Tempo de leitura: < 1minutoArgôlo: apoio de Azevedo a Wagner (Foto A Região).
O deputado estadual Luiz Argôlo (PP) participou, nesta manhã, do programa Bom Dia Bahia, da rádio Nacional. Enquanto falava de mandato, projetos e eleições 2010, foi perguntado sobre qual dos candidatos a governador terá o apoio do prefeito Capitão Azevedo (DEM).
Argôlo reafirmou aos apresentados Ederivaldo Benedito e Maria Luísa Couto que o prefeito Capitão Azevedo (DEM) apoiará a reeleição do atual governador baiano. Bené insistiu na pergunta e o deputado cravou: “[Tenho] 100% de certeza de que o governador Jaques Wagner terá o apoio de Azevedo”. O DEM do prefeito de Itabuna terá Paulo Souto como candidato ao governo.
Argôlo foi o único dos candidatos nestas eleições 2010 que teve o apoio declarado de Azevedo. Como os dois estão batendo uma bolinha juntos, há de se deduzir que a resposta do parlamentar tenha “lastro”.
Dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome(MDS) apontam que até janeiro deste ano mais de 4,1 milhões de famílias tiveram o benefício do Programa Bolsa Família cancelado. O principal motivo do corte é a renda per capita familiar superior à renda mínima estabelecida pelo programa.
Mais de 2,2 milhões de famílias (54% dos casos) abriram mão do benefício ou tiveram o auxílio suspenso pela elevação da renda. Toda família com renda mensal por integrante de até R$ 140,00 tem direito ao benefício.
O valor varia conforme o tamanho da família, o númerodecriançaseadolescentes na escola. O auxílio vai de R$ 22,00 a R$ 200,00 por mês.
O vereador e presidente da Câmara de Itabuna, Clóvis Loiola, surpreendeu os colegas de legislatura. Quase em segredo, decidiu oficializar a sua união com a esposa Poliana. A festa no Mason Marie, ontem à noite, foi discretíssima. E longe dos olhares de muitos dos seus colegas.
O cafetão Jefferson Cabral confirmou perante à juíza da Vara do Júri e Execuções Penais, Cláudia Panetta, que matou a ex-namorada Camila Vieira e a justiça de Itabuna decidiu levá-lo ao Tribunal do Júri pelo crime. As duas últimas testemunhas do caso foram ouvidas na última quarta-feira, 16.
Durante o interrogatório, Jefferson Cabral disse que era apaixonado por Camila e que tinha uma relação amorosa com ela. Ele contou que a ex-namorada havia prometido deixar a vida de garota de programa para morar com ele, mas não cumpriu a palavra.
Isso, disse, fez com que perdesse a cabeça e a matasse. Camila foi executada com seis tiros na recepção do Motel Eros, às margens do Km 32da BR-415, no dia 22 de março deste ano.
Cascalho (idem – Brasil, 2008), adaptação do romance de Herberto Sales e exibido na última semana na sala Walter da Silveira, é o primeiro longa-metragem de Tuna Espinheira (O Cisne Também Morre, Viva o 2 de Julho), baiano com mais de 30 anos de carreira como documentarista. Aqui temos ganância, sonho e repressão na Bahia – Chapada Diamatina – dos anos 30, época do garimpo e de sua decadência, mas também de resquícios da escravidão em meio à possibilidade de independência dos negros. Ou seja, temos tema e tipos de relações já tratadas e retratadas, em um ambiente e época (no Brasil) nem tanto. O que, aliado à sugestiva abertura, pode levar à ideia do filme como um estilizado cartão de combate, embora seu interesse maior esteja na busca pelo prazer e pelo poder que movem seus personagens.
Por outro lado, a mesma abertura se junta às três últimas sequências (um mesmo grupo) como resumo de todo o resto – e isso é tanto um elogio pela força delas como uma crítica pela falta de peso da maior parte do recheio.
Na primeira cena, espécie de prólogo que antecede créditos iniciais, temos uma tensa conversa que aborda o conflito entre propriedade privada, exploração e fé. No bloco final, pouco antes desse, um dos personagens se deleita em todo tipo de prazer após sorte no garimpo, o que o leva a fazer a alegria de homens, mulheres e do que aparece pela frente. Depois retorna à labuta, dessa vez buscando um diferencial, um local novo, fornecido pela natureza, que – em desacordo com o “acaso” – traz a morte com ela.
