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Cerca de 1.500 aliados do prefeito de Camaçari, Luiz Caetano (PT) se reuniram na noite desta sexta-feira, 11, em uma festa que comemorou o arquivamento do processo que era movido contra o petista, a partir das investigações da Operação Navalha. A ação da Polícia Federal, deflagrada em maio de 2007 para apurar desvios de recursos federais por meio de fraudes em licitações, levou quase 50 pessoas à prisão. Entre elas, o prefeito de Camaçari.

Há poucos dias, Caetano foi considerado inocente pelo Tribunal de Justiça da Bahia, por isso a festa, que teve a participação do governador Jaques Wagner.

Em discurso, Wagner afirmou que o correligionário foi vítima de injustiça. Outro que estava presente, o ex-deputado federal Josias Gomes, também foi “absolvido” pelo governador. Josias se envolveu no chamado “escândalo do mensalão”, em 2005, e esteve próximo de renunciar ao mandato. Segundo Wagner, ele foi “estigmatizado”.

Às 13h36minComo bem lembra o “Observador”, o ex-deputado não renunciou ao mandato. Foi absolvido pelo plenário, assunto do qual já tratamos aqui em outras postagens. Anteriormente, havíamos publicado nesta nota que o deputado renunciou. Erramos.

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Ricardo Ribeiro |  blog@politicaetc.com.br

A ala futriquenta e fuxiqueira da imprensa tem uma pauta fixa na cobertura da Copa. Fica de olho nos treinos da Seleção Brasileira, à espreita, ligada no menor sinal de mal-entendido, que é imediatamente noticiado como desentendimento grave, crise, mal-estar…

Ora, paciência! Quanta babaquice… Parece que a imprensa espera ver 23 marmanjos num idílio eterno, sorrindo o tempo inteiro e trocando tapinhas carinhosos. Uma pegada mais dura num coletivo, vixe!, é o fim do mundo. Se Kaká não aceita a mão solidária de Felipe Melo, é sinal de que a seleção está desunida, um “mau sinal”.

Ontem, após a cutucada de Daniel Alves em Júlio Batista, as imagens mostraram o primeiro se explicando logo em seguida sobre o lance, uma espécie de desculpa. Júlio ouvia, sem nada dizer, nem gesticulava. Em outra imagem, já na saída, Daniel continua falando com o companheiro, talvez sobre o mesmo assunto, talvez não… Mas as Fifis se alvoroçam, divulgam que houve um bate-boca.

Segundo o Houaiss, bate-boca é, nas acepções mais comuns, ”discussão agressiva; troca de palavras ásperas; bate-barba; dize-tu-direi-eu; clamor de briga; vozerio de pessoas em altercação”. Quem observa as cenas sem as palpitações ansiosas da imprensa fofoqueira percebe que essa definição não se aplica ao que houve no treino.

Pode-se sugerir que os canarinhos passem a trocar rosas, margaridas e crisântemos durante os treinos, cumprimentem-se com beijinhos e caminhem, sempre que possível, de mãos dadas. Assim as Fifis certamente não dirão mais que há desentendimento entre os craques de Dunga. Vão dizer que são umas moçoilas, mas fazer o que…

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Seleção nigeriana já não seria mais um bicho-papão

Pela análise de grande parte dos especialistas em futebol, a Nigéria não é mais uma seleção que mete medo em ninguém. Existe até mesmo quem aposte que a equipe ficará em último lugar no Grupo B, que tem ainda Argentina, Grécia e Coréia do Sul.

Os nigerianos estreiam logo mais, às 11 horas, com uma parada teoricamente dura. Vão enfrentar o time do Sr. Armando Diego Maradona. O outro jogo do grupo, entre Grécia e Coréia do Sul, está começando neste momento (8h22min).

Às 15h30min, será disputada a primeira partida do grupo C, fechando a rodada deste sábado. Inglaterra e Estados Unidos se enfrentam na cidade de Rustenburg, num clima de apreensão, pois a rede terrorista Al-Qaeda ameaçou promover um ataque durante o jogo. A segurança está reforçadíssima.

