
Três viaturas do Corpo de Bombeiros debelaram um incêndio na Vila da Paz, comunidade pobre situada às margens da BR-415, em Itabuna. Quatro famílias ficaram desabrigadas, de acordo com levantamento da Secretaria de Assistência Social.
O incêndio começou por volta das 13h, quando uma mulher cozinhava em um fogão de lenha. As chamas teriam avançado sobre tecidos e uma cortina no momento em que a mulher estava fora do barraco.

As chamas se propagaram rápido e avançaram por mais outros três barracos. O Corpo de Bombeiros foi acionado. Não houve vítimas.
Equipes da Assistência Social foram até o local do incêndio para socorrer as vítimas. De acordo com informações obtidas pelo Pimenta, 24 pessoas moravam na área atingida. As famílias relutam em deixar a área, mesmo após o cenário de destruição e o socorro do governo local.

Cinco soldados começaram a cumprir hoje (14) punição de 21 dias de prisão, após serem apontados como os líderes da greve da Polícia Militar em Itabuna, em 2012. Os policiais punidos são José Januário Neto, José Roberto dos Santos, Márcia Batista de Oliveira, Renata Tereza Brandão Meireles e Wadson Andrade. A soldada Valéria Morais escapou da punição por ter imunidade parlamentar ao se tornar vereadora.
A punição está sendo cumprida no 15º Batalhão da PM. A prisão é considerada injusta e quebra de acordo verbal do comando-geral da PM em 2012 (relembre aqui). Um relatório da Corregedoria da PM, considerado severo, apontou que os policiais teriam impedido saída de viaturas do batalhão em Itabuna, o que é contestado tanto pelos policiais como por entidades que acompanharam a paralisação em Itabuna.
Há pouco, conversamos com um dos policiais presos, o soldado José Januário Neto. Os policiais deverão recorrer até amanhã (15) da decisão administrativa. “É, para mim, uma prisão política. Não é para realinhar ou readequar o servidor público, pois já fomos punidos lá atrás, quando ficamos presos 23 dias (em 2012), oriundo de decisão da Justiça Militar. Então, três anos após vem mais essa prisão, de 21 dias?”, questiona.
Tanto para associação militares como para o policial Neto, a partir da decisão tomada no início deste mês, “houve quebra de acordo, firmado em 2012, pelo então comandante-geral da PM, Alfredo Castro. O acordo verbal – gravado em vídeo – estipulava que não haveria prisões onde não houvesse ostensividade de material bélico, arma contra colega, uso de bala-clava, não houve desordem e depredação de viatura.
Os policiais pedirão uma reconsideração de ato do comando da PM para tentar suspender a decisão de prisão de 21 dias. Para Neto, a ação está prescrita porque foi julgada mais de dois anos após a greve. “Iremos pedir o arquivamento da prisão”.
Questionado pelo PIMENTA se considerava a decisão um excesso, o policial disse que sim. “Essa decisão da PM está fora da proporcionalidade e razoabilidade do processo. Hoje, se fosse fundamentar juridicamente, daria prescrição. Essa seria a sentença final nossa. Prescreveu a punibilidade do Estado”. Em Itabuna, além dos cinco policiais, também está preso policial que participou do movimento em 2012 em Ilhéus, mas hoje trabalha no 15º Batalhão, o Soldado Brito, que foi punido com 15 dias de detenção.

Parte da Barra, localizado na zona norte de Ilhéus, está sem energia desde às 11h desta segunda-feira (14), depois que um carro chocou-se contra um poste, na Avenida Ubaitaba. O poste caiu.
O veículo, da Guarda Municipal, ficou praticamente destruído. Ninguém se feriu, mas a dor de cabeça com a falta de energia deve seguir por toda a tarde.

O cadastro para concorrer a uma das vagas oferecidas pode ser feito na sede do SineBahia em Ilhéus, na sala 14 do SAC, na Rua Eustáquio Bastos, centro. Telefone para informações é o (73) 3634-9294.
