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Quando faleceu, em 24 de março de 2021, o ex-deputado federal Haroldo Lima (PCdoB) já havia escrito boa parte da sua autobiografia. Aos 81 anos, o comunista deixou os manuscritos aos cuidados da família, antes de ser internado no Hospital Aliança, em Salvador, onde perderia a luta pela vida contra a Covid-19, doença que já matou 665 mil brasileiros, segundo os números oficiais.

Coube ao ex-deputado federal Aldo Arantes, correligionário de Haroldo no PCdoB, a tarefa de organizar e concluir a obra, que será lançada nesta terça-feira (17), às 18h, no Sindicato dos Bancários de Itabuna, com o título Haroldo Lima – coragem e dedicação à luta do povo (Ed. Anita Garibaldi).

Natural de Caetité e formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Haroldo Borges Rodrigues Lima participou ativamente da militância estudantil. Durante a ditadura (1964-1985), foi um dos fundadores da Ação Popular (AP), movimento de resistência armada ao regime golpista. Deputado constituinte, teve cinco mandatos na Câmara Federal. Deixou a Casa em 2002 e, de 2003 a 2011, dirigiu a Agência Nacional de Petróleo (ANP).

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A Música Popular Brasileira foi sacudida por notícia de forte impacto neste final de semana. Milton Nascimento, próximo dos seus 80 anos de vida – a serem completados em 26 de outubro – anunciou despedida dos palco (“Só dos palcos mesmo. Da música, jamais”).

– Solto a voz na estrada desde os meus 13 anos. Minha música ampliou meus horizontes e em seis décadas me levou aos quatro cantos do mundo. Me tornei cidadão do mundo sem deixar de ser brasileiro. – afirmou Milton Nascimento – ou melhor, Bituca! – em vídeo (confira abaixo).

Milton já gravou 42 discos em mais de 60 anos de carreira e eternizou sucessos como Travessia, Cio da Terra, Nos bailes da vida e Coração de estudante. Emocione-se com o vídeo de mais de 4 minutos e um passeio pela carreira e vida do cantor.

"Um corpo de palavras" vai ser transmitido pela internet || Foto Mariana Cabral
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Produzida em Ilhéus, no sul da Bahia, a peça de teatro de sombras Um corpo de palavras, da multiartista Naiara Gramacho, disputa o Prêmio Braskem de Teatro na categoria infanto-juvenil. A cerimônia de premiação será na próxima quarta-feira (18), no Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador.

O espetáculo conta a história de uma menina chamada Paula, cujo corpo se cobria de palavras sempre que ouvia, dos adultos, rótulos e julgamentos que diziam quem ela era ou deveria ser. A estreia foi em abril de 2021, com transmissão pelo YouTube. A peça fica em exibição na mesma plataforma até este domingo (15).

INQUIETAÇÕES DA AUTORA

Naiara Gramacho explica que a história surgiu de inquietações e, no início da pandemia de Covid-19, em 2020, chegou pronta a sua mente, transformando-se logo no que seria o texto para teatro.

A artista comemora a presença de uma obra ilheense entre as indicadas ao prêmio, considerado o maior do teatro baiano. “Celebro essa indicação com muita alegria, porque foi fruto de um trabalho lindo feito com mães e crianças, em plena pandemia. Montar um espetáculo com crianças fazendo parte do processo foi um grande  desafio, mas também uma satisfação imensa ver que também foi possível ter os pequenos inseridos no processo e não apenas como espectadores. Foi possível, mesmo imersas nos desafios da maternidade e da pandemia, nos unirmos para realizar esse espetáculo”.

Um corpo de palavras teve atuação e manipulação de figuras da atriz Driely Alves, narração de Brisa Morena, fotografia e gravação em vídeo de Mariana Cabral, vozes de Márcia Mascarenhas e Pedro Albuquerque, sonoplastia de Eli Arruda, produção das figuras da artista plástica Olga Gómez e comunicação de Tacila Mendes e Valdiná Guerra. O apoio financeiro é do Estado da Bahia, com recursos do Programa Aldir Blanc Bahia, via Lei Federal Aldir Blanc.