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Do Bahia Notícias:

Neste fim de semana, PT e PMDB festejam o lançamento das candidaturas da petista Dilma Rousseff à Presidência da República e do peemedebista Michel Temer como vice, na mesma chapa. O mote da festa, no entanto, só vale para dez estados da federação, onde as duas legendas conseguiram formar aliança em torno de candidato único ao governo. Em outras 14 federações, as siglas seguirão para a eleição em lados opostos.

Nos estados do Norte, por exemplo, em nenhum as duas legendas estão juntas na briga pelo governo. Outros três estados ainda estão com as negociações em aberto, mesmo a faltar poucos dias para as convenções locais. A Bahia, por exemplo, dispensa comentários. Aqui, a aproximação é sem possibilidade, pelo menos no 1º turno.

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Na caminhada em defesa do Porto Sul, realizada na quinta-feira (09) em Ilhéus, um dos alvos foi o Ministério Público Federal, que é contra o projeto sob o argumento de que ele trará prejuízos ambientais irreparáveis. Os defensores do porto afirmam que não é bem assim, observando que a intenção é promover desenvolvimento com sustentabilidade.

A população regional, que está há quase 30 anos vendo o sul da Bahia estagnado, espera ansiosamente pelos empregos que o intermodal deverá gerar.

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Do Comunique-se

Com reportagem intitulada “A estranha sobrevivência da tinta”, a respeitada The Economist destaca que os jornais impressos sobreviveram às previsões catastróficas que o cenário em 2009 traçava para o mercado. De acordo com a revista, a recuperação dos títulos americanos, lucros recordes na Alemanha e o crescimento da circulação no Brasil demonstram a força do modelo de negócio.

“O impresso vai viver mais que as pessoas imaginam”, afirmou o diretor-executivo do grupo alemão Axel Springer, Mathias Döpfner.

Em 2009, muitos analistas previam que o impresso seria extinto em breve. Gigantes do setor norte americano, como os grupos The New York Times e Tribune Co., enfrentaram dificuldades financeiras. As receitas publicitárias despencaram; a circulação caiu. Como resultado, cortes nas redações e aumento dos preços de capa. Porém, poucas publicações fecharam.

Fora dos EUA, o cenário é diferente. Na Alemanha, o grupo Axel Springer possui margem de lucro de 27%. No Brasil, destaca a revista, nos últimos dez anos a circulação cresceu em um milhão de exemplares, atingindo 8,2 milhões. Principalmente os tablóides populares, que possui atualmente cinco títulos entre os dez mais vendidos.

“A crescente classe média do Brasil gosta dos jornais baratos, que exploram os assassinatos e os biquínis”, diz a revista.

Apesar dos sinais de melhora no mercado, “a sobrevivência dos jornais não é garantida”. “Eles ainda enfrentam grandes obstáculos estruturais: continua incerto, por exemplo, se os jovens irão pagar pelas notícias”.

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As cidades de Ilhéus e Itabuna podem se dar muito bem, caso a emenda do senador Pedro Simon (PMDB), que redistribui os royalties do petróleo, seja sancionada pelo presidente Lula. A proposta aprovada ontem pelo Senado terá que voltar à Câmara dos Deputados e ainda corre o risco de ser vetada pelo governo.

Se virar lei, o projeto garantirá a Itabuna, por exemplo, um incremento de R$ 6.686.800,00 nas receitas no ano que vem. Ilhéus recheia o cofre com mais R$ 6.616.312,00.

A emenda de Simon prevê que a União faça o ressarcimento das perdas dos estados produtores (Rio de Janeiro e Espírito Santo). O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB), já disse que Lula veta…

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"Nossa Senhora da Vuvuzela, me livra dessa maldição…"

O técnico Carlos Alberto Parreira carrega uma triste sina, que já preocupa os sul-africanos. É o seguinte: até hoje, Parreira jamais venceu um jogo de Copa do Mundo comandando uma seleção que não a brasileira. Vislumbrou o tabu na iminência de ser quebrado hoje, na estreia da África do Sul contra o México.

Porém, para infelicidade do “professor”, o mexicano Rafa Márquez empatou a partida após o gol de Tshabalala. O confronto terminou em 1×1 e o brasileiro continua rezando para sair do jejum…

O pior é que os próximos adversários – Uruguai e França – não devem dar moleza aos anfitriões.

