Crivella usará tornozeleira eletrônica
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O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, ​​​​deferiu liminar, na noite desta terça-feira (22), que substituir a prisão preventiva do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), pela prisão em regime domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica.

Além disso, o prefeito está proibido de manter contato com terceiros; terá que entregar seus telefones, computadores e tablets às autoridades; está proibido de sair de casa sem autorização e proibido de usar telefones.

As medidas cautelares são válidas até que o ministro Antonio Saldanha Palheiro, relator do habeas corpus impetrado pela defesa de Crivella, analise o mérito do pedido – o que deverá acontecer após o fim das férias forenses.

PRESO EM OPERAÇÃO

Acusado de envolvimento em esquema de propinas na prefeitura, Marcelo Crivella foi preso em casa na manhã desta terça por ordem de uma desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), que também o afastou do cargo.

O ministro Humberto Martins afirmou que a decisão da desembargadora fundamenta a necessidade de restringir a liberdade do político, mas não justifica a prisão preventiva.

“Não obstante o juízo tenha apontado elementos que, em tese, justifiquem a prisão preventiva, entendo que não ficou caracterizada a impossibilidade de adoção de medida cautelar substitutiva menos gravosa, a teor do artigo 282, parágrafo 6º, do Código de Processo Penal”, comentou o ministro, ressaltando que, segundo a jurisprudência do STJ, a prisão preventiva só não deve ser substituída por medidas cautelares diversas quando se mostrar imprescindível.

Martins mencionou que Marcelo Crivella integra o grupo de risco da Covid-19 e que também por esse motivo pode ter a prisão preventiva substituída pelo regime domiciliar, como orienta a Recomendação 62 do Conselho Nacional de Justiça.

HABEAS CORPOS

No pedido de habeas corpus, a defesa afirmou que a ordem de prisão é “teratológica” e pretende impor uma “punição antecipada” ao político, pois não fundamenta a necessidade da medida extrema, limitando-se a tecer considerações sobre o suposto envolvimento do prefeito nos crimes investigados. Além disso, os advogados lembraram que, como não foi reeleito, Crivella deixará o cargo em 1º de janeiro.

Esses fatos, para a defesa, tornam a prisão desnecessária, seja como garantia da ordem pública ou por conveniência da instrução penal. Alegaram ainda que a desembargadora que decretou a prisão não teria competência para tal ato, pois o TJ-RJ já estaria em recesso, cabendo ao presidente daquela corte decidir a respeito.

Segundo o presidente do STJ, a defesa não comprovou ilegalidades na atuação da desembargadora.

“Verifica-se que não foram trazidos aos autos elementos concretos que evidenciem que não estava a relatora em pleno exercício de suas funções no Primeiro Grupo de Câmaras Criminais de forma a autorizar a sua atuação em pleno recesso forense”, comentou Martins.

QG DA PROPINA

Marcelo Crivella foi uma das seis pessoas presas nesta terça-feira (22) em um desdobramento da Operação Hades, deflagrada para investigar um suposto “QG da Propina” na prefeitura do Rio.

Segundo o Ministério Público estadual, empresários pagavam propina para conseguir contratos com o município e também para receber mais facilmente os valores devidos pelos cofres públicos.

As investigações tiveram origem na colaboração premiada de um doleiro preso em um dos desdobramentos da Operação Lava Jato no Rio. O MP aponta o prefeito como líder da suposta organização criminosa, e o acusa ainda dos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

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Acusados de porte ilegal de armas Keila Souza, Cauê Souza e Luiz Henrique estão sendo investigados pela Polícia de Ipiaú. Eles foram presos na BR-330, no vilarejo do Passa com Jeito, naquele município.

Os dois homens e a mulher se envolveram em um acidente na manhã desta terça-feira, dia 22. Um outro homem se evadiu do local por um matagal e está sendo procurado pela Polícia Militar.

O quarteto ocupava um Corsa, emplacado em Itabuna, quando colidiu no quebra-molas da rodovia, no fundo de um outro veículo conduzido por um morador de Gongogi que viajava com destino a Ipiaú.

A princípio, o motorista do Corsa informou que não conhecia a estrada.

Keila, Cauê e Luiz Henrique sofreram escoriações e reclamavam de dores no tórax. Policiais militares desconfiaram realizaram revista no carro. Na bolsa da mulher foram encontrados dois revólveres.

Os três foram encaminhados ao Hospital Geral de Ipiaú pelo Samu-192. Em seguida foram apresentados na Delegacia Territorial pela guarnição da PM. Com informações do Giro Ipiaú.

Secretário Geraldo Magela confirmou que paciente é médico da rede pública
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Depois de depor na Delegacia da Polícia Federal (DPF), em Ilhéus, nesta terça-feira (22), o secretário municipal de Saúde, Geraldo Magela, disse que os funcionários e ele são os maiores interessados em que as acusações de fraude apuradas pela Operação Anoxia sejam esclarecidas.

