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Esta pode ser chamada de A Primeira Página!

O jornal carioca Extra publicou uma primeira página memorável para lembrar um triste capítulo da história mais que recente da política do Rio de Janeiro. Dando “nome aos bois”, a primeira página trouxe a cara de todos os deputados e como cada um votou para livrar, da prisão, três dos seus colegas. Um dos beneficiados foi o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o peemedebista Jorge Picciani.

Junto com os colegas de partido e de legislatura Edson Albertassi e Paulo Melo, Picciani foi preso pela Polícia Federal sob a acusação de cobrar propinas que podem superar R$ 150 milhões em esquema que envolve empresas de ônibus no estado. O trio foi preso na quinta e solto na sexta, após a Alerj revogar decisão judicial no âmbito da Operação Cadeia Velha.

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Alex de Piatã critica medida de Temer || Foto Divulgação
O presidente da Comissão da Saúde da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Alex da Piatã (PSD), repudiou a possível medida do presidente Michel Temer (PMDB) de decretar uma moratória para impedir a abertura de novos cursos de medicina no país. A ação do peemedebista provocaria um tempo de cinco anos sem o surgimento dos cursos. Alex classificou o caso como absurdo e retrocesso.

“É um retrocesso total. Só de imaginarmos que estávamos avançando tanto em aberturas de novos cursos em todas as áreas. Um curso de medicina é importante! O presidente agora vem com essa possibilidade sem nenhuma justificativa plausível. Isso parece um discurso generalista, sem detalhes, sem números. Nada mais é do que retrocesso”, declarou.

Alex reiterou acreditar que o fato só vai encarecer os atuais custos das faculdades de medicina particulares já existentes. “Nós temos as faculdades de medicina com as mensalidades mais altas do mundo, que beiram os R$7 mil e essa medida pode deixar ainda mais caro. E temos um agravante: a suspensão também impacta as faculdades públicas que poderiam receber esses cursos”.

A medida de Temer foi revelada na sexta-feira (17) pela colunista Mônica Bergamo, da Folha , e confirmada pelo ministro da Educação, Mendonça Filho. De acordo com o ministro democrata, a medida é um clamor do setor médico. “Há um clamor dos profissionais de medicina para que se suspenda por um período determinado a abertura de novas faculdades, em nome da preservação da qualidade do ensino”, afirma o ministro.

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Pinheiro volta a flertar com o PDT

Há quase dois anos sem partido, o secretário estadual da Educação, Walter Pinheiro, pode desembarcar no PDT. As conversas entre o senador e caciques da legenda voltaram a avançar e, segundo interlocutores, já há sinalização positiva de Pinheiro para se filiar à sigla. O presidente estadual do partido, Félix Mendonça Júnior, desconversou sobre as negociações, mas confirmou o interesse: “É a casa natural dele para a disputa pelo Senado”. É o que informa a Coluna Satélite, do Correio 24h.

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Durval Pereira da França Filho

 

Hoje, para crentes e descrentes, tolerância deve ser a palavra da vez, “sem arrogância, sem superioridade, sem presunção” como ensinava C. S. Lewis.

O dia 31 de outubro de 2017 assinalou a passagem dos 500 anos do segundo grande cisma do cristianismo: a Reforma Protestante. Nesse contexto, percebe-se que o número dos novos evangélicos tem crescido de maneira considerável. Mas também vem crescendo o número de muçulmanos, espíritas, agnósticos e ateus. Em meio a essa migração dentro do cristianismo, ao crescimento do Islã, a despeito do terrorismo, e ao crescimento daqueles sem religião, vai aqui uma pergunta: Deus existe?

Se você acredita que Deus existe, então prove. Não, você não pode provar, como também não pode provar o contrário. No panteão dos sem Deus, os mais evidentes são os ateus e os agnósticos.

Ateu é aquele que nega a existência de Deus, e o termo vem do grego a = não, sem: + Theos = Deus. Os especialistas fazem distinção em alguns tipos de ateus: existencialistas (Jean-Paul Sartre), marxistas (Karl Marx), psicológicos (Sigmund Freud), capitalistas e comportamentalistas (B. F. Skinner). O foco de sua argumentação é a negação.