Nessa sequência final, Espinheira retoma (ou finaliza) a questão de cobiça descabida, mas também investe em um sonho cuja realização ideal, na prática, se torna impossível. Mas o grande ponto é que Espinheira não explicita o que é ou o que quer dizer, apenas diz, e o mérito está em como diz. O caráter implícito faz bem porque, como audiovisual, esse momento póstumo-onírico se basta.
Por mais que seu durante seja irregular, entre diálogos pouco inspirados e cenas com naturalismo que constrange quando talvez não fosse essa a intenção, existem ainda pelo menos outros dois momentos dignos de nota em Cascalho: a trama que culmina em assassinato de quem aos poucos crescia e, principalmente, a desconfiança que envolve azeite e a busca pelo “diamante” escondido. A crueza e a crueldade, especialmente no segundo caso, se juntam a uma cuidadosa noção de ritmo (sonoro e de decupagem) em resultado que convence.
Curioso também que, após subirem os créditos, impressão era de um filme “somente” ok (e não tão bom quanto o texto pode sugerir), até que ouvi, de um dos presentes, que “faltou fotografia – a paisagem é tão bonita”, entre outros comentários da mesma laia. Deveria ter dito que nem todos querem filmar cartões postais em movimento, mas tentei ser educado. Ao perceber quão complicado foi manter a linha, percebi também que, em posição cada vez mais escassa, Cascalho tem algo a dizer. E isso é mais que apenas válido.
Visto na sala Walter da Silveira – Salvador, junho de 2010.
8mm
Teatro O indivíduo que fez o comentário a respeito do filme é o mesmo que, antes da sessão, comentou com a namorada. “É cinema, amor? Jurava que a gente tinha vindo para o teatro”. E, num sábado à noite, com longa-metragem baiano, e com Othon Bastos no elenco, foi apenas um dos cinco espectadores que contei na Walter da Silveira. Um amigo me disse que peguei uma época péssima de público na sala – pode ser – mas não diminui a tristeza pelo recorrência do fato.
Filmes da semana
1. Cascalho (2008), de Tuna Espinheira (sala Walter da Silveira) (***)
2. Ascensor para o Cadafalso (1957), de Louis Malle (DVDRip) (****)
3. Nós, As Mulheres (1953), de Guarini (**1/2), Franciolini (**1/2), Rosselini (***), Zampa (**1/2) e Visconti (**) (DVD) (**1/2)
4. Ligações Perigosas (1988), de Stephen Frears (DVD) (***1/2)
5. De Corpo e Alma (2003), de Robert Altman (DVD) (***)
6. Cidade Baixa (2003), de Sergio Machado (DVD) (***1/2)
7. Inimigos Públicos (2009), de Michael Mann (DVD) (****)
_
Leandro Afonso é comunicólogo, blogueiro e diretor do documentário “Do goleiro ao ponta esquerda”.
“Extra! Extra! O prefeito foi afastado por decisão da Justiça Eleitoral”. Esta foi a manchete repetida por todos os jornais da cidade, dando repercussão à decisão judicial que afastou o prefeito que tomou posse no dia 1º de janeiro e que fora condenado, por “pratica de abuso de poder econômico”,a perder o cargo, isto muito tempo após o pleito de 2008 e há mais de dois anos da posse.
O presidente da Câmara é intimado da decisão e de que deverá, no menor tempo possível, convocar o segundo colocado para que este tome posse como novo prefeito. Isto, quando a própria Justiça Eleitoral não determinar que este mesmo presidente fique como novo prefeito até que se realize uma nova eleição.
Mas nem é preciso esperar muito tempo, pois quem vem logo atrás do oficial de Justiça, querendo de imediato tomar posse (quando não é o próprio presidente), já de terno e tudo é o futuro novo prefeito.
Como primeiro ato, o novo prefeito exonera todo o secretariado; demite todos aqueles contratados temporariamente e contrata os seus “aliados e cabos eleitorais”; suspende todos, eu disse todos, os pagamentos a serem feitos aos antigos fornecedores da prefeitura, afinal temos que “recompensar os aliados e punir os adversários”.
