Como acelerar o cumprimento das etapas de um projeto é algo raríssimo na área pública, é muito provável que o duplicação da rodovia Ilhéus – Itabuna seja mais um sonho sul baiano que acaba não se tornando realidade.
Segundo já publicado há vinte dias no Blog Tempo Presente e aqui reproduzido, o engenheiro Saulo Pontes, diretor do Departamento Estadual de Infraestrutura de Transportes (Derba), alertou que a demora na obtenção da licença ambiental pode tirar a duplicação da lista de investimentos do PAC em 2013. E há risco da perda de recursos, caso a licitação não ocorra até agosto.
A situação, preocupante, será tratada pelo próprio Saulo Pontes em Ilhéus, no próximo dia 27. O diretor falará sobre o tema com os integrantes do Fórum Permanente em Defesa de Ilhéus, em reunião marcada para as 14 horas, na Associação Comercial.
Para não dizerem que não se falou das flores, no mesmo dia o governador Jaques Wagner também estará na cidade para anunciar a data em que terão início as obras da nova ponte entre o centro e a zona sul de Ilhéus.
O presidente da OAB baiana, Luiz Viana Queiroz, emitiu “nota de preocupação” nesta sexta (21), após constatar as cenas de repressão policial aos manifestantes em Salvador. Na capital baiana, os confrontos entre polícia e manifestantes deixou mais de 10 feridos e um jovem ferido a bala.
A nota assinada pelo presidente da entidade, pede aos governos a garantia de “que as manifestações pacíficas ocorram sem repressão policial”. Relatos de jornalistas indicam que a polícia preparou uma “armadilha” no protesto ocorrido na região próxima à Fonte Nova.
Luiz Viana Queiroz também destaca que “também não são admissíveis ameaças e agressões contra pessoas ou o patrimônio público ou privado por parte daqueles que destoam desse movimento pacífico”.
A nota da OAB baiana enfatiza a necessidade do governo de “identificar e punir os responsáveis por saques e depredações, sem violência contra cidadãos que se manifestam pacificamente”. A preocupação do dirigente da OAB aumenta, segundo ele, com a previsão de novos protestos neste sábado (22), quando Salvador sedia o jogo Brasil x Itália, na Fonte Nova. Confira a íntegra da nota da OAB-BA no “leia mais”.
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Os protestos que marcaram o dia em várias cidades brasileiras nesta quinta-feira, 20, tiveram em Ipiaú, no Vale do Rio de Contas, um alvo mais focado nas festas juninas. Por lá, a maior crítica dos manifestantes é contra os gastos de aproximadamente R$ 1 milhão que o governo municipal está fazendo nos festejos de São Pedro. A população nota uma inversão de prioridades, já que a cidade tem serviços públicos precários, principalmente no que se refere à saúde e à educação.
Segundo os participantes do ato desta quinta-feira, o que tem chamado bastante atenção é o apoio de pessoas idosas aos protestos. Muitas delas estenderam bandeiras brancas nas janelas de suas casas e saudavam os manifestantes. Cerca de 30 policiais militares acompanharam a manifestação, que transcorreu em clima de paz.
Um novo ato em Ipiaú foi programado para a próxima terça-feira, 25, em frente à Câmara Municipal. A intenção dos organizadores é entregar um documento contendo reivindicações aos membros do legislativo.
Estudantes que planejam conquistar uma vaga no ensino superior têm a partir desta sexta-feira, 21, para se inscrever no Programa Universidade para Todos (Prouni), do Ministério da Educação. Ele oferece bolsas integrais ou parciais em instituições privadas, para estudantes que tenham feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), desde que tenham obtido média igual ou superior a 450 e não tenham zerado a redação.
Outra exigência é a de que o aluno tenha estudado todo o ensino médio em escola pública ou com bolsa integral na rede particular. O Prouni oferece este ano um total de 90.010 bolsas, sendo 55.658 integrais e o restante parcial.
Para pleitear uma bolsa integral, o estudante deve pertencer a família com renda bruta de até um salário mínimo e meio por pessoa. Quem tiver renda bruta familiar de um salário mínimo e meio a três salários mínimos por pessoa pode se candidatar a uma bolsa parcial.
As inscrições no programa podem ser feitas pela internet até esta terça-feira, dia 25. A primeira chamada será divulgada no dia 28, também pelo site do Prouni.
O Planalto confirmou nesta quinta (20) notícia divulgada com exclusividade pelo PIMENTA. A presidente Dilma Rousseff cancelou os compromissos dela na Bahia (relembre aqui), programados para esta sexta (21).
Mais tarde, a Agência Brasil e outros veículos nacionais publicariam a informação. A versão oficial confirma que o cancelamento ocorreu devido à onda de protestos no País e pedido do governador Jaques Wagner para que fosse adiada a visita.
Dilma viria ao Estado para lançamento do Plano Safra do Semiárido e entrega de equipamentos e veículos na área de Educação. Dilma pode vir na próxima semana.
A tarde de manifestações do Movimento Passe Livre em Salvador terminou em confronto de grupos e policiais militares no Campo Grande. Jornalistas e manifestantes reclamam de excessos da polícia na repressão aos manifestantes.