Cabeleireiro
Formação: Ensino Médio Completo
6 meses de experiência
1 vaga
Técnico em Radiologia
Formação: Ensino Médio Completo
6 meses de experiência
10 vagas
Supervisor Técnico em Radiologia
Formação: Ensino Médio Completo
6 meses de experiência
4 vagas
Coordenador de Unidade Médica e Hospitalar
Formação: Ensino Superior Completo em Administração ou afins
6 meses de experiência
4 vagas
Biomédico
Formação: Ensino Superior Completo e especialização em Imaginologia
6 meses de experiência
4 vagas
Enfermeiro
Formação: Ensino Superior Completo
6 meses de experiência em Emergência e UTI
2 vagas
Técnico de Enfermagem
Formação: Ensino Médio Completo
6 meses de experiência em Emergência e UTI
4 vagas
Sommelier
Formação: Ensino Médio Completo
6 meses de experiência
1 vaga
Mecânico de Motocicletas
Formação: Ensino Fundamental Completo
6 meses de experiência
1 vaga
Trabalhador Rural
Formação: Ensino Fundamental Completo
6 meses de experiência
1 vaga
Serviços Gerais
Formação: Ensino Fundamental Completo
6 meses de experiência
1 vaga
Chapista de Lanchonete
Formação: Ensino Médio Incompleto
6 meses de experiência
1 vaga
Motorista Carreteiro
Formação: Ensino Médio Completo
CNH E
6 meses de experiência
5 vagas
Vendedor Interno
Formação: Ensino Médio Completo
3 meses de experiência
1 vaga
Vigia
Formação: Ensino Fundamental Completo
6 meses de experiência
1 vaga
Do Jornal Bahia Online
Morreu ontem à noite, em São Paulo, o design e agricultor Rodrigo Barreto Menezes. Jovem, cheio de planos, Rodrigo liderava um dos mais importantes movimentos de reconhecimento do cacau sulbaiano.
Presidente da Associação Cacau Sul Bahia, que engloba diversos sindicatos e associações de agricultores, Rodrigo comandava o processo de reconhecimento da IG – Identidade Geográfica do Sul da Bahia e da marca “Cacau Sul da Bahia” junto ao INPI.
Rodrigo descobriu um problema no cérebro há pouco mais de três meses e não resistiu ao tratamento. Nos últimos dias esteve em coma induzido, respirando por aparelhos.
Segundo informações preliminares, Rodrigo será cremado em São Paulo e as cinzas serãoi trazidas para Ilhéus, sua terra natal. O agricultor era filho de Armando Menezes, o Manduca, e Ana Barreto. Deixa mulher e filhos.

A dona de casa Tatiane Santana de Jesus, de 28 anos, foi assassinada a tiros pelo ex-marido Rafael Oliveira, 38, no sábado (12), em Coaraci. De acordo com a polícia, Tatiane foi casada com o suspeito por nove anos. No velório, realizado neste domingo (13), na casa da família da vítima, em Coaraci, parentes e amigos estavam chocados e emocionados com a morte da dona de casa.
O crime ocorreu por volta das 20h. Tatiane tinha acabado de buscar o filho dela de dez anos que brincava na rua, a poucos metros da casa da família. Segundo o pai dela, que disse ter ouvido os disparos, a jovem teria sido surpreendida pelo ex-marido e foi assassinada com vários tiros, na frente do garoto. O pai da vítima ainda relatou que Rafael Oliveira era ciumento.
Segundo a delegada que investiga o caso, Ana Cristina Soares, o suspeito não tem passagem pela polícia e está foragido. Ela relatou que o crime foi passional, motivado por ciúmes, e testemunhas ainda serão ouvidas. O suspeito trabalhava como agente de endemias e não teria aceitado o fim do relacionamento, que durou nove anos.
De acordo com a irmã da vítima, Raquel Santana, Rafael já chegou a agredir Tatiane e quebrou um revólver na frente dela. Tatiane Santana deixa dois filhos, um menino de dez e uma menina, filha do casal, de sete anos. Informações da TV Santa Cruz.
Apenas cumprindo tabela na Série D do Campeonato Brasileiro, o Colo Colo bateu o Serra Talhada-PE, por 2 a 1, ontem, no Estádio Mário Pessoa.