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O Governo do Estado estendeu até 20 de maio o prazo de inscrição dos municípios interessados em receber apoio da Bahiatursa para realizar as festas juninas deste ano. Serão firmados convênios de R$ 50 mil a R$ 140 mil.

O Edital de Seleção Pública contempla o período de 1º de junho a 2 de julho, que compreende os dias de São João (24/06) e de São Pedro (29/06). O objetivo da iniciativa é estimular a retomada da tradição dos festejos juninos, que, nos últimos dois anos, foram prejudicados pela pandemia de Covid-19.

As prefeituras interessadas devem levar sua documentação, presencialmente, à sede da Bahiatursa, de segunda a sexta-feira, das 8h30min às 12h e de 13h30min às 18h, no Protocolo Central da Bahiatursa, na 3ª Avenida, nº 390, Plataforma IV, térreo, Centro Administrativo da Bahia (CAB).

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Após temporada no sertão baiano, o Teatro Popular de Ilhéus (TPI) volta à Princesa do Sul para a estreia de Sonhos – o que restou de nós depois da tempestade, espetáculo-instalação da trupe liderada pelo dramaturgo e diretor Romualdo Lisboa. Gratuita, a apresentação desta sexta-feira (13) será às 21h, na Praça São João Batista, no Pontal.

O bairro da zona sul ilheense é a nova casa do grupo, que constrói sua sede no terreno do antigo Clube Social do Pontal (relembre aqui). O subtítulo da nova peça faz referência à noite de 27 de agosto de 2021, quando a lona de circo onde o TPI funcionava desmoronou durante uma tempestade.

O TPI é uma instituição cultural parcialmente mantida pelo programa de Ações Continuadas de Instituições Culturais, iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado, com recursos do Fundo de Cultura da Bahia.

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Com Toponímia de Itabuna: ruas e avenidas revelam histórias, o novo Centro Cultural Teosópolis abre série de exposições temporárias. O trabalho mostra personagens que ajudaram a construir Itabuna e também revela nomes do cenário nacional que dão nome a ruas do município sul-baiano. A exposição pode ser conferida, de segunda a sexta-feira, das 14h às 17H30min, na Praça dos Eucaliptos, no Conceição, próximo ao Itabuna Esporte Clube (IEC).

Desenvolvida pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Toponímia de Itabuna… é um verdadeiro sobrevoo sobre o município. Conta a história de figuras como o pastor Hélio Lourenço da Silva, Fernando Cordier, Manoel Leão, João Soares, Maria Pinheiro, Daniel Gomes, Sarinha Alcântara, Simão Fitterman, José Alcântara e Paulino Vieira, pessoas que dão nome a ruas e bairros de Itabuna.

“A exposição traz para nossos jovens a compreensão de como foi construída a nossa Itabuna”, explica o reitor da Uesc, Alessandro Fernandes. A universidade é parceira do projeto. No passeio por Itabuna, por meio de painéis, é relatada a história de vida de Aziz Maron, Mário Padre, Inácio Tosta Filho, Comendador Firmino Alves, Felix Mendonça, José Soares Pinheiro, Corbiniano Freire e Amélia Amado.

A exposição vai até setembro deste ano e também traz vida e obra de Olinto Leone, primeiro intendente de Itabuna, engenheiro responsável pela primeira planta da primeira igreja Matriz de São José de Itabuna e o primeiro Fórum de Justiça, além de medições para a planta urbana da própria vila. “É uma oportunidade para que a nossa população possa conhecer a nossa história”, diz a educadora Janete Ruiz Macedo, da Uesc.

O Centro Cultural é mantido pela Associação de Beneficência e Cultura Teosópolis, em parceria com a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e a Prefeitura de Itabuna, por meio da secretaria de Educação e da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC). “O Centro pertence a Itabuna e seu povo. É um bem cultural para nossa gente conhecer sua história”, afirma Geraldo Meireles, pastor presidente da Igreja Batista Teosópolis (IBT).

