O ator ilheensee Fábio Lago chegou a Ilhéus na última quinta-feira, 10, com dois objetivos. Um deles foi comemorar o aniversário de 41 anos em companhia de sua família. O outro foi conversar com lideranças locais sobre o projeto do Complexo Intermodal Porto Sul.
Em uma reunião na sede do Sindicato dos Estivadores de Ilhéus, Lago ouviu diversas opiniões tanto sobre o Intermodal quanto acerca do terminal privativo da empresa Bahia Mineração. Particularmente, o artista inclina-se favoravelmente ao empreendimento, defendendo, porém, que ele seja implantado de uma forma que minimize os impactos ao meio ambiente.
Lago disse acreditar na importância dos investimentos que estão chegando a Ilhéus, como forma de dar novas perspectivas à comunidade local. Ele também pretende incentivar um projeto de reflorestamento em áreas degradadas da Mata Atlântica na região.
Sobre esses e outros assuntos (como o engajamento de colegas seus da Rede Globo em uma campanha contra o Porto Sul), Fábio Lago falou em entrevista concedida ao PIMENTA e ao site JORNAL BAHIA ONLINE.
Há quem afirme que você esteja na contramão do que pensam os artistas da Rede Globo. Muitos já se posicionaram contrários ao Complexo Intermodal Porto Sul, alegando que o investimento traria sérios prejuízos às causas ambientais da região. Por que você decidiu defender o Complexo?
Primeiro não estou na contramão do que pensam os artistas da Rede Globo, porque não sei o que eles pensam, não parei para conversar sobre o Complexo Intermodal Porto Sul. E, segundo, te confesso que acho até normal que atores se engajem em campanhas que dizem respeito ao meio ambiente. O que me incomodou ao ver a campanha, inclusive eu estava presente no dia que ela foi lançada, é que eles não conhecem profundamente a região em questão, nem o povo envolvido. Como sou filho apaixonado pela minha terra e sendo hoje o único artista que tem uma projeção em nível de imagem no contexto nacional, me senti na obrigação de pelo menos esclarecer o equívoco que a campanha “Porto Sul, não” representa.
Você deixa claro que não pretende ser um protagonista desta discussão, mas que será um ator importante no trabalho de consciência popular. Como você pretende se engajar nesta luta?
Quando digo que não quero ser um protagonista dessa discussão, tenho alguns motivos claros: Não sou ambientalista, não sou um político partidário, não sou técnico em construção de portos, rodovias e aeroportos, sou simplesmente um ator. Um ator popular. Além disso, tenho um dever como cidadão ilheense de me posicionar a respeito de um tema tão importante. Acredito numa nova cultura, numa cultura em que não há um único protagonista. No caso em questão, pretendo, com a minha popularidade, abrir os olhos (que estão fechados em alguns ilheenses) para uma das mais importantes oportunidades de crescimento, não só econômico e cultural, mas humano. Esse é meu maior interesse: o desenvolvimento do ser humano ilheense, elevando sua auto-estima e tentando criar uma consciência de que um indivíduo, mais outro indivíduo, mais um outro terceiro indivíduo, pode formar uma força agregadora que supera qualquer apatia do velho e caquético poder público. Mas para isso é preciso que a sociedade se organize e entenda que só existe um protagonista nessa história: ela mesma.
Achei, no caso da propaganda da Bamin, uma oportunidade incrível de investimento na minha região. Fazia pelo menos 25 anos que nada tão substancial acontecia por aqui.
Há algum tempo você apareceu numa propaganda da Bamin, uma das principais interessadas na consolidação deste projeto. Você não tem receio de te acusarem de estar a serviço da empresa?
Quando decidi ser ator eu tinha 16 anos, e o meu maior mestre, que se chamava Pedro Mattos, um dos maiores ativistas culturais que essa cidade já teve, era homossexual e não escondia isso de ninguém. Alguns amigos, alguns familiares e muita gente em Ilhéus torceu o nariz (preconceito puro) achando que eu era gay, porque eu fazia teatro com ele. Só tive o apoio, como sempre, da minha santa Mainha. Se tivesse parado para ouvir o que as pessoas pensavam de mim, eu não estaria aqui dando essa entrevista para você. Não me importo muito com o que as pessoas pensam sobre o que faço. Achei, no caso da propaganda da Bamin, uma oportunidade incrível de investimento na minha região. Fazia pelo menos 25 anos que nada tão substancial acontecia por aqui. Sou um ator. Faço teatro, cinema, TV e campanhas publicitárias em vários lugares do Brasil, mas essa campanha da Bamin era especial porque trazia a oportunidade de uma retomada da auto-estima do meu povo com os investimentos que a empresa prometia. Podia ser a Bamin, podia ser a Bavocê, Baeles, não me importava mesmo qual a empresa em questão. Sentia como artista, que deveria usar a minha imagem para me comunicar com meu povo, mesmo que ela sofresse críticas ou algum desgaste. Não me importo! O que me importa é essa discussão que estamos tendo agora, exercendo o que considero ser a maior conquista da nossa geração: a democracia. A Mata Atlântica nós podemos reflorestar.
