Os principais personagens do Filme Ainda Estou Aqui Alile Dara Onawale/Sony Pictures
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Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, conquistou, na noite deste domingo (2), o Oscar de Melhor Filme internacional. Os brasileiros – aqueles que gostam, valorizam a arte e as boas produções- fizeram festa em diferentes regiões do país pela conquista inédita para o cinema nacional. Uma grande conquista da Democracia. Uma vitória para os amantes da história bem narrada e verdadeira.
Inspirado no livro homônimo do escritor Marcelo Rubens Paiva, o filme foi lançado em 2024. A obra traz um pouco sobre o foi a Ditadura Militar no Brasil (1964 – 1985). O livro foi lançado em 2015. No ano passado, virou filme e conquistou o mundo. Ainda Estou Aqui conquistou a primeira estatueta para o Brasil.
Walter Salles com a estatueta de Melhor Filme Internacional || Reprodução TV GloboComo era esperado, uma multidão no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Belém, Maceió e Salvador, dentre outras capitais, acompanhou a cerimônia com muita apreensão e ainda celebra. Em Salvador, a folia momesca, que era agitada, ganhou um ingrediente a mais. A emoção tomou conta do país.
O autor do livro Ainda Estou Aqui, Marcelo Rubens Paiva, é um dos cinco filhos da advogada e ativista Eunice Paiva (1929 – 2018) e do ex-deputado Rubens Paiva (1929 – 1971). Paiva, o pai, teve o mandato cassado e depois foi perseguido, raptado, torturado e morto por agentes da ditadura (da Aeronáutica e do Exército). Leia matéria abaixo.
Brasileiro "Ainda estou aqui" concorre ao Oscar em 3 categorias || Foto Alile Dara Onawale/Sony Picture
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D´Agência Brasil
Repercussões nacionais e internacionais de diferentes características. Públicos emocionados e curiosos sobre o que foi a ditadura militar no Brasil (1964 – 1985). Cinema brasileiro reconhecido ao tratar do impacto do autoritarismo (que ainda hoje ameaça democracias)… São variados os motivos que fazem o filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, já chegar vencedor ao Oscar, neste domingo (2), avaliam estudiosos. Mesmo se não vierem estatuetas.
Inspirada em livro de 2015 com escrita biográfica de mesmo título, de autoria do escritor Marcelo Rubens Paiva, a obra foi lançada em 2024 e levou mais de cinco milhões de pessoas ao cinema. Em caso de vitória neste domingo, será a primeira estatueta para o Brasil. Em 1960, porém, o longa brasileiro Orfeu Negro venceu na categoria de melhor filme estrangeiro, mas o filme representava a França (do diretor Marcel Camus).
Marcelo Rubens Paiva é um dos cinco filhos da advogada e ativista Eunice Paiva (1929 – 2018).e do ex-deputado Rubens Paiva (1929 – 1971), que teve o mandato cassado e depois foi perseguido, raptado, torturado e morto por agentes da ditadura (da Aeronáutica e do Exército).
Até agora, o longa recebeu 38 prêmios nacionais e internacionais, entre eles, o Prêmio Goya e o Globo de Ouro de Melhor Atriz. No Oscar, foi indicado em três categorias melhor filme, melhor atriz, para Fernando Torres, e melhor filme internacional.
PRESENTE
Em geral, estudiosos ouvidos pela Agência Brasil explicam que remexer no passado de uma forma diferente, em diálogo com um presente atribulado, mobiliza crítica e o público, o que já, de antemão, representa vitória.
De acordo com o professor Arthur Autran, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e que lidera grupo de pesquisa sobre cinema e audiovisual na América Latina, a repercussão é “enorme” em diversos níveis, independentemente se o longa receber algum Oscar neste domingo.
Há o que o pesquisador chama de uma “repercussão social”.
“O filme se tornou, de fato, uma espécie de evento. Muitas pessoas se interessaram pelo cinema brasileiro”, explica.
Para ele, isso evidentemente cria um clima bastante positivo e, mesmo sem utilizar diretamente de recursos públicos, é uma expressão da política pública brasileira para o audiovisual.
Outra vitória do filme para o país citada pelo professor é a valorização da memória nacional. “(O assassinato de Rubens Paiva) Foi um crime praticado pela ditadura militar brasileira. O filme é trazido de uma forma muito emocionante e candente. Houve muita competência em recontar essa tragédia brasileira e trazer isso de uma forma narrativamente muito poderosa”, diz Autran.