A equipe terminou a competição com 8 pontos e na terceira colocação do Grupo A3, do qual saíram classificados Campinense-PB e Coruripe-AL, com 14 e 13 pontos, respectivamente.
O Tigre Ilheense chegou a fazer 11 pontos na fase classificatória, porém perdeu 3 ao escalar atletas irregularmente, na primeira rodada da competição.
Os astros do futebol brasileiro Zico e Pelé estarão na próxima terça-feira (15) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Futebol, no Senado, para falar da atual situação do futebol no país.
Zico é pré-candidato à presidência da Federação Internacional de Futebol (Fifa), na eleição que deve ocorrer no início de 2016. O ex-jogador ainda precisa do apoio formal de um país filiado à entidade para confirmar a candidatura. A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (CE) já aprovou uma declaração de apoio ao ex-jogador.
O Bom Senso Futebol Clube, movimento independente de atletas que discute o esporte no país, será representado pelo jogador Paulo André, zagueiro do Cruzeiro Esporte Clube. Também foram convidados os ex-jogadores Carlos Alberto Torres, Cafu, Ricardo Rocha, Roque Júnior e Juninho Pernambucano.
A CPI do Futebol é presidida pelo senador Romário (PSB-RJ) e tem como relator o senador Romero Jucá (PMDB-RR). Informações das agências Brasil e Senado.

O deputado federal Davidson Magalhães bateu forte no Governo Rui Costa, ontem (12), por causa da exoneração do coordenador do Detran em Itabuna, subtenente Gilson Nascimento. Para o deputado, o governo foi desleal com o PCdoB. “Vai ter troco. Isso não é possível”. O ataque ocorreu durante almoço em homenagem a Gilson em uma churrascaria de Itabuna.
Davidson disse ter levado a sua insatisfação ao próprio Rui Costa, a quem afirma ter dito que a mudança foi “uma agressão” ao PCdoB. O cargo deverá ser assumido pelo advogado Edmundo Tavares, por indicação do deputado Rosemberg Pinto e do deputado federal licenciado e secretário de Relações Institucionais, Josias Gomes, ambos do PT. Edmundo espera concluir curso, até a próxima semana, para assumir.
“A articulação política do governo fez um absurdo em Itabuna”, disse Davidson, enfatizando que a gestão de Gilson era considerada referência até dentro do governo. “Nós temos uma gestão excelente no Detran”.
O parlamentar federal disse não ter medo de perder o mandato (ele é segundo suplente na coligação com o PT) e rejeitou o cargo de diretor do SAC em Itabuna.”O PCdoB não é o partido da boquinha. Nós não queremos aquele cargo lá,”, completou. Ele afirma reconhecer a importância do SAC, mas reprova a atitude do governo e, por isso, rejeita a mudança.
Nas pancadas em Rui e na articulação política, Davidson também lembrou do início da campanha eleitoral, em 2014, para falar da lealdade do seu partido. Citou que o PCdoB fechou com Rui, embora o petista estivesse com 6% nas pesquisas. Um vídeo com o discurso do deputado foi divulgado pelo site Chapa Quente.
Sobrou até para gente do próprio partido do parlamentar. Davidson, que é da executiva estadual do PCdoB, mandou recado para o presidente da Câmara de Itabuna, Aldenes Meira.
– Quem do PCdoB estiver assanhado para indicar cargo lá, que faça sozinho. É uma migalha e não corresponde á nossa força política. Se alguém quiser fazer sozinho, que faça. Mas enfrentará as consequências dentro do partido.
MUDANÇA DE CRITÉRIOS
Coube a Aldenes a indicação do nome para substituir Maria Fernanda Galvão no comando do SAC em Itabuna. Nanda Galvão chegou ao cargo por indicação do ex-deputado Geraldo Simões.
A mudança de critérios para indicação dos cargos no governo estadual tem provocado insatisfações. Pelas regras atuais, somente os ex-candidatos a deputados estadual e os eleitos para a Assembleia Legislativa indicam os ocupantes de cargos. Foi isso que deu direito a Aldenes da indicação para o SAC. E levou à derrota política de Davidson no Detran de Itabuna e de Geraldo no SAC.