Agnóstico é o que desconhece os meios para saber se Deus existe, bem como outras realidades metafísicas. O termo também vem do grego a = não + gnoses = conhecimento, ou seja, Deus é incognoscível, não se pode ter certeza se Ele existe ou não. O foco de sua argumentação é a dúvida. Mas, independentemente das classificações, os adeptos do ceticismo são encontrados nos meios de comunicação e, principalmente, nas universidades.

Charles Darwin (1809-1882), naturalista britânico, é um exemplo típico de agnóstico. Através de suas pesquisas e observações sobre a variabilidade das espécies, elaborou a doutrina da evolução por meio de uma seleção natural, como paradigma para explicar a origem da vida, sem evidências da ação divina.

Já Friedrich Nietzsche (1844-1900), alemão de origem judaica e formação luterana, filósofo e filólogo, tem sido considerado “o mais cruel e vigoroso ateu da história”. Dizia que para ele Deus estava morto, pois não conseguia acreditar em “um Deus que quer ser louvado o tempo todo…”. Assim, a sua crença na morte de Deus era subjetiva, na cosmovisão do homem ocidental.

Sigmund Freud (1856-1939), neurologista e psiquiatra austríaco, sempre se considerou ateu, embora de origem e educação judaicas. Para ele, “Deus é uma concepção humana nascida no inconsciente…”, e “a fé em Deus não passa da projeção de fortes desejos e necessidades internas”. Costumava afirmar que não tinha o temor de Deus e que, se algum dia o encontrasse não pretendia se entregar. Mas quase se entregou.

Já o crítico literário britânico C. S. Lewis ou Clive Staples Lewis (1898-1963), também ateu, tinha em Freud a sua inspiração. Na universidade, C. S. Lewis teve certeza de que “religião é coisa para criança”, e as igrejas eram verdadeiras creches para aqueles que não conseguiram crescer e se libertar. Freud morreu de câncer do palato, afirmando ser ateu até o fim dos seus dias, mas sua correspondência está cheia de expressões como “graças a Deus”, “se Deus quiser” e similares. Foi a morte do mestre que levou C. S. Lewis a ser criança de novo e a voltar para a creche, para Deus.

Para Bertrand Russel (1872-1970), filósofo e matemático britânico, ateu, “a religião nasce do medo” e torna as pessoas subservientes e a crença em Deus não conduz à felicidade.

O que pensam os modernos Richard Dawkins (1941), biólogo inglês, e Stephen Hawking (1942), astrofísico e cosmólogo? A fé em Deus é um “absurdo altamente perigoso”, porque a probabilidade de que Deus exista é ínfima (Dawkins). A crença em Deus é incompatível com a ciência (Hawking).

Francis Collins (1950), biólogo e geneticista norte-americano, foi diretor do Projeto Genoma Humano. Ateu convicto até os 27 anos, seguiu na contramão da tendência pós-moderna entre os cientistas: foi na universidade que ele se converteu ao cristianismo. A partir daí, vem discordando das teorias de Daniel Denneth, Richard Dawkins e outros colegas ateus, e afirma categoricamente que “a ciência não exclui Deus”.

Leandro Karnal (1963), historiador brasileiro, professor da Unicamp e ateu convicto, faz apologia à Bíblia como o livro mais influente da humanidade, livro que ele diz ler “quase diariamente” e do qual destaca o livro de Jó e o coloca entre os dez que mais influenciaram sua vida. É essa Bíblia que Leandro Karnal já leu muitas vezes, que afirma no Salmo 19:1: “Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos”.

Então, para ser ateu é preciso ter mais fé do que para ser religioso, porque a crença cristã se fundamenta na Bíblia e nas evidências da natureza; a muçulmana (sem terrorismo) se fundamenta no Alcorão; o judaísmo se fundamenta na Torá (Velho Testamento); mas o fundamento ateísta é a negação, o niilismo, o nada. “Viemos do nada e vamos para o nada; no meio, resta apenas a angústia” era como pensava o filósofo francês Jean Paul Sartre (1905-1980), de ancestralidade cristã que se desencantou com a religiosidade aparente de sua família.