“Não há irregularidades, salários foram pagos e o serviço está sendo executado na Central Covid”, disse Magela. “Pelas nossas contas não houve superfaturamento. Se ficar comprovado, a empresa vai ter que devolver,” garantiu em entrevistas às emissoras de TV.

Magela afirmou ainda que não está enxergando nenhuma falha de execução do contrato com a empresa acusada. Para ele, as denúncias surgiram no período que antecedeu a campanha eleitoral.

O secretário afirmou ainda que a empresa HSC executou o serviço e que pode haver diferença contábil de R$ 110 mil. “A gente quer ver o que é isto. Para nós não passa de erro contábil”, acrescentou, informando que há despesas ainda não lançadas nos sistemas.

“A diferença pode ser em decorrência de salários pagos a médicos, enfermeiros, psicólogos, técnicos de enfermagem. O que colocaram é que não tinha execução do contrato pela empresa. Mas todos viram que havia a Central Covid, o hotel, etc,” pontuou.

O titular da Saúde afirmou estar para tudo responder. Ele lembou que na época da denúncia houve processo licitatório, dispensa, etc. porque Ilhéus, juntamente com Salvador, lideravam os casos de novo coronavírus no estado.

“A gente precisava de fazer a central. Agora pedimos a documentação da CGU para ver os termos da denúncia para encaminhar a defesa. Vamos detalhar as despesas até para garantir a chegada dos recursos contra a doença”, concluiu.

Secretaria de Saúde de Ilhéus recebeu a visita de agentes da PF e da CGU.
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A Prefeitura de Ilhéus emitiu nota, no meio da manhã desta terça-feira, 22, informando que está colaborando, por meio de seus órgãos de controle interno, com as investigações conduzidas pela Controladoria-Geral da União (CGU) e Polícia Federal. A operação tem o objetivo de apurar fatos relacionados ao contrato nº 110/2020, firmado entre o Município, através da Secretaria de Saúde (Sesau), referente às ações voltadas ao combate do novo coronavírus (Covid-19) na cidade.

A Prefeitura reitera que se comprovadas quaisquer irregularidades, os eventuais envolvidos serão devidamente responsabilizados, conforme a legislação vigente.

Na manhã de hoje a CGU e a PF deflagraram em Ilhéus e Itororó, a denominada Operação Anoxia, para apurar se houve superfaturamento de mais de R$ 110 mil em um único mês – junho – passado pela HSC Serviços Empresariais, com sede no pequeno município do médio sudoeste baiano.

“Conforme dados disponibilizados pelo site do Tesouro Nacional Transparente, Ilhéus/BA recebeu, desde o início da pandemia até o momento, mais de R$ 40 milhões, entre auxílio financeiro e despesas adicionais do Ministério da Saúde, para ações de combate à Covid-19″, informa a CGU.

Segundo a CGU e a Polícia Federal, as investigações começaram em agosto e apontaram direcionamento, por parte da Secretaria de Saúde de Ilhéus, à empresa responsável pela contratação de mão de obra especializada (médicos, enfermeiros, psicólogos) por dispensa de licitação.

A empresa recebeu mais de R$ 2,5 milhões do Fundo Municipal de Saúde. Ainda segundo a PF, foram constatados também indícios de outros crimes, como o não pagamento de encargos trabalhistas e a apropriação indébita previdenciária, pelo não repasse ao INSS das contribuições descontadas dos contratados.

Os investigados vão responder pelos crimes de fraude a licitação (arts. 89 e 90 da Lei nº 8.666/93); apropriação indébita previdenciária (art. 168-A do Código Penal); estelionato (art. 171 do Código Penal) peculato (art. 312 do Código Penal) e corrupção passiva (art. 317 do Código Penal). A operação é feita em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU).

Agentes da CGU chegam à sede da empresa acusada em Itororó || Foto CGU
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Denominada Operação Anoxia, a operação da Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU) em Ilhéus e Itororó nesta terça-feira (22) apurou que houve superfaturamento de mais de R$ 110 mil em um único mês – junho – passado pela HSC Serviços Empresariais, com sede no pequeno município do médio sudoeste baiano.

“Conforme dados disponibilizados pelo site do Tesouro Nacional Transparente, Ilhéus/BA recebeu, desde o início da pandemia até o momento, mais de R$ 40 milhões, entre auxílio financeiro e despesas adicionais do Ministério da Saúde, para ações de combate à Covid-19″, informa a CGU.

