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O prefeito Newton Lima, de Ilhéus, desmentiu informação de que estaria retornando ao PMDB. Em contato com o Blog do Gusmão, Newton disse que a sua volta ao ninho peemedebista “é uma mentira, uma fofoca”. Em 2006,  ele se elegeu vice-prefeito pelo PDT, filiou-se ao PMDB e depois pulou para o PSB, partido pelo qual foi eleito ano passado.

Newton disse que mantém conversas com Geddel Vieira Lima, por se tratar de “um ministro importante do país”. Sair do PSB, disse, se configuraria um “crime” de infidelidade partidária. O contato de Newton com o blog ocorreu quando o mandatário ilheense se deslocava para Salvador, onde o PSB realizou, nesta tarde, um encontro com prefeitos, vices e ex-prefeitos da legenda.

Newton também falou ao Jornal Bahia Online, do jornalista Maurício Maron, a quem afirmou que está bem no PSB. “Deve ter gente incomodada”, deduziu. O prefeito ainda afirmou que se tiver que conversar, conversa com Geddel, Paulo Souto, porque a prioridade –  sustenta –  é Ilhéus.

As especulações em torno de Newton aumentaram muito nas últimas semanas. Primeiro, foi uma desistência ventilada, mas que não ocorreu. Depois, boatos de que renunciaria ao cargo por problemas de saúde. Agora, é a filiação ao PMDB, que ele nega peremptoriamente. Boatos e especulações geradas pela tibieza na gestão do Palácio Paranaguá.

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Megan Fox em ação - Foto: www.cinenews.com.br
Megan Fox em ação - Foto: Divulgação/ cinenews.com.br

Esta semana o filme da coluna 70 Milímetros é Transformers 2 – A Vingança dos Derrotados, de Michael Bay. Não dava mesmo para esperar cinco estrelas da crítica  de nosso Leandro Afonso Guimarães – tanto que esta obra inaugurou a pontuação abaixo de duas estrelinhas na coluna, levando apenas uma e meia. Aliás, nem uma das protagonistas, a bela Megan Fox, quis esse reconhecimento.

Suas declarações a respeito das atuações no longa foram o que de melhor se teve até aqui do filme, em termos de crítica. “Não é um filme para atuações”, espetou a atriz, para desespero do diretor. Leandro elogia a sinceridade da moça, como ponto positivo nisso tudo. Então, o que dizer? Leia a crítica. Quem sabe não se anima a ir ao cinema e tirar suas próprias conclusões…

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Foi preciso passar a madrugada na fila duas vezes, fazer outras três visitas ‘diurnas’ e ainda ameaçar quebrar tudo, quando o sofrimento encontrou o limite da auto-estima. Mas saiu. Estamos falando – mais uma vez – da saga pela autorização de um exame oftalmológico para uma senhora de 74 anos, no bairro Califórnia.

O filho dela, um senhor de 55 anos, foi quem passou, junto com outro irmão, as noites e madrugadas na fila da Unidade Básica de Saúde Alberto Teixeira Barreto. A tentativa era pegar uma autorização para exames preliminares para a cirurgia de catarata de sua mãe, que está prestes a perder a visão por completo.

A última promessa dos funcionários foi para a sexta-feira (3). “Fui lá pela manhã, e eles me mandaram que fosse à tarde. Graças a Deus tudo deu certo”, afirma o senhor. Agora, é seguir na tentativa de operar a mãe o mais rápido possível.

“Faz um ano que estamos tentando. No ano passado, ela chegou a estar com todos os exames prontos, mas Itabuna não recebia cotas para cirurgia de catarata pelo SUS. Este ano os exames já não servem, e temos de ‘remar’ tudo de novo”, lamenta uma filha da anciã.

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Alcides Kruschewsky Neto

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Dezenas de pessoas estão se dirigindo à Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) para exigir a retirada dos seus nomes de um cadastro que vem sendo utilizado pela FUNAI para forjar aproximadamente três mil supostos índios, na região onde pretende demarcar – 47.376 hectares – em Ilhéus, Una e Buerarema.

Denunciam irregularidades que incluem desde financiamentos bancários até terras, para se cadastrarem – decidiram pública e regularmente – não mais avalizarem o movimento por terras e teto, denominado Tupinambá. O episódio deve ser visto como um “não” potencial à utilização de grupos de incautos, como “massa de manobra” política.

