O prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, decretou estado de calamidade pública pelo prazo de 180 dias em razão da pandemia do novo coronavírus. O ato foi publicado no Diário Oficial. “O decreto simplifica o processo de compra e contratações de serviços, tira a burocracia e dá mais agilidade ao governo nesse enfrentamento”, afirmou o prefeito Mário Alexandre.
Conforme a medida, ficam mantidas as determinações previstas no Decreto nº 020/2020, que se refere às ações de prevenção e controle do vírus, à contratação para fins específicos de enfrentamento da doença por parte do município.
Secretarias e órgãos têm a responsabilidade de cumprir as medidas de prevenção e controle, “bem como apresentar com urgência informações ao Gabinete de Crise sobre as ações que estão sendo adotadas e em relação aos efeitos das medidas de combate à pandemia para avaliação da necessidade de revisão das normas já editadas”.
Conforme a determinação, caberá à Procuradoria-Geral do Município a adoção de medidas junto aos órgãos competentes, como o Poder Judiciário, com o objetivo de assegurar as condições de acordo com a realidade financeira do município ao enfrentamento do atual cenário, e, por fim, garantir a continuidade dos serviços essenciais aos cidadãos impactados pelos efeitos da pandemia na economia local.
Na tarde desta quinta-feira (26), o município de Ilhéus confirmou o segundo caso de paciente infectado pelo novo coronavírus (Covid-19). O exame foi feito pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-BA). Trata-se de um homem e que já se encontra em isolamento social, na residência.
O resultado do exame foi confirmado pelo secretário de Saúde de Ilhéus, Geraldo Magela, ao repórter Fábio Roberto, do FRNotícias.
O setor da Vigilância Epidemiológica do município informou, há pouco, que o novo infectado é um homem que participou de um treinamento fora da Bahia. Ele relatou que um grande número de pessoas participou do evento. Suspeitando ter contraído o vírus, o homem procurou o serviço de saúde para fazer o teste.
Ontem (25), o município confirmou o primeiro caso, um médico que trabalhava na linha de frente de atendimento aos infectados pelo coronavírus.
Com 16 pacientes curados, a Bahia acaba de confirmar que chegou a 108 o número de pacientes que testaram positivo para o novo coronavírus até as 17h desta quinta (26). São quatro novos casos após a divulgação feita ao meio-dia de hoje. Dentre os 16 pacientes já curados, está uma mulher de 95 anos, que estava hospitalizada.
Além dos 16 casos curados, a Bahia possui 51 pacientes em isolamento domiciliar, adotando as medidas de precaução respiratória e de contato, sete pacientes encontram-se hospitalizados e 34 estão em investigação epidemiológica junto aos municípios.
Os municípios com casos positivos são estes dos municípios de Alagoinhas (01); Barreiras (01); Brumado (01); Camaçari (01); Canarana (01); Conceição do Jacuípe (01); Conde (01); Feira de Santana (09); Ilhéus (01); Itabuna (02); Jequié (01); Juazeiro (02); Lauro de Freitas (05); Porto Seguro (10); Prado (02); Salvador (63 casos, sendo 60 residentes na capital, 1 residente em Mossoró RN, 1 São Paulo e 1 Miami); São Domingos (01); Teixeira de Freitas (01) e 4 estão em investigação sobre o local de residência e infecção.
Estes números representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA) em conjunto com os Cievs municipais.
O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que sejam liberados para a União os R$ 51 milhões apreendidos num apartamento em Salvador. Conforme o Ministério Público Federal, o dinheiro seria do ex-ministro Geddel Vieira Lima e do irmão dele, Lúcio Vieira Lima.
O procurador-geral pediu à justiça que a quantia seja utilizada no combate à epidemia do novo coronavírus (covid-19), conforme orienta a Resolução 313/2020, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os irmãos Vieira foram condenados pela prática dos crimes de associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Na manifestação apresentada nesta quinta-feira (26), Augusto Aras destaca o estado de emergência atual, tendo em vista a crise na saúde pública decorrente da pandemia vivenciada, com a disseminação do novo coronavírus, o caráter fungível dos valores pecuniários apreendidos, bem como a orientação do CNJ para o emprego de recursos obtidos a partir de condenações penais no combate à doença.
