O prefeito de Ilhéus, Newton Lima (PT), inaugurou obra neste domingo, 26, no distrito de Inema, e não perdeu a oportunidade de fazer política. No palanque, Lima afirmou que dentre as pessoas que estavam ao seu lado naquele evento sairia seu indicado para a sucessão.
Quem estava ao lado do prefeito?
O secretário de Governo, Alisson Mendonça; o deputado federal Josias Gomes e a vereadora Carmelita Ângela…
O rumoroso projeto de lei que pretendia obrigar os estudantes ilheenses a rezar o Pai Nosso nas escolas virou assunto em uma turma de doutorado em Direito em Buenos Aires. Quem revelou, em artigo publicado na imprensa local, foi o juiz Marcos Antônio Bandeira, da Vara da Infância de Itabuna.
De autoria do vereador Alzimário Belmonte, o Gurita, do PP, o projeto recebeu a sanção do prefeito Newton Lima, mas foi considerado inconstitucional, já que nenhum brasileiro pode ser forçado a seguir o rito de qualquer religião.
Na capital argentina, a ideia de Gurita causou espanto. “Mas o Brasil não é um país laico?”, indagavam os portenhos, segundo Bandeira.

O Itabuna tirou um peso das costas, como disseram alguns jogadores após a partida deste domingo. Somente nesta 11ª rodada do Baianão o time conheceu a vitória, demonstrando nova postura em campo, com ênfase para a união do grupo.
Destaque também para a brilhante atuação do atacante Vagner, que marcou os três gols da vitória. Em entrevista à Rádio Difusora AM de Itabuna, o presidente Ricardo Xavier disse que conversou com altetas e pediu exatamente união. Com Vagner, que começou na divisão de base do Itabuna e teve problemas no campeonato na questão disciplinar, Xavier disse que falou “como a um filho”.
O presidente revelou também que no vestiário os atletas fizeram uma oração muito forte. “Essa primeira vitória é muito importante, ela tinha que sair porque psicologicamente estava muito difícil”, admitiu Xavier. Ele conclamou a torcida para comparecer ao estádio Luiz Viana Filho na próxima quarta-feira, 29, quando o Azulino volta a enfrentar o Fluminense, já pelo returno do Baianão. A partida está marcada para as 20h30min.
Após o jogo em Feira, o herói do Itabuna antecipou a música que vai pedir logo mais no Fantástico. É “Céu e Fé”, do grupo Exaltasamba, que você confere abaixo:

O atacante Vagner já aparece como símbolo de uma nova postura do Itabuna no Campeonato Baiano. Aos 4 minutos do segundo tempo, o jogador azulino invadiu a área do Fluminense de Feira e bateu forte. A bola desviou no lateral direito Jeferson, do Flu, e foi direto para a rede do time do sertão.
Agora, Fluminense 0 x 3 Itabuna.
Como fez três gols na partida (por enquanto), o jogador do Itabuna terá direito a pedir música logo mais no Fantástico.
Em um lance polêmico, no qual os jogadores do Fluminense apontaram impedimento, Vagner voltou a marcar e ampliou a vantagem do Itabuna no placar em Feira de Santana. O gol ocorreu aos 41 minutos da partida e gerou muita reclamação. Um torcedor revoltado invadiu o campo e foi contido pelos próprios atletas do Flu.
O jogador Vagner marcou para o Itabuna e abriu o placar aos 25 minutos de jogo, no jogo contra o Fluminense de Feira, em pleno estádio Joia da Princesa. Último colocado na tabela, ainda sem experimentar uma vitória, o Azulino é só pressão na casa do adversário.
Detalhe: após marcar o gol, Vagner foi comemorar próximo ao técnico do Flu, Ferreira, que teve breve passagem pelo Itabuna neste campeonato.
Ricardo Ribeiro | redacao@pimentanamuqueca.com.br
Se o ilheense, diante do presente maravilhoso que Deus lhe deu, permanecer com uma atitude passiva, dificilmente esse tempo virtuoso chegará.
O último sábado de fevereiro foi um dia lindo em Ilhéus, propício à praia, pois o astro-rei torna ainda mais encantadoras as belezas dessa cidade. Seguia em direção a Olivença e, no Pontal, diante da baía, não resisti, parei para tirar um foto com o celular, enquanto comentava: “como Ilhéus é linda!”.
Outro dia, no Facebook, contestei alguém que dizia achar Ilhéus feia no presente, embora a visse bela no passado. Considerando aquilo um extremo absurdo, argumentei que a cidade continua linda e o povo precisa se apropriar de Ilhéus, brigar por ela, defendê-la dos maus ventos, dos maus presságios, dos maus governos. Também afirmei sentir faltar ao ilheense um pouco mais de autoestima e uma relação melhor com a cidade. Ao desprezá-la, o ilheense concorda com os desmandos, pois acaba aceitando que a cidade merece o que não presta.