Visitas à exposição podem ser agendadas pelo telefone (73) 9 8870-9586.

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Brasiliense radicado em Itabuna, Maurício Campos Júnior, o Junoca, decidiu contar a história de amor que vive ao lado de Allana Magalhães no livro autobiográfico Junoca, o cadeirante fora da cadeira. O lançamento da obra será nesta quinta-feira (12), às 18h, na Praça de Alimentação do Shopping Jequitibá, em Itabuna. O cantor Cristiano Tavares fará participação especial no evento.

Junoca nasceu com paralisia cerebral, o que lhe impõe limitações motoras severas. Locomove-se numa cadeira de rodas e fala com dificuldade. Para se comunicar melhor, recorre à escrita com os pés. É assim que usa as redes sociais, onde dá dicas aos seguidores sobre como se relacionar com pessoas portadoras de deficiências. Batizou o quadro de Fica a Dica do Junoca.

Foi na internet que Maurício e Allana se conheceram. Após dias de conversa, marcaram o primeiro encontro em Brasília, onde moravam à época. Logo entabularam um namoro.

O romance floresceu em meio à resistência das famílias de ambos, o que os motivou a deixar a capital do país para morar em Itabuna. Após três anos de relacionamento, se casaram. Os detalhes e o desenrolar dessa história estão no livro de Junoca, que, mesmo antes do lançamento, já tem cerca de 900 exemplares vendidos.

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A Associação de Beneficência e Cultura Teosópolis inaugura, nesta sexta-feira (6), às 18h, o Centro Cultural Teosópolis Cacilda Lourenço Silva, que ocupa a antiga Casa Pastoral da Igreja Batista Teosópolis de Itabuna. Situado na Praça dos Eucaliptos, no bairro da  Conceição, o imóvel foi completamente reformado. Agora, é um espaço dedicado às artes e à cultura.

O local abrigará o Centro de Memória Teosópolis, fundado em 2013, e a Escola de Música Sacra de Itabuna (Emusita), com 34 anos de existência. Um dos objetivos do projeto é recuperar a história dos Batistas na região e a vida e obra do pastor Hélio Lourenço da Silva.

Já na recepção, os visitantes são convidados para uma visita guiada ao Centro de Memória ou à sala Brilho Celeste, onde os alunos terão aulas de canto e instrumentos de teclado, cordas e sopro, além de sala exclusiva para o estudo de bateria.

A casa também sediará a Emusita, que conta com dois ambientes compartilhados: o espaço de convivência e um moderno auditório. Para marcar a abertura do Centro, os visitantes poderão conferir a exposição “Toponímia de Itabuna: ruas e avenidas revelam histórias”. O equipamento também terá um espaço multifuncional, o auditório Olga Ribeiro.

PARCERIA

O Centro Cultural funcionará em parceria com a Prefeitura de Itabuna e com a Universidade Estadual de Santa Cruz. “Estará à disposição da comunidade como um lugar de cultura e resgate da cidadania, porque um povo sem história é um povo sem memória, e um povo sem memória é um povo sem identidade”, afirma a professora Janete Ruiz Macedo, do Centro de Documentação e Memória Regional (Cedoc/Uesc).

“Que o Senhor continue nos abençoando e ampliando a nossa visão para que possamos sempre enxergar o ser humano em todas as suas dimensões, oferecendo-lhe Palavra de Vida, alívio e formação cidadã. Parabéns, Teosópolis! Parabéns, Itabuna!”, celebra o pastor Geraldo Meireles, um dos idealizadores do centro.

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O projeto Circulação Profundanças – Mulheres em Diálogo celebra os oito anos do circuito editorial colaborativo que, em três antologias, já publicou poemas de 51 escritoras, em sua maioria nordestinas. A programação começa neste mês e segue até agosto, com rodas de conversa e oficinas gratuitas. À frente de cada encontro virtual, as fotógrafas e escritoras que fizeram a terceira edição de Profundanças.

