Cerca de 300 policiais militares grevistas formaram barreiras humanas e fecharam todos os acessos ao estádio Luiz Viana Filho. Itabuna e Bahia devem se enfrentar no estádio, às 17h, pela 6ª rodada do Baianão 2012. Os grevistas não aceitam que policiais da Cipe-Cacaueira (polícia de elite) façam a segurança das equipes e torcedores no estádio.
O comandante Reis, do Policiamento Regional, e o major Rivas, da Cipe-Cacaueira (Caerc), permanecem em negociação para que os grevistas liberem, pelo menos, o acesso pela Adei às duas equipes.
Às 15h45min – Os grevistas acabam de liberar o acesso das equipes do Itabuna e Bahia. Por enquanto, o jogo está mantido. Os torcedores dentro do estádio entram antes da chegada dos policiais. O Itabuna acaba de entrar no estádio, faltando apenas a delegação do Bahia.
Quem depende dos serviços da OI, tanto internet como telefonia fixa ou celular, reclama que vem sofrendo – e não é pouco. “Está terrível navegar com menos de 16kbps”, queixa-se uma vítima em Itabuna.
Pior que a baixíssima velocidade, diz, são as justificativas “estapafúrdias para o péssimo serviço: uma delas, a suposta queda de uma torre”.
Pelo menos uma escola em Ilhéus adiou o início do ano letivo em uma semana devido à greve na polícia militar. O Colégio Vitória informou há pouco que seguirá orientação do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Particular do Estado da Bahia. As aulas começarão no dia 13, “quando a situação de normalidade já deverá estar restabelecida”. O Colégio Vitória é dos mais tradicionais de Ilhéus.
Do Correio da Bahia
Em meio a boatos de invasão da Assembleia Legislativa, ocupada por policiais militares em greve, por parte de homens da Força Nacional e do Exército a mando do Governo do Estado, o governador Jaques Wagner, em coletiva realizada ontem (4), assegurou que a Assembleia Legislativa não será invadida. “Não tem nenhuma hipótese de invasão da Assembleia. Se alguém invadir a assembleia, seguramente serão eles”, assegurou.
De acordo com Wagner, “isso é mais uma tentativa do grupo de achar adesões e de fazer pânico”. A retirada de viaturas da polícia apreendida pelos manifestantes foi a única coisa dita pelo governador, segundo ele.
– A única coisa que eu disse, que foi entregue agora pela manhã, pelo menos em um gesto de bom senso da parte deles, é que eu não posso conviver com o esbulho, porque eu estaria prevaricando o patrimônio público. Dezesseis carros que têm que servir a população exibidos em praça pública de pneu furado – explicou.
Segundo o governador, sua relação com o presidente da Assembleia Legislativa é excepcional e os policiais militares foram para o prédio para buscar abrigo, o que faz parte do jogo da greve.
Se as relações entre os deputados federais Geraldo Simões e Josias Gomes (ambos do PT) já não são boas há muito tempo, nos últimos dias se deterioraram ainda mais. O mau-humor evidente entre os dois se ampliou com a briga pelo cargo de coordenador da Direc 6, em Ilhéus, que era ocupado pelo professor Ednei Mendonça, ligado a Josias.
Geraldo Simões e o deputado estadual Rosemberg Pinto lutaram pela Direc e conseguiram a exoneração de Ednei. Mas a conquista ficou pela metade, já que os dois não conseguiram emplacar sua indicada, a professora Ana Maria Oliveira.
Enquanto em Itabuna a substituição de Miralva Moitinho pela professora Rita Dantas se deu sem traumas, em Ilhéus a troca emperrou no crivo do secretário Osvaldo Barreto, que não teria aprovado o nome da escolhida pelos “donos” do cargo em Ilhéus.
E Josias não conseguiu digerir até hoje a queda de seu aliado. Tanto que em recente evento público ignorou solenemente o companheiro Geraldo, fato presenciado por várias testemunhas.