Depois do ato coletivo de descadastramento, alguns mentores políticos do “movimento indígena” mudaram de um tom de vítimas para um mais ameaçador e vem tentando coagir aqueles que querem renunciar à identidade tupinambá, ameaçando-os com um processo por falsidade ideológica.

A Guerra dos Ilhéus ou Guerra dos Tupiniquins, em meados do século dezesseis, foi descrita com detalhes impressionantes pelo jesuíta Manoel da Nóbrega em “Cartas do Brasil”. Aliados aos portugueses, os tupinambás lutaram ao lado de Mem de Sá, contra os tupiniquins.

A fim de libertar a Vila de Ilhéus, então sitiada, os tupinambás foram recrutados e trazidos pelo Governador Sá, formando um exército juntamente com os soldados portugueses, com quem protagonizaram o episódio conhecido como “A batalha dos nadadores”, quando muitos tupiniquins foram mortos, no Cururupe.

Na briga no mar, os tupinambás – exímios nadadores – perseguiram e mataram centenas de tupiniquins por afogamento e asfixia, a uma légua “mar a dentro”. Foi uma batalha única ou como poucas na história, uma luta na “mão grande”. Os que restaram foram arrastados para a praia onde foram abatidos, mortos. Um cenário macabro, formado por corpos e um “rio de sangue”: sangue tupiniquim derramado por armas portuguesas e mãos tupinambás.

A grande ironia é acusar de falsidade ideológica os que rechaçaram a teoria “Tupinambá” e querem seus nomes fora da fraudulenta relação constante na FUNASA. Chega a ser hilário porque, ao estuprar e adulterar a história, afrontam os descendentes indígenas desta região, forçando-os a assumir a identidade dos seus algozes, ou seja: renegando seus antepassados e se auto-intitulando tupinambá, que foram um braço armado de Mem de Sá na matança dos tupiniquins, seus verdadeiros ancestrais.

Uma rápida passagem por Olivença para uma conversa com os mais idosos – não orientados – será esclarecedora: “Aqui era tupiniquim”, asseguram. Em 1998, os supostos índios tentaram, sem êxito, o reconhecimento como pataxós hã-hã-hãe.

Posteriormente, foram convencidos a adotar a contraditória etnia tupinambá, desprezando que estes eram inimigos dos tupiniquins. Distantes da verdade, embaraçados na sua própria cilada histórica, viram-se num “beco sem saída”, sendo obrigados a prosseguir com o erro grosseiro.

Ainda há tempo para que a FUNAI, grande produtora deste deprimente espetáculo, peça desculpas à sociedade, evitando que se deposite mais suspeitas sobre as legítimas causas dos índios do Brasil, podendo prejudicar outras demandas por conta desta desastrosa “tese Tupinambá”, nestas paragens. Das notícias históricas, Silva Campos(Crônica da Capitania de São Jorge dos Ilhéus) e o jesuíta Pe. Manoel da Nóbrega(Cartas do Brasil).  Nada mais a dizer.

Alcides Kruschewsky Neto é vereador em Ilhéus.

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Convidado por Renato Costa, Newton está com um pé no PMDB
Convidado por Renato Costa, Newton está com um pé no partido de Geddel

A roda está girando e os principais atores da sucessão baiana trabalham para se fortalecer.  O ministro Geddel Vieira Lima, por exemplo, movimenta-se de uma maneira que destoa da tese de que PMDB e PT marcharão juntos em 2010 (talvez só num eventual segundo turno e olhe lá).

Geddel está empenhadíssimo em conquistar novos espaços e mobiliza seus “soldados” com esse propósito. No sul da Bahia, um dos que cuidam das articulações é o ex-deputado estadual Renato Costa, que já convenceu o prefeito ilheense Newton Lima a abandonar o PSB e migrar para o partido de Geddel. Aliás, o mesmo caminho trilhado por Renato há alguns anos.

O prefeito, que na semana passada ofereceu a mais alta honraria do município ao secretário de Turismo da Bahia, Domingos Leonelli, do PSB (que não apareceu para receber a Comenda de São Jorge), já está com um pé no PMDB. Ou seja, acendeu uma vela para o secretário, mas está preparando uma gambiarra para o ministro.

No momento, Newton discute apenas aspectos ligados à fidelidade partidária, pois teme represália do seu atual partido. Porém, de qualquer maneira, é certo que o prefeito assumirá o controle do PMDB em Ilhéus, dando um chega pra lá no deputado federal Raymundo Veloso, que atualmente é quem manda na legenda no município.