Augusto Cury, médico psiquiatra paulista, o escritor brasileiro mais lido nos últimos dez anos, autor da Teoria da Inteligência Multifocal, assim com C. S. Lewis, foi um dos grandes ateus que também voltou à “creche”, a Deus… mas ele afirma que religião pode ser fonte de doença e de saúde mental, a depender da forma como é praticada. “A intolerância é um câncer na sociedade e isso vai totalmente contra o que Jesus vivenciava…”, afirma Cury.

A falta de Deus na vida das pessoas pode contribuir para o aumento da violência, do preconceito, da intolerância. Mas o grande problema não decorre dos céticos, por qualquer razão. Os responsáveis pelo grande aumento dos descrentes são os ditos crentes, que não vivem de acordo com a fé que professam em Deus. Vivem como se Ele realmente não existisse, o que tem contribuído para o desencantamento de muitos. Por trás de cada conversão ao ateísmo, existe uma frustração, uma mentira, um engano, um desencanto motivado por religiosos de ontem e de hoje.Leia Mais

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Humberto Cavalcante lançou terceiro livro

O drama vivido pelo pai e formas de enfrentamento do câncer de próstata são abordados pelo advogado Humberto Cavalcante em livro. Com edição da Via Litterarum, Desafiando o câncer de próstata é a terceira obra de Humberto.

O livro, de acordo com o editor Agenor Gasparetto, que assina o prefácio, revela o drama do pai de Humberto, vitimado por esse tipo de câncer, numa época em que o toque retal (ainda hoje indispensável ao diagnóstico da doença) era algo impensável para o homem latino.

“Os homens são os principais interessados neste livro”, afirma Gasparetto, em particular os que já estejam acometidos desse mal, que Humberto define como “traiçoeiro, silencioso, sorrateiro e que não apresenta sintomas no início”.

Também acometido pelo “caranguejo”, o autor mostra formas de enfrentamento da doença, valorizando as ações de controle da moléstia capazes de prolongar a vida. “Prefiro viver menos, mas com qualidade de vida, do que viver um pouco mais como um trapo humano, atirado a um leito, caquético, inválido, sem controle de nenhuma das necessidades fisiológicas básicas, dando uma trabalheira infernal aos que estão à minha volta.” Ele acrescenta, como evidência da eficácia dos cuidados que o doente deve ter: “É muito comum o sujeito idoso morrer com câncer de próstata, porém nem sempre por causa deste.”

Autor de dois outros livros publicados pela Via Litterarum (Reminiscências/2015 e licença, Doutor/2016), Humberto Cavalcante destaca em Desafiando o câncer de próstata que, pela sua condição de agnóstico, descrê da figura folclórica da “velha esquelética envolta num manto preto, com a sua foice ou cutelo afiado no ombro”, mas que, mesmo assim, o trabalho dela não deve ser facilitado”. Seu livro é uma tentativa nesse sentido.

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Campanha nacional de tratamento do câncer

O câncer é uma das principais causas de morte por doença de crianças e adolescentes de 1 a 19 anos no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Mas se diagnosticada precocemente e tratada corretamente, a doença pode ser curada em cerca de 80% dos casos, – e a maioria das crianças e adolescentes terá boa qualidade de vida após o tratamento.  Esse alerta é reforçado dia 23 de novembro, data em que ocorre o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil (DNCCI).

A Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer (CONIACC) alerta a população para a importância do diagnóstico precoce da doença. A entidade, que reúne 53 instituições de apoio à criança com câncer espalhadas pelo País, reforça que, quando descoberto cedo, o câncer em crianças e adolescentes tem mais possibilidade de cura.