As ações promovidas pelo circuito buscam mitigar a desigualdade de gênero que ainda caracteriza o campo editorial brasileiro. Pesquisa da professora da Universidade de Brasília, Regina Dalcastagnè, publicada no livro Literatura brasileira contemporânea: um território contestado, em 2012, revela que, de 1990 a 2004, 72% dos romances brasileiros publicados pelas maiores editoras brasileiras tiveram autoria de homens.

Para ampliar os espaços de divulgação dos escritos de mulheres, Profundanças também ganha site próprio, www.profundancas.com, onde é possível acessar gratuitamente todas as antologias que compõem o projeto.

MULHER E LITERATURA EM CENA

A circulação promoverá oito momentos em que o público poderá compartilhar vivências e dialogar com as autoras e fotógrafas participantes do livro Profundanças 3. A programação de maio já está definida.

A primeira roda de conversa será no dia 11 de maio, às 19h, no canal www.youtube.com/profundancas. Nela, dialogam as escritoras Yasmin Moraes, Vânia Melo, Isabelly Moreira e a fotógrafa Maria Ruana. O mote do encontro será a resistência de mulheres no campo das artes.

Já a oficina Pelas veredas da poesia do Pajeú, ministrada por Isabelly Moreira, acontece no dia 21 de maio, das 14h às 17h. Nessa atividade o público poderá conhecer a poética de tradição oral secularmente praticada no sertão do Pajeú (Pernambuco), território conhecido como berço imortal da poesia. As vagas são limitadas e a inscrição gratuita pode ser feita no site. Haverá emissão de certificado para quem se inscrever na oficina e na roda de conversa.

ESCREVER ACIMA DE TUDO

Comumente, os poemas e a vontade de fazer literatura não encontram terreno fértil para florescer. Na contramão deste quadro, 24 escritoras da Bahia, Pernambuco e São Paulo nasceram para o mundo da literatura em Profundanças, com suas primeiras publicações.

Para a idealizadora do circuito editorial, Daniela Galdino, tantas conversas com mulheres potentes causaram perturbações. “E o incômodo maior era esse: as gavetas engolindo tantos escritos. A cena se repete em lugares tão díspares – Recife, Itabuna, Feira de Santana, Ilhéus, Garanhuns, Brumado, Salvador. Gaveta: vala comum? Dessa perturbação surgiu a ideia de organizar uma antologia literária”, relembra.

Para a pernambucana Odília Nunes, viver é o que inspira a escrita. “É bonito saber de meus escritos indo além do meu caderno. Minha primeira publicação ser em conjunto, como foi Profundanças, é algo que me alegra bastante”, conta.

Autora de “Na terra quero ficar”, um dos textos da terceira antologia, Odília lembra que, no período de produção do ensaio fotográfico, sofreu grave acidente de carro. O primeiro impulso foi desistir de participar do livro. No entanto, a autora e a fotógrafa Renata Pires deram à situação um significado que ficaria para sempre registrado. “O ensaio foi um ritual de cura que senti de fazer no pós-acidente de carro”, lembra. A escritora raspou os cabelos e representou esse momento na ação performática que resultou no conjunto de fotografias inseridas no livro Profundanças 3. 

Publicada aos 19 anos, Yasmin Morais é a escritora mais jovem a participar de Profundanças. Vencedora do Prêmio Malê de Literatura 2019, sua produção é cada vez mais conhecida fora da Bahia. “Ter sido publicada em Profundanças foi um divisor de águas em minha carreira, em minha vida. Tive a possibilidade de estar em contato com mulheres que possuem uma poética potente, apesar de serem, por vezes, invisibilizadas devido ao contexto em que estamos”.

Fotografada por Andreza Mona, até hoje o momento do ensaio reverbera na escritora. “Me recordo das sensações que foram suscitadas durante o ensaio e do quanto me deixaram inspiradas”, lembra Yasmin. 