O nome mais forte para assumir a presidência do diretório municipal do PMDB é o do “super-secretário” de Serviços Urbanos e Transportes e Trânsito do Município, Carlinhos Freitas.

Com informações do Blog do Gusmão

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O avião desapareceu em maio do ano passado e as buscas se deram entre Ilhéus e Salvador
O avião desapareceu em maio do ano passado e as buscas se deram entre Ilhéus e Salvador

Reportagem publicada hoje no jornal A TARDE (clique aqui para ler, se for assinante) aborda as investigações do acidente com um bimotor, ocorrido há 14 meses no sul da Bahia. No avião, que era conduzido por um piloto da Casa Civil do governo baiano, viajavam quatro executivos britânicos, um deles – segundo a matéria – envolvido em fraudes imobiliárias.

O Cessna 310 -Q, de matrícula  PT-JGX, desapareceu do radar minutos antes de pousar no Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus.  As buscas resultaram na localização de pequenas partes da aeronave, mas nada dos seis corpos. Estavam no avião os executivos ingleses Sean Woodhall, Ricky Every, Nigel Hodges e Alan Kempson, além do piloto Clóvis Revault Figueiredo e Silva e do co-piloto Leandro Oliveira Veloso.

Como os corpos, assim como a maior parte do bimotor, até hoje não foram localizados, a família do piloto suspeita de que o acidente foi uma simulação. A tese é de que Clóvis Revault foi obrigado a fazer um pouso de emergência e depois acabou assassinado.

A polícia civil de Ilhéus ainda não instaurou inquérito, pois espera o relatório do Seripa 2 (Segundo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).

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No confronto de rubro-negros no estádio João Havelange, o Engenhão, deu Flamengo. O Vitória não resistiu e perdeu por 2×1. A derrota não tirou a terceira colocação do time baiano. O Fla ainda se deu ao luxo de desperdiçar uma cobrança de pênalti, aos 34 minutos, com Ibson, minutos depois do segundo gol.

O placar foi aberto pelo lateral esquerdo Juan: Flamengo 1×0 Vitória, aos 27 minutos do primeiro tempo. Aos 17 minutos da última etapa, o Vitória empatou, gol marcado pelo artilheiro Roger, ex-Fluminense (RJ).  A alegria durou pouco. Aos 22 minutos, o atacante Emerson colocou o Fla novamente em vantagem.

O rubro-negro carioca ficou a dois pontos do Vitória e entrou para o G-4, o grupo dos que se classificam à Libertadores da América-2010. O jogo teve duas expulsões. Uma de cada lado. Vanderson, do time baiano, foi expulso por entrada desleal no atacante Emerson. Já o meia Kleberson, do Fla e da Seleção Brasileira, foi expulso por entrada duríssima no atacante Neto Berola, ex-Itabuna.

Veja os gols:

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Petista de alto coturno considera quase improvável a reeleição do atual presidente estadual do PT, Jonas Paulo. E se impressiona com a desenvoltura do prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, um dos pretendentes ao posto. As críticas a Jonas ocorrem principalmente porque, com ele, o PT “esfriou o debate interno” e está atendendo demais aos interesses do governo Wagner. Questão de identidade…

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Deu no Correio Braziliense: O ministro Geddel Vieira Lima é o nome preferido do presidente Lula, no PMDB, para ocupar assento na coordenação política do governo federal. Geddel, que é ministro da Integração Nacional, também é cotado para a coordenar a campanha da ministra Dilma Roussef ou até ocupar o posto de candidato a vice na chapa da pré-candidata petista à presidência da República. Se isso for possível, Jaques Wagner agradece…

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O tempo parece nublado para o prefeito Newton Lima. Funconários reclamam do salário que ainda não foi pago, ao contrário de outros tempos em que o pagamento era feito dentro do mês, no máximo até o dia 30. O salário de junho só foi pago a quem recebe até R$ 600,00. Como se não bastasse, o prefeito vai enfrentar mais turbulência.

A comissão de aprovados no último concurso público, em 2007, promete fazer protestos em frente ao Palácio Paranaguá, na próxima segunda-feira, 6, às 13h30min. Os aprovados vão se concentrar na praça do Teatro Municipal e seguem em passeata até a sede do governo.