O filme, em si mesmo, segundo analisa o especialista, ao trazer uma narrativa poderosa, coloca luz sobre o cinema brasileiro.
“NÓS TEMOS VOZ”
Outra estudiosa, a professora de artes cênicas Dirce Waltrick do Amarante, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), identifica que a visibilidade fora do Brasil significa uma vitória expressiva para a arte brasileira.
“Nós temos conseguido erguer a nossa voz. É uma voz falada em português, de um país periférico como o Brasil. Uma voz que tem sido ouvida”, explica a pesquisadora.
O alcance do filme, de acordo com o que Dirce Waltrick entende, tem trazido repercussão às produções brasileiras na arte. “Esse filme é importantíssimo em razão dessa temática e tem muitas chances de vencer no Oscar. De toda forma, eu acho um filme fundamental, uma virada de chave para a nossa cultura”.
Para a professora, a função da obra de arte é de fato mexer e perturbar.
“As pessoas se sentem instigadas a ir atrás e a saber mais sobre quem foi Eunice Paiva, que lutou pelo direito dos indígenas (o que é menos abordado no filme)”.
DE OLHO NO PRESENTE
Para o professor de história Marco Pestana, da Universidade Federal Fluminense (UFF), pesquisador do tema da ditadura, o filme tem diferentes méritos, como o de, mesmo tratando de um período obscuro, conseguir dialogar de maneira direta com o presente. “É um filme que, nessa conjuntura, tem cumprido um papel importante”.
Em um cenário de expansão de correntes autoritárias pelo mundo, como ele avalia a ascensão do extremismo em países de diferentes continentes, o longa apresenta-se como uma linguagem universal e que pode ser compreendida além do cenário do passado brasileiro.
Segundo considera Pestana, esse avanço político foi conquistado por uma disputa ideológica ferrenha, inclusive com uma ideia reverberada e falsa de que haveria tranquilidade no Brasil e que tinham problemas com a polícia e com a justiça quem estava fazendo algo de errado. “Isso é parte da construção ideológica de valorização desse período”, explica.
O professor entende que o filme mostra que aquele período não era exatamente uma era de ouro para o Brasil. “Evidentemente dialoga (e contesta) com esse imaginário que a extrema-direita tenta fomentar”.
DIREITOS
Naquele cenário da obra, o filme destaca o impacto da ação repressiva sobre um membro da família. “E como isso tem consequências para o conjunto daquela família, não só naquele momento, e como é um impacto de longa duração. Não deixa de mostrar o momento da luta e o em que a família consegue o atestado de óbito”, explica.
Sobre o direito da família, a advogada Ariadne Maranhão reconhece que o filme traz visibilidade ao tema da morte presumida.
“O reconhecimento antecipado da morte foi um avanço que garantiu não apenas segurança jurídica, mas um alívio necessário para que essas famílias seguissem com suas vidas dentro do ordenamento”, explica.
Ela entende que a repercussão do filme Ainda Estou Aqui, no âmbito do direito de famílias e sucessões, é relevante, já que evidenciou como o contexto histórico impactou diretamente as estruturas familiares e a autonomia das mulheres.
“Como sabemos, por séculos, as mulheres foram silenciadas e relegadas ao papel de zeladoras da família, sem voz, para participar das decisões que moldavam suas próprias vidas”. Para a especialista, o filme retrata essa realidade sob a ótica de Eunice Paiva.
“A arte desempenha um papel fundamental para alertar a sociedade sobre os seus direitos”.
Selton Mello e Fernanda Torres, que concorre na categoria Melhor Atriz nesta noite || Foto Alile Dara Onawale/Sony Pictures
“FURA A BOLHA”
O professor de história Marco Pestana, da UFF, argumenta que o filme consegue ter repercussão até com pessoas que não conheciam ou compreendiam as violências perpetradas pelos agentes da ditadura. Com Oscar ou sem, há uma vitória nesse sentido.
“Furou a bolha. Em alguma medida, isso tem relação com a estratégia narrativa de politizar pelo viés do cotidiano, da vida familiar”.
