
O prefeito de Ibicaraí, Lenildo Santana, é dos poucos aliados que não dispensaram o apoio do governador Jaques Wagner neste início de campanha eleitoral. As peças publicitárias do candidato à reeleição trazem não apenas o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff entre os seus apoiadores. O “Barbudinho de Ondina” também está lá – bem ao lado do prefeito.
Mas Lenildo, a despeito da fase ruim de Wagner no plano estadual, pode apontar a presença do estado em Ibicaraí nas áreas de urbanização, educação e geração de empregos, além da reconstrução da BR-415, trecho Itabuna (Nova Ferradas)-Ibicaraí.
Bem no sul da Bahia, não se vê o “Barbudinho de Ondina” nas peças de candidatos como Juçara Feitosa (Itabuna) e Professora Carmelita (Ilhéus). Ou até mesmo Nelson Pelegrino, em Salvador.

Em “Gabriela”, tudo é negativo; as mulheres vivem como em um campo de concentração e só podem falar de liberdade aos cochichos.
Sem querer estragar a festa de ninguém, já que o momento é de comemoração e, vale adiantar: Jorge Amado merece cada confete que lhe cai sobre a memória e sua obra única. A intenção aqui não é tirar o mérito, mas abordar o formidável escritor sob outro ângulo, o de sua relação com Ilhéus e as terras do cacau como um todo.
Indo direto ao assunto, há uma nítida diferença entre a abordagem que a obra amadiana faz de Salvador e da região cacaueira, sendo que esta é claramente apresentada como o lugar dominado pelo patriarcalismo, o atraso, a violência das tocaias e um solo que, como é descrito em Terras do Sem Fim, foi “adubado com sangue”.
A história de Gabriela, Cravo e Canela, ora em reprise em forma de novela na Rede Globo, mostra os fazendeiros de cacau como coronéis truculentos, que tratavam as mulheres como bicho, as usavam e, se bobeassem, matavam-nas. Prazer mesmo, só com as teúdas e manteúdas ou as “quengas” do Bataclan. A hipocrisia ditava o ritmo em Ilhéus, uma cidade onde – da forma que é descrita em Gabriela, poucos gostariam de viver. Pelo contrário, o que a narrativa desperta é uma incontida pena de quem tinha a desventura de morar naquele lugar de tanta gente desprezível.
Ainda que justifiquem tratar-se de uma Ilhéus de outro tempo, o cotidiano descrito é perverso e de tintas carregadas em tudo que é deplorável. Por outro lado, Jorge não descreve as belezas de Ilhéus. Em sua obra não aparecem os belos mirantes da cidade, suas praias de areia branca e fina, seus coqueirais, o mar, os rios, as matas. Estas, quando entram na trama, é como esconderijo de jagunços, cenário de batalhas intermináveis e sangrentas pela posse de uma terra onde vicejava, ao mesmo tempo e paradoxalmente, a riqueza do cacau e a miséria de uma região que se teimava em ser primária: na monocultura e nos costumes.
Salvador já aparece bem diferente nos livros de Jorge. Apesar de também descrever a pobreza que já havia na capital, o escritor demonstra que esta era a cidade de seu coração. Da multiplicidade cultural, do ecumenismo religioso, dos pescadores e saveiros, de um mar hipnótico. Não é à toa que seus livros atraíram para Salvador figuras como o francês Pierre Verger e o argentino Caribé, curiosos por tanta beleza que transpirava das páginas de Jorge. Vieram e ficaram.
Ser a cidade quase natal (para lá o escritor, nascido em Itabuna, foi aos quatro anos de idade) é sem dúvida alguma um privilégio para Ilhéus. Foi nela que o autor idealizou suas primeiras obras, está nela a inspiração para tantas histórias e tantos personagens. Mas ser conhecida como “A terra da Gabriela”, com tudo a que a história da morena cor de cravo e canela remete, talvez não seja o melhor marketing para Ilhéus.
A impressão que se tem é de que o sul da Bahia ficou para o escritor como o lugar do passado, do qual ele comemorava a libertação. Em “Gabriela”, tudo é negativo; as mulheres vivem como em um campo de concentração e só podem falar de liberdade aos cochichos. O contraponto positivo está nos personagens que negam Ilhéus e tudo que ela representa na obra. Malvina, com sua coragem e nobreza que destoam de tudo que a cerca; Mundinho Falcão com sua visão liberal e cosmopolita; e Gabriela, que confronta aquele mundo arcaico com um sorriso infantil e a convicção da liberdade, a antítese perfeita da podridão que a cerca.