Já a escritora baiana Celeste Barros não parou de escrever, mesmo com a hostilidade da patroa que jogou seu caderno de poemas no lixo. Outros detalhes de sua história se assemelham à da escritora Carolina de Jesus: Celeste também precisou interromper a escolaridade ainda na infância e começou a trabalhar desde cedo como doméstica, enfrentando situações de racismo. 

A sua persistência, além de inspirar a criação da antologia, a levou ao mundo das publicações literárias pela primeira vez na edição inaugural de Profundanças, em 2014. Hoje, tem poemas divulgados em outros espaços e recitados em saraus. “Não quero ser invisível. Tenho uma relação de amor com as palavras, pois elas relatam a vida. Quero, cada vez mais, declarar a pessoa que sou por meio dos poemas e, para isso, já estou preparando meu próximo livro”, revela a escritora.

O projeto Circulação Profundanças – Mulheres em Diálogo foi contemplado pelo Edital Setorial de Literatura 2019 e tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, Fundação Cultural do Estado da Bahia e Secretaria de Cultura da Bahia. A produção é da Voo Audiovisual. Mais informações podem ser acessadas nas redes sociais (@profundancas). 

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Responsável por projetos únicos no interior da Bahia e com um modelo de gestão autossustentável, O Grupo Teatro/ Circo Maktub comemora 20 anos neste sábado (30). Às 19h30min, no canal do YouTube, será exibida a Live Show  Fragmentos da Nossa História – Maktub 20 anos. Em formato Cabaré, serão exibidas imagens dos últimos projetos e trabalhos da trupe ilheense sediada no bairro Nossa Senhora da Vitória. O link para a transmissão é youtube.com/GrupoTeatroCircoMaktub.

A primeira apresentação profissional do grupo foi em 2002, numa festa árabe na extinta Boite Kalúa. Seu primeiro grande êxito, em cartaz há 17 anos, é o Projeto de Encenação Teatral – Ilheenses Amados, aliando história patrimonial, imaterial, turismo, literatura do cacau, contação de história e cultura regional. O Grupo Teatro/Circo Maktub  expandiu sua atuação, apresentando-se em espaços culturais de Ilhéus e de outras cidades, eventos, comunidades populares e indígenas. Também já foi convidado para matérias de grandes mídias como Globo Repórter e Revista Bravo! – Edição Especial sobre Jorge Amado.

A segunda vertente investigada pelo grupo é a palhaçaria, iniciada em 2006, com  o espetáculo Homens Ajudam Homens?, que estreou em São Paulo, na Pastoral Santa Fé. Em 2011, iniciou o movimento artístico regional da Palhasseata de Ilhéus,  primeira passeata de palhaçaria do Sul da Bahia. No ano passado, o evento ganhou sua versão virtual com o Festival da Palhasseata de Ilhéus, com financiamento via edital da Fundação Cultural do Estado da Bahia.

Em 2016, ainda residindo em Salvador, o diretor e idealizador do grupo, Fábio Nascimento, começou seus estudos da arte drag. Em 2019, já em Ilhéus, foram  iniciadas diversas oficinas e experimentações acerca da linguagem, surgindo dois novos grupos na região, o Drags do Maktub e o Coletivo ArtDrag Sul/BA. Atualmente, o grupo também investiga a cultura do sereismo para futuras produções teatrais.

Atualmente, o Grupo Teatro/ Circo Maktub tem certificado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia como Ponto de Cultura. Todos os processos de pesquisa foram compartilhados com a comunidade, através de atividades pedagógicas como oficinas e vivências gratuitas certificadas pelo Projeto de Extensão Teatro Popular e Interculturalidade da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). Outras parcerias foram estabelecidas com instituições regionais como: Fé e Alegria do Brasil, Teatro Popular de Ilhéus, Observatório Astronômico da UESC, Foto com Paixão, Espaço Cultural Bataclan, Ocupaê, Circo da Lua (Serra Grande) e Alô Comunidade (Itabuna).

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Celina Santos

“Nada existe de grandioso sem paixão”. A frase, atribuída ao filósofo Hegel, pode resumir o sentimento exibido no rosto dos profissionais que atuam na Rádio Difusora Sul da Bahia. Considerada líder de audiência em Itabuna e região, a emissora chegou a 62 anos e foi tema de sessão especial na Câmara de Vereadores, na noite de quarta-feira (20).