Apesar disso, o cenário epidemiológico em Ilhéus permaneceu desfavorável por muito tempo. “Dados disponibilizados pela Central Covid-19 da Universidade Estadual de Santa Cruz indicam que, atualmente, a cidade apresenta o quarto maior número de óbitos no Estado da Bahia (263) e uma retomada no aumento do número de casos confirmados de Covid-19”, diz nota da CGU.

INVESTIGAÇÕES

Segundo a CGU e a Polícia Federal, as investigações começaram em agosto e apontaram direcionamento, por parte da Secretaria de Saúde de Ilhéus, à empresa responsável pela contratação de mão de obra especializada (médicos, enfermeiros, psicólogos) por dispensa de licitação.

A empresa recebeu mais de R$ 2,5 milhões do Fundo Municipal de Saúde. Ainda segundo a PF, foram constatados também indícios de outros crimes, como o não pagamento de encargos trabalhistas e a apropriação indébita previdenciária, pelo não repasse ao INSS das contribuições descontadas dos contratados.

Os investigados vão responder pelos crimes de fraude a licitação (arts. 89 e 90 da Lei nº 8.666/93); apropriação indébita previdenciária (art. 168-A do Código Penal); estelionato (art. 171 do Código Penal) peculato (art. 312 do Código Penal) e corrupção passiva (art. 317 do Código Penal). A operação é feita em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU).

DENÚNCIA

A empresa HSC Serviços Empresariais, alvo de mandados de busca e apreensão pela PF e CGU, venceu licitação aberta pela Secretaria de Saúde de Ilhéus em junho e abocanhou contrato de R$ 2.587.955,76.

Pelo contrato, a empresa deveria contratar serviços de terceirização de mão de obra na área de saúde, já contabilizando, dentro de apenas dois anos de funcionamento, nove contratos, contando com o de Ilhéus.

A primeira denúncia contra a empresa HSC Serviços Empresariais foi feita pelo portal de notícia Jornal da Bahia Online, editado em Ilhéus. O furo de reportagem rendeu-lhe alguns inconvenientes, a exemplo da exigência de publicação de “Direito de Resposta”.

No portal, o jornalista tinha advertido que, a poucos meses da eleição, com o prefeito Mário Alexandre Souza candidato à reeleição, a Prefeitura de Ilhéus contrataria prestadores de serviços através de uma empresa terceirizada, escolhida sem necessidade de licitação, por conta da pandemia.

“Segundo o Diário Oficial, a medida visa atender demandas temporárias voltadas para o combate à Covid-19”, diz a reportagem.

No mesmo dia o portal entrou em contato com o secretário Geraldo Magela, responsável pela assinatura do contrato, para saber se uma empresa com pouco tempo de atividade terá a experiência suficiente para gerenciar um contrato superior a R$ 2,5 milhões na contratação de profissionais para atender a Covid-19 em um dos municípios mais atingidos do estado.

Mas, em vez de dar explicações, o secretário preferiu passar o contato do jornalista para a empresa. Mesmo informado que o noticiado era público, já que foi publicado no Diário Oficial do Município e que a matéria em questão não citava nada além mais do que a contratação da empresa, foi pedido “Direito de Resposta” que acabou publicado.

Além de defender sua capacidade técnica, a nota informava que “a Diretoria da HSC e seus colaboradores estão à disposição para esclarecer qualquer imbróglio que, porventura, venha surgir neste contrato de terceirização de mão de obra intermediária para atender demandas temporárias da Secretaria da Pasta de Saúde do Município”.

Agentes da PF chegam à Secretaria Municipal de Saúde
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Pelo menos nove mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos, na manhã desta terça-feira (22), nas cidades de Ilhéus e Itororó. Segundo informações preliminares, a investigação é referente ao contrato número 110/2020, com a HSC para fornecimento de pessoal para atuar na Central COVID, instalada no Centro de Convenções de Ilhéus.

No cumprimento dos mandados, agentes da Polícia Federal visitaram a casa do secretário de Saúde, Geraldo Magela, e a sede da Secretaria Municipal de Saúde de Ilhéus.

 

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa e gabinete do secretário de Saúde.

As secretarias de Saúde e de Comunicação da Prefeitura nem o prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), até agora não se pronunciaram sobre as investigações e o cumprimento dos mandados pelos agentes.

A Delegacia da Polícia Federal, em Ilhéus, também não fez qualquer comunicado sobre as ações nas duas cidades. É provável que informações sejam repassadas em coletiva de imprensa ou mesmo no site oficial da instituição.

Carro roubado foi apreendido pela PRF nesta segunda-feira
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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu, nesta segunda-feira (21), um empresário de 26 anos acusado de receptação e uso de documento falso. A prisão do suspeito ocorreu na BR-367, na altura do município de Eunápolis, no extremo-sul da Bahia.