Então ele, novo prefeito, começa a traçar planos, organizar metas, enfim, trabalhar. Mas aí tudo muda de novo. Em menos de um mês o prefeito afastado consegue uma “liminar” em Salvador e volta ao cargo, reempossa os secretários, readmite os servidores demitidos, suspende o pagamento das compras feitas pelo antecessor e recomeça a trabalhar. Será?
Culpa dos juízes eleitorais? Não, pois estes apenas cumprem as normas feitas por nosso Congresso. Culpa de nosso sistema político-eleitoral
A dúvida persiste em função de que o Antigo/Novo/Prefeito (ou até mesmo aquele que ficou em terceiro lugar na disputa), em contato com o seu “deputado”, já se encontra em Brasília tentando “caçar” a todo custo a “liminar” e voltar a ser prefeito.
Assim, em virtude da dúvida sobre quem será o legitimo e verdadeiro mandatário, paralisa-se toda a “máquina”, nenhum servidor trabalha, pois tem receio de desagradar a algum dos dois (ou três) prefeitos; ninguém tem coragem de vender ao Município, pois sabe-se lá se haverá como receber. Enfim, toda a população é prejudicada por conta de uma decisão judicial tardia.
Tempo de leitura: < 1minutoWenceslau Júnior e Roberto Benjamin
O vereador Wenceslau Júnior (PCdoB de Itabuna) foi até Ilhéus na última sexta-feira, 18, assistir ao seminário organizado pela Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia com a finalidade de destacar os investimentos estruturantes para as regiões sul e extremo-sul do Estado. No momento das perguntas, o comunista, pré-candidato a deputado estadual, fez seu questionamento ao secretário extraordinário da Indústria Naval e Portuária, Roberto Benjamin, e recebeu de volta uma declaração de apoio.
Benjamin, que viveu sua infância em Itabuna e fez carreira na Odebrecht, é hoje o responsável pela gestão dos portos baianos e, pelo que declarou, nutre grande admiração pelo vereador comunista. “Eu voto em você”, disse o secretário, deixando Wenceslau numa alegria só.
Após a declaração, ambos posaram para fotos como se fossem velhos amigos.
A Trifil vai investir R$ 23 milhões na ampliação de sua unidade em Itabuna, com o objetivo de aumentar em 20% a produção de meias e langerie sem costura para abastecer o mercado interno. De acordo com a empresa, esse investimento tornará necessária a contratação e 500 novos funcionários e a intenção é que 90% da mão-de-obra seja local.
As informações foram transmitidas pelo presidente da Trifil, Rodrigo Heilberg, ao secretário da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia, James Correa. Eles se encontraram na última quinta-feira, 17, em Itabuna.
A quatro dias do São João, muitas prefeituras baianas ainda lutam na Justiça para garantir os incentivos do governo do Estado para realização da festa. Isso porque, segundo a Secretaria de Turismo (Setur), gestores têm até terça-feira, dia 22, para apresentar certidão de adimplência com a União e com a esfera estadual: requisito básico para firmar convênios com o poder público e receber as verbas.
Na cidade de Itabuna, por exemplo, o atual prefeito, Capitão Azevedo (DEM), reclama que dívidas contraídas em gestões anteriores o obrigam a criar alternativas para contornar o aperto orçamentário e garantir os festejos na cidade. “Há uma dívida de R$ 100 milhões com o INSS e outra de R$ 20 milhões com o FGTS, que se arrastam há duas décadas. Para realizar convênios, só através de liminares da Justiça”, explicou.
A Setur estima que pelo menos 300 cidades procuraram o órgão em busca de apoio financeiro, mas apenas cem, um terço desse total, devem ser atendidas.
Na convenção realizada ontem (19), em Salvador, para homologar suas candidaturas, o Psol espinafrou os “PBB -Partidos Bananas da Bahia”. Os dirigentes não declinaram os nomes dos que estão na “penca” e falaram de modo genérico que o Psol não estará na eleição como “satélite”.
“Não é a nossa política nos aliarmos a uma penca de partidos bananas, sem moral, sem ideologias, sem identidades, sem nada, que se oferecem ao primeiro que der mais, se vendem como numa feira de bijuteria paraguaia “, metralha o texto distribuído pela assessoria do Psol.
A legenda entrará na disputa com 36 candidatos à Assembleia Legislativa e 20 à Câmara dos Deputados. Foram ainda oficializadas as candidaturas de Marcos Mendes para governador, Everaldo Silva para vice e Luís Carlos França para o Senado.