Davidson bateu na articulação política do governo, em Josias Gomes e, ainda mais forte, em Rosemberg Pinto, enfatizando que o parlamentar teve menos de 3 mil votos em Ilhéus e de 2 mil em Itabuna. Rosemberg, porém obteve mais de 16 mil votos no Território Litoral Sul.
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Yara Aquino | Agência Brasil
Fazer mais de uma redação por semana, para treinar, é recomendação frequente de professores aos estudantes que vão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Como nem sempre os candidatos têm acesso a professores para corrigir os textos e dar dicas para melhorar a escrita, surgem como opções os aplicativos e sites para correção de redações.
O serviço é pago e a proposta é que os estudantes usem os aplicativos para enviar os textos, por foto ou digitados, e a redação é corrigida seguindo os critérios do Enem. O estudante recebe a nota e comentários dos corretores com análise do texto, indicando correções. Os preços variam e há opções de pacotes, nos quais quanto maior o número de redações, menor o valor por unidade corrigida.
Entres os aplicativos disponíveis, está o Redação Online, pelo qual o estudante escolhe o tema, dentre os sugeridos, e também pode escrever sobre outros assuntos. O texto é digitado na plataforma ou o estudante envia uma foto da redação, e os corretores dão retorno em até três dias. É preciso informar se a intenção é se preparar para o Enem ou vestibular para que o corretor adote os critérios de cada caso. Cerca de 90% da procura é de quem vai fazer Enem. A assinatura básica, de R$ 9,90, dá direito à correção de quatro redações, e o pacote de oito correções sai por R$ 15,90.
Pelo aplicativo Imaginie, o estudante pode enviar uma foto da redação e o texto corrigido é devolvido em até sete dias. A primeira correção é gratuita, e para as demais o custo é de R$ 9,90. Para o pacote de dez redações o custo unitário fica R$ 6,99. Outra opção é o Redação Nota 1000, plataforma online em que o texto deve ser digitado no site e enviado para correção, com resposta em até cinco dias, ao custo de R$ 14,90.
O coordenador de cursinho e criador do Redação Online, Otávio Auler, diz que os aplicativos são uma boa oportunidade de treino, sobretudo para quem não tem acesso fácil a professores e vive em cidades sem cursos preparatórios.

A outra história aconteceu com o próprio autor, quando estava desempregado. Ele conta que recebeu ligação telefônica de Hebe Camargo, “com quem sempre manteve relações afetuosas”.
O jornalista Paulo Henrique Amorim deu um show de conhecimento, ironia e criatividade no lançamento do seu novo livro, O Quarto Poder – Uma Outra História
Com maestria, relatou acontecimentos. Alguns estão no livro, escolhi dois, independente do grau de importância em relação aos outros.
Quando Brizola se elegeu governador, construiu o sambódromo e decidiu escolher a emissora que faria a cobertura do carnaval por meio de licitação. Boni, diretor da Globo, num vacilo, não participou e a Manchete ganhou a exclusividade.
Roberto Marinho ficou retado com Brizola e com Boni e com o dono da Manchete, Adolpho Bloch. Tentando reduzir os danos, telefonou para Bloch, com o objetivo de propor um pool para a transmissão. Mas não era atendido. Bloch mandava dizer que não estava.
Anos depois, a Manchete “quebrou”. Adolpho Bloch foi à Globo pedir ajuda. Esperou duas horas e, quando atendido, foi logo adiantando:
– Roberto, a Manchete faliu e só você pode me salvar.
– Adolpho, há dez anos estou esperando você retornar aqueles telefonemas. Passar bem.
E Bloch foi conduzido para a saída pela secretária de Roberto Marinho.
A outra história aconteceu com o próprio autor, quando estava desempregado. Ele conta que recebeu ligação telefônica de Hebe Camargo, “com quem sempre manteve relações afetuosas”.
– Paulo Henrique, estou aqui na sala do Silvio. Estou dizendo a ele que você topa vir pra cá. Você toparia?
– Claro Hebe, estou desempregado. A vida é dura.
-Viu Silvio, ele topa! Fala com ele, Silvio.
Silvio pega telefone:
– Olá, Paulo Henrique, eu gosto muito do seu trabalho. Muito mesmo. Mas eu gosto do seu trabalho na televisão dos outros.