Durante a abordagem, os policiais descobriram que o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV) apresentado pelo condutor possuía indícios de adulteração. O carro usava placa de um automóvel do mesmo modelo roubado em julho deste ano, em Feira de Santana.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o empresário alegou que comprou o veículo em Porto Seguro, no extremo-sul da Bahia, pelo valor de R$ 11 mil e mais um carro de sua propriedade. Como não apresentou documentos que comprovassem a transação, o empresário foi levado para a Delegacia da Polícia Civil de Eunápolis.

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Três homens que possuíam em seu desfavor mandado de prisão em aberto foram presos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), na Bahia, no sábado, dia 19. As ações foram registradas em trechos distintos de rodovias federais que cruzam o estado.

O primeiro homem foi flagrado no KM 460 da BR-116, trecho de Santo Estevão (BA). Ele conduzia uma motocicleta Honda/CG 150 Titan, quando foi abordado pelos policiais. Em seu desfavor, constavam dois mandados de prisão expedidos pela Justiça de Feira de Santana (BA) pelo crime de homicídio.

Já por volta das 18h30min, no KM 716 da BR-101, em Eunápolis (BA), um segundo foragido por homicídio foi detido pela PRF com o apoio da Polícia Militar (PMBA) da região. Ele conduzia um VW/Novo Gol quando foi abordado pelos policiais. Em desfavor dele, existia um mandado de prisão temporária expedido pelo Poder Judiciário do Estado da Paraíba.

No final da noite, um terceiro homem foi preso, desta vez por crime contra o Sistema Financeiro Nacional. O acusado foi abordado no Km 512 da BR-324, em Feira de Santana (BA). O documento em questão foi expedido pela Justiça baiana. Além do mandado, ele também foi autuado por conduzir veículo sem possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Diante dos fatos, todos os envolvidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Judiciária dos municípios onde se deram as prisões para as demais providências cabíveis.

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Além da prisão no domingo, dia 20, da desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia Ligia Cunha, investigada no âmbito da Operação Faroeste – que apura a venda de sentenças para legalização de terras no Oeste da Bahia, cuja prisão temporária convertida em preventiva, a subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo pediu mesma providência em relação à desembargadora Ilona Reis.

De acordo com o pedido do MPF, enviado na sexta-feira (18), a hipótese criminal apurada é a de que as desembargadoras criaram organizações criminosas especializadas em vendas de decisões e lavagem de ativos, com atuação nos conflitos de terras do Oeste baiano e outras regiões.

As magistradas contavam com a ajuda de advogados. Lígia Cunha tinha o auxílio dos filhos Arthur e Rui Barata. As investigações apontam a atuação direta de Lígia em quatro processos e tráfico de influência em outro. Pela atuação, ela recebeu R$ 950 mil. Já a organização criminosa de Ilona Reis operou em três processos. Ela recebeu o valor de R$ 300 mil pela relatoria de dois deles, e a promessa do pagamento de mais R$ 500 mil pelo outro.

DELAÇÃO

Para justificar o pedido de conversão da prisão temporária em preventiva, ao longo da peça processual, o MPF descreve o esquema criminoso e apresenta provas da participação das duas desembargadoras. Muitas informações e provas foram repassadas por um advogado, que firmou acordo de colaboração premiada com o MPF. Também foram apresentadas provas da posse de bens incompatíveis com as rendas de desembargadoras, como casas avaliadas em quase R$ 3 milhões, no caso de Lígia, lanchas e carros de luxo.

O MPF argumenta que a corrupção sistêmica no TJBA não cessou após a deflagração da Operação Faroeste, que culminou no afastamento de cinco desembargadores. Pelo contrário. Com isso, “as desembargadoras Lígia Cunha e Ilona Reis assumiram posição de destaque, nessa atividade econômica criminosa, optando a primeira por tentar obstruir as investigações contra ela e os integrantes de sua orcrim, ao passo que Ilona Reis tem procurado ficar fora do radar, com afastamentos e adiamento de julgamentos que a possam colocar em risco”.

Segundo consta na peça, Lígia Cunha intimidou uma servidora do TJBA e a obrigou a apagar informações sobre processos da máquina de outro servidor do tribunal para que não a comprometesse. Também destruiu folhas de uma agenda na qual anotava os processos de interesse da orcrim. Além disso, ordenou a assessores que mudassem posicionamentos em processos com o claro objetivo de não deixar provas contra sua atuação em favor da organização criminosa.

ORCRIM

Também são citadas movimentações financeiras suspeitas nas contas de Ilona Reis, sendo algumas delas, totalizando R$ 122 mil em 4 de outubro de 2019, quando, segundo as investigações, a desembargadora teria recebido R$ 250 mil para atuar em um processo cuja decisão foi redigida por outro integrante da orcrim. Foram feitos vários depósitos em espécie e transferência eletrônica.