Tempo de leitura: < 1minutoVily (ao centro) é homenageado por Braga e Ramiro (Foto Jorge Bittencourt).
Ele é fã do Rei Roberto Carlos e há mais de duas décadas pode ser ouvido sempre no mesmo horário e na mesma emissora. Basta sintonizar nos 560, da rádio Jornal, das 6h40min às 9h. É Vily Modesto. O homem de voz inconfundível – e estilo, idem – completou 70 anos de vida. Exatamente 50 deles foram dedicados ao rádio grapiúna.
Diretores da Câmara de Dirigentes Lojistas de Itabuna (CDL) lembraram dessa história e renderam homenagem ao radialista. Na foto, Jorge Braga, presidente da CDL, entrega o troféu a Vily Modesto (que aparece ao centro, acompanhado do multimídia e sorridente Ramiro Aquino). A foto é do ‘carequinha’ Jorge Bittencourt.
Tempo de leitura: < 1minutoJosias se atrasou e Jonas Paulo abriu os trabalhos
O pré-candidato a deputado federal pelo PT, Josias Gomes, realizou neste sábado, 19, mais uma de suas plenárias. Ao lado da deputada estadual Fátima Nunes, do mesmo partido e candidata à reeleição, Josias se apresentou aos eleitores ilheenses. Houve participação do presidente do PT na Bahia, Jonas Paulo, além do pré-candidato ao Senado Walter Pinheiro.
Josias e Fátima Nunes chegaram bem atrasados ao evento, em virtude de problemas com um voo que saiu de Senhor do Bomfim, norte do Estado. Por isso, os pronunciamentos tiveram que ser iniciados antes da aparição dos personagens principais, a fim de não dispersar o público.
Os pré-candidatos a vice-governador, Otto Alencar, e a senadora, Lídice da Mata, eram esperados, mas não puderam comparecer em virtude de compromissos na capital.
Tinham razão os agentes de combate a endemias que foram às ruas na última quinta-feira, 17, protestar contra os baixos salários e a falta de condições de trabalho. Ontem, o Departamento de Vigilância à Saúde concluiu o segundo ciclo de visitas de combate aos focos de mosquito da dengue.
O que se apurou é preocupante: a cidade novamente registra altos índices de infestação da dengue. Mesmo após a troca do larvicida usado no combate ao Aedes aegypti, a infestação atingiu 16,3% neste segundo ciclo, encerrado na última sexta, 18.
É quase o dobro do percentual registrado em 2009, quando o município sofreu a sua maior epidemia. Naquele período, foram 15 mil casos de pessoas atingidas pela dengue e nove óbitos.
Os agentes de combate a endemias reclamam que estão indo a campo sem apoio necessário. Dos 12 veículos enviados pelo governo federal para as ações contra a dengue, afirma um agente, apenas três são usados neste trabalho.
Outra situação considerada absurda é que só 30 dos 109 novos agentes exercem a função. Os demais ou foram desviados para outras áreas ou seriam parentes de Gasparzinho, o fantasminha camarada.
Tempo de leitura: < 1minutoBassuma: "onda" verde (Max Haack/BN).
Os “verdes” realizaram convenção neste sábado e definiram os nomes que integrarão a chapa majoritária do PV na Bahia. O deputado federal Luiz Bassuma será o candidato a governador, tendo como vice a médica veterinária Lilia Amorim. O deputado federal Edson Duarte foi escolhido para a disputa ao Senado Federal.
Ao Bahia Notícias Bassuma diz ter recebido “sinais” que apontariam para um sucesso na sua caminhada eleitoral. “Tenho sinais claros de que vem aí uma onda. E uma onda, por definição, a gente não controla. Ela simplesmente contagia as pessoas espontaneamente, deixa elas tomadas por um sentimento”, divaga.
Os deputados Geraldo Simões (PT) e Ângela Sousa (PSC) fecharam neste sábado (19) uma dobradinha eleitoral. Os dois disputam reeleição à Câmara Federal e Assembleia Legislativa, respectivamente. O acordo foi selado em Ilhéus.
Ângela é eternamente agradecida a Geraldo. O petista conseguiu manter as indicações da parlamentar embora Ângela tenha abandonado o governo na votação de um empréstimo de meio bilhão de reais há cerca de dois meses.