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A Comissão de Licitação da prefeitura de Itabuna foi colocada na parede. Em 21 de maio, o município publicou edital de carta-convite para contratar serviços de buffet para a Secretaria Municipal de Saúde. Quem se interessou, compareceu à sala da comissão para requerer cópia do edital. Informou-se que a carta-convite 001/2010 havia sido cancelada, e o edital não poderia ser liberado por isso.

A surpresa se deu dias depois. A empresa Poliana Brito apareceu no Diário Oficial Eletrônico como “vencedora” da carta-convite até então “cancelada”. O contrato é de R$ 25.610,00 para “fornecimento de coffee break”. A vencedora, aliás, não teve concorrentes.

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Para evitar uso eleitoral do evento, a organização do ato em favor do Complexo Intermodal Porto Sul havia determinado que nenhum político sem mandato discursaria ontem.

Não contavam com a astúcia do ex-deputado e ex-prefeito Jabes “Chapolin Colorado” Ribeiro, que seduziu um profissional contratado para mestre de cerimônia, e furou o bloqueio. Não evitou, claro, um princípio de vaia quando afirmou que havia um grupo que não queria deixá-lo falar.

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O prefeito Capitão Azevedo participou de um programa de rádio, o Bom dia, Bahia (Nacional), e disse que seria suspeito atribuir nota ao seu governo. Deixou a tarefa aos eleitores, cidadãos itabunenses.

O Pimenta abre espaço, então, para que os nobres itabunenses deem nota à gestão democrata em Tabocas.

Nossa enquete está disponível no lado direito da home. Pense bem na nota e dê um clique na enquete.

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Grupo ignora ato que reuniu quase 10 mil pessoas

A Rede Globo não concedeu o menor espaço que seja à manifestação em favor do Complexo Intermodal Porto Sul, ontem. Os telejornais noturnos da emissora (Jornal Nacional e o Jornal da Globo) não abriram espaço para o ato público que reuniu milhares de pessoas no centro de Ilhéus.

A mesma tevê, no entanto, abriu os seus principais telejornais para matérias sobre o “abraço” à Lagoa Encantada – que reuniu pouco menos de duas centenas de pessoas – e, semanas depois, para a entrega de um manifesto à ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em Brasília. O detalhe é que o documento continha assinaturas falsas de várias entidades, como já relatado aqui no Pimenta.

Há quem diga que a Globo se transformou em inimiga de Ilhéus. Primeiro, teve responsabilidade no quase fechamento do aeroporto Jorge Amado, com uma matéria quase fantasiosa no Fantástico. Agora, se posiciona contra o complexo intermodal Porto Sul.

Sem querer colocar lenha na fogueira, lembremos aqui as desconfianças do empresariado sul-baiano que, dia desses, assoprou que Roberto Irineu Marinho, o todo-poderoso da Globo, tem investimentos em Itacaré e não quer ver navios na paisagem, assim como um de seus principais anunciantes, Guilherme Leal, dirigente da Natura Cosméticos e candidato a vice-presidente da República na chapa do PV de Marina Silva.

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Jai, o irreverente: "vai um chapeuzinho aí?" (Foto Pimenta).

Os ambulantes da avenida do Cinquentenário e praça Adami usam o bom humor para fisgar o cliente e faturar bem vendendo camisa, chapéu, bandeiras e adereços com as cores do Brasil nestes tempos de Copa do Mundo 2010. Há quem se fantasie todo e não se acanhe em levar à cabeça o chapéu “Corninho Brasileiro”, tudo em nome das boas vendas.

Jailson Souza Santos tem 34 anos, 15 deles como ambulante. Na praça Adami, ele montou a “Barraquinha da Alegria”, onde o torcedor pode encontrá-lo usando aquele chapeuzinho com as indefectíveis “pontinhas”… O chapéu, ele diz, é o mais procurado. Colocar o “chifrinho” na cabeça tem preço. Custa R$ 15,00.

E quem mais procura pelo produto, digamos, ‘tinhoso’?

– Rapaz, as meninas não resistem. Compram mermo, pra dar de presente aos namorados (ops!).