Além disso, foram encontrados arquivos no computador de Ilona com peças processuais produzidas por seu operador e um carro com placa policial adulterada em seu poder que, segundo o MPF, estampa sua estratégia para transitar livremente sem ser rastreada.

Com a desembargadora Lígia Cunha foram encontrados vários documentos relativos à Operação Faroeste, e outros com anotações e valores associados aos seus filhos e também com nomes de algumas autoridades do Judiciário e do Ministério Público da Bahia.

CONSTRIÇÃO CAUTELAR

“Os elementos advindos com a imersão probatória produzida demonstram que as investigadas Ilona Reis e Lígia Cunha se envolveram na prática habitual e profissional de crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro, numa formatação serial, em total abalo à ordem pública”, assevera o MPF.

A subprocuradora da República Lindôra Araújo afirma ao STJ que é necessária a constrição cautelar das desembargadoras para a conveniência da instrução criminal, principalmente por causa do real risco de ocultação ou destruição de provas que as incriminem.

“Não pode ser omitido o fato de que as investigadas Ilona Reis e Lígia Cunha colocam em perigo a normal colheita de provas, na moldagem de uma verdadeira operação de inteligência financeira para movimentação e integração das divisas criminosas, ao passo que soltas elas poderão apagar os rastros de seus crimes e a intimidar testemunhas, obstando o sequenciamento da instrução processual e prosseguimento das investigações, especialmente diante do poderio e da proximidade das desembargadoras com altas autoridades do Poder Judiciário baiano”, diz o MPF.

O órgão ministerial também requereu a transferência de Lígia Cunha, no sábado, dia 19, para um estabelecimento prisional, já que neste prazo termina a recomendação médica de repouso domiciliar da desembargadora. Ela foi transferida para a prisão da Papuda, em Brasília.

Ex-presidente do TJ-BA é mantida na prisão pelo STJ
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Nova denúncia contra envolvidos no esquema criminoso criado para regularizar terras na região oeste da Bahia, por meio da compra de decisões judiciais foi apresentada nesta segunda-feira, da 21, pelo Ministério Público Federal (MPF). Desta vez, foram denunciadas oito pessoas investigadas no âmbito da Operação Faroeste.

Parte dos denunciados já responde a processo no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por organização criminosa e lavagem de dinheiro (ação Penal 940). No caso da denúncia apresentada na sexta-feira passsada, foram apontados os crimes de corrupção – nas modalidades ativa e passiva – e de lavagem de dinheiro.

Conforme a petição inicial enviada ao ministro Og Fernandes (relator do caso no STJ), os crimes foram praticados entre dezembro de 2017 e junho de 2018, e envolveu o julgamento de um recurso (Agravo de Instrumento 8003357-07.2018.8.05.0000) pela desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago.

DETALHAMENTO

A decisão judicial restabeleceu o bloqueio da matricula de um imóvel, de interesse dos envolvidos no esquema. Pelo ato de ofício, a magistrada recebeu vantagens indevidas no valor de R$ 400 mil. O dinheiro foi pago por Adaílton e Geciane Maturino (também denunciados). Além dos três, foram denunciados o juiz Sérgio Humberto de Quadros Sampaio, Márcio Duarte Miranda, Amanda Santiago Andrade Sousa (filha da desembargadora) e os advogados Ricardo Augusto Três e Valdete Stresser.

Na petição inicial, a subprocuradora geral da República Lindôra Maria Araújo detalha a participação de cada um dos investigados, apontando as provas reunidas ao longo das investigações.

Menciona, por exemplo, a constatação de 104 registros telefônicos entre os investigados, especialmente entre Márcio Duarte e Maria do Socorro (24 ligações) no período. De acordo com as provas apresentadas, as conversas entre os envolvidos começaram após a contratação do advogado Ricardo Três pelo grupo empresarial Castro Empreendimentos Imobiliários Ltda.

LITIGIO

Em 1995 a empresa entrou com uma ação declaratória de nulidade de escritura visando ao cancelamento de matrícula de um imóvel. No entanto, apenas em 2017, mais de 20 anos depois, foi que o processo passou a ter movimentação efetiva.

Coincidentemente, após Ricardo Três receber procuração para atuar na causa. “Poucas semanas depois, o magistrado Sérgio Humberto, titular na Comarca de Salvador e designado para a Comarca de Formosa do Rio Preto, determina o bloqueio da Matrícula nº 736, conforme havia sido requerido na inicial”, destaca um dos trechos da denúncia.

Como essa decisão foi suspensa por outro magistrado, o grupo precisou voltar a atuar para conseguir – desta vez no Tribunal de Justiça – uma nova decisão favorável, o que foi efetivado no dia 2 de março de 2018 pela desembargadora Maria do Socorro. Menos de um mês depois, em 26 de março, foi celebrado acordo entre as partes envolvidas no litígio.