No entender do professor Arthur Autran, da UFSCar, a esse respeito, houve um esforço do filme de tentar falar para um público o mais amplo possível dentro do Brasil e fora do Brasil também. Ainda que, conforme os especialistas, com limitações a “quem não quer ouvir”. Ele lembrou que Marcelo Rubens Paiva, que é cadeirante, foi atacado quando estava em um bloco de carnaval.
JUSTIÇA
Depois que o filme foi lançado, o Supremo Tribunal Federal (STF) resolveu analisar o processo que estava com trâmite parado há uma década. Agora, a Corte anunciou que vai julgar se a Lei da Anistia se aplica aos crimes de sequestro e cárcere privado cometidos durante a ditadura militar a partir das investigações da morte do ex-deputado Rubens Paiva.
Marco Pestana avalia que a decisão tem relação com o filme e a conjuntura. “O STF soube ler (o momento) e entendeu que era momento para pautar isso”.
Soldada Carol viralizou nas redes sociais depois de interação com Saulo Fernandes
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O sorriso da soldada Maria Carolina Sousa da Silva, no Carnaval de Salvador, viralizou nas redes sociais em poucos minutos. Fã de Saulo Fernandes, ela estava na patrulha na tarde de sábado (1º), em frente a um camarote onde o cantor fazia um show para a pipoca em Ondina, e não passou despercebida pelo artista, muito menos pelo público.
Tudo começou com o interesse de Saulo pela patrulha e em especial pela simpatia da soldada. Ele logo perguntou, no microfone: “como é seu nome minha querida, me encantei por você”. Carol, como foi carinhosamente chamada, caiu no gosto da “pipoca”. A soldada é lotada no 15º Batalhão da Polícia Militar, em Itabuna.
Os foliões acataram imediatamente o comando de Saulo: “cuidado com Carol e os amigos de Carol!”, pediu ele à multidão, após ter percebido a presença da patrulha com respeito e simpatia e um sorriso que chamou a atenção do artista. Rapidamente a informação de que a soldada tem um filho de cinco anos chamado Saulo em homenagem ao cantor chegou até o artista, que fez questão de conhecê-la.
A imagem que viralizou mostra a pipoca de Saulo abrindo a roda e se divertindo e demonstrando respeito ao trabalho da polícia, com um sorrisão de Carol e dos colegas como retribuição do respeito mútuo. O vídeo foi parar na página oficial do artista com a declaração: “Carol..mãe de Saulinho, meu Xará. Você fez meu carnaval hoje, minha querida. Muito grato. Respeito e amor @pmdabahia”. A postagem em poucas horas rendeu mais de 100 mil curtidas, cinco mil comentários e 24 mil compartilhamentos.
“SÓ QUERIA TIRAR UMA FOTO COM ELE (SAULO FERNANDES)”
“É inexplicável, jamais imaginava isso. Eu só queria tirar uma foto com ele, porque sou fã, acho ele um exemplo de artista. De repente me vi representando a corporação que tanto amo e com sentimento de pertencimento, orgulho e de forma pública, com reconhecimento da população pelo nosso trabalho. É emocionante demais”, disse a soldada ainda sem acreditar na dimensão que o ato alcançou. O coração de Carol ainda vai passar por mais emoções. Ela foi convidada pelo cantor a sair no trio com ele na terça-feira (4) de Carnaval.
“A soldado [soldada] Carolina tem seis anos na corporação e realiza um trabalho exemplar, já fez parte da Ronda Maria da Penha e hoje atua na tropa tática do 15º Batalhão, tem um histórico com uma conduta que orgulha a corporação”, destaca o coronel Mattos, comandante de Inteligência (Coint) da PM-BA.
Maria Carolina Sousa da Silva tem 29 anos, curiosamente faz aniversário no mesmo dia da PM-BA, 17 de fevereiro, serve no 15º Batalhão em Itabuna e faz parte da Companhia de Emprego Tático Operacional (CETO). Ela fez o Curso de Formação de Soldado (CFSd) em 2018 no 8º Batalhão em Porto Seguro. É casada e tem um filho de cinco anos chamado Saulo, nome que agora chegou ao conhecimento do artista homenageado.