Para os menos encucados, tudo não passa de uma bela brincadeira, irreverência. Vale tudo para torcer pelo Brasil sem elevar a tensão. Outro adereço que vende bem é o “quepe da Anamara”, uma reprodução em verde e amarelo do objeto bastante usado pela ex-policial e ex-Big Brother. R$ 10,00, a peça.

Deleon e a camisa 10, de Messi (Foto Pimenta).

“Jai” não tem do que se queixar no quesito vendas. As obras na avenida do Cinquentenário lhe favorecem. Os clientes fogem da “bagunça” na avenida e “caem” na barraquinha de Jai ou na do “argentino” Deleon Pereira de Araújo.

Deleon é fanático. Ele resiste a usar o chapeuzinho “chifronho”, mas não larga a camisa 10… Não, não é a de Kaká. É a 10 de Messi, da Argentina, melhor do mundo em 2009 e concorrente a melhor da Copa 2010.

Jai, o colega de praça, ainda com o “chapéu chifre” na cabeça, se nega a posar ao lado de Deleon. “É um traíra”, diz, com ar sério. Deleon leva na brincadeira. Diz que é flamenguista (ou flamengo, né, Ousarme?) e vai torcer pela Argentina porque se sentiu traído pelo técnico Dunga. “Ele só levou Kaká”, reclama. Deleon fazia coro por nomes como Ganso, Neymar, Ronaldinho Gaúcho, Adriano…

"Pierrô" vende entre 20 e 30 bandeirinhas (Foto Pimenta).

Lá na praça Adami, o ninho dos ambulantes, o torcedor pode encontrar ainda camisas “oficiosas” a R$ 40,00 ou R$ 50,00. “São réplicas das originais”, se diverte o brincalhão “Jai”. E para deixar a ‘carenagem’ no clima da Copa, o torcedor pode levar óculos nas cores do Brasil a R$ 5,00. “É só de brinquedo”.

Lembra da bagunçada Cinquentenário? Há quem ainda fature trabalhando em meio ao vai-e-vem de operários. Ainda fisga alguns clientes. “Tá melhorando um pouco”, comemora o “pierrô” Marcos José Santos, que vende bandeirinhas do Brasil. “Uma é três, duas fica por cinco reais”. Vende uma média de 20 a 30 bandeirinhas por dia. Não tem do que se queixar. Vai torcer feliz e com uns trocados no bolso.

Terça-feira, às 15h30min, o Brasil estreia na Copa. Enfrentará a Coreia do Norte, em Johanesburgo. Um bom resultado lá significa boas vendas para Jai, Marcos…

E Deleon? Esse torce pela Argentina, que estreia amanhã, contra a Nigéria, às 11h. Será que a preferência tem a ver com o desejo de ver o astro e técnico Maradona nu, hermano?

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O Centro de Estudos Sindicais e a regional sul-baiana da CTB promovem palestra neste sábado, 12, a partir das 8 horas, com o jornalista Altamiro Borges. Realizado no auditório da FTC de Itabuna, o evento vai discutir o tema “A Democratização da Mídia Pós-Conferência Nacional de Comunicação”.

Farão parte do debate  as professoras Nane Albuquerque, do Colegiado de Comunicação da Uesc, e Juliana Torezani, coodenadora do curso de jornalismo da Unime, além da presidente do Sindicato dos Jornalistas da Bahia, Kardelícia Mourão. Haverá abordagens sobre o Plano Nacional de Banda Larga, TV pública, Conselho Nacional de Comunicação, monopólios midiáticos, entre outros.

Altamiro Borges é presidente do CES e do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, entidade que promove uma luta pela democratização da informação.

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Entre os organizadores da caminhada em defesa do Porto Sul, houve divergências quanto ao número de participantes. Uns contaram 3 mil, enquanto outros afirmam que havia 10 mil pessoas na manifestação.

O Pimenta apurou o conflito e descobriu que, no início, o número era realmente próximo de 10 mil, mas até a Praça Dom Eduardo houve dispersão e a quantidade se reduziu.

Os coordenadores lamentaram que os lojistas não tenham fechado as portas de seus estabelecimentos, para fortalecer a manifestação. Entre o lucro imediato e os possíveis ganhos futuros (com a implantação do porto), os comerciantes ilheenses optaram pela primeira alternativa.