Ninguém está livre do clima de tensão que se instalou nas ruas com a greve da Polícia Militar. Quem passou por uma experiência nada agradável na noite de quinta-feira, 2, foram os comunistas Davidson Magalhães, presidente da Bahiagás, e Wenceslau Júnior, vereador em Itabuna.
Os dois políticos vinham da Uesc, onde participaram da posse da reitora Adélia Pinheiro, com destino a Itabuna. Ao passar pela avenida Juracy Magalhães, foram interceptados por policiais à paisana, que confundiram o carro da Bahiagás com uma viatura da PM. Somente quando chegaram bem perto é que foram reconhecidos e, por um triz, liberados pelos grevistas.
A primeira fase do 6º Exame de Ordem Unificado acontece neste domingo, 5, a partir das 14 horas, em todo o país. Os bacharéis terão cinco horas para responder às 80 questões da prova, elaborada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
A previsão é de que os resultados dessa fase serão divulgados no próximo dia 15. Os aprovados passarão ainda pela segunda etapa – a prova prático-profissional – programada para o dia 25 de março, e o resultado final do exame deverá ser divulgado no dia 3 de maio.
No último exame de ordem, apenas 24,5% dos inscritos obtiveram aprovação. A Bahia foi o Estado que teve o maior índice de aprovados (30,64%) e a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) teve desempenho ainda melhor, com 48% de êxito entre os que se submeteram à prova (confira aqui)

Vai se delineando um quadro de uma sociedade psicologicamente abalada, medrosa e doente, incapaz de perceber que a raiz do problema está além da garantia de um efetivo policiamento, pois esse é, apenas, um paliativo
O artigo 5º, parágrafo 1º da Constituição Federal dispõe “in verbis”: As normas definidoras dos Direitos e Garantias Fundamentais têm aplicação imediata. Isso quer dizer que todos os Direitos Fundamentais garantidos por nossa Constituição poderão ser evocados a qualquer momento, não sendo diferente com o Direito de Greve.
No entanto, essa mesma Constituição limita o uso desses direitos, a partir de normas reguladoras, visto que alguns direitos poderão atingir o indivíduo e serem negativos para sociedade. Por esta razão, a Greve é considerada um Direito com eficácia limitada, requerendo uma ação legal do Estado para o seu exercício. Ora, em sendo um Direito Fundamental não poderá ser cerceado pela omissão legal do Estado, visto que implicará em uma violação das Garantias Constitucionais.
Ocorre que a Constituição diferenciou o Direito de Greve dos trabalhadores regidos pela CLT, dos chamados servidores públicos, ou seja, em virtude das especificidades dos serviços públicos e de suas implicações sociais, a norma reguladora da greve dos servidores públicos seria diferente da norma reguladora dos servidores celetistas.
Todavia, os nossos legisladores somente disciplinaram a greve dos trabalhadores celetistas, o que tem gerado uma distorção no exercício desse Direito, seja através de abusos provocados pelos grevistas, bem como pelo próprio Estado que interpreta a sua omissão como uma não-garantia do Direito.
Entendo como devidas as reivindicações dos Policiais Militares, sobretudo, porque não foram cumpridas conforme acordo, anteriormente, firmado com o Estado. Mas deve-se levar em consideração a função que se presta, pois a sociedade não pode ficar deficitária de um serviço essencial. Não estamos vivendo em tempos de guerra para estarmos sitiados em nossas casas e sermos tolhidos da nossa liberdade.
A omissão do Estado em regulamentar o Direito de Greve dos servidores públicos gera distorções no exercício desse Direito, refletindo, negativamente, na sociedade. Numa hora dessas o bom-senso deve imperar, tanto do lado dos grevistas, quanto do lado do Estado para resolver o problema.