Nesta quinta-feira (26), os líderes do G20 discutiram, por videoconferência, ações para atenuar os impactos sociais e econômicos causados da pandemia de covid-19. De acordo com comunicado conjunto, os países estão injetando mais de US$ 5 trilhões na economia global, em políticas fiscais direcionadas, medidas econômicas e esquemas de garantia.
A reunião foi organizada pela Arábia Saudita, que está na presidência rotativa do grupo dos 20 países mais ricos do mundo. O governo brasileiro também participou do debate.
O grupo informou que vai continuar realizando um apoio fiscal ousado e em larga escala. “Estamos adotando medidas imediatas e vigorosas para apoiar nossas economias; proteger trabalhadores, empresas – especialmente micro, pequenas e médias empresas – e os setores mais afetados; e amparar os vulneráveis por meio de uma proteção social adequada”, diz o comunicado.
Entre outras ações, os países do G20 vão acompanhar os riscos de dívida em países de baixa renda devido à pandemia e pedir que seus ministros de Finanças e os bancos centrais trabalhem com as organizações internacionais para fornecer a assistência financeira internacional apropriada. “Apoiamos as medidas extraordinárias adotadas pelos bancos centrais. Os bancos centrais agiram para apoiar o fluxo de crédito para as famílias e empresas, promover a estabilidade financeira e aumentar a liquidez nos mercados globais”, afirmam os líderes.
Os líderes do G20 lamentaram as mortes ocorridas, expressaram sua gratidão aos profissionais de saúde e comprometeram-se coletivamente no esforço de proteger vidas, os empregos e a renda das pessoas; restaurar a confiança, preservar a estabilidade do mercado e retomar o crescimento; minimizar as interrupções no comércio e nas cadeias de suprimentos globais; prestar ajuda a todos os países que precisam de assistência, e coordenar medidas financeiras e de saúde pública.
Os profissionais do Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus, aderiram ao movimento nacional “Fica em Casa”. Essa é a maneira defendida por diversas organizações de saúde, instituições científicas e profissionais da área médica para se evitar a disseminação rápida do novo coronavírus (COVID-19).
Adotada por trabalhadores da área de saúde de todo o Brasil, a campanha espontânea traz pedidos, como “por favor, fiquem em casa por todos nós”, “você e sua família, fiquem em casa por nós, estamos aqui por vocês”, “por você, por sua família, por todos nós, fiquem em casa”. A cada dia esse movimento ganha mais forças nas redes sociais com o #ficaemcasa.
Para o médico Almir Gonçalves, diretor assistencial do HRCC, embasado em dados científicos, a forma mais adequada para conter o avanço do COVID-19 é o isolamento horizontal. “Quando a China decidiu isolar o país, ela tinha 800 casos, chegou a uma mortalidade pico de 3 mil mortes. A Itália, quando resolveu fechar o país, tinha 10 mil casos, a diferença foi apenas de seis dias, hoje a Itália tem 66 mil casos, com 6.500 mortes”, disse.
Almir Gonçalves lembra que a Inglaterra tinha uma proposta de continuar a rotina de suas atividades normalmente, projetando um certo grau de letalidade “suportável” para mitigar o impacto econômico. “Felizmente, cientistas contratados pelo governo inglês projetaram que, o isolamento horizontal, de toda sociedade, caso não adotado, quando chegasse em agosto, haveria 500 mil mortos pelo COVID-19, e seria necessário 50 vezes mais leitos que o sistema de saúde que aquele país europeu possui”, pontuou.
“Um país de primeiro mundo, onde pacientes seriam acometidos pelo COVID-19 e não teria leito para todos, haveria mais 500 mil mortes de outras doenças, o que configuraria um impacto de 1 milhão de mortes até agosto, isso justificou o governo inglês a adotar o isolamento horizontal, o lockdown”.
MEDICO DIZ QUE O ISOLAMENTO HORIZONTAL É A MEDIDA CORRETA
O diretor assistencial do HRCC destaca que, analisando todos esses dados, com a oportunidade de avaliar o que aconteceu em outros países, a medida imediata a ser tomada no Brasil é mesmo o isolamento horizontal. “O primeiro caso no país foi notificado em 24 de fevereiro e a primeira morte em 17 de março, temos já 2.300 casos, com 52 mortes”.