Sinceramente, não consigo acreditar que qualquer governo, por mais bem intencionado que seja, consiga avançar muito na requalificação da cidade sem que haja uma conscientização geral, uma postura cidadã coletiva, com uma defesa firme e apaixonada que cobre respeito de quem a governa, assim como que cada um assuma suas responsabilidades.
Ontem mesmo, já em Olivença, outras pessoas também mostravam entusiasmo com o belo dia de sol e um amigo enveredou pela política, afirmando que Ilhéus recebeu praticamente tudo de Deus e precisaria apenas de um governo que fizesse o mínimo, cuidasse das pequenas coisas, um gestor que pelo menos não atrapalhasse.
Eu disse que falta um pouco mais, como ações de marketing bem construídas para promover a imagem da cidade fora e uma campanha para desenvolver a autoestima e o amor por Ilhéus entre os que aqui vivem. A partir daí vem uma série de outros pontos, como a organização do turismo, que ainda é explorado com um amadorismo suicida.
Se o ilheense, diante do presente maravilhoso que Deus lhe deu, permanecer com uma atitude passiva e indiferente, de eterna espera por dias melhores, dificilmente esse tempo virtuoso chegará. E a cidade continuará a viver com a tal síndrome de Gabriela (“Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim…”).
Ricardo Ribeiro é um dos blogueiros do PIMENTA.
Da coluna Tempo Presente (A Tarde)
O governador Jaques Wagner ainda não deu sinais claros da linha que vai seguir para acomodar José Sérgio Gabrielli no governo, se na cota pessoal ou deixando o problema para a tendência Construindo um Novo Brasil (CNB), que no governo já teve as secretarias da Agricultura (com Geraldo Simões) e Educação (Adeum Sauer), em ambas se deu mal e hoje só tem Planejamento, onde está alojado o deputado federal Zezéu Ribeiro.
É aí que a porca torce o rabo. A Construindo tenta se reconstruir e vislumbra em Gabrielli a luz do caminho. Vê outras tendências como a Democracia Socialista emplacar Walter Pinheiro senador, a Reencantar botar Rui Costa no secretariado e a Esquerda Democrática ungir Nelson Pelegrino candidato a prefeito de Salvador, enquanto ela bate cabeça tentando se firmar, sem conseguir.
É por isso que Gabrielli, ainda na Petrobras, já despontava na cena baiana como ‘governadorável’ e agora chega entre tapas (dos concorrentes) e beijos (dos aliados).
Zezéu Ribeiro descarta a possibilidade de ir para o TCM. E a CNB nutre a esperança de que Wagner adote Gabrielli para a cota dele.
A situação tensa em Itaju do Colônia, onde os índios pataxó hã-hã-hãe expulsaram praticamente todos os fazendeiros e ocuparam as propriedades rurais, é vista com preocupação pelo governador Jaques Wagner.
No local, homens da Polícia Federal e da Polícia Militar tentam manter um mínimo controle. O governador também alertou o Ministério da Justiça e o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Quer medidas urgentes para evitar que o conflito se torne ainda mais grave.
Outra frente está no Judiciário. Wagner afirmou que vai cobrar agilidade no julgamento das ações que envolvem a disputa por terras na região. Os processos tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).

Centenas de pessoas foram dar adeus a Ernandi Lins, hoje, em Buerarema. Ele foi prefeito do município sulbaiano por quatro vezes e foi considerado o maior político da terra conhecida por produzir a melhor farinha de mandioca do Brasil.
Ernandi estava afastado da política desde 2001, quando sofreu Acidente Vascular Cerebral (AVC). Ele travava luta solitária pela vida. Faleceu ontem (23), após quase 30 dias internado no Hospital Calixto Midlej Filho, em Itabuna.

Estreia logo mais em Ilhéus a peça “O Inspetor Geral – sai prefeito e entra o vice”, uma sátira política inspirada na obra do russo Nicolai Golgol, porém com uma pitada de cultura nordestina, com uma forte incursão na literatura de cordel.
Quem for ao espetáculo vai conhecer figuras como Gilton Munheca, Jorge Paraíba e Cacau das Treitas, que aprontam mil e uma artimanhas na cidade fictícia de Ilha Bela. Todos fazem parte do grupo que sucedeu outro personagem de sucesso do Teatro Popular de Ilhéus: Teodorico Majestade, inspirado em algum prefeito de triste memória.
Dadas as inevitáveis comparações entre os personagens da ficção e algumas figuras da realidade ilheense, havia hoje um burburinho no Palácio Paranaguá, sede do governo municipal, onde Ilha Bela pode de repente se materializar, transformando o risível em lamentável. Nos corredores e salas, tinha quem apontasse o desconforto de algum secretário com uma suposta semelhança indigesta, mas não faltava gente morrendo de vontade de assistir à peça, que já fez sucesso em palcos de São Paulo, mas só agora chega a Ilhéus.