CRIMES ATRIBUÍDOS

Na denúncia, o MPF requer a condenação dos acusados com base na participação de cada um, além da perda da função pública – quando for o caso – e decretação de perdimento de produtos dos crimes no valor mínimo de R$ 1.136.899,90 (com juros e correção), que corresponde à soma dos valores lavados no esquema criminoso (com juros e correção).

Por fim, foi postulado, na denúncia, que os envolvidos sejam condenados a pagar indenização por danos morais coletivos no mesmo valor da movimentação criminosa.

Relação de crimes atribuídos a cada denunciado:

Adaílton Maturino – Corrupção ativa e lavagem de dinheiro (21 vezes)

Amanda Santiago – Corrupção passiva e lavagem de dinheiro (4 vezes)

Geciane Maturino – Corrupção ativa e lavagem de dinheiro (2 vezes)

Márcio Duarte Miranda – Corrupção ativa

Maria do Socorro Santiago – Corrupção passiva e lavagem de dinheiro (5 vezes

Ricardo Augusto Três – Corrupção ativa e lavagem de dinheiro (7 vezes)

Sérgio Humberto Sampaio – Corrupção passiva e lavagem de dinheiro (6 vezes)

Valdete Stresser – Corrupção ativa e lavagem de dinheiro (5 vezes)

bombeiro é acusado de assédio e agressão
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Um jovem passou momentos de pânico após ajudar uma mulher que havia sofrido assédio, na estação do Metrô da Praça do Relógio, em Taguatinga, na tarde de sexta-feira (18). O programador Jair Aksin Reis Canhête, de 25 anos, seguia para casa quando percebeu um homem, identificado como o 1º sargento Guilherme Marques Filho, do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF), passando a mão pelo corpo de uma jovem. Ele abordou o autor do assédio, que reagiu sacando uma pistola e o atacando.

Jair registrou ocorrência na 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro) e contou detalhes do ocorrido em depoimento. Segundo ele, a mulher estava parada na sua frente falando ao telefone, em uma fila para comprar o bilhete do Metrô. “Logo em seguida esse homem apareceu e passou a mão pelas costas da moça. Ela não teve reação, ficou em choque. O homem apenas riu”, contou.

O programador relatou que resolveu intervir para proteger a mulher e gritou para o assediador se afastar. Irritado, o homem, que vestia uma camiseta com a foto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), teria esboçado sacar uma pistola cromada que estava em sua cintura.

No entanto, agentes da segurança do Metrô se aproximaram para saber o que que estava ocorrendo. “Eu ainda presenciei quando ele se identificou para os agentes como militar do Corpo de Bombeiros e apresentou a documentação”, disse o rapaz.

Após a confusão, os fiscais pediram para que Jair permanecesse mais alguns instantes no local e deixasse o militar ir embora. “Falaram que o cara estava estressado, mas quem havia cometido crime era ele. De qualquer forma, esperei por 15 minutos e depois segui meu caminho”, explicou.


No entanto, o programador afirmou que o homem estava escondido, esperando ele deixar a estação. Assustado, o rapaz correu para se refugiar dentro de uma loja especializada na venda de peixes e aquários. “Tentei me posicionar próximo a uma câmera de segurança para, pelo menos, ficar registrado que ele poderia me matar. Por sorte, ele puxou a arma, me agrediu, mas não apertou o gatilho”, desabafou.

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A acusada estava em prisão domiciliar porque se recuperava de uma cirurgia na vesícula.
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Foi presa preventivamente pela Polícia Federal (PF) na manhã deste domingo, dia 20, em Salvador, a desembargadora Lígia Ramos, do Tribunal de Justiça da Bahia . Lígia foi alvo de mandado de prisão temporária nas 6ª e 7ª fases da Operação Faroeste, deflagradas na segunda-feira passada.

A acusada estava em prisão domiciliar porque se recuperava de uma cirurgia na vesícula. A decisão que converteu a prisão dela em domiciliar, no entanto, valia até sexta.

A magistrada será levada para a penitenciária da Papuda, em Brasília, onde ficará presa em preventiva por 90 dias, que podem ser prorrogados conforme avaliação do ministro relator da operação no Superior Tribunal de Justiça (STJ), Og Fernandes.

Nesta manhã a desembargadora está passando por exames em Salvador e, logo em seguida, será levada para a penitenciária de Brasília.

Também alvo das novas fases da Faroeste, a desembargadora Ilona Reis está em prisão temporária.

DESTRUIÇÃO DE PROVAS

Segundo o portal Bahia Notícias, Lígia teve a prisão decretada porque teria agido para destruir provas de seu envolvimento no esquema de venda de sentenças no TJ-BA, investigado pela Operação Faroeste, que há um ano investiga a venda de sentenças e fraudes em processos relativos à grilagem de terras no oeste baiano.