Apesar de o tratamento do câncer infantojuvenil ter avançado nas últimas décadas, a taxa de cura no Brasil está abaixo do esperado, de acordo a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE).  “Uma criança, quando tem a doença diagnosticada precocemente, pode ser tratada com a possibilidade de ter menos sequelas. Por isso, é tão importante a família ficar atenta aos sinais e sintomas que podem ser do câncer e procurar um médico”, informa Teresa Fonseca, presidente da SOBOPE e GACC Sul Bahia.

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Hospital Geral será transformado em maternidade
Vilas-Boas nega fechamento || Foto Alfredo Filho

O secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas, desmentiu, na manhã de hoje (17), boato de que o Hospital Geral Luiz Viana Filho, de Ilhéus, será fechado, após a inauguração do Hospital da Costa do Cacau, no próximo dia 15. Vilas-Boas reafirmou que, em parceria com o município, o Regional será transformado “em um moderno hospital-maternidade”, com uma grande estrutura de obstetrícia e acompanhamento neonatal de média e alta complexidade.

Entre as intervenções, estão previstos investimentos na “requalificação da atual estrutura, a fim de oferecer à população o principal hospital-maternidade e pediátrico da região”. Os investimentos preveem a construção de UTI neonatal, unidade semi-intensivas e canguru, além das chamadas PPPs – pré-partos, partos e pós-partos.

Vilas-Boas acrescenta que também a reforma vai requalificar todo setor de hotelaria da unidade, a fim de garantir maior funcionalidade e conforto para as famílias regionais. “Outro investimento será a implantação, ao lado do hospital, de uma unidade do Hemoba, para coleta e transfusão de sangue para toda região”.

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Luiz Conceição

 

 

Sebastião Magali jamais confessou de onde teria partido a ordem e quem teria financiado o ataque. Presos, achavam-se tranquilo, conversando e rindo. A calma do líder impressionava, mas quebrou-se quando confrontado com telegrama em que pediu mais cartuchos, armas e até canhões de tiro rápido.

 

Em novembro de 1907 um fato insólito aconteceu em Ilhéus. Decorridos 110 anos, tem pitoresco sabor de faroeste.

Chegaram à cidade, no dia 22, na lancha União 3ª, procedente de Salvador, aonde desembarcara dois dias antes do navio inglês Byron, nove indivíduos que se diziam de nacionalidade inglesa, americana e canadense: George Gordon, Baker, Parcker, Davies Gruthorp, Wilson, Rice, Pfannebecker e Borer, liderados por Sebastião Magali.

Munidos de pesada bagagem, traziam malas de couro próprias para viagens terrestres, alforjes, etc. O grupo dizia que tinha Caravelas como destino, de onde passaria a Minas Gerais. Mas, como tivesse enjoado na travessia entre a capital e Ilhéus, resolveu pernoitar. Alugou um andar térreo de um sobrado da Fazenda Pimenta, no subúrbio. Também se disseram artistas de circo.

Mas não traziam animais nem os apetrechos necessários à montagem de espetáculos, o que causou desconfiança aos então moradores da antiga Capitania de São Jorge dos Ilhéus. Coube ao promotor público Afonso de Carvalho intimar o chefe do grupo à delegacia. Lá reafirmou serem seus colegas e ele artistas circenses. A partir daí, Magali apressou-se a comprar animais de montaria e carga com a promessa de pagar no dia 26, quando receberia dinheiro vindo da capital.

Porém, na véspera, chegou ao conhecimento de um dos vendedores dos animais e mercadorias que cedo o grupo de Sebastião Magali encilhava a tropa no pátio da fazenda sem nada pagar. Dirigiu-se ao local para reclamar. Os gringos entraram na casa e começaram a se armar. Prezilino Azevedo apoderou-se de dois dos três cavalos e saiu em disparada, tendo chegado à delegacia.

Voltando à fazenda para recuperar mais mercadorias deu de encontro com os nove sujeitos, armados e em disparado galope disparando tiros a torto e a direito, tendo um projétil lhe atingido. O bando trajava uniforme cáqui do exército americano, perneiras e grossas blusas. À frente, seguia Magali que, ao entrar na Praça da Câmara de Vereadores, bradava: “Este é o circo!” ao mesmo tempo em que atirava de carabina.

