
Um caso absurdo de maltrato a um animal indignou os soteropolitanos esta semana. A vítima era uma cadela da raça rottweiler, chamada Lessie, de aproximadamente 50 quilos, que era mantida 24 horas por dia amarrada a uma pedra, num espaço de um metro quadrado, onde sequer conseguia girar o próprio corpo.
O fato ocorria na Rua do Curuzu, onde vizinhos denunciaram Edna Lopes, dona da cadela. Na terça-feira, 30, uma oficial de justiça compareceu ao local para cumprir mandado de busca e apreensão expedido pelo Juizado Cível de Piatã. A operação foi acompanhada pela vereadora Ana Rita Tavares (PV), que se destaca pela mobilização em defesa dos animais, e membros da ONG Terra Verde Viva. Houve ainda o apoio de uma guarnição da 37ª Companhia da Polícia Militar.
Na casa, encontraram Lessie com os membros anteriores atrofiados, devido à falta de exercícios, e ainda com aumento do fígado e do baço, decorrência da dieta desequilibrada. Os sintomas foram identificados pelo veterinário Nilson Carvalho, que também constatou a suspeita da doença do carrapato.
Uma moradora, que não quis se identificar, disse que a cadela ficava o tempo todo amarrada e deitada sobre as próprias fezes. À noite, a dona jogava água, a pretexto de “diminuir o mau cheiro”. A vereadora Ana Rita Tavares afirmou que pretende tomar as medidas judiciais cabíveis contra Edna Lopes e seu filho, apontados como agressores do animal. Lessie, felizmente, já tem um novo lar garantido.