Proposto pelo primeiro-secretário da Casa, Israel Cardoso (Agir), o ato teve à mesa o também edil Ronaldo Geraldo (PL) e boa parte do quadro de radialistas que soltam a voz naquele veículo. “É importante o reconhecimento a essa rádio que tem uma história na cidade; são 62 anos levando informação, cultura e, principalmente, informação com credibilidade”.

Os dois edis pontuaram sobre a credibilidade e respeito conquistados pelos profissionais ali atuantes. “Essa casa não poderia deixar de homenagear a Rádio Difusora pelo tempo de prestação de serviço a Itabuna; é motivo de orgulho estarmos aqui celebrando essa data tão significativa”, completou o autor.

Da mesma forma, Ronaldão mencionou o compromisso social dos radialistas daquele canal, a exemplo do Orlando Cardoso (um baluarte do rádio itabunense) e Cacá Ferreira, junto aos cerca de 15 profissionais que fazem daquelas “ondas” uma missão diária. Entre os radialistas presentes, o também ex-vereador Nadson Monteiro.

TRABALHO DE TODOS

Dono de uma voz grave e que inspira seriedade, Nadson comentou sobre o quão aberta à tecnologia é a equipe da Difusora. Mencionou o fato de a maioria ter trabalhado de casa (o chamado home office) na pandemia. E mais: citou a união ao assumirem a gestão da rádio, onde cinco profissionais estão à frente.

“Era um plano do proprietário da emissora, o [ex-prefeito] Fernando Gomes: fazer uma cooperativa, passar a rádio pros funcionários, pra equilibrar questões trabalhistas. Vendeu a rádio pra um cidadão e depois houve um problema e ele quis devolver. (…) Mas, graças a Deus, os profissionais que trabalham fazem a sua parte, todo mundo trabalha”, relatou.

Ainda exaltando o clima de união e abraço à tecnologia, o programador Iran Roberto destacou o fato de o aplicativo da Difusora já ter superado a marca de 50 mil downloads. “A segunda colocada chega a cinco mil. Nossa rádio é ouvida em Portugal, nos Estados Unidos…”, destacou.

“HOJE BEM MELHOR”

O radialista Paulo Leonardo, um dos integrantes da cooperativa que mantém a Difusora no ar, explanou sobre a fundação, em 1960, pelo ex-deputado Paulo Nunes. Antes da fala, pediu um minuto de silêncio em reverência a colegas falecidos, como Duda Polirodas, Jota Silva e Luiz Carlos Barroso.

Emocionado, lembrou o fato de ter sido ali o seu primeiro emprego e pontuou sobre a entrega dos profissionais ao abrirem mão das questões pessoais quando estão ao microfone. “Outro dia, fiz uma campanha para doar três botijões. Quando cheguei em casa, vi que o meu botijão tinha acabado. Essa é realidade do radialista, estamos aqui por amor! Quem trabalha certo dá certo e as pessoas confiam”, definiu.

Ele completou lembrando a disponibilidade absoluta do grupo: “Não deixamos em nenhum momento a rádio cair, os parceiros abraçaram a causa e hoje estamos bem melhor. Não tem mais assombração de chover e a transmissão cair; estamos nessa luta pela fidelidade do ouvinte”, enfatizou.

Na mesma linha, o colega Antônio Carlos (outra voz de barítono) reconheceu que é uma missão estar ao microfone, ser voz da sociedade, estar atento às questões que a afligem. Para isso, muitas vezes, abrem mão das questões particulares do cotidiano, a exemplo do alto preço da gasolina – que impacta, sobretudo, o “pão nosso de cada dia”.

COMPANHIA DIÁRIA

Lá também estavam vozes que no passado fizeram parte da equipe. Veemente, Val Cabral expôs sobre o mágico papel do radialista, inclusive no plano emocional das ouvintes. “O rádio é companheiro das pessoas, é acalentador, faz sonhar”, elaborou, citando um episódio em que foi evitado um suicídio com a influência de um comunicador.