“Como se percebe, a desembargadora Lígia Maria Ramos Cunha Lima passou a adotar, já no corrente ano, comportamentos ostensivos de destruição de evidências que possam incriminá-la, chegando até mesmo a intimidar seus próprios servidores”, diz trecho do relatório do parquet federal, contido na decisão de Og Fernandes.

A sentença traz um conteúdo divulgado à Justiça por uma servidora do TJ-BA que teria colaborado com a investigação – segundo informações dos bastidores, esta pessoa seria Carla Roberta Viana de Almeida, esposa do advogado Júlio César Cavalcanti Ferreira, que estava vinculado à chamada organização criminosa do falso cônsul da Guiné Bissau, Adailton Maturino.

Maturino seria líder da organização criminosa, junto aos desembargadores e magistrados investigados na primeira fase da operação, deflagrada em novembro de 2019. As informações do MPF também foram embasadas a partir de uma delação premiada acordada com Júlio Cesar.

De acordo com a colaboração, Lígia teria afirmado que possuía informações privilegiadas de que mais uma etapa da força-tarefa da Faroeste seria deflagrada e, portanto, o gabinete dela poderia ser alvo.

FILHO EXONERADO

Também alvo de mandados de busca e apreensão nas 6ª e 7ª fases da Operação Faroeste, o advogado Arthur Gabriel Ramos Barata Lima foi exonerado de um cargo na Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri).

Barata Lima é filho da desembargadora Lígia Ramos, cuja prisão aconteceu neste domingo em Salvador.
Segundo o decreto do DOE, a exoneração aconteceu a pedido do advogado. A Seagri faz parte da cota do PDT no governo Rui Costa. A pasta tem como titular Lucas Costa, engenheiro agrônomo mineiro indicado pelo presidente estadual do partido, o deputado federal Félix Mendonça Jr.

Segundo as investigações do Ministério Público Federal (MPF), Arthur era, junto ao irmão, o ex-juiz eleitoral e também advogado Rui Barata Lima Filho, operador da mãe no esquema de venda de decisões judiciais. As apurações mostram que os votos da desembargadora eram redigidos pelos filhos ou de interesse deles. Em troca, o trio recebia propina.

Como artista, Igor chegou a participar de alguns programas na televisão local.
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A violência sem tréguas fez novas vítimas na noite de sábado, dia 19, em Itabuna, Camacan e Pau Brasil.

O motorista de aplicativo Julian Mendonça foi assassinado em frente ao colégio municipal, na Rua Bandeirantes, no bairro Ferradas em Itabuna, na noite deste sábado, dia 19, por volta das 23 horas. Ele seria residente no bairro de Fátima.

Antes, a vítima estava consumindo bebidas alcoólicas em um bar próximo ao local onde foi morto. Quando entrou no carro de placas JRG-6528, licenciado em Porto Seguro, para ir embora, Julian foi retirado por um grupo de homens.

Ele foi espancado, apedrejado e assassinado com requintes de crueldade. Seu rosto teria ficado desfigurado, tal a brutalidade do crime.

A Polícia Militar foi chamada, isolou a área do crime e acionou o Departamento de Polícia Técnica para o levantamento cadavérico. O fato será investigado pela Polícia Civil.

Em Jacareci, distrito de Camacan, o cantor Igor Santana Santos, foi assassinado a tiros por dois homens que estavam a bordo de uma moto.

A vítima bebia em um bar de propriedade do sogro, quando foi atacada com vários disparos de arma de fogo.

Igor ainda conseguiu correr por cerca de 40 metros, mais caiu em frente a uma padaria, foi alvejado novamente pelos atiradores.

Há um ano, em 13 de dezembro de 2019, Igor foi preso em Itabuna com arma, drogas e um veículo que teria sido utilizado na morte de um adolescente no bairro Conceição.

O corpo de Igor foi removido do distrito de Camacan por peritos criminais para o Departamento de Polícia Técnica de Itabuna, onde será feita a necropsia com a emissão de laudo cadavérico que será anexado ao inquérito aberto pela Polícia Civil de Camacan.

Na BA-120, que Pau Brasil a Itaju do Colônia, Vanilson dos Santos Silva, 27 anos, foi morto com um tiro na cabeça. O corpo da vítima foi encontrado no Km 6. Um irmão e um primo de Vanilson, estiveram no local e disseram para Polícia que a vítima não tinha envolvimento com a criminalidade.

Vanilson portava mochila com alguns objetos pessoais e documento de identificação. Peritos fizeram o levantamento cadavérico fazendo traslado do corpo para o Departamento de Polícia Técnica de Itabuna para os procedimentos criminais..