Festa de pré-Carnaval começa hoje (21) e segue até amanhã (22) || Foto PMI
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A Secretaria de Transportes e Trânsito de Itabuna (Settran) fechou parte das ruas do Centro para o tráfego de veículos automotores. Segundo a Prefeitura, o objetivo da medida é garantir a segurança da população durante a 44ª Lavagem do Beco do Fuxico, que começa nesta sexta-feira (21) e segue até amanhã (22).
O titular da Settran, Fernando Benigno, informa que o bloqueio começou a ser montado na quinta-feira (20), após diálogo com a Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania, responsável pela promoção da festa. Hoje (21), a Avenida do Cinquentenário e a Praça Adami já estão fechadas para o tráfego e o estacionamento de carros e outros veículos.
A Secretaria também definiu os locais de parada, embarque e desembarque de táxis, ônibus e transportes por aplicativo. Os ônibus poderão usar o ponto da Praça Otávio Mangabeira (Praça Camacan), cujo estacionamento será destinado aos mototáxis. Veículos de aplicativos poderão operar na mesma praça, em frente a uma instituição financeira. Já os táxis deverão embarcar e desembarcar passageiros na Rua Alício de Queiroz.
“Desde as 20h de quarta-feira, dia 19, houve o fechamento de todas as transversais da Avenida do Cinquentenário, a partir da Praça Camacan, para montagem das estruturas que serão utilizadas pelas forças de segurança”, reforçou Fernando Benigno. Desde a meia-noite de hoje, está proibido estacionar na Avenida do Cinquentenário. Já no sábado (22), será vedado o estacionamento na Rua Duque de Caxias e transversais, que recebem a concentração de blocos da Lavagem do Beco do Fuxico.
Projeto marca credenciamento da Sala de Leitura Antônio Lopes como biblioteca comunitária || Foto Divulgação
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O Instituto Macuco Jequitibá, mantenedor da Casa de Cultura Jonas&Pilar, em Buerarema, abriu chamado para receber contos de escritores grapiúnas. O projeto Estórias Para O Ouvido marca o credenciamento da Sala de Leitura Antônio Lopes como biblioteca comunitária e visa gravar três contos em formato de audiolivro no período de 2025-2027.
Quem nasceu na região ou vive no sul da Bahia há pelo menos 5 anos e deseja a oportunidade de publicação totalmente gratuita, pode enviar um conto autoral, em arquivo PDF, para institutomacucojequitiba@gmail.com. No campo assunto, é necessário escrever “Conto” e o título da obra na sequência.
O autor do conto escolhido deverá provar a posteriori ser grapiúna nato ou radicado e, tendo o conto selecionado, receberá a quantia de R$ 500. Para concorrer à primeira publicação, os contos deverão ser enviados até 27 de fevereiro de 2025.
Essa atividade faz parte do programa Estórias Para O Ouvido, promovid pelo Instituto Macuco Jequitibá com apoio institucional da Prefeitura de Buerarema e apoio financeiro do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, da Secretaria da Fazenda, da Secretaria de Cultura e do Governo da Bahia.
Igor Kannário será uma das atrações da festa || Foto Divulgação
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A Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc) publicou a lista de atrações da 44ª edição da Lavagem do Beco do Fuxico, que vai agitar Itabuna na próxima sexta-feira (21) e sábado (22).
Na sexta, os shows começam às 20h, com DJ Nadinho, Nova Proposta, Alexandre Peixe, Igor Kannario e Escandurras. No sábado, será a vez de La Fúria, DJ Djavan, Alex e Lílian, Pedro Pondé, DJ Neto, Duorole, Olha o Balanço, Pirulito e Paçoca, Uz Bananoides, DJ Hudson e DJ Taylor.
Atrações da Lavagem na noite de sexta-feira (21) || Imagem Ficc
Também vai rolar o desfile dos blocos tradicionais da festa. Neste ano, eles ganharão a companhia de outros quatro blocos selecionados por meio de edital de fomento da Ficc.
A Lavagem do Beco do Fuxico é uma produção da Prefeitura de Itabuna, por meio da Ficc, com apoio do Governo da Bahia e Bahiagás.
INAUGURAÇÃO DO CORETO DO CABOCLO
Antes da Lavagem, a Ficc vai promover a inauguração do Coreto do Caboclo, nesta quinta-feira (20), às 18h, no Calçadão da Rui Barbosa, no cruzamento com o Beco do Fuxico, com shows de Pierre Onássis e Chicas e Franciscos.