A população de Ilhéus entrou em pânico, mas a reação popular foi imediata, já que cresceu o número de pessoas que saiu no encalço do bando disparando tiros de revolver. Narra João da Silva Campos no livro Crônica da Capitania de São Jorge dos Ilhéus[1], que até crianças e mulheres se envolveram no episódio digno das fitas de cinema nos bons tempos de Hollywood.

O destacamento policial, composto de seis soldados, delegado à frente, tomou o caminho no encalço do bando de Magali, tendo abatido um dos seus integrantes ao que se apurou um homem de 38 anos. O tiro foi disparado por um soldado que descia da Conquista para recolher-se ao quartel, mas ouviu o tiroteio. O bando então tomou o rumo da praia.

O sargento alvejou outro deles, que caiu do cavalo, mas conseguiu fugir em direção à casa do coronel Eustáquio Bastos, que o prendeu. Não foi linchado pela ação do advogado João Mangabeira que o protegeu da massa exaltada.  Os demais fugiram pela praia rumo norte, em linha reta, deitados sobre os cavalos a fim de fugir das balas que choviam sobre eles. Além de dois mortos, houve três ou quatro feridos. Um dos quais perdeu a perna, conseguindo sobreviver até 1934.

Uma expedição dirigida pelo inspetor de polícia Balduíno Pereira Duarte seguiu em perseguição dos sete sujeitos restantes. “Ao mesmo tempo, o coronel Domingos Adami de Sá avisava seus parentes e amigos em Almada de quanto se passava, concitando-os a se armarem e saírem em busca dos aventureiros. Então, reuniram-se ali mais de 200 homens armados de repetições, dirigindo-os o capitão João Bastia Homem d El- Rei, chefe da tropa, Durval Hohlenwerger e Argélio Dórea, aos quais se uniu o inspetor Balduíno. Levam ordem de evitar mortes”, narra o cronista.

Os fugitivos foram alcançados no dia 26 na fazenda Mocambo, 14 léguas de distância de Ilhéus, o equivalente a 84 quilômetros. O bando repousava, mas mantinha sentinela avançada. Dado o alarme, tomaram das carabinas e fuzilaram a expedição, que prontamente revidou a agressão, ferindo dois aventureiros. Para evitar mortes, acaso o tiroteio continuasse, o capitão Durval deu a ordem: “Peguem à unha!” A tropa avançou e dominou o bando a coronhadas e panaços de facão.

De joelhos, três pediram clemência. Magali, porém, e os outros se bateram como loucos do começo ao fim da rápida ação. Mas acabaram presos. Chegaram a Ilhéus às 19h30min do dia 27, rodeados de numerosa escolta montada, tentando grosso magote de populares linchá-los. Magali estava ferido na cabeça, na perna e com um braço fraturado. Havia recebido três balaços de máuser, uma carga de chumbo, coronhadas e um golpe de facão.

Outros dois, seriamente feridos, foram trazidos em canoas. Dos atacantes também saíram feridos outras três pessoas. Então, perguntavam constantemente a Sebastião Magali se não havia notícia de movimentos iguais em outros pontos do Estado. Na fuga, Magali foi inutilizando a linha telegráfica. Como indagassem dele se aquilo era o circo que trouxera a Ilhéus, respondeu com sorriso zombeteiro. Depois de fotografados foram ouvidos pela polícia com o auxílio de Henry Dunningham, contador da estrada de ferro.

Sebastião Magali e os remanescentes do seu bando foram submetidos a dois julgamentos. Ficaram presos na cadeia de Ilhéus, fizeram muitos amigos, ganharam presentes e atenções. Parker ficou na Bahia, atuou na profissão de engenheiro eletricista. Magali tornou-se popular, lendário. Enlouqueceu, sendo recolhido a um asilo.