O médico diz que, caso fosse adotado, o isolamento vertical, somente de uma parte da sociedade, o Brasil poderia enfrentar uma situação muito mais grave. “Temos dados concretos para mostrar que essa é a pior alternativa (isolamento vertical). Até agosto, poderíamos ter 2,5 milhões de mortes causadas pelo COVID-19 e outras doenças, e colapso no sistema de saúde brasileiro”, conclui.
A área agrícola do Brasil cresceu 3,3% entre 2016 e 2018, como aponta o Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra, divulgado nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desde o início da série histórica da pesquisa, em 2000, a área agrícola cresceu 44,8%, chegando a 664.784 km² em 2018, o equivalente a 7,6% do território nacional, considerando a parte terrestre e marítima do país.
Entre 2000 e 2012, cerca de 20% das novas áreas agrícolas vieram da conversão de pastagem com manejo, mas, a partir de 2012, esse número subiu para 53%. “De todas as mudanças de cobertura e uso que aconteceram em 2016, 2018,16% delas foram conversão de pasto com manejo para área agrícola”, destaca o gerente de Recursos Naturais do IBGE, Fernando Peres, explicando que o tipo de pastagem é caracterizado pela limpeza, adubação, aplicação de herbicidas e plantio.
Segundo o pesquisador do IBGE, a conversão de pastagem com manejo para área agrícola é um método habitual entre os produtores brasileiros. “Temos observado que a dinâmica de ocupação, tanto em áreas florestais como de cerrado, segue uma sequência. Primeiro vem a retirada da vegetação nativa, seguida da instalação de pastagens e, depois de alguns anos, a implantação de áreas agrícolas”, explica.
A expansão agrícola, no entanto, apresentou um ritmo mais lento que o observado em levantamentos anteriores. O maior crescimento das áreas agrícolas foi verificado entre 2012 e 2014, quando subiu 7%, ao passo que o menor foi entre os anos de 2014 e 2016, com 3,1%.
PERDA DE VEGETAÇÃO
O estudo também mostra que, em 18 anos, o Brasil perdeu 7,6% de sua vegetação florestal. A área, que era de 4.017.505 km² em 2000, passou a ser de 3.712.058 km² em 2018, equivalente a 42,4% do território. Já a vegetação campestre, que corresponde às áreas de Cerrado, de Caatinga e dos Pampas, perdeu 10,1% de sua área nesse mesmo período.
O Monitoramento da Cobertura e Uso da Terra é o único estudo de geociências do IBGE que tem uma série histórica desde 2000, o que permite a observação da evolução e dos padrões de ocupação do território brasileiro. Ele tem o objetivo de espacializar e quantificar a cobertura da terra, em períodos regulares, a partir do mapeamento sistemático.
O secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, confirmou, nesta quinta-feira (26), que o Ministério da Saúde liberou R$ 73 milhões para o estado usar no enfrentamento do novo coronavírus. Foram duas parcelas, uma de R$ 30 e outra de R$ 43 milhões.
A liberação da segunda parcela dos recursos para os estados foi feita ontem, quando o Ministério da Saúde anunciou mais R$ 600 milhões para o plano de contingência para o enfrentamento da Covid-19.
O recurso poderá ser utilizado em ações de assistência, inclusive, para abertura de novos leitos ou custeio de leitos já existentes nos estados e municípios.
CRITÉRIO PARA A DISTRIBUIÇÃO DOS RECURSOS
De acordo com o Ministério da Saúde, a distribuição do recurso é proporcional ao número de habitantes de cada estado, que precisa definir os locais que terão atendimento de maior complexidade e, com isso, maior necessidade de reforço orçamentário.
São, no mínimo, R$ 2 e, no máximo, R$ 5 por habitante. Na semana passada, o Ministério da Saúde já havia destinado R$ 432 milhões para auxiliar os estados e municípios no enfrentamento da pandemia.