Grupo Teatro/Circo Maktub abre temporada de espetáculo em 2025 || Foto Divulgação
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O Grupo Teatro/Circo Maktub inicia 2025 com a 18ª edição de seu espetáculo de variedades que reúne diferentes linguagens artísticas envolta por uma atmosfera de balada. As primeiras apresentações do Cabaré Carna Drag começam às 21h deste sábado (15), na sede do grupo, no bairro Nossa Senhora da Vitória, em Ilhéus. A classificação indicativa é 18 anos e as entradas serão na modalidade pague quanto quiser.
A edição carnavalesca do Cabaré Maktub promete desafiar os limites da arte cênica e proporcionar uma vivência única ao público. Sempre ampliando os horizontes do teatro e do circo contemporâneo, os artistas da casa recebem como convidado especial Cundo Reyes. O artista de rua e multicultural chileno vai enriquecer a experiência com sua bagagem artística e suas vivências.
Teatro Cabaré Carna Drag 2025 é a atração em Ilhéus neste final de semana || Foto Divulgação
De acordo com os produtores, o formato do Cabaré Maktub traz uma proposta desafiadora, brindando o público com diferentes temas a cada edição. Cada edição coloca à prova a criatividade e a habilidade dos envolvidos, exigindo dos performers uma constante ampliação de seu repertório cênico.
“O cabaré tem identidade própria, que preserva e, ao mesmo tempo, reinventa as convenções da linguagem”, explica o diretor artístico Fábio Nascimento, que encarna a drag queen Mademoiselle Brigitte Gioconda Close.
As vagas para o Cabaré Carna Drag são limitadas. As reservas podem ser feitas pelo número de (73) 98819-7363, que também é Whatsapp e chave PIX em nome de Matheus Geovane Lima Marques, que dá vida à drag queen e DJ, Sindel Blade. A sede do Grupo Teatro/ Circo Maktub é na Rua da Matriz, 399, bairro Nossa Senhora da Vitória, em Ilhéus.
Praça Pedro Matos vai ganhar sinal de internet || Foto Nadson Carvalho
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A Secretaria de Cultura de Ilhéus (Secult) firmou parceria com a iniciativa privada para ofertar internet, de forma gratuita, em praças do município. A Praça Pedro Matos, no Centro Histórico, será o primeiro espaço beneficiado pelo Projeto Praça Conectada. Segundo a Pasta, a previsão é de que o serviço seja iniciado ainda neste mês.
Além de oferecer Wi-Fi gratuito, a iniciativa promoverá a cultura e a história local por meio de QR Codes espalhados tanto pela praça quanto no interior do Teatro Municipal. Ao escanear os QR Codes, moradores e turistas terão acesso aos conteúdos sobre a história da cidade, incluindo informações sobre o escritor Jorge Amado, a cultura do cacau e os principais pontos turísticos, culturais e religiosos de Ilhéus. Um mapa interativo também estará disponível para auxiliar os visitantes na exploração dos atrativos locais.
“O Projeto Praça Conectada não apenas amplia o acesso à internet, mas também enriquece a experiência dos cidadãos e turistas, valorizando e resgatando a identidade histórica e cultural da nossa cidade”, enfatizou a secretária de Cultura, Anarleide Menezes. A He-Net é parceira da Secult na iniciativa.
Paloma Amado, Vinícius de Moraes, Pablo Neruda e Jorge Amado, em 1956, em Salvador || Foto Arquivo Nacional do Brasil
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A amizade do poeta chileno Pablo Neruda (1904-1973) e o escritor grapiúna Jorge Amado (1912-2001) será pano de fundo do documentário O Regalo, dedicado à cultura cacaueira do sul da Bahia e sua vertente contemporânea, a produção de chocolates finos. Outra protagonista é a cabruca, o sistema agroflorestal em que o fruto de ouro é produzido na região.
Dirigido por Catharina Oliveira, o filme tem roteiro do escritor, professor e linguista Gabriel Nascimento, pesquisa de Thiago Fernandes e Henrique Oliveira, que também fez o argumento, e produção da Foco Filmes. Martone Badaró assina a fotografia. As locações vão se concentrar nas cidades de Itabuna e Ilhéus, em cenários icônicos da civilização grapiúna.