Um servidor do quadro de comissionados, demonstrando admirável coragem, afirmou que não somente irá assistir, como dará boas gargalhadas. Só pediu para não ser identificado no PIMENTA, pois se diz corajoso, mas não doido.
Quem quiser ver e rir muito (pra não chorar) com “O Inspetor Geral” deve logo comprar seu ingresso na bilheteria do Teatro Municipal de Ilhéus, onde a peça dirigida por Romualdo Lisboa será encenada hoje e amanhã, a partir das 21 horas, e no domingo, com início às 20h.
O advogado de defesa dos policiais militares presos em Itabuna, Bento Lima, negou que o comando do 15º Batalhão da PM não esteja fornecendo comida e água aos soldados, ao contrário de texto aqui reproduzido a partir do Diário Bahia. A alimentação está sendo fornecida e as visitas ocorrem normalmente.
“O tratamento dado pelo comando aos policiais está sendo o mais humanitário possível. Se [ocorrer] o contrário, nós vamos dar publicidade ao fato”, disse o advogado.
O comandante do 15º BPM, Marcos Antonio Lemos, disse que não existe reclamação sobre o tratamento dado aos policiais. “Não há restrição. Aqui tá tendo todo o tratamento, banho de sol, visitas dos familiares”, disse.
Seis policiais militares grevistas presos em Itabuna estão sem água e comida, denunciou uma das vítimas em entrevista ao Diário Bahia. A alimentação é fornecida pelos familiares e amigos durante as visitas. Os policiais estão presos no 15º Batalhão da PM, no bairro Jaçanã, desde o dia 14 (relembre aqui).
– Estamos nos sentindo esquecidos. O Judiciário nos prendeu e nos abandonou, mas nós não cometemos crime nenhum contra a sociedade – disse um dos policiais ao jornal.
A greve dos policiais em Itabuna foi encerrada no final da tarde do último dia 11 e as prisões ocorreram no dia 14, à noite. A prisão dos militares foi decretada pelo juiz militar Paulo Roberto da Silva Oliveira, que não havia retornado ao trabalho até ontem, quinta (23), conforme advogados de defesa dos policiais.
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DEFESA NEGA RETALIAÇÃO E DIZ QUE POLICIAIS PRESOS TÊM “TRATAMENTO HUMANITÁRIO”
Moradores e comerciantes da rua 1º de Dezembro, no Santo Antônio, estão há nove dias sem abastecimento de água. As vítimas ligam para a Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) e a recomendação é sempre a mesma: façam testes e ajustes nas boias dos reservatórios. E nada de mandar água.
Sentindo-se embromados, os moradores já falam em interditar o prolongamento da avenida Amélia Amado, em frente ao Itão Hipermercados, para ver se conseguem sensibilizar a direção da Emasa, que ultimamente tem abusado em gastos na contratação de bufês para festas e esquecido da qualidade no atendimento aos usuários…
Da coluna Tempo Presente (A Tarde)
Augusto Aras, hoje subprocurador-geral da República, mas também especialista em direito eleitoral e um dos juristas que ajudaram na formatação da Lei da Ficha Limpa, por ser um dos pais da criança, conhece como poucos a nova legislação, que vai vigorar este ano. Veja algumas considerações dele:
1 – Contas rejeitadas pelos tribunais e também pelas câmaras de vereadores.
– A Justiça, no caso eleitoral, tem que reconhecer que houve dolo. Convênios sem as licitações exigidas, por exemplo, são um indício fortíssimo. Essa é a novidade da Lei da Ficha Limpa após a apreciação do STF.
2 – Contas rejeitadas nos tribunais de contas, mas aprovadas pelas câmaras.
– Em termos eleitorais, não afeta o gestor, mas não impede que ele responda na Justiça processo por improbidade administrativa. Se a Justiça julgá-lo e condená-lo ele fica inelegível por improbidade.
3 – Candidatos que foram cassados em 2006, por exemplo, perderam o mandato e cumpriram os três anos de inelegibilidade.
– Esqueça isso. Trata-se de casos julgados e com penas já cumpridas. Além disso, o STF consagrou o princípio de que a lei não vai retroagir. Há questionamentos sobre quem renunciou temendo a aplicação da lei, como é o caso de Joaquim Roriz, no Distrito Federal. Mas isso é outra discussão.
4 – Candidato que responde a processo por assassinato (o presumível ficha suja não de lama, mas de sangue).
– Se não houver condenação pela Justiça, nada impede a candidatura. Enquanto ele não for condenado, a lei não o atinge.






