Quanto ao radialista Fábio Luciano, hoje assessor da Câmara de Itabuna, falou com emoção sobre o tempo em que prestou serviços “à líder de audiência” e o inegável compromisso dessa turma junto à população regional. “A Difusora está em meu coração; realiza o que muitos não têm coragem”.

O jornalista e policial militar reformado Paulo Neiva, correspondente em Salvador, fez questão de comparecer ao aniversário da emissora. Apaixonado pelo rádio desde criança, vibra com as conquistas daquele veículo em outras esferas. “Botei a Difusora para ter cadeira cativa na Assembleia Legislativa da Bahia; nunca teve isso”, orgulha-se.

Da mesma forma, veio da capital o radialista Adilson Silva, que também já soltou a voz em emissoras de Itabuna. “Estou satisfeitíssimo com o nível dos profissionais que compõem a equipe da Rádio Difusora. A gente torce pra que ela complete 124 anos”, apostou.

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Presidente do PCdoB de Itabuna, o ex-vereador Wenceslau Júnior parabenizou o professor, advogado e escritor Efson Lima, que será empossado como novo membro da Academia de Letras de Ilhéus (ALI), em solenidade na sede da instituição, nesta sexta-feira (22), às 19h.

– Ele dará uma importante contribuição para que a Academia cresça ainda mais, pois se trata de um jovem doutor com inteligência imensurável. Tenho certeza que seus conterrâneos, assim como eu, que o admiram e acompanham sua trajetória acadêmica estão orgulhosos. Parabéns!

Efson Lima ocupará a cadeira 40 da ALI. Jovem doutor, Efson é um dos articulistas do centenário jornal A Tarde e do Diário de Ilhéus. O mais novo imortal também é um dos responsáveis por articular a realização do Festival Literário Sul-Bahia (Flisba).

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A educadora ilheense Elisa Oliveira lança coleção de livros infantojuvenil de Filosofia, na próxima terça-feira (26), às 15h, no auditório da Torre Administrativa da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). A coleção é uma publicação da Editus e é composta por oito livros com textos leves, simples e, ao mesmo tempo, profundos.

Os livros são um convite à reflexão de temas como amizade, liberdade, respeito à diversidade, antirracismo, adoção, silêncio, afetos, autoconhecimento e ponto de vista. “São livros para todas as infâncias. A experiência do leitor, o interesse pela temática, a forma como a leitura pode ser mediada, independente de idade, nos permite acessar diferentes níveis de reflexão e profundidade nas discussões”, explica Elisa.

A educadora também é a autora das coleções Aprendiz de Filósofo e Cogito Ergo Sum, ambas livros didáticos para o ensino da Filosofia no ensino Fundamental, área do conhecimento em que a autora se dedica há mais de 20 anos. Suas coleções são adotadas por escolas em Ilhéus, Itabuna, Arraial D’Ajuda (Porto Seguro) e Rio de Janeiro.

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Um dos fotógrafos baianos mais premiados no mundo, Flávio Alvarenga, será um dos palestrantes do maior congresso para fotógrafos e filmmakers da América Latina, o Wedding Brasil. O evento será realizado no período de 3 a 5 de maio, no Pro Magno Centro de Eventose, em São Paulo.

Flávio, nascido em Guanambi, no sudoeste baiano, e atualmente residindo em Itabuna, sul da Bahia, vai proferir palestra na arena Hands-On, filme e edição, com o tema Vencendo a insegurança na direção de casais. No evento, o fotógrafo revelará como desenvolveu uma técnica própria e exclusiva para dirigir os casais e compartilhará de seu conhecimento com os demais congressistas e colegas de profissão.

O Congresso está na 12ª edição e a expectativa é de que receba mais de 4 mil pessoas em três dias de evento. A programação terá 120 palestras, oito palcos e cerca de 50 expositores.