No boletim divulgado pouco depois do meio-dia desta quinta (26), a Bahia registrou 104 pacientes confirmados com coronavírus (Covid-19), 981 casos descartados e não há óbitos. Este número contabiliza todos os casos de janeiro até as 11h desta quinta-feira (26). Até as 17h de ontem (25), eram 91 casos.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), os 13 novos casos foram registrados em Salvador (06); Alagoinhas (01); Itabuna (01); Feira de Santana (01); Porto Seguro (02). Os outros dois casos são de chineses que estão em investigação. A Vigilância Epidemiológica está investigando o local que houve a contaminação.
Os municípios com casos positivos são estes: Alagoinhas (01); Barreiras (01); Brumado (01); Camaçari (01); Canarana (01); Conceição do Jacuípe (01); Conde (01); Feira de Santana (09); Ilhéus (01); Itabuna (02); Jequié (01); Juazeiro (02); Lauro de Freitas (03); Porto Seguro (10); Prado (02); Salvador (63 casos, sendo 60 residentes na capital, 1 residente em Mossoró RN, 1 São Paulo e 1 Miami); São Domingos (01); Teixeira de Freitas (01); e 2 em investigação epidemiológica.
PACIENTES COM DIAGNÓSTICO DE CURA
Estes números representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA) em conjunto com os Cievs municipais. Até o momento, 14 casos estão com diagnóstico clínico de cura. Há duas semanas eles estão assintomáticos
A Secretaria de Saúde de Ubaitaba, município do sul da Bahia, acaba de informar que deu negativo o resultado de exame de paciente do município. De acordo com a assessoria, o paciente apresentou quadro sintomático de covid-19, mas o teste feito pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-BA) deu negativo.
“A Secretaria reforça que comunidade siga as recomendações preventivas já divulgadas pelas autoridades de saúde e também divulgadas nas redes sociais da prefeitura e rádio. Para qualquer denúncia ou informação entre em contato com o Disque COVID Ubaitaba (73) 98141-9863”, informou o município por meio de nota.
Resort de luxo em Itacaré, no sul da Bahia, o Txai informou que suspenderá as atividades por três meses, a partir de 3 de abril. A decisão segue orientação de autoridades públicas em saúde, de acordo com a empresa.
Foi no Txai que ocorreu o casamento de irmã da digital influencer baiana Gabriela Pugliesi no início deste mês. Da cerimônia, participou um homem que estava infectado pelo novo coronavírus (covid-19) e havia acabado de retornar de viagem aos Estados Unidos.
Mais de duas dezenas dos cerca de 500 convidados do casamento testaram positivo para covid-19, dentre eles um empresário cearense, Cláudio Vale. Do hotel em Itacaré, Cláudio viajou para São Paulo e, embora apresentasse quadro suspeito e estivesse aguardando resultado de exame, decidiu ir para Porto Seguro. Lá, contaminou, pelo menos, outras quatro pessoas, conforme autoridades em saúde.
Devido ao aumento de denúncias surgidas com as medidas restritivas para conter a disseminação do coronavírus, o Ministério Público do Trabalho (MPT) na Bahia adotou novas rotinas para a recepção de denúncias e para prestar atendimento à sociedade. Com mais de 90 denúncias de irregularidades trabalhistas em Salvador só nesta semana, além de um alto volume de contatos em busca de orientações, o aumento na procura por atendimento do órgão tem gerado o congestionamento das linhas telefônicas do órgão.
Para fazer denúncias ou solicitar mediações de conflitos nas relações de trabalho, o cidadão pode acessar a página na internet do MPT na Bahia (peticionamento.prt5.mpt.mp.br/denuncia), onde as informações podem ser prestadas em formulário eletrônico e imediatamente encaminhadas. Dúvidas sobre a atuação do MPT, as notas técnicas e as notificações emitidas podem ser tiradas através de correio eletrônico.
O endereço prt05.dir1grau@mpt.mp.br recebe as demandas e encaminha aos setores responsáveis para retorno ao solicitante. Demandas administrativas estão sendo recebidas também pelo e-mail prt05.protocolo@mpt.mp.br. O atendimento pelos ramais telefônicos só é feito em último caso, já que a transferência das ligações vem provocando sobrecarga no sistema de telefonia.Leia Mais
Internado no Hospital Calixto Midlej Filho desde a última terça (24) após sentir desconforto abdominal, o ex-deputado estadual Augusto Castro testou positivo para o novo coronavírus (Covid-19). O resultado foi divulgado nesta quinta (26).
