Conhecido por confusões e acusações de improbidade administrativa, o prefeito de Gongogi, Adriano Mendonça (Avante), está envolvido em mais uma polêmica. Ele rejeitou emenda parlamentar que um vereador de oposição conseguiu para reformar o Colégio Antônio Barbosa, no distrito Nova Palma. “ Infelizmente, a política está se sobrepondo ao interesse público”, afirmou o vereador Tércio da Silva, mais conhecido como Tércio Enfermeiro.
De acordo com o vereador Tércio Enfermeiro, os recursos para a obra foram conseguidos por meio do deputado Fabrício Pancadinha (SDD). O parlamentar disponibilizou emenda no valor de R$ 200 mil para obra, mas o prefeito Adriano Mendonça teria desdenhado e informado que o município não necessita da mixaria. “Infelizmente, coisas pessoais estão interferindo no desenvolvimento do nosso município”, reclama Tércio.
O vereador disse ainda ter conseguido, junto com o deputado estadual, uma ambulância para atender os moradores de Nova Palma. O distrito, afirma, necessita do veículo. “ Vamos orar para que, desta vez, o prefeito aceite”, disse. O deputado Fabrício Pancadinha assegurou que em breve enviará o veículo para atender a comunidade.
O prefeito de Gongogi acumula uma série de polêmicas, inclusive com o vereador Tércio Enfermeiro. Em julho, Adriano Mendonça foi até a casa do vereador para desafiá-lo. Xinga e manda o opositor descer para um possível confronto físico. Grávida, a companheira do parlamentar pediu ao prefeito para que se acalmasse, mas o apelo foi ignorado. Depois de algum tempo, segundo o vereador, o prefeito deixou o local fazendo mais ameaças. A confusão foi flagrada por câmera de segurança.
IMPROBIDADE
Em outubro do ano passado, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) pediu o afastamento do prefeito e a devolução de R$ 1 milhão aos cofres públicos, além da perda do mandato e suspensão dos direitos políticos por 14 anos. O prefeito foi denunciado por suspeita em fraude em licitações e desvio de dinheiro do contribuinte de Gongogi.
Na ação, o promotor de justiça Luís Eduardo Souza e Silva pediu o bloqueio de bens do prefeito Adriano Mendonça e a devolução de R$ 1.176.852,00, com correção monetária e acréscimo de juros. A justiça negou a liminar para bloquear os bens do prefeito.

















