhéus (Foto Lucas Hirata)
Orquestra Sinfônica da Ufba se apresenta na sexta, 18, em Ilhéus (Foto Lucas Hirata)

A Orquestra Sinfônica da Ufba se apresenta na próxima sexta-feira (18), às 20h, na praça Dom Eduardo, em frente à Catedral de São Sebastião, em Ilhéus. O evento integra o projeto Concertos Populares. A orquestra vem com 49 músicos, sendo 22 da sua formação original, 18 bolsistas e nove convidados, regidos pelo maestro Angelo Rafael Fonseca. O concerto tem patrocínio da Coelba, através da Lei Rouanet. A apresentação será ao ar livre e com entrada franca.

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Marcelo Ganem e a garotada da Clave de Sol, num intervalo dos ensaios (foto Ari Rodrigues)
Marcelo Ganem e a garotada da Clave de Sol, num intervalo dos ensaios (foto Ari Rodrigues)

As 15 canções do CD “Encantado” – a mais recente produção de Marcelo Ganem – serão conhecidas pelo público nesta sexta-feira (18), a partir das 20 horas, em um show no Centro de Cultura Adonias Filho.

A apresentação, de acordo com a Arteiros Associados, que divulga o trabalho do artista, contará com participações especiais do grupo Clave de Sol, músico Sérgio Ganem e dos bailarinos Aldenor Garcia e Lindamara Braga.

Compõem a banda de Marcelo Ganem Adilson Vieira (teclado e voz), Damião (bateria), Mirailson Silva (guitarra e voz), Conceição Sá (teclado e voz), Carlos Dórea (baixo e voz), Louro (percussão) e Solene Reis (backing vocal). A direção é de Gideon Rosa.

No dia 25, também a partir das 20 horas, Ganem se apresenta no Teatro Municipal de Ilhéus. Depois, segue em turnê por diversas capitais brasileiras.

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Biafra tanto cantou Sonho de Ícaro, e com esta canção se tornou famoso, que acabou por receber um ‘convite’ para um voo… Foi durante a gravação do documentário “Alô, alô, Terezinha”, em homenagem ao lendário Chacrinha. A imagem do ‘convite’ para um voo de parapente caiu no Youtube.

Confira o vídeo.

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O ator norte-americano Patrick Swayze morreu hoje, aos 57 anos, após longa batalha com um câncer de pâncreas diagnosticado pela primeira vez em 2008. Uma porta-voz anunciou que a família estava ao lado dele. O ator se tornou mais conhecido mundialmente como protagonista do filme “Ghost, do outro lado da vida”, de 1990.

“Patrick Swayze nos deixou pacificamente hoje com a família ao seu lado, depois de enfrentar os desafios de sua doença nos últimos 20 meses”, dizia o comunicado divulgado nesta segunda à tarde pela relações públicas do ator, Annett Wolf.

Quando foi diagnosticado o câncer, Swayze continuou trabalhando. Escreveu suas memórias em parceria com a mulher e gravou “The Beast”, série dramática produzida pela A&E para a qual ele havia feito o piloto. Quando foram ao ar nos EUA, no início do ano, os 13 episódios da primeira temporada atraíram respeitáveis 1,3 milhões de espectadores. Mas a emissora decidiu não assinar uma segunda temporada. As informações são do site UOL.

Confira trecho do filme Ghost, do outro lado da vida.

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70-mm

Leandro Afonso | leandroaguimaraes@hotmail.com

três e meia

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Tentar descrever o que fica de Up – Altas Aventuras (Up – EUA, 2009), de Pete Docter (co-direção de Bob Peterson) é cair em potencialmente irritantes frases de auto-ajuda. O que, se por um lado é sintomático ao explicitar a (suposta) superficialidade do filme, também é injusto, pois ele é muito mais que um resumo de preguiçosos e otimistas lugares-comuns.

Up é, e parece feliz com isto, um filme com perguntas e respostas prontas – certas ou não, independente de sua complexidade –, mas seu grande mérito está no desenvolvimento não só de sua potencialidade como de uma certa exclusividade audiovisual. Aqui, o mundo e as coisas são possíveis e palpáveis não (apenas) no cinema, e sim, mais especificamente, na animação.

Terminada a sessão, o sentimento agridoce do viver a vida e passar o tempo é enxugado em uma esperada alegria final recomendada a produtos com público alvo tão grande. O que deixa claro que ele segue medidas seguras, mas de uma empresa autoraWall-E, Procurando Nemo, Ratatouille, Toy Story são também filhos da Pixar. Que, infelizmente, não faz parte da regra importada, de um nível um bem mais baixo – mas, felizmente, fala por bem por ela, como exceção.

Filme: Up – Altas Aventuras (Up – EUA, 2009)

Direção: Pete Docter (co-direção de Bob Peterson)

Elenco (vozes de): Edward Asner, Christopher Plummer, Jordan Nagai.

Duração: 96 minutos

8mm

Gran Torino

Não deixa de ser curioso um filme, à priori, para crianças, falar de velhice. Que, em boa parte do tempo, me lembrou o muito-muito bom Gran Torino (2008), de Clint Eastwood. Mas isto talvez não tenha nada além do óbvio superficial e seja apenas viagem de quem está de mudança e não pensou em nada de muito diferente para colocar aqui…

Filmes da semana:

1. Barfly (1987), de Barbet Schroeder (***1/2)

2. Via Crucis (2008), de Monique Alves (curta) (**1/2)

3. A Ilha dos Prazeres Proibidos (1979), de Carlos Reichenbach (***)

4. Whity (1971), de Rainer Werner Fassbinder (***)

5. A Profecia (1976), de Richard Donner (***)

6. Up – Altas Aventuras (2009), de Pete Docter (co-direção de Bob Peterson) (cinema) (***1/2)

7. Os Amores de uma Loira (1965), de Milos Forman (***)

8. Sobre Meninos e Lobos (2003), de Clint Eastwood (****1/2)

Leandro Afonso é comunicólogo, blogueiro e diretor do documentário “Do goleiro ao ponta esquerda”

www.ohomemsemnome.blogspot.com

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O primeiro show no qual Marcelo Ganem apresentará ao público as canções do seu mais recente CD vai acontecer no Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna, a partir das 20 horas do dia 18 de setembro. “Encantado”, o título do trabalho, traz 15 músicas inéditas, compostas pelo próprio artista (algumas em parceria com poetas da região) e uma releitura de Serra da Boa Esperança, de Lamartine Babo.

Depois de Itabuna, Ganem  se apresenta no Teatro Municipal de Ilhéus, no dia 25, também a partir das 20 horas. Em seguida, o artista parte com o violão debaixo do braço para São Paulo, Salvador e palcos de outras capitais brasileiras.

Filho de Buerarema, Marcelo Ganem lançou seu primeiro disco em 1984, conquistando o público com o sucesso “Serra do Jequitibá”. Ele é considerado um artista refinado e cuidadoso, daqueles que não cedem aos apelos do mercado fonográfico. Em outras palavras, é um músico raro e que merece ser prestigiado.

Atualizado às 20h08min