Houve a individualização dos indivíduos, ficando constatado que eram Cecil Bore, ator, inglês, ex-tenente exercito blanco na derradeira guerra civil do Uruguai; Hubert Wilson e George Kincaid, irlandeses, da Polícia Montada do Canadá; Samuel R Parker, engenheiro eletricista; Herbert Pfannebekcer, do Brooklyn; George Gordon, escocês; George H. Vice, de New York. Todos jovens entre 21 e 30 anos, à exceção de Norl Philp Davies Gruthorp, sexagenário, da reserva do exército inglês.

Sebastião Magali jamais confessou de onde teria partido a ordem e quem teria financiado o ataque. Presos, achavam-se tranquilo, conversando e rindo. A calma do líder impressionava, mas quebrou-se quando confrontado com telegrama em que pediu mais cartuchos, armas e até canhões de tiro rápido.

Mas, as investigações provaram ser Magali brasileiro, natural de Porto Alegre e ex-marinheiro tendo servido a bordo do navio de guerra Comandante Freitas. Além disso, seria Sebastião Magalhães o seu nome civil. Os comparsas americanos teriam sido contratados a um dólar por dia. Queriam repetir aqui que se dera na Venezuela.

O fato repercutiu na imprensa, inclusive no New York Herald, com transcrição no Brasil pelo Jornal de Notícias, editado em Salvador.  Também foi tema de reportagens no Jornal do Brasil e The Sun, de Nova York. Olavo Bilac fez crônica sobre a malograda aventura. Sebastião Magali e os remanescentes do seu bando foram submetidos a dois julgamentos. Ficaram presos na cadeia de Ilhéus, fizeram muitos amigos, ganharam presentes e atenções. Parker ficou na Bahia, atuou na profissão de engenheiro eletricista. Magali tornou-se popular, lendário. Enlouqueceu, sendo recolhido a um asilo.

Luiz Conceição é jornalista.

[1] Obra editada em 1947; reedições em 1981 e 2006, esta pela Editus (editora da Uesc).

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Mutirão será realizado na Beira-Rio no próximo sábado (25) || Imagem Divulgação

Dois dos principais hospitais especializados em oftalmologia no Estado se uniram na realização do maior mutirão de prevenção ao diabetes no Brasil, realizado anualmente em Itabuna, no sul da Bahia. Realizado há 12 anos pelo Hospital de Olhos Beira Rio e Associação dos Diabéticos de Itabuna (Asdita), o Mutirão do Diabetes ganhou o reforço do DayHorc, que possui unidades em Itabuna, Salvador e Eunápolis.

Além de iluminar a fachada das quatro unidades com iluminação temática na cor azul, o DayHORC participará do mutirão, no próximo dia 25, com a triagem do glaucoma, por meio dos serviços de tonometria, fundoscopia e orientações oftalmológicas.

A programação do evento é voltada para a educação e orientação em diabetes e contará com atividades educativas, material informativo, entretenimento, orientação física e nutricional, além de medidas da pressão arterial e da glicemia, entre outras atividades.

Rosemeire Correia e Rafael Andrade: unidos pelo mutirão || Foto Pedro Augusto

Para a gestora da unidade de Itabuna do DayHorc, Rosemeire Correia, a participação do hospital fortalece o trabalho preventivo contra uma das doenças que em dez anos cresceu no Brasil cerca de 61,8%, de acordo com pesquisa divulgada em abril deste ano pelo Ministério da Saúde.

– Para combater uma doença como a diabetes é imprescindível unir forças e destacar a prevenção como bandeira principal. O mais importante é que a população atenda ao alerta e se conscientize sobre os cuidados com a saúde – disse Rosemeire.

O mutirão do Diabetes será realizado no próximo sábado (25), a partir das 8h, na Praça Rio Cachoeira, no Góes Calmon, em frente ao Hospital de Olhos Beira Rio. O atendimento é gratuito.

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Ex-assessor de Lúcio quer fazer delação

Ex-assessor do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), Job Brandão indicou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que tem a intenção de negociar um acordo de delação premiada. Job foi um dos alvos da Polícia Federal em outubro, quando trabalhava como assessor de Lúcio.