O Ministério Público do Trabalho entrou com ação judicial, que teve sentenção favorável e obriga Newton a demitir contratados ilegalmente e a substitui-los por concursados. O prefeito resiste. A decisão da Vara da Justiça do Trabalho foi publicada em 2 de julho e prevê multa diária é de R$ 500,00 para o município a cada funcionário ilegal encontrado.

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RUI COSTA acredita em aliança, mas critica publicidade dada à carta do PMDB (Foto:A T).
RUI COSTA acredita em aliança, mas critica carta do PMDB (Foto:A T).

Há quem aposte que o governo Wagner conseguirá reproduzir, em 2010, a união vitoriosa de 2006 com o PMDB. O secretário estadual de Relações Institucionais, Rui Costa, diz acreditar que essa relação não resultará em divórcio e trabalha pela manutenção da aliança eleitoral entre o atual governo e o partido do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima.

Apesar disso, faz críticas ao modo peemedebista de ser ao relembrar de um episódio recente, a publicidade dada à entrega, a Wagner, da carta em que o PMDB elenca os pontos considerados críticos do governo petista. “A gente não coloca alto-falante no meio da rua para criticar o nosso filho, o nosso pai, o nosso irmão. Primeiro, tem que corrigir dentro de casa”.

Abaixo, confira a entrevista concedida ao Pimenta na Muqueca, em que Rui Costa fala sobre acordos com o PSC e a retomada de conversações com o PDT, critica os carlistas e diz que o Porto Sul será um marco de desenvolvimento para o estado.

Ainda dá para manter entendimentos com o PMDB baiano, mesmo com a maioria peemedebista defendendo candidatura própria a governador?

Nesse momento, a mais de uma ano da eleição, os partidos estão se movimentando e buscando definir os seus espaços. Evidente que todo partido quer crescer no cenário político. O PMDB demonstra que está fazendo isso. Eu acredito que o PMDB manterá o compromisso com o presidente Lula no cenário nacional e manterá o compromisso na Bahia com o governador Jaques Wagner.

Apesar do posicionamento recente do partido?

Sou daqueles que apostam que, passado esse período de movimentação dos partidos, caminharemos para manter o projeto [de 2006]. O PMDB tem um ministro no governo do presidente Lula e duas secretarias importantes no governo do estado. Eu acho que caminharemos juntos nas eleições do ano que vem.

O governo conversa com alguns partidos. O PSC terá a secretaria de Ciência e Tecnologia?

Nós não discutimos secretaria com o PSC. Essa informação não é verdadeira e é bom que os blogs apurem para ter credibilidade. Nós nos reunimos com os presidentes nacional e estadual do PSC, há interesse nosso para que o PSC participe do governo, mas não discutimos de que forma.

“Nós não discutimos secretaria com o PSC”

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E como será definida a participação?

Eles devem reunir a bancada estadual e a Executiva para, depois disso, nós conversarmos. Eu fiquei de procurar, na segunda ou terça-feira, o presidente [estadual] Eliel Santana para concluirmos as negociações. Até aqui, não houve nenhuma conversa sobre secretaria nem qual secretaria.

O governo estadual fechará com o PSC mesmo se o partido continuar na gestão do prefeito João Henrique, pois chegou a ser ventilado que este seria um impeditivo?

Não fazemos nenhuma objeção. Estamos conversando também com o PDT, e essa secretaria pode sair para o PDT. Na próxima semana, estaremos com o presidente [nacional do PDT, Carlos] Luppi para fecharmos o apoio do partido ao governo Wagner. Nós não temos porque fazer restrição a partido porque faz parte da gestão de Salvador ou de qualquer outro município. Nós não trabalhamos com perseguição nem intimidação de partidos ou lideranças políticas. O próprio PMDB participa do governo federal, do estadual e de vários municípios do PT.

“A ideia é sair da reunião anunciando a

participação do PDT no Governo”

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As conversas com o PDT estão avançadas?

Nós estaremos nos próximos dias em reunião com o ministro Luppi e a nossa ideia é sair dessa reunião anunciando a participação do PDT no governo. A secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação já foi oferecida e estamos ultimando as conversas.

Ainda sobre o PMDB, o senhor teve acesso ao conteúdo da carta entregue pelo ministro Geddel Vieira Lima ao governador?

Não, não tive acesso.

O posicionamento do PMDB, hoje, é de lealdade ou estranheza?