Loas a Jorge, mas Ilhéus definitivamente tem muito mais a oferecer do que carregar esse ranço de ser a eterna “Terra da Gabriela”.
Ricardo Ribeiro é advogado e editor do Cenabahiana.com.br
O presidente do PT nacional, Rui Falcão, estará no sul da Bahia amanhã e participa de encontros com as prefeituráveis petistas Juçara Feitosa (Itabuna) e Professora Carmelita (Ilhéus). O encontro de Falcão com a prefeiturável itabunense ocorrerá no comitê central de campanha da candidata, na Avenida do Cinquentenário, às 10h.
Na próxima quinta, 16, Carmelita estará em São Paulo e gravará mensagem com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo a assessoria da candidata. O apoio de Lula é tido como uma das armas eleitorais da petista para vencer o embate com o pepista Jabes Ribeiro.

Um bandido morreu em confronto com a polícia civil na rua Beira-Rio, bairro Nova Itabuna, hoje pela manhã. Emerson Teixeira da Silva, o Nunga, era procurado pelo assassinato de, pelo menos, dez pessoas no sul da Bahia, segundo o Alerta Total, da TV Cabrália.
De acordo com a polícia, Nunga é apontado como suspeito de ter baleado um jovem em Itabuna. O criminoso matou uma mulher a facadas, em Barrolândia, e deixou a arma crava na genitália da vítima. Era considerado o terror do extremo-sul baiano.
A família de Elias Rodrigues da Silva pede a colaboração para que possíveis doadores de sangue compareçam ao Banco de Sangue da Casa de Misericórdia de Itabuna. O banco de sangue fica situado no anexo do Hospital Calixto Midlej Filho.
Elias será submetido a cirurgia. O voluntário deve identificar para quem está sendo feita a doação, não importando o tipo sanguíneo.

Segunda-feira pós-Olimpíadas de Londres e a mídia volta os olhos para os resultados obtidos pela delegação brasileira na Europa (ficamos em 22º no ranking, com 3 medalhas de ouro, 5 de prata e 9 de bronze) e as perspectivas para 2016, quando os Jogos Olímpicos serão realizados no Rio de Janeiro. Por isso, vale dar uma lida na entrevista concedida pelo ex-atleta Joaquim Cruz ao suplemento Aliás, d´O Estadão. Publicamos trecho e o link para a leitura na íntegra.
Estadão – Voltando às ambições brasileiras: como é que se forja uma potência olímpica?
Joaquim Cruz – Certamente não é em quatro anos. Tem que dar oportunidade para o garoto praticar esporte na escola, na comunidade dele, e dali você tira os fora de série capazes de competir em alto nível. Qual é nossa realidade hoje? Trinta por cento das escolas públicas brasileiras não têm espaço adequado à prática esportiva. Não estou falando de quadras poliesportivas. Não existe espaço nenhum, nada. São dados de uma pesquisa encomendada pela organização Atletas Pela Cidadania, da qual faço parte junto com Raí, Ana Moser, Magic Paula e uma porção de atletas preocupados com o futuro do País. Hoje acontece o seguinte: o garoto pobre brasileiro vê os grandes heróis olímpicos pela TV, se empolga e sente vontade de imitá-los. Quer correr, nadar, jogar tênis, saltar. Ok, ótimo! Mas onde ele vai praticar? Em clubes? Esquece, a família dele não tem dinheiro para pagar a mensalidade. Quando eu ganhei a medalha de ouro em Los Angeles, meu irmão e meu primo ficaram tão entusiasmados que decidiram correr também. Começaram a correr na rua mesmo, sozinhos, sem instrução, já que não tinha outro jeito. Durou dois dias o entusiasmo deles. E talvez nós tenhamos perdido duas medalhas olímpicas, vai saber… Isso faz quase 30 anos e continua do mesmo jeito. O poder público não pode sonegar essa oportunidade ao garoto. Tem o dever de proporcionar a chance de ele manter o entusiasmo, a chama. E é a escola pública que pode fazer isso, não o clube. Do clube saem os atletas cujas famílias podem bancar o início da jornada dele.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) abre no dia 24 o período de inscrições em concurso público que visa preencher 300 vagas para o cargo de técnico administrativo. Os interessados devem ter, no mínimo, Ensino Médio completo. O concurso oferece 16 vagas na Bahia e salário de R$ 2.580,72 e o candidato pode se inscrever até dia 13 de setembro.
