O secretário-geral do PP baiano e ex-prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, tentou minimizar o estrago da exoneração de Mário Negromonte no projeto eleitoral do partido em outubro deste ano. Para ele, a perda do Ministério das Cidades não passará despercebida no cenário baiano, mas acredita que prevalecerão os arranjos (alianças) locais no pleito municipal.
– A lógica das eleições municipais é local, depende mais das articulações e das alianças construídas -, afirmou o político em entrevista ao A Tarde. Jabes, assim, prefere não passar recibo. Porém, o PP baiano não terá mais a força de um ministério como o das Cidades para cortejar possíveis aliados. Afinal, o homem indicado para o lugar de Negromonte é de ala oposta ao ex-ministro.

Leia abaixo a postagem do secretário no Face:
“Os que patrocinaram e apostaram no pânico como arma politica foram atropelados pela realidade pura dos fatos, simplesmente nada do que foi divulgado aconteceu, nem arrastão, nem quebra-quebra, nem assassinato de cobradora, nada… Era tudo mentira inventada e disseminada como “viral”, arma politica fartamente utilizada na ultima campanha presidencial pelo PSDB.
Atitude irresponsável como essa além de desgastar a imagem de um movimento justo e da própria Policia Militar, gerou milhões em prejuízos, fortes impactos e danos morais a população alem de muita covardia e preconceito. As maiores vitimas dessas atitudes irresponsáveis são normalmente os mais pobres e os mais carentes”.
Uma montagem que circula no Facebook registra a vitória do CNJ e especialmente da corregedora do Conselho Nacional de Justiça, Eliana Calmon.
Na quinta-feira, 2, por 6 votos a 5, o Supremo Tribunal Federal reconheceu os poderes do CNJ para apurar malfeitos de juízes, independentemente da ação das corregedorias nos Estados. Um gol de placa em favor da moralização do judiciário!
Nos três minutos de pronunciamento em cadeia de rádio e TV, o governador da Bahia, Jaques Wagner, falou em procura de diálogo e abertura às negociações com policiais militares grevistas.
Ele também partiu para o ataque: acusou um grupo de policiais (ligados à Associação dos Policiais e Bombeiros-Aspra) de praticar, “de forma irresponsável, desordem para assustar a população”. Era menção clara a policiais que atacaram ônibus em Salvador. Em Itabuna, grupo de militares provocou arruaça na avenida do Cinquentenário na tarde de quinta-feira (2).
Segundo o governador, 12 mandados de prisão foram expedidos pela Justiça. Um deles tem como alvo o presidente da Aspra, Prisco Machado, excluído da polícia após a pior greve de polícia já enfrentada pelos baianos, em 2001. Um dos motivos da greve é o pedido de anistia para Prisco. Grevistas sustentam que a lei de anistia a policiais, sancionada pelo presidente Lula em 2010, beneficia o ex-militar.
Wagner encerrou o pronunciamento afirmando que a polícia militar não pode ser transformada em “instrumento de intimidação e desordem”. O governador citou o reforço das Forças Nacionais na Bahia. Segundo ele, 2.350 homens da Força Nacional de Segurança e do Exército já estão na Bahia. Mais 600 homens reforçarão o efetivo já disponibilizado pelo governo federal, conforme Wagner (confira o conteúdo do pronunciamento).
O comando da Cipe-Cacaueira (antiga Caerc) confirmou – há pouco – que policiais militares grevistas retiveram uma viatura por volta das 18h, em Ilhéus. A viatura fazia ronda em Ilhéus, segundo o Major Rivas, quando foi cercada por, aproximadamente, 400 grevistas e familiares.
Segundo o major, “buscando evitar confronto com possíveis baixas fatais”, uma das guarnições deixou que os manifestantes “recolhessem a viatura para o pátio do 2º Batalhão”, em Ilhéus.
A viatura foi recuperada duas horas depois, conforme o comando da polícia especializada. Em Ilhéus, a polícia está em greve desde a quarta-feira (1º).
O comércio central de Itabuna começou a fechar as portas após as 18h no segundo dia de greve dos policiais militares. Apesar da persistência dos lojistas, o que faltou mesmo foi oconsumidor, que não ousou ir às compras na região da avenida do Cinquentenário.
Pouco menos de 20% das lojas da avenida do Cinquentenário fecharam por volta das 17h. As lojas do Shopping Jequitibá funcionam em horário normal. A segurança do centro de compras foi reforçada nesse período de greve.
O presidente do Sindicato do Comércio de Itabuna (Sindicom), José Adauto Vieira, disse que não houve ocorrência no comércio hoje e defendeu a “esticadinha” até as 18h (confira). Viaturas da Polícia Federal circularam pelas ruas do comércio.
O prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo, enviou ofício ao governador da Bahia, Jaques Wagner, e autoridades da área de segurança, solicitando o envio de homens da Força Nacional de Segurança e das Forças Armadas para o município. Azevedo salienta que Itabuna sofre prejuízos com a greve da Polícia Militar, que levou ao fechamento de grande parte do comércio nos últimos dois dias.
O gestor municipal instalou um “gabinete de crise”, formado por secretários e assessores do governo nas áreas jurídica e de comunicação.
Um grande número de itabunenses recebeu esta semana em seus telefones celulares uma mensagem indevida e não-solicitada do empresário Roberto Barbosa, que utiliza a alcunha de Roberto Minas Aço. O texto, de claras intenções eleitorais, já que Barbosa pretende se lançar candidato a prefeito de Itabuna, tem o seguinte teor:
“Quem acredita em Itabuna, investe em Itabuna. Eu acredito”.
O caso se encaixa perfeitamente na definição de propaganda eleitoral antecipada e deve sujeitar o autor às punições previstas na legislação.