Leia Mais

O coordenador do movimento também sustenta que, além de Wagner, também apoiaram o movimento de 2001 os deputados federais Nelson Pellegrino (PT), Daniel Almeida (PCdoB) e Portugal (PCdoB), a prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho (PT), a senadora Lídice da Mata (PSB) e o presidente do PSC, ex-deputado Eliel Santana.
Prisco está na lista das 12 prisões preventivas decretadas contra líderes do movimento grevista. Outro é o soldado Augusto Júnior, que trabalha e lidera a greve em Ilhéus e coordenada ações da paralisação em Itabuna. Augusto concedeu entrevista ao Blog do Gusmão.
Itabuna e Bahia se enfrentam neste domingo, às 17h, no estádio Luiz Viana Filho. A Federação Baiana de Futebol (FBF) optou por manter a rodada, apesar da paralisação dos policiais militares.
O Itabuna precisa vencer o Bahia para tentar melhorar a posição no Estadual 2012. O Azulino é vice-lanterna da competição. Em cinco jogos, sofreu três derrotas e empatou dois. Soma apenas dois pontos.
Na partida deste domingo, o time terá o retorno dos jogadores Wagner e Helder, após cumprirem suspensão automática pelo terceiro cartão amarelo.
O jogo será uma boa oportunidade para o atacante Wagner mostrar a que veio. Emprestado pelo Bahia, o jogador ainda não marcou no campeonato.
Não apenas Wagner passou em branco neste campeonato. Em cinco jogos, o time não marcou um gol sequer. O único a seu favor, na estreia contra o Serrano, foi marcado pelo adversário.
Mais um assassinato registrado em Itabuna, o sétimo desde o início da greve dos policiais militares no município. O mototaxista Robson Rodrigues Santos, 31, foi morto a tiros no bairro de Fátima. A polícia investigará se o autor ou mandante do crime foi um homem com o qual ele discutiu nesta sábado pela manhã. Trata-se do segundo mototaxista assassinado em menos de 12 horas em Itabuna. O primeiro, Igor Oliveira, 23 anos, foi executado na praça da Califórnia. Dos sete homicídios registrados desde a última quinta, 3 ocorreram no Fátima. Atualizado às 23h29min.
Há cerca de meia hora, um cidadão estacionou seu veículo em frente de casa, na rua Felipe Argolo, bairro Castália, Itabuna. Mal entrou em sua residência e ouviu o motor do carro funcionando. Era um ladrão, que com toda a tranquilidade do mundo ligou o carro alheio e saiu, tomando a via que dá acesso à Avenida Itajuípe, no bairro Santo Antônio.
O veículo furtado é uma picape Saveiro, cor verde, placa JME-1549.
Itabuna deverá receber, pelo menos, 100 homens da Força Nacional de Segurança e das Forças Armadas. Eles farão o patrulhamento das ruas da cidade. A previsão é de que o efetivo chegue ao município até o início da noite deste sábado (4).
Às 15h30min -A aeronave que traz os militares acaba de pousar no aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus. Parte do efetivo que chega ficará na Terra de Gabriela, onde a adesão dos PMs à greve é de 100%.
O ajudante de pedreiro Arlécio Carlos de Oliveira, 33 anos, acabou assassinado no bairro São Caetano, nesta madrugada de sábado. Foi o quinto homicídio registrado em Itabuna desde o anúncio oficial de greve na Polícia Militar no município, ocorrido na noite da quinta-feira (2).
Arlécio foi assassinado a golpes de faca e teve o pescoço quase degolado. O corpo do ajudante de pedreiro está no Departamento de Polícia Técnica (DPT). Ocorreram quatro homicídios nas primeiras 12 horas após a deflagração da greve dos militares em Itabuna.
O sexto homicídio ocorreu há pouco na região da Califórnia. O homem ainda não foi identificado. Ele foi morto em frente à central de mototáxi onde trabalhava. Populares aguardam a chegada da polícia técnica para fazer o levantamento cadavérico.
