Segundo os produtores, o documentário busca valorizar o sistema de cultivo cabruca, que promove sustentabilidade e preservação ambiental. Ao mesmo tempo, recupera a história e as tradições das comunidades locais que se dedicam à produção de chocolate.
MULHERES NA VOZ
O Regalo reunirá depoimentos de produtores locais, acadêmicos e especialistas, que vão compartilhar suas experiências e conhecimentos sobre a importância do chocolate para a economia e a cultura da região.
Refletindo um aspecto dos novos tempos do cacau, o filme traz em destaque vozes de mulheres cujas histórias pessoais e profissionais ilustram a rica tradição e a qualidade do chocolate produzido no sul da Bahia, a exemplo de Helena Guimarães, Ju Arléo, Nara e Leilane Benevides, Carine Assunção e Manuela. O lançamento está previsto para o segundo semestre deste ano.
Edital vai distribuir R$ 180 mil para 12 blocos || Foto sejailimitado.com.br
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Nesta segunda-feira (3), a Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc) publicou o Edital de Fomento Cultural destinado à seleção de blocos carnavalescos para a 44ª Lavagem do Beco do Fuxico, que vai agitar Itabuna nos dias 21 e 22 deste mês. De acordo com a Prefeitura, o chamamento público tem como objetivo fortalecer a cultura popular e incentivar a tradição do Carnaval de rua no município.
A Lavagem do Beco do Fuxico é um evento tradicional de Itabuna, reconhecido como patrimônio histórico, cultural e de natureza imaterial pela Lei Municipal nº 2.606/2022, sancionada pelo prefeito Augusto Castro (PSD). Além de preservar a identidade cultural da região, a festa impulsiona a economia local, movimentando setores como turismo, comércio e serviços.
O edital, fundamentado na Lei Municipal nº 1.839, tem o propósito de fomentar a cultura carnavalesca, garantindo a participação ativa da população na celebração. A iniciativa também visa promover a valorização dos blocos de rua, que desempenham um papel essencial na construção do Carnaval popular.
O edital prevê um investimento de R$ 180 mil para os blocos participantes. Na primeira seção, a Ficc assegura oito cotas de R$ 20 mil cada para blocos tradicionais. Na segunda, a novidade deste ano, serão contemplados quatro novos blocos, com fomento de R$ 5 mil para cada.
Presenciais, as inscrições começaram hoje (3) e seguem até sexta-feira (7), das 9h às 16h, no Teatro Municipal Candinha Doria, localizado na Avenida Fernando Gomes, s/n, no bairro Nossa Senhora das Graças. No local, é possível obter mais informações sobre o certame.
Casa de Jorge Amado foi interditada pela Prefeitura || Foto PMI
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O Conselho Municipal de Cultura protocolou ofício na Secretaria de Cultura de Ilhéus para solicitar, entre outras medidas, a apresentação do laudo técnico que motivou a interdição da Casa de Cultura Jorge Amado e o cronograma da reforma do espaço.
Também solicitou a realocação de sua sede, já que o Conselho funcionava no imóvel. “Após o fechamento repentino do local, não recebemos nenhuma justificativa formal”, escreveu no documento o presidente do Colegiado, Althemar Lima. O ofício foi protocolado no último dia 21. Segundo Althemar, até o momento, a Secult não apresentou o laudo.
A Secult interditou a Casa de Jorge Amado no início deste mês e transferiu o acervo dela para o Teatro Municipal. Durante a remoção das peças, uma escultura de Iemanjá do artista plástico Osmundo Teixeira caiu e quebrou (leia mais aqui).
PRESIDENTE DO CONSELHO RESPONDE SECRETÁRIA
A Secretaria não notificou o Conselho sobre a decisão de interditar a Casa de Jorge Amado. Questionada pelo PIMENTA se deveria ter notificado o órgão de controle externo, a titular da Pasta, Anarleide Menezes, afirmou que o Conselho de Cultura de Ilhéus tinha conhecimento dos problemas há, pelo menos, dois anos e não cumpriu seu papel de fiscalização.
Inconformado com a declaração da secretária, Althemar Lima classificou a manifestação como “leviana” e apresentou provas de que o órgão cobrou, da gestão do ex-prefeito Mário Alexandre (PSD), medidas para a conservação dos equipamentos culturais de Ilhéus. Esse foi o tema de reunião, em abril de 2024, com a presença do então secretário de Infraestrutura e Defesa Civil do município, Átila Docio, recorda o presidente do Conselho.