Um comboio da Cipe Cacaueira (antiga Caerc) saiu há pouco da base da companhia, na zona norte de Ilhéus, com destino a Itabuna. Ainda na via principal do bairro Savóia, as quatro guarnições foram interceptadas por policiais grevistas, mas não houve confronto entre os dois grupos.
A maior parte do contigente da Cipe permanece aquartelada, aguardando definições do comando. As guarnições enviadas para Itabuna têm um total de 16 policiais e é possível que ainda enfrente outras barreiras feitas pelos grevistas.
Um integrante da companhia informa que Itabuna teve prioridade no envio de policiais porque a situação na cidade é considerada mais grave. Em menos de 24 horas, houve quatro homicídios em território itabunense.
A médica Neyde Vinhático Pontes profere palestra sobre Trasplante Renal, nesta segunda-feira, 6, a partir das 19h30min, no auditório do Hospital Calixto Midlej Filho. Também participará da exposição o enfermeiro Álvaro Júnior.
O objetivo da palestra é apresentar o serviço de transplante mantido na instituição e atualizar o quadro de enfermagem dos hospitais Calixto, Manoel Novaes e São Lucas, que pertencem à rede da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna.
Neyde Pontes coordena o Serviço de Transplante Renal da Santa Casa.
A direção do Sindicato dos Comerciários de Itabuna está cobrando do sindicato patronal que as lojas fechem mais cedo devido à greve dos policiais militares. “Estamos preocupados com a exposição dos trabalhadores sem que haja nenhuma segurança nas ruas. Funcionar até as 18 horas é perigoso”, afirma o presidente do sindicato, Gilson Araújo.
O sindicalista diz que o sindicato patronal (Sindicom) deverá ser responsabilizado por qualquer ocorrência com comerciários. Segundo ele, existe um clamor dos comerciários para que as lojas fechem mais cedo.
– O psicológico dos trabalhadores está no chão. E quem vai garantir que haverá transporte quando eles saírem do trabalho? – questiona o dirigente sindical.
O sindicalista criticou o fato de não ter recebido resposta por parte do sindicato patronal à proposta de fechar mais cedo. “Não houve retorno”.
SINDICOM DEFENDE FUNCIONAMENTO ATÉ AS 18H
José Adauto Vieira, do Sindicato do Comércio de Itabuna (Sindicom), confirmou que houve contato dos representantes dos empregados, mas não considera necessário fechar as portas antes das 18h. “Nós estamos atentos e orientamos os lojistas a baixar as portas em qualquer ocorrência”.
Adauto disse que até agora não houve qualquer ocorrência no comércio e que já entrou em contato com a associação das empresas de ônibus. A direção da AETU garantiu que os ônibus circularão em horário normal.
Para ele, outro fator de tranquilidade é o fato de a Bahia estar no horário de verão, quando 18h ainda é dia. “Não se pode simplesmente fechar as portas e esperar acabar a greve. Nós estamos atentos [a toda movimentação]”, disse ele, acrescentando que o comércio enfrenta forte queda nas vendas desde ontem e fechar mais cedo “seria complicado”.
Um homem foi assassinado há pouco na esquina da rua São João com a avenida Juracy Magalhães, no bairro de Fátima. Trata-se do quarto homicídio em menos de 24 horas em Itabuna. A vítima chamava-se Joilson Nascimento da Silva, 23 anos. Ontem à noite, um homem foi assassinado num bar no mesmo bairro e outras duas vítimas foram assassinadas nesta manhã (confira aqui).
A vítima cumpriu pena em Salvador por tráfico de drogas. Policiais que atuam no município aderiram à greve da categoria ontem à noite, após assembleia no pátio do 15º Batalhão da PM (relembre aqui). Os quatros homicídios ocorreram numa mesma região da cidade. Atualizado às 18h.
A foto da área de autoatendimento de uma agência do Bradesco era das mais comentadas por itabunenses no Facebook. Teto e caixas eletrônicos destruídos e muitos comentários apontavam a imagem como sendo o retrato final de ação de bandidos na agência da praça Adami, centro de Itabuna, ao final de uma tarde de pânico ontem.
Não houve ataque à agência. A imagem, na verdade, era a de uma agência do Bradesco no município mineiro de Uberaba, alvo de ataques de bandidos no dia 18 de dezembro, conforme observava a jornalista Karoline Vital. Confira aqui o link com a imagem e a notícia sobre o ataque em Minas, há mais de um mês.
Quase todos os ilheenses acreditam que ocorreram arrastões ontem e hoje na cidade. Alguns ouviram falar em assaltos e atos de vandalismo, mas ninguém afirma ter visto ou sido vítima de algum deles. Também não houve nenhum comerciante que divulgasse ter sofrido qualquer prejuízo.
Apesar de tudo isso, o pânico na cidade é generalizado. Agora à tarde, o PIMENTA andou por algumas ruas do centro de Ilhéus, como o calçadão da Jorge Amado, Marquês de Paranaguá, Dom Pedro Segundo e rua Coronel Paiva. Em todas elas, a maioria das lojas estava fechada ou fechando as portas. Poucas pessoas andavam na rua e qualquer grupo que passasse em ritmo um pouco mais acelerado era visto como um arrastão em potencial.
O blog também presenciou um carro de som contratado pelo Sindicato dos Comerciários de Ilhéus, que divulgava mensagem de alerta aos comerciantes. Demonstrando temor pela segurança dos estabelecimentos, bem como das pessoas que trabalham neles, o locutor orientava todos a fechar as portas.
Há razões para temer pela segurança, haja vista a total ausência de policiais nas ruas, mas não se deve desconsiderar que quase todo o caos instalado não passa de fruto de muita imaginação fértil. Felizmente.