Eu diria que, em alguns episódios, foi estranho. Essa da entrega do documento… O problema não é o documento. É natural que todo partido que integra um governo e que queira contribuir para que a gestão melhore as suas ações esteja constantemente avaliando e dando sugestões para corrigir rumos. É natural. Os partidos não podem pecar é por omissão.

“A gente não coloca alto-falante no meio da rua

para criticar nosso pai, nosso irmão”

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E, afinal, qual foi o erro do PMDB?

A gente não coloca alto-falante no meio da rua para criticar o nosso filho, o nosso pai, o nosso irmão. Primeiro, tem que corrigir dentro de casa. Se os atritos forem tão grandes, se a convivência for insuportável a ponto de não resolver dentro de casa, aí a gente sai, aluga um apartamento e vai morar fora. Sai de casa.

E a relação com o PMDB já chegou a esse ponto?

Não. Tanto é que eles ainda continuam no governo, tanto no governo Lula como no de Wagner. Então, se não chegou a esse ponto, o procedimento correto é fazer as avaliações e dar as sugestões internamente. Eu faço assim e a maioria das pessoas faz assim. Quando tem um problema, tenta resolvê-lo dentro de casa e não colocando alto-falante na rua, criticando seu pai, sua mãe, seu irmão, seu filho.

Há um prazo para o PMDB se resolver e definir como vai caminhar em relação ao governo?

Não há prazo. Você avalia diariamente, semanalmente, mensalmente, o comportamento. Se chegar um momento em que foram ultrapassados todos os limites, aí cada um vai ter que seguir o seu caminho. Enquanto isso, estamos trabalhando para restabelecer a relação e manter esse projeto nacional e estadual junto com o PMDB.

O que se percebe é que esse apoio a Wagner passa muito pelo plano nacional. E se o PMDB não fechar com Lula e Dilma, não sai a aliança aqui?

Eu diria que, nacionalmente, a conversa do PMDB com o presidente Lula está bem encaminhada, há forte participação no governo e acredito muito que o partido estará no projeto Dilma presidente. Mas as coisas não são obrigatórias, ter que estar aliado nacionalmente para se aliar no estado ou vice-versa. Agora, a eleição presidencial é o carro-chefe e a estadual fica muito polarizada em função da nacional. Nós trabalhamos com a perspectiva de dois palanques na Bahia.

Como?

Um é o do Serra. E o outro, da ministra Dilma, com todos os aliados do presidente Lula.

“Vamos mostrar números muito

superiores ao que eles fizeram”

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Com o cenário de hoje, o senhor aposta em reeleição?

Não tenho a menor dúvida. Quando chegar o período eleitoral, nós vamos fazer o comparativo do que eles [os carlistas] fizeram em 16 anos e o que nós fizemos em quatro. Vai ficar claro para a população. Nós vamos ter muito tempo de televisão para mostrar tudo e não tenho dúvida de que o povo vai se convencer do quanto que nós fizemos. Em dois anos e meio, nós reconstruímos 1.400 quilômetros de reconstrução de estradas. Eles, só 1.200 em quatro anos. Nós já perfuramos mais de mil poços artesianos. É mais do que eles perfuraram em quatro anos. Vamos mostrar números muito superiores ao que eles fizeram. Com base nessas informações, o povo fará o seu julgamento final.

As obras prometidas para o sul da Bahia, como a duplicação da Ilhéus-Itabuna e o Complexo Intermodal, saem ainda neste e no início do próximo ano?

As obras começam, mas não ficam concluídas até lá [eleições de 2010]. Às vezes, eu percebo um ou outro órgão de imprensa na região que ainda não se deu conta da importância desses investimentos. Eles serão um novo paradigma de desenvolvimento para o sul da Bahia, que até aqui tinha como alicerce o cacau. Você ter uma ferrovia, um aeroporto e um porto, para passageiros e exportação de produtos, vai dotar a região de um forte potencial para atrair indústrias. Nós já temos demandas para implantar ali usinas de geração de energia. A depender da localização, também usina siderúrgica.

Que tipo de energia?

Existem vários pedidos para a geração de energia elétrica, com várias matrizes, desde o gás ao carvão. Isso atrai empresas, gera desenvolvimento da região e do estado. O Complexo Intermodal é a obra mais importante dos últimos 50 anos da Bahia. Nós vamos integrar, economicamente, o sul e várias regiões da Bahia ao Oeste, aquele oeste que fazia campanha, recentemente, para ser um novo estado, dado a situação de abandono que eles sentiam. Para todas essas regiões, o complexo intermodal vai significar um novo marco de desenvolvimento.