MPF e PF cumprem mandatos Operação Dois Fatores - Foto Agência Brasil
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Vinte e oito mandados judiciais, sendo 11 de prisão e 17 de busca e apreensão, estão sendo cumpridos nesta quarta-feira, dia 16, pela Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal. Foi deflagrada a Operação Dois Fatores na Bahia e maios quatro estados da federação (Goiás, Pará, São Paulo e Maranhão) e no Distrito Federal.

As ordens foram expedidas pela 2ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Cáceres (MT).

O objetivo é combater fraudes eletrônicas, via internet banking, cometidas por organização criminosa em desfavor de contas de prefeituras municipais em agências da Caixa Econômica Federal. Há indícios da prática dos crimes de invasão de dispositivo informático mediante fraude e furto qualificado, previstos nos arts. 154-A, § 3º e 155, § 4º, II do Código Penal.

A investigação teve início a partir de uma denúncia feita pela Caixa Econômica Federal, na qual relatava a ocorrência, em poucas horas, de transações fraudulentas que somavam mais de R$ 2 milhões em prejuízo de conta bancária da Prefeitura de Pontes e Lacerda (MT), município a 443 km da capital Cuiabá. Em um intervalo de quatro dias, o prejuízo potencial dos ataques cibernéticos a prefeituras foi superior a R$ 18 milhões.

A ação conjunta entre a Polícia Federal, Ministério Público Federal (MPF), por meio da unidade localizada em Cáceres, e a Caixa evitou que o prejuízo fosse ainda maior.

O procurador da República Valdir Monteiro Oliveira Junior ressaltou que a emissão célere, pelo MPF, dos pareceres favoráveis às representações policiais, inclusive durante a fase de interceptação telefônica, foi essencial para evitar que os danos ao erário fossem ainda maiores.

Na ação nesta quarta-feira, a expectativa é de que, além da prisão dos operadores das fraudes e dos beneficiários das transferências fraudulentas, a Polícia Federal consiga também mais provas relacionadas aos crimes cometidos, apreender bens obtidos com o proveito dos ataques cibernéticos e recuperar valores convertidos em criptomoedas.

A organização criminosa tinha, entre os seus integrantes, hackers, funcionários de operadoras de telefonia e pessoas distribuídas em diversas localidades do país. As fraudes nas contas das prefeituras causaram diversos prejuízos para os municípios, desde atraso dos salários de servidores até a falta de pagamento de fornecedores, tendo em vista que os valores foram totalmente subtraídos das contas bancárias.

As investigações apontam que os principais ataques cibernéticos eram direcionados a servidores ocupantes do primeiro escalão das prefeituras municipais. A partir daí, a organização realizava transferências bancárias para contas de beneficiários diversos, pagamento de boletos e conversão em criptomoedas, consumindo, rapidamente, o patrimônio da instituição municipal.

O nome da operação é uma referência à metodologia de autenticação em dois fatores, recurso disponibilizado por vários sistemas que oferece uma etapa adicional de segurança no processo de acesso às contas. A primeira etapa é, em regra, uma senha de acesso. A segunda etapa é a solicitação de uma informação adicional (além da senha) para realizar o login (pode ser, por exemplo, uma confirmação de e-mail).

Golpista falsificou documentos para ficar com parte dos bens da vítima
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Equipes da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Mata Atlântica e da 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior, em Teixeira de Freitas, no extremo-sul da Bahia, prenderam, nesta terça-feira (15), um estelionatário acusado de aplicar um golpe de R$ 800 mil. De acordo com investigações, o crime foi cometido em Itanhém, também no extremo-sul do estado.

A operação de cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão ocorreu na Fazenda Planície, situada na entrada da cidade. Também foram achados na propriedade armas, cheques e promissórias nos valores de quase R$ 600 mil em nome de terceiros.

A vítima, que havia herdado um patrimônio avaliado em mais de R$ 40 milhões, registrou um boletim contra o criminoso. O estelionatário enganou o herdeiro para que ele assinasse a transferência da propriedade e falsificou documentos para mudar as terras para seu nome e de parentes.

“Apenas 23% da propriedade herdada ainda estava em nome da vítima. Todo resto foi passado para o acusado, o pai e cunhado”, afirmou a coordenadora da unidade, delegada Valéria Fonseca Chaves. Em depoimento, o acusado afirmou que comprou uma parte da propriedade avaliada em mais R$ 800 mil, mas não conseguiu provar o pagamento da transação.

A delegada revelou que o capturado já tinha outras entradas por estelionato e roubo de gado. “Ele era muito temido na cidade e estava ameaçando as vítimas e contratando cigano para cobrar supostas dívidas”, detalhou Chaves. Preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo, o acusado também deve responder por estelionato e extorsão.