Imagem da reunião de abril passado do Conselho, com a presenta de Átila Docio || Foto CMC
“O senhor Átila Docio foi questionado pelos conselheiros sobre o abandono e descaso dos equipamentos culturais do município pelo poder público”, afirmou Althemar ao site, citando a Biblioteca Municipal Adonias Filho, a Casa de Cultura Jorge Amado e o Teatro.
Pauta da reunião de abril de 2024 || Imagem CMC
Na época, segundo o presidente do Conselho, Átila apresentou relatório sobre o patrimônio público e prometeu reparos urgentes, num prazo de 60 dias, em espaços da Casa de Cultura Jorge Amado, a exemplo do Auditório Sosígenes Costa, Galeria de Artes José Pinto e Cineteatro Fernando Leite Mendes. Os reparos prometidos não foram executados.
O presidente acrescentou que o Conselho tenta, desde o início da gestão, manter contato com a titular da Secult para atualizá-la sobre o trabalho desenvolvimento pelo órgão de controle externo nos últimos anos. No entanto, conforme Althemar, a entidade ainda não obteve resposta da gestora. Atualizado às 10h55min.
"Ainda estou aqui" concorrerá ao Oscar 2025 em 3 categorias || Foto Divulgação
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Ainda estou aqui acaba de se tornar o primeiro filme brasileiro a ser indicado à categoria principal do Oscar. O anúncio foi feito nesta manhã de quinta-feira (23). Além de concorrer ao Oscar de Melhor Filme, a produção concorrerá nas categorias Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz, com Fernanda Torres.
A premiação está marcada para 2 de março, em Los Angeles, Estados Unidos.
Dirigido por Walter Salles, Ainda estou aqui é adaptação de livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva. Narra a história de Eunice Paiva, mãe do autor do livro desde os anos 1970. Eunice se tornou das principais ativistas dos Direitos Humanos no Brasil ao ter o marido assassinado por militares. O ex-deputado Rubens Paiva, interpretado por Selton Mello, foi assassinado na Ditadura Militar.
EXPECTATIVA
É grande a expectativa brasileira para a maior premiação do cinema mundial, após Fernanda Torres ganhar o Globo de Ouro como Melhor Atriz por sua atuação em Ainda estou aqui. “Esse é um filme que nos ajudou a pensar em como sobreviver em tempos como esses. Então, para a minha mãe, para a minha família, para os meus filhos e para todos, muito obrigada ao Golden Globes”, afirmou a atriz ao ser premiada no último dia 5.
Althemar Lima faz apelo por pagamento a agentes culturais || Foto Redes Sociais
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Reiteramos nosso apelo por um posicionamento imediato, que reconheça a importância da cultura como um pilar essencial para o progresso social e econômico de Ilhéus.
Althemar Lima
O Conselho Municipal de Cultura de Ilhéus (CMC) tem atuado incansavelmente, sem medir esforços, para assegurar a execução das políticas públicas de cultura, com destaque para a efetivação do pagamento das verbas previstas na Lei Complementar nº 195/2022 (Lei Paulo Gustavo).
Ontem, 10 de janeiro de 2025, protocolamos no Gabinete do Prefeito Valdeiro Reis Júnior e na Secretaria Municipal de Cultura do Município de Ilhéus um documento que apresenta esclarecimentos sobre as tratativas deste colegiado com o Ministério da Cultura, visando obter informações sobre as possibilidades para a liberação dos recursos da Lei Paulo Gustavo.
Adicionalmente, enviamos o mesmo documento, de forma virtual, à Vice-Prefeita Wanessa Gedeon, na tentativa de ampliar o alcance e o entendimento sobre a situação.
Ressaltamos que, conforme estabelece a legislação, a decisão final sobre a efetivação do pagamento das verbas cabe exclusivamente à atual gestão municipal. Contudo, até o presente momento, permanecemos sem respostas concretas, enquanto enfrentamos o risco iminente de devolver mais de R$ 1,6 milhão ao Tesouro Nacional.
É profundamente lamentável que nós, fazedores de cultura, sejamos relegados à margem deste processo, como se o patrimônio cultural de Ilhéus dependesse apenas de nossos esforços individuais. A falta de apoio e diálogo por parte da gestão municipal enfraquece não apenas a valorização da cultura local, mas também compromete a missão coletiva de promover o desenvolvimento cultural em nossa cidade.