Caso semelhante aconteceu no jornal A Tarde na década de 80. Os jornalistas Benedito Simões, Marcos Luedy e Luiz Guilherme Tavares faziam free-lance. Em função da qualidade, o chefe de redação sugeriu a contratação do trio.
O diretor Jorge Calmon, “direitista até a medula”, foi curto e sincero com eles:
– Aqui vocês jamais serão contratados.
Marival Guedes é jornalista e escreve crônicas aos domingos no Pimenta.

Do Comunique-se
O jornalista e escritor Laurentino Gomes comentou a atual crise política em sua participação na 17ª Bienal do Livro do Rio, no dia em que se comemora a Independência do Brasil. “O país sofre uma carência de lideranças muito grande. Há uma espécie de nostalgia salvacionista, como se a sociedade estivesse carente de heróis, sempre esperando quem virá e nos levará a um novo patamar de desenvolvimento e cidadania”.
Autor da trilogia de best-sellers 1808, 1822 e 1889 – que tratam, respectivamente, da chegada da família real portuguesa ao Brasil, da Independência e da Proclamação da República -, Gomes falou sobre a conservação de um imaginário monárquico na população, que seria resquício do passado. “As pessoas esperam que o Estado deve ser o grande provedor, responsável pela solução de todos os problemas, mas elas mesmas não estão acostumadas a participar”, disse, citando a falta de costume dos brasileiros de comparecer a assembleias de condomínio e reuniões de pais nas escolas.
Em conversa com o público mediada pelo editor da revista de História da Biblioteca Nacional, Rodrigo Elias, Gomes lembrou o fato de D. Pedro II ser considerado até hoje um herói. “Miramos na figura dele como guia em direção ao futuro em meio a turbulência que vivemos”. Questionado sobre a influência dos militares no país, o escritor refletiu que não vê espaço para uma intervenção hoje.
De acordo com o jornalista, mesmo após a Proclamação da República, os militares assumiram o papel de herdeiros de um “poder moderador do império”. “Eles agiam como responsáveis por garantir a estabilidade política, seguindo a ideia positivista de que a nação precisava ser tutelada. Estamos passando por um momento muito sério e tem gente pedindo golpe. É quase uma maneira de pedir a um pai que resolva os nossos problemas, já que não conseguimos solucionar nós mesmos, sozinhos, pelo voto, na urna”.
Na opinião do jornalista, as grandes vitórias são os fenômenos de fortalecimento das instituições civis, do Judiciário e do Ministério Público, bem como da imprensa e das redes sociais, de maneira que o papel dos militares na política tende a diminuir com o tempo.
A guerra midiática entre os grupos em disputa pelo poder político no Brasil ameaça não apenas a gestão do país. Ameaça o estado de direito e o processo de democratização da nação, incitando a sociedade brasileira ao ódio racial, servindo de pano de fundo para justificar todas as formas de atentados aos direitos constitucionais.
A diversidade cultural brasileira é fruto de um processo de mais de 500 anos da miscigenação de povos provenientes de várias partes do mundo. Historicamente, os povos tradicionais indígenas, os donos originais da terra, tiveram seus territórios invadidos e usurpados pelo colonizador branco, que ainda os tentou escravizar, até constatar que não seria possível, diante do feroz instinto de liberdade desses povos.
Esses, então, passaram a ser dizimados. Tribos, comunidades e povos indígenas foram completamente extintos para a criação das primeiras vilas e cidades. Os sobreviventes foram se embrenhando e refugiando nas florestas, na tentativa de sobreviver ao poderio bélico, à sanha assassina e a catequese do homem branco.
Como alternativa para o trabalho braçal, após as malfadadas tentativas com os indígenas locais, conforme prática da época, importaram, durante séculos, milhões de negros e negras do continente africano na condição de escravos, sendo os primeiros a desembarcar negros bantus e cabindas, conhecidos como Povos de Angola, inicialmente enviados para minas, plantações e engenhos no interior do Nordeste do país.