“Não trabalhamos apenas com

o marco eleitoral”

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Mas estas são obras que exigem mais tempo para a sua conclusão.

Nós não trabalhamos apenas com esse marco eleitoral. Não podemos reproduzir a velha prática de fazer coisas pequenas, como o asfalto sonrisal, só para ter o voto do povo, imediatamente. Assim, a gente nunca desenvolve a Bahia. Precisamos desenvolver projetos estruturantes, que demoram mais para ficar prontos, mas que resolvem, definitivamente, as questões de emprego e renda da população.

No plano econômico-financeiro, o estado ainda vislumbra melhoria das suas finanças? Empresas se queixam de atrasos no pagamento, principalmente as do setor da construção civil…

Nós tivemos uma situação muito grave, de perdas de receitas da ordem de R$ 500 milhões neste ano, devido à crise econômica. Em maio e junho, houve uma recuperação, mas ainda abaixo do que prevíamos de receita. Pelo menos, estabilizamos a arrecadação, que parou de cair, e nós já recuperamos um pouco da receita em relação ao arrecadado no ano passado. O pior já passou. Em julho, com a entrada dos empréstimos que nós fizemos [BNDES e do BID], vamos quitar as dívidas e poder acelerar e retomar as obras que estão em marcha-lenta ou ficaram paralisadas nesse período.

“Temos uma nova relação

com o parlamento”

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Mudando para a sua Pasta, muitos ainda se queixam, principalmente os parlamentares, de que a secretaria de Relações Institucionais tem travado a aproximação ou audiências com o governador.

Eu diria que essa secretaria é extremamente difícil, mas a avaliação que fazemos é positiva. Nós nos elegemos com 23 deputados e 50 prefeitos. Eu posso afirmar hoje que nós temos um novo padrão de relação com o parlamento, com os municípios. Nós temos o cumprimento da maioria das emendas parlamentares, coisa que nunca existiu na Bahia. A minha secretaria é de dirimir conflitos políticos da base aliada. Então, ao atender um, estou deixando de atender outro porque, às vezes, a demanda é a mesma. Disputa um partido contra o outro, um deputado contra o outro. Ao fazer opção, o governo pode deixar um alegre e o outro, chateado. Isso é inerente à minha função e à minha secretaria. Não tem jeito.

Então, na sua opinião, esse relacionamento melhorou?

É completamente diferente, hoje, o padrão de relacionamento do governo com os deputados e os prefeitos. Reclamações sempre vão existir. Óbvio que o governador tem sempre uma agenda carregadíssima. Há sempre uma demanda de deputados e prefeitos que querem estar mais frequentemente com o governador. Nós temos um sistema eletrônico que hoje o prefeito ou deputado pode acompanhar na internet o andamento do pedido dele, mesmo assim querem estar com o governador. Então, quando demora, há reclamação e gera o ciúme, a disputa, que são naturais da política. Aproveitando o blog, é isso que dá pimenta na política, esse jogo de disputa de posições entre os parlamentares e partidos.

“Arthur Maia e Maria Luiza já se

declararam de oposição 

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O sr. acredita que a houve avanço na relação, até por conta do governo estar conseguindo dar resposta aos pedidos da base?

Isso pode ser medido pelo apoio que estamos tendo na Assembleia Legislativa, pelo amplo apoio dos prefeitos. Temos 46 deputados.

Incluindo o PMDB?

Incluo seis parlamentares. Excluo dois porque eles já declararam que não são da base: Arthur Maia e Maria Luiza Carneiro. A relação com estes dois está restrita ao diálogo civilizado, institucional, porque eles próprios afirmaram, sistematicamente, que não são mais da base do governo, são oposição.

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Apesar dos comentários intensos dentro e fora do governo sobre possíveis demissões de secretários, o prefeito Jackson Rezende, de Itapé, nega que esteja entre as suas pretensões a exoneração de secretários. Fontes do próprio governo afirmam que o gestor estaria com lista pronta e anunciou intenção de exonerar, pelo menos, três membros do primeiro escalão.

Através de sua assessoria de imprensa, o prefeito tranquilizou a equipe. “Não tem nada a ver. Não vai haver demissão. De jeito nenhum”. A informação inicial era de que estariam na ´tábua de graxa’ os secretários Conceição Aguiar (educação), José Niella (agricultura) e Josemberg Monteiro (transporte).