Diante deste cenário, reiteramos nosso apelo por um posicionamento imediato, que reconheça a importância da cultura como um pilar essencial para o progresso social e econômico de Ilhéus. Não podemos permitir que recursos e oportunidades sejam desperdiçados por falta de comprometimento e ação.
Althemar Lima é presidente do Conselho Municipal de Cultura de Ilhéus.
Mudas são plantadas em área ameaçada por extração ilegal de areia || Foto Embasa
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O povo Tupinambá de Olivença deu início à programação da tradicional Puxada do Mastro de São Sebastião, que une elementos da fé católica, cultura indígena e afro-brasileira. O evento contou com um reforço da Embasa, que doou 100 mudas de espécies nativas do Viveiro Educador de Ilhéus para o plantio na Mata do Ipanema, área remanescente da Mata Atlântica ameaçada pela extração irregular de areia, segundo a concessionária.
A atividade do último domingo (5) começou com uma caminhada das imediações da rodovia BA-001 até a Mata do Ipanema, com cânticos indígenas, orações e vivas a São Sebastião. No local, foi escolhido o mastro principal – uma árvore da espécie embiruçu, de cerca de 20 metros de altura – que será transportado durante a festividade. O embiruçu é uma espécie da Mata Atlântica e pode atingir até 25 metros.
Plantio de mudas visa diminuir impacto de ação ilegal || Foto Embasa
Depois, as mudas produzidas no Viveiro Educador da Embasa foram plantadas às margens de um córrego que tem nascente na Mata do Ipanema, em uma ação coletiva acompanhada pela colaboradora do Comitê de Gestão Ambiental da Embasa, Vanessa Paim.
PARCERIA
A presidente da Associação dos Machadeiros de Olivença, Adriana Souza Santos, ressaltou a importância da parceria com a Embasa. “A colaboração reforça o compromisso conjunto com a preservação ambiental e cultural”. O cacique Tupinambá Rosival Pereira dos Santos, conhecido como Cacique Roso, também esteve presente, reforçando a relevância do evento para a comunidade indígena.
A programação da Puxada do Mastro segue até o dia 20 de janeiro, quando ocorre o levantamento do mastro, acompanhado de cortejos, rituais e celebrações que culminam na missa em homenagem a São Sebastião. A festividade é uma expressão da cultura local, unindo gerações em torno de tradições que celebram a fé, a identidade cultural e o cuidado com o meio ambiente.
Fernanda Torres fatura Globo de Ouro || Foto Reprodução
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O cinema brasileiro vive um momento histórico. A atriz Fernanda Torres recebeu no início da madrugada desta segunda-feira (6), em Los Angeles, nos Estados Unidos, o prêmio Globo de Ouro de melhor atriz na categoria Drama.
A premiação, entregue pela primeira vez a uma brasileira, é um reconhecimento ao trabalho de Fernanda no filme Ainda Estou Aqui. Na produção, ela interpreta a advogada Eunice Paiva, viúva de Rubens Paiva, deputado federal assassinado pela ditadura militar em 1971.
Fernanda concorria com grandes estrelas de Hollywood como Nicole Kidman, Angelina Jolie, Tilda Swinton, Pamela Anderson e Kate Winslet.
Há 25 anos, Fernanda Montenegro, mãe de Fernanda Torres, disputou a mesma categoria pela atuação em Central do Brasil. Ela não venceu, mas o filme ganhou o Globo de Ouro na categoria melhor filme estrangeiro.
“Isso é uma prova que a arte dura na vida, até durante momentos difíceis pelos quais a Eunice Paiva passou e com tanto problema hoje em dia no mundo. Esse é um filme que nos ajudou a pensar em como sobreviver em tempos como esses. Então, para a minha mãe, para a minha família, para os meus filhos e para todos, muito obrigada ao Golden Globes”, disse Fernanda, ainda durante o discurso de agradecimento.
Tanto Ainda Estou Aqui como Central do Brasil foram dirigidos pelo cineasta Walter Salles.
Este ano, na categoria de melhor filme estrangeiro, o Globo de Ouro ficou com a produção francesa Emilia Pérez. Com Agência Brasil.