O concurso será organizado pelo Cespe. A taxa de inscrição será de R$ 55,00. Os interessados que estão inscritos em programas sociais do governo federal ou são de família de baixa renda podem solicitar isenção até o dia 13 do próximo mês. A previsão é de que as provas sejam aplicadas em 21 de outubro. Confira o edital clicando em www.cespe.unb.br/concursos/ibama_12.
A Justiça Eleitoral barrou, até agora, 15 candidatos a vereador em Itabuna. Eles tiveram o registro indeferido por erros em atas dos partidos, filiação partidária em duplicidade ou por não ter seguido prazo de desincompatibilização. Sete da lista de barrados pertencem a um só partido, o PTdoB.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sete dos 407 candidatos renunciaram à disputa por vaga no legislativo itabunense. Além dos 22 barrados, outros quatro entraram com recurso para continuar na disputa. São os “indeferidos com recurso”. O município sul-baiano terá 21 vereadores a partir de 1º de janeiro de 2013. Hoje, são 13.
A imagem acima é da área de estacionamento do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna. De acordo com funcionários, a invasão de animais de grande porte se tornou comum no único hospital público do município e referência regional.
Os animais aproveitam resíduos lançados em lixeiras espalhadas nas áreas de estacionamento e também fazem “visita” constante ao depósito onde também é jogado resíduo hospitalar (foto abaixo).
A greve dos funcionários da fabricante de pneus Bridgestone completou 44 dias neste domingo, 12, e já se tornou a mais longa do setor industrial no País, informa a agência A Tarde. Quebrou recorde da paralisação registrada no ABC paulista em 1979, quando metalúrgicos cruzaram os braços sob o comando do então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva.
A paralisação dos borracheiros baianos começou com a exigência de reajuste e melhores condições de trabalho. Hoje, o embate está relacionado ao desconto dos dias parados. Segundo a agência de notícias, a Bridgestone suspendeu o pagamento dos salários e quer descontar o período não trabalhado.
Simone Hosaka, diretora de Recursos Humanos da Bridgestone, afirma que a multinacional aguarda proposta do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Borracha de Camaçari (Sindborracha) para o parcelamento do desconto ou formas de compensação dos dias parados.
O presidente da entidade, Clodoaldo Gomes, alega que a fabricante não está disposta a negociar. A Bridgestone tem como principal cliente na Bahia a fábrica da Ford, também instalada em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.
O Ministério Público estadual entrou com ação penal contra o ex-presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, Clóvis Loiola (PSDC), assessores e empresas constituídas para avançar nos cofres públicos. A estimativa é de que os desvios tenham ultrapassado a casa dos R$ 2 milhões no legislativo (confira matéria d´A Região aqui).
Apontado como um dos cabeças do esquema de corrupção, exatamente Loiola é um dos queridinhos do processo eleitoral em Itabuna. Deputados estaduais do DEM e do PSDB iniciaram articulações para garantir possível reeleição ao vereador. Estão de olho nos votos que o ex-presidente pouco perdeu – segundo trabalho de campo – em relação a 2008, quando saiu das urnas como o mais votado de Itabuna.

Os funcionários do Hospital São José, da Santa Casa de Misericórdia de Ilhéus, decidiram entrar em greve a partir da próxima terça-feira, 14. A decisão foi tomada durante assembleia realizada ontem, 10, e se deve aos constantes atrasos de salário.
De acordo com o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna e Região (Sintesi), Raimundo Santana, as conversas com a provedoria da Santa Casa não tiveram evolução, o que levou os trabalhadores a deflagrar a greve na próxima terça.
Santana disse que o sindicato buscou até mesmo a mediação da Delegacia Regional do Trabalho, mas não houve resultado. Uma ação obrigou a Santa Casa ilheense a celebrar acordo para quitação de salários. “Entretanto, a instituição não tem honrado as decisões”, afirma.
Uma conta fake (falsa) da presidente da República, Dilma Rousseff, faz sucesso no Twitter. No microblog, uma certa “Dilma” dá pitacos sobre o que acontece no País. E de lá mesmo avisou:
– Mano, você está demitido!!!
Confira outras pérolas da presidente fake após o jogo em que o Brasil perdeu para o México por 2 a 1 e levou a medalha de prata.
