Não será a primeira vez que Flávio participa do Wedding Brasil. Já esteve por lá em 2019 e fala desta segunda vez no maior evento do segmento. “É um momento de muita alegria e realização pessoal. É uma forma também de reconhecimento do trabalho que venho desenvolvendo ao longo desses anos. Estar como palestrante, pela segunda vez, no maior evento de fotografia da América Latina é, sem dúvida, um momento ímpar em minha carreira”, declarou Flávio Alvarenga.

O COMEÇO E A COLEÇÃO DE PRÊMIOS

Flávio Alvarenga teve sua primeira experiência em um estúdio fotográfico aos 15 anos, mas como design e diagramador. Aos 17, decidiu ser fotógrafo. Dedicou-se, nos primeiros anos, à fotografia de moda e, em seguida, optou por se especializar em fotografia de casamento, com um estilo exclusivo e autoral que vem desenvolvendo em oito anos de prática.

O profissional já foi Premiado pelas maiores associações de fotografia de casamento, a exemplo da Fearless, Inspiration e FineArt_ — que também premiou fotógrafos renomados como Anderson Marque, Wellington Fugisse, Nayara Andrade, David Hofman, Paulo Guanais e Érika Bittencourt.

Já em 2016 foi escolhido o fotógrafo revelação pela Inspiration Photographers e como melhor fotógrafo do ano em 2020 e 2021. Ganhou por dois anos seguidos o prêmio Photosintese (2017 e 2018), tornando-se palestrante do evento em 2019, ano em que acabou convidado para ministrar um workshop no Japão, mas, em virtude da pandemia, o evento foi adiado e deve acontecer agora em 2022. A carreira ultrapassa mais de 300 fotos premiadas no Brasil e em concursos fora do país.

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O professor de Direito, escritor e articulista Efson Lima toma posse como novo membro da Academia de Letras de Ilhéus (ALI) na próxima sexta-feira (22), no Salão Nobre da instituição. A solenidade está prevista para as 19h.

Articulista de jornais diários baianos e um dos coordenadores do Festival Literário Sul-Bahia (Flisba), Efson teve o apoio necessário de votos já na indicação para a ALI, o que dispensou a eleição para escolha do novo membro, informou o presidente da Academia, Pawlo Cidade. Toma assento à cadeira 40 da Academia.

Conforme previsto, Efson Lima será saudado pela ex-presidente da ALI Maria Luiza Heine, na próxima sexta (22), na sede da Academia de Letras de Ilhéus, na Rua Antônio Lavigne de Lemos, 39, Centro, Ilhéus, Bahia, Brasil.

Efson foi aluno de Maria Luiza Heine, que lembra dos tempos de faculdade. “[Efson] Era aquele aluno que se aproximava para conversar, querendo ir além do assunto dado. Um dia me procurou querendo saber mais da Academia de Letras de Ilhéus, cresceu e adquiriu conhecimento para conhecer a Academia por dentro. Vai entrar pela porta da frente”, orgulha-se a ex-presidente.

GANHO INESTIMÁVEL PARA A ACADEMIA

Presidente da ALI, Pawlo Cidade vê na chegada de Efson ganho inestimável para a nossa Academia. Ele ressalta a experiência, a dedicação e o amor pelas letras que enxerga no novo membro.

Já o poeta, ensaísta e membro das academias de Letras da Bahia (ALB) e de Ilhéus (ALI) Aleilton Fonseca, vê Aleilton na Academia com imensa alegria, prazer e satisfação. “A Academia de Letras de Ilhéus ganha muito com a sua participação efetiva nas atividades de promoção da nossa Literatura.”

O jornalista e consultor cultural Alderacy Pereira teve Efson Pereira como seu aluno, ainda na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), em 2004. “Recordo, nitidamente, dos olhos dele brilhando e me apresentando seus primeiros artigos de opinião”, relembra, completando: “Quando vejo um texto assinado pelo articulista Efson Lima, leio com grande interesse e volúpia”, encerra, não sem destacar o orgulho ao saber da posse do escritor e professor na ALI.