A suspeita da PF é de que ele atue como “laranja” do deputado federal. A PF identificou fragmentos de digitais de Job no “bunker” em que foram encontrados R$ 51 milhões. Ele já trabalhou também para Geddel.

Na sexta-feira (17), a defesa de Job enviou ao ministro Edson Fachin um pedido para revogar sua prisão domiciliar e para retirar a tornozeleira eletrônica. Na petição, manifestou que o ex-assessor tem o “desejo de colaborar com as investigações”. Leia mais na Folhaonline

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Mais de 1,5 milhão fazem prova neste domingo

Mais de 1,5 milhão de pessoas que ainda não concluíram os cursos do ensino fundamental e médio terão neste domingo (19) mais uma oportunidade para atingir esse objetivo. O Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2017 será realizado em 564 municípios. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), este ano serão 301.583 participantes do ensino fundamental e 1.272.279 do ensino médio.

O exame será aplicado em dois turnos. De manhã, os portões abrirão às 8h e serão fechados às 8h45, os testes começam às 9h e terminam às 13h, no horário de Brasília. Os candidatos do ensino fundamental farão provas de ciências naturais, história e geografia. Para o ensino médio, as provas serão de ciências da natureza e suas tecnologias, além de ciências humanas e suas tecnologias.

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Mega-Sena acumula deve pagar R$ 33 milhões

Com uma nova sequência de prêmio principal acumulado, a Mega-Sena deverá distribuir R$ 33 milhões para quem acertar as seis dezenas neste sábado (18). O sorteio, às 20h (horário de Brasília), é válido pelo concurso 1.989.

O apostador poderá fazer a fezinha com o mínimo de R$ 3,50 para jogo com seis dezenas. De acordo com a Caixa, a aposta pode ser feita até as 19h (horário de Brasília).

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Dupla foi presa em flagrante com carga roubada|| Fotos Polícia Civil

Mais de R$ 1,1 milhão em cargas roubadas em outros estados foi recuperado na Bahia em duas ações distintas, nesta sexta-feira (17). Em Camamu, equipes da Delegacia Territorial resgataram uma carga de bebidas alcoólicas avaliadas em R$ 500 mil.

Uísques, vodcas e outros tipos de bebidas, roubados em Montes Claros, Minas Gerais, foram resgatadas em um caminhão-baú, placa FTK 9541, do município de Xinguara no Pará, com o baiano Bruno Santos de Jesus e o pernambucano Gleibson Wberes de França, em Camamu. A dupla foi presa em flagrante após estacionar o veículo e sair para tentar vender parte da carga no comércio.

Bebida era oferecida em Camamu

A carga de bebidas importadas foi recuperada por unidades da Delegacia Territorial de Camamu, na manhã de hoje. O titular da 5ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Valença), delegado José Raimundo Neri Pinto, explicou que a carga estava sendo monitorada por GPS. “Ainda não sabemos qual o destino final”, explicou o coordenador.

O policial revelou ainda que, na tentativa de despistar a polícia, quando passou no município de Vitória da Conquista, região sudoeste, o grupo criminoso tirou as caixas de bebidas do carro original e colocou no caminhão apreendido.

MAIS PRODUTOS RECUPERADOS

Em Salvador, nesta tarde, três pessoas foram presas acusadas de participar de um roubo de oito toneladas e meia de lagosta de exportação, ocorrida no início da semana, no Rio Grande do Norte. A carga do crustáceo, pertencente à empresa Prime Sea Food, que deveria ser entregue em Recife (PE), de onde partiria para exportação, foi recuperada em um galpão no bairro do retiro na capital baiana.

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Tapa-buracos na rua Adolfo Moura, no Fátima, foi feito com cascalho

Moradores de bairros como Fátima, Santo Antônio, Santa Inês, São Roque, e comerciantes das avenidas Ilhéus, JS Pinheiro e Bionor Rebouças reclamam da operação tapa-buracos feita pela Prefeitura de Itabuna.  Eles afirmam que os buracos reapareceram em menos de 15 dias, e a situação piorou após as chuvas que caíram nos últimos dias.