Os confrontos começaram no raio de dois quilômetros do Estádio Fonte Nova, a chamada “área da Fifa”, faixa que os manifestantes não poderiam cruzar. Há relatos de que o próprio Batalhão de Choque da PM “abriu espaço” para os ativistas, quando começou a “descer o malho”, com spray de pimenta e disparos. Um ônibus foi incendiado na Avenida Centenário em ação de vândalos. Pelo menos 10 pessoas ficaram feridas, entre manifestantes e um policial.
O governador Jaques Wagner deve se pronunciar sobre os acontecimentos desta tarde e noite de quinta (20). Uma coletiva foi convocada para esta sexta (21), às 10h30min, no Salão de Atos do CAB.

Muitas são as razões para que cada brasileiro se sinta representado no ato de protestar – e motivado a engrossar o coro do descontentamento. Obviamente que de forma pacífica, para tornar ainda mais legítima a indignação.
A Copa das Confederações segue com todas as bilionárias pompas exigidas pela Fifa, mas as imagens que ganharam o mundo são outras: o “país do samba e do futebol” mostra que já não cabe simplesmente “quebrar” e “descer até o chão” ou aplaudir os geniais dribles de Neymar. Porque essa é a nação da fantasia.
Na vida real, os brasileiros decidiram – com protestos a se agigantar por todas as regiões – que passou o tempo do show alienado de corpos sensuais sem qualquer tipo de questionamento. O grito de “vem pra rua, vem” revela a necessidade sufocada de subverter a dita ordem, para fazer os governantes verem que não cabemos mais na moldura do “lugar dos sonhos”.
Entre as tantas cenas emblemáticas dos protestos, teve especial notoriedade a de milhares de manifestantes ocupando a marquise do suntuoso Congresso Nacional. Ao tomar aquele espaço, aonde era proibido ir, o grupo parecia provar o quão hipócrita é o discurso da democracia. Afinal, o “povo”, ao menos até então, não exerce qualquer influência antes de serem tomadas as decisões mais relevantes.
Os policiais, que tantos excessos cometeram em nome de um suposto dever, certamente sabem que o efeito moral nada tem a ver com bombas atiradas sobre a multidão. Esse efeito se traduz, sim, em forma de salário digno – coisa que a maioria dos cidadãos não recebe. Manter a ordem é ver atendimento decente nos hospitais e postos – onde hoje costumam faltar até lençóis e esparadrapos.
Respeito aos cidadãos seria ver que o Estado investe para oferecer uma Educação (com E maiúsculo), ao contrário da falta de professores e de material didático suficiente para tais profissionais desenvolverem um trabalho de qualidade.
Moral é ter contrapartida de melhoria no serviço quando o transporte fica mais caro; é ver elevadores de acessibilidade funcionando de verdade, e não como meros enfeites. Mereceria até aplausos constatar que os passageiros não precisam mais se espremer depois de amargar filas enormes à espera dos coletivos.
Motivo para festa seria a liberdade de ir e vir, como apregoa nossa Constituição, sem o pavor diário de perder a vida sob a mira de um revólver. Bonito seria testemunhar uma efetiva punição para aqueles que fazem escoar milhões pelo ralo da corrupção. E não assistir à vergonhosa tentativa de tirar do Ministério Público o direito de investigar e denunciar desvios.
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O ato “Reúne Ilhéus” levou, pelo menos, 4 mil pessoas às ruas centrais do município. A manifestação terminou por volta das 20h e não registrou incidentes, apesar de haver interdição, momentânea, da Ponte do Pontal, que liga o centro à zona sul.
A manifestação começou em frente ao Teatro Municipal, de onde a multidão seguiu em direção ao Palácio Paranaguá, onde pediram ao prefeito mais qualidade no transporte coletivo. Na sequência, o grupo seguiu para a Praça Cairu e Ponte do Pontal.
O vereador Ivo Evangelista foi vaiado pela multidão ao tentar participar da protesto, segundo o Photossíntese. Produtores de cacau também participaram do ato no qual fizeram críticas à anistia da presidente Dilma Rousseff às dívidas de países africanos, enquanto rejeita proposta de perdão da dívida para cacauicultores.
Os ataques de manifestantes no sudeste do País a profissionais de emissoras de televisão, principalmente a Globo, levaram algumas afiliadas a terem mais cautela na cobertura dos protestos. Em Itabuna, o cinegrafista que cobria o ato nesta tarde de quinta (20) foi às ruas sem colete nem símbolo da TV Santa Cruz. A emissora é afiliada Rede Globo e pertence à Rede Bahia, da família do falecido Antônio Carlos Magalhães.
A manifestação em Itabuna foi pacífica, sem registro de ocorrência até o final do ato, por volta das 19h10min. Na semana passada, o grupo de 200 estudantes universitários e secundaristas fez críticas à cobertura da concorrente da Santa Cruz, a TV Cabrália. Hoje, dezenas ocuparam as escadarias do templo da Igreja Universal do Reino de Deus no Jardim do Ó, e fizeram críticas ao prefeito Claudevane Leite (PRB) e ao bispo Edir Macedo por meio de palavras de ordem ou cartazes.