Num segundo momento, chegaram Povos de Ketu, Ijexá, Oyó, Sabé e Gêge, dos troncos Yoruba e Ewefon, encaminhados para as cidades que estavam sendo fundadas em toda a Colônia, principalmente para o serviço no comércio, na ourivesaria e enquanto criados domésticos.
Com o advento da abolição, milhões de negros foram libertos sem nenhuma política de integração à sociedade, de inserção ao mercado de trabalho, sem documentos, sem formação e na sua maioria sem referência e/ou vínculo familiar.
Os/As descendentes destes Povos ainda lutam para ter assegurados os direitos e à sua cultura, direito cerceado pela falta de vontade política dos governos em fazer cumprir a Constituição Federal. Os povos originários reivindicam esses direitos por meio de políticas públicas de inclusão social, retomada de posse e reconhecimento dos territórios quilombolas e indígenas, de reparação e de cotas, na tentativa de minimizar danos aos seus descendentes, já que estes ainda enfrentam o racismo institucional e o preconceito racial por parte da sociedade.
Vivenciamos a discussão de valores e de tabus que provocam uma disputa singular e imprevisível na sociedade brasileira, disputa de forças que lutam de um lado pela liberdade de expressão e do uso de seu corpo, de orientação sexual e da garantia de direitos civis e coletivos. E, de outro lado, a reação a essas demandas, promovida por grupos extremistas, liderados e compostos por fanáticos religiosos, nos meios de comunicação, nas redes sociais, nos templos, nas ruas e em eventos pagos com recursos públicos, justificando e destacando os atos de um Congresso Nacional reacionário e retrógrado.
Por meio da criação de novas leis, com o mote de resguardar e garantir a família, a moral e os bons costumes, evidenciam e explicitam a defesa de interesses de grupos políticos hegemônicos, de determinadas facções religiosas neopentecostais e de classe econômica alta, distinta se em detrimento da maioria da população brasileira e das minorias representativas. Nomes, siglas e dogmas se misturam convenientemente com o objetivo de formar “Exércitos” em nome de um Deus de ódio e formam uma “bancada evangélica” que atenta contra a laicidade do Estado brasileiro e contra a democracia.

Por volta das 3h da madrugada deste sábado (12), um frigorífico situado na Avenida Juracy Magalhães, no Alto Mirante, foi arrombado. Ninguém foi preso.
Na madrugada de quarta, bandidos arrombaram uma lanchonete situada no estacionamento do Supermercado Meira, também na Juracy Magalhães e a menos de 300 metros do frigorífico.
Ainda na quarta, os donos da lanchonete foram assaltados. Por volta das 20h30min, um menor, armado com pistola, rendeu o casal e levou todo o dinheiro.
Os roubos de celulares também cresceram na região do Alto Mirante. Por volta das 18h deste sábado (12), duas jovens caminhavam por uma rua próximo ao Imeam, a Francisco Benício, quando dois ladrões em uma moto apontaram arma para as vítimas e levaram dinheiro e telefones.

A qualidade das atrações e do repertório do Toque Brasileiro, da TV Santa Cruz, foi o ponto alto do projeto que retornou após oito anos, segundo avaliam os secretários municipais Gilvan Rodrigues (Comunicação) e José Humberto Martins (Indústria, Comércio e Turismo). Por três sextas feiras seguidas, nomes da música grapiúna se revezaram no palco do projeto, na Praça Camacã.
A qualidade pôde ser medida pela grade de artistas locais. Jane Monteiro e Matheus Magnavita e Jan Costa abriram o projeto. Na segunda semana, Jaffet Ornelas e Marcelo Ganem. As duplas Carla e Silvano Gonzaga e Lilian Casas e Alex Félix fecharam a edição deste ano.
Para o secretário de Comunicação de Itabuna, Gilvan Rodrigues, o Toque Brasileiro valoriza os artistas grapiúnas. O secretário ressaltou o apoio do município ao projeto da emissora de TV.
Gilvan ainda destacou ações do município no apoio às manifestações culturais da cidade, por meio da Secretaria da Indústria, Comércio e Turismo e da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania, que é responsável pelos projetos Casa das Artes e Viv-A-rte, reunindo cerca de 10 mil jovens.