O quadro de saúde do ex-parlamentar se agravou no final da manhã de ontem (25), sendo entubado e internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Calixto Midlej. Até o final da manhã de quarta, suspeitava-se que o ex-deputado estivesse com Síndrome do Pânico.
CASO IMPORTADO
O ex-deputado fez viagens internacionais recentemente, uma delas aos Estados Unidos, e estava em Salvador, onde já foram registrados 47 casos da doença até as 17h de ontem (25).
Há pouco, a Vigilância Epidemiológica emitiu nota oficial em que trata o caso como importado. Ou seja, o ex-parlamentar não foi infectado em Itabuna. Confira o teor no “Leia Mais”, abaixo.
NOTA OFICIAL
A Prefeitura Municipal de Itabuna, por meio da Divisão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde confirma o segundo caso de coronavírus (COVID 19) na cidade.
· Trata-se do ex-deputado estadual Augusto Castro, que havia chegado de Salvador há poucos dias sentindo desconforto respiratório;
· Ele buscou atendimento na Santa Casa de Misericórdia de Itabuna logo após chegar à cidade, onde permanece internado e mantido em isolamento;
· Coube a Divisão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde coletar o material e enviar para o Laboratório Central da Bahia (LACEN), tendo o resultado sido divulgado nesta quinta-feira (26), com positivo para a COVID-19;
· Vale salientar que este caso não foi uma transmissão na cidade de Itabuna, o ex-deputado chegou de Salvador já apresentando os sintomas da doença;
· E reforça a necessidade da população se manter em isolamento social em suas casas, para que o avanço do coronavírus seja controlado.
Começamos todos os dias em um cenário e adormecemos em outro completamente diferente. Aqui fora e dentro dos hospitais também, já que os mesmos começam a receber os primeiros figurantes dessa história. Uns com sintomas mais brandos da Covid-19, outros com danos intensos comprometendo sua saúde física e mental.
Manuela Berbert || manuelaberbert@yahoo.com.br
De dentro da minha residência (#FiquemEmCasa) assisto uma grande novela brasileira: tabelas e mais tabelas compartilhadas com números em movimento crescente; cenas das mais diversas, que vão desde diálogos entre líderes a grandes centros comerciais do país fechados; e, como em todo grande enredo, diversos personagens. O mais pitoresco deles, vale ressaltar, chama-se Bolsonaro, que discursa quase sempre em um tom ainda capaz de me confundir: seria uma novela de suspense ou de humor?
Infelizmente, preciso lembrar a todos que o grande persona do momento não é o senhor político, e sim o popularmente conhecido coronavírus, embora eu ache, diante do sorriso de deboche do capitão durante o pronunciamento nacional da última terça-feira (24), que o seu sonho, realmente, é ser um grande protagonista, mas não é.
Não, ele não pode ser um grande protagonista, porque desdenha do impacto social (vidas) e considera apenas o impacto econômico (dinheiro) de uma grande crise. Ele não pode ser um grande protagonista, porque promove justamente esta desavença em uma nação de mais de 200 milhões de habitantes, onde o poder de fala do grande é sempre mais alto. E o do oprimido, sempre abafado. Ele não pode ser um grande protagonista, porque reage às organizações mundiais capacitadas que traçam possíveis cenas de terror no país com politicagem e infantilidade.
Estamos nos primeiros capítulos disso tudo. Começamos todos os dias em um cenário e adormecemos em outro completamente diferente. Aqui fora e dentro dos hospitais também, já que os mesmos começam a receber os primeiros figurantes dessa história. Uns com sintomas mais brandos da Covid-19, outros com danos intensos comprometendo sua saúde física e mental.
Particularmente (e acho que a maioria dos brasileiros), me sinto bastante arrependida por não ter seguido nenhuma carreira como atleta. Que sorte a sua, hein, presidente?!
Manuela Berbert é publicitária.




