Moradores e comerciantes se queixam que, ao invés de usar  asfalto para recompor a pavimentação, foi utilizado cascalho ou pó de brita.  Na Avenida Bionor Rebouças, por exemplo,  foi usado cascalho nos serviços de tapa-buraco.  Esse mesmo procedimento foi feito em trechos da rua Adolfo Moura, no bairro de Fátima (foto acima).

Em bairros como Monte Cristo o problema são as crateras

Nos bairros Monte Cristo, Novo Jaçanã, Santa Inês e Antique o problema é a falta de pavimentação e rede adequada de esgoto. Os moradores afirmam que toda a vez que chove as ruas ficam intransitáveis por causa das crateras que se formam, principalmente nas vias que recebem o maior fluxo de veículos.

SECRETÁRIO PROMETE TAPA-BURACOS EM TODOS OS BAIRROS

O secretário de Desenvolvimento Urbano de Itabuna, Patrick Monteiro, afirmou ao PIMENTA nesta sexta-feira (17) que teve de usar outros materiais em serviços de tapa-buracos porque estava faltando um componente no mercado para o preparo do asfalto. Ele disse que esse problema já foi resolvido com a compra do material em Minas Gerais.

Patrick Monteiro informou que o material deve chegar na próxima semana , mas que o trabalho já começou e,  na primeira etapa, serão recuperadas as vias do centro da cidade. “Em seguida, vamos realizar operação tapa-buraco em todos os bairros de Itabuna. A população pode ficar tranquila que o trabalho será realizado nos próximos dias”, disse.

 

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Bulhões parte em busca do título baiano amador, em Morro de SP || Foto Adailton Rocha
Marvin Kennedy

O surfista ilheense Fabrício Bulhões, 21 anos, pode se tornar campeão do Circuito Estadual Amador de Surf 2017, neste final de semana (dias 18 e 19), quando será disputada a segunda etapa do Circuito Salt de Surf, nas ondas da paradisíaca Morro de São Paulo, em Cairu, baixo-sul do Estado. Fabrício, que integra o time da Dynamic Style, lidera o certame na categoria Open. Caso vença a competição e seus rivais mais próximos não avancem às etapas finais, ele pode sair de lá com a taça na mão.

“Estou focado em fazer uma boa prova, apresentar meu surf e dar o melhor de mim. Estou me preparando bem, treinando forte, me alimentando bem e dormindo cedo para chegar com as melhores condições”, afirmou Fabrício, que desembarcou em Morro de São Paulo na quarta (15) para treinar nas ondas locais.

Na categoria feminino, a surfista Danielle Albuquerque (19) será destaque nas águas de Morro de São Paulo. Ela, que já conta com os títulos de tricampeã baiana, campeã brasileira Open e vice-campeã brasileira Júnior, não está medindo esforços para faturar mais essa competição. “Tenho surfado todos os dias e me preparo com foco nas competições. Eu adoro surfar e gosto ainda mais de competir”, disse Dani, como é conhecida.

Além de Dani e Fabrício, o time da Dynamic Style chega forte para a disputa da competição com um total de oito atletas. Para o shaper Manuel Leite, que lidera o time, apoiar atletas e competições é a melhor forma de fomentar o surf.

“Desde que comecei a fabricar pranchas, há mais de 30 anos busco apoiar atletas, e muitos surgiram no cenário graças a este apoio, como Jojó de Olivença, que é referência no surf do mundo. Esta é uma missão da Dynamic, apoiar eventos, formar atletas”.

O cast de Manuel Leite hoje conta com 16 atletas em todas as categorias e, também, com atletas fora da Bahia, como Ytalo Teixeira (Ceará), Eloy Lorenzo (Hawaii) e Tito Cezar (Austrália) .

CIRCUITO SALT DE SURF 2017

A segunda etapa do Circuito Salt de Surf 2017 é realizada pelo Rabello Grupo Empresarial, com o apoio do Morro de São Paulo Surf Club. A Dynamic Style apoia o Circuito Sal de Surf com premiações em cinco categorias.