E o povo brasileiro assim o fez, quebrou os grilhões, saiu da jaula está retomando a sua liberdade de ser povo, de viver em uma democracia, de exigir o que lhes é de direito.
Há cerca de 10 dias escrevi um artigo falando sobre a sociedade do medo. A sociedade que se retrai, que não se une em propósitos coletivos e, assim, deixa ser vilipendiada por uma minoria de oportunistas e de demagogos que se utilizam das falácias políticas, do poder institucional e dos mecanismos de convencimento, mentirosos e sórdidos, para manterem a massa presa a diversos grilhões.
Grilhões que, desde muito tempo, já tinham sido anunciados por Rousseau em seu livro o contrato social, quando disse: “O homem nasce livre e por toda parte geme agrilhoado; o que julga ser senhor dos demais é de todos o maior escravo”[…] Mas, seguindo adiante Rosseau afirmou: […] enquanto um povo é forçado a obedecer, e obedece, faz bem, e melhor ainda se, podendo sacudir o jugo o sacode; pois, recuperando a liberdade pelo mesmo direito com que lha extorquiram, ou ele tem o direito de retomar, ou ninguém o tinha de lha tirar”. (Capítulo I – objeto do primeiro livro).
E o povo brasileiro assim o fez, quebrou os grilhões, saiu da jaula está retomando a sua liberdade de ser povo, de viver em uma democracia, de exigir o que lhes é de direito, de se fazer ouvir e poder dizer: “eu sou o titular do poder dessa Republica que se chama Brasil”.
Um som de não aguento mais, de que quero algo melhor. Um som que une jovens, adultos, velhos, brancos, negros, mulheres, heteros, homos, que une todas as tribos. Um grito de solidariedade que ecoa dos que estão lutando por direitos imediatos, por direitos que são do seu dia a dia e do seu cotidiano, mas também um grito daqueles que entendem que viver em sociedade é lutar junto, é lutar amplamente, é lutar pelo que é meu, pelo que é teu e pelo que é nosso.
Oportunistas sempre aparecerão, querendo se beneficiar ou querendo desconstruir um movimento legítimo, mas esses não podem minar o sentimento e o desejo que se extrai dessa multidão que se espalhou do Oiapoque ao Chui e que todos nesse momento, até os mais incrédulos, duros e individualistas, estão se questionando: que Brasil quero para mim e para os meus?
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A manifestação pela melhoria nos serviços públicos reuniu mais de 7 mil pessoas em Itabuna nesta quinta (20). O ato começou na praça do São Caetano e deveria terminar no Centro Administrativo Firmino Alves, mas superou as expectativas da organização.
Após a entrega de uma pauta de reivindicações na sede da Prefeitura de Itabuna, por volta das 16h, a multidão seguiu a Avenida Princesa Isabel. Na sequência, o grupo tomou a Cinquentenário cantando o Hino Nacional e gritando palavras de ordem como “Vem pra rua/Vem”. Estudantes também cantavam músicas de protesto e entoavam Pra não dizer que não falei das flores, de Geraldo Vandré.
Os cartazes falavam de mais qualidade no transporte público, mas pedia melhorias em saúde, educação, urbanismo e meio ambiente, além de protestos contra os gastos com as copas das Confederações e do Mundo.
Cartazes também criticavam “a roubalheira” e a tentativa de políticos de aprovar a Proposta de Emenda Constitucional que retira do Ministério Público o poder de investigação criminal, a chamada PEC 37.
Robenilson Torres, um dos líderes da manifestação, disse que o ato foi além das expectativas. Segundo ele, uma comissão foi formada e terá audiência com o prefeito Claudevane Leite, na próxima terça (25), pela manhã, para tratar de itens da pauta do movimento.
Apesar do movimento pacífico, os comerciantes da Avenida do Cinquentenário decidiram, em sua maioria, baixar as portas dos estabelecimentos, assim como na Juracy Magalhães. Comerciantes riam da ação de manifestantes que simulavam “invasão” a lojas. A reação não foi a mesma no Supermercado Meira, onde comerciários fecharam as portas do estabelecimento. O ato acabou por volta das 19h10min.
A manifestação que reuniu cerca de 7 mil pessoas ainda não terminou. Após uma assembleia no final da Avenida Juracy Magalhães, no Fátima, cerca de mil manifestantes retornam ao centro da cidade.
Parte do grupo que foi às ruas hoje defende novo ato público ainda nesta sexta (21).
Já que a pauta dos protestos do momento é ampla, vai aqui a sugestão de incluir os caixas eletrônicos do Bradesco, que estão frequentemente indisponíveis. Na manhã desta quinta-feira, 20, os dois equipamentos que “funcionam” no Hiper Bompreço, no Shopping Jequitibá, estavam ali só para enfeite. Uma situação absurdamente comum.

