O que você acha do movimento dos artistas contrários ao Porto Sul?
Acho um movimento perigoso e, ao mesmo tempo, necessário para essa discussão. Aprendi que, dependendo do ponto de vista, uma única árvore pode esconder uma floresta inteira. Você imagine alguém dizer para você que, num lugarzinho, ali no sul da Bahia, tem uma Mata Atlântica e uns corais que vão ser “destruídos” para construção de um porto que vai transportar minério de ferro. Talvez ouvindo uma afirmativa dessa, sem nenhum conhecimento de causa, cairia no mesmo erro e apoiaria um tipo de campanha como essa. Talvez se fosse para transportar passageiros para Itacaré e baía de Camamu, eles nem fossem contra, porque quando falaram em desmatar a mesma Mata Atlântica para fazer o Aeroporto Internacional de Ilhéus, não ouvi, nem li, nem vi nenhum ambientalista, nenhum artista de projeção nacional vestindo camisa, nem levantando a bandeira contra a construção de tal obra. Com isso, pretendo convidar os meus colegas e ambientalistas que encabeçam a campanha contra esse empreendimento, inclusive Caetano Veloso, que fez críticas ao Porto em sua coluna em um jornal, a virem conhecer a realidade da nossa região, ouvir o meu povo e debater sobre esse assunto aqui dentro da nossa terra, para que eles vejam a calamidade em que esse povo tão generoso se encontra, e ouvir a frase chocante de um jovem ilheense que me disse: “Estudar pra quê?”.
Serei a favor desse empreendimento e lutarei não só com unhas e dentes, mas com o coração e minha alma pelo nosso desenvolvimento humano.
Você acha que te diferencia deles o fato de ser daqui e conhecer como nenhum outro a realidade sócio-econômica da região?
Não tenho nenhuma dúvida disso. E até que meu povo me prove o contrário, serei a favor desse empreendimento e lutarei não só com unhas e dentes, mas com o coração e minha alma pelo nosso desenvolvimento humano.
Você tem um projeto de conscientização ambiental, de reflorestamento de áreas no sul da Bahia. Como pretende desenvolver esta sua proposta? E como engajar a sociedade nela?
É o que vim fazer aqui. Aglutinar. Encontrar atores que se comprometam junto comigo, com você, com toda sociedade para formalizarmos um projeto que visa o desenvolvimento humano. Tentando sensibilizar os empresários, o velho poder público, os líderes comunitários, estudantes, artistas e principalmente as crianças. O reflorestamento de áreas do sul da Bahia, limpeza de praias e manguezais, podem parecer apenas pequenas ações. Mas, meu amigo, eu aprendi a plantar uma árvore e te garanto, é estimulante e revitalizante. Espero que a sociedade entenda que é preciso o desenvolvimento, mas junto com esse vem a responsabilidade e comprometimento de cada cidadão.
A Rede Globo dá sinais bastante claros de que, talvez por interesse de alguns dos seus diretores, é contrária ao empreendimento. Aliás, é rotineiro matéria mostrando o lado negativo do Porto Sul. Você é funcionário da empresa. Não teme nenhum tipo de represália por estar contra ao que ela defende?
Não.
Não tenho interesse, nem autorização do meu povo para ser o defensor público número um de causa alguma. Ao contrário, quero ouvi-los.
Qual o sentimento de Fábio Lago, ilheense, ao abraçar esta causa?
Sentimento de responsabilidade com minha cidade e com o meu povo. Agora, quero deixar bem claro que não sou o único a defender essa causa. Não tenho interesse, nem autorização do meu povo para ser o defensor público número um de causa alguma. Ao contrário, quero ouvi-los. Porque se não for do interesse do povo ilheense o desenvolvimento, serei o primeiro a tirar o meu time de campo, com uma tristeza profunda no peito, mas respeitando o desejo da sociedade.
Que proposta você faria hoje aos artistas, colegas seus, para debater esse tema com mais profundidade e mais conhecimento sobre os dois lados da moeda?
Tive a impressão que alguns dos meus colegas de profissão que aderiram a campanha, não sabiam nem do que se tratava o projeto intermodal Porto Sul, pois, por acaso, estava presente no dia em que a campanha “Porto Sul, não”, foi lançada. E eu questionei a um deles: Você conhece Ilhéus? A resposta foi clara: Não! Então, a proposta que faço é que venham debater sobre o tema e conhecer o povo mais acolhedor que eu conheço. O povo mais “boa praça” que eu conheço e muitas vezes, numa grande maioria, até apático. Esse último me incomoda profundamente. Acho que eles esqueceram de como eram corajosos e aguerridos nossos antepassados, quando expulsaram daqui os holandeses e os corsários franceses que queriam usurpar nossos bens e nossas riquezas. E é nessa força que estou apostando minha reputação, meu empenho e meu entusiasmo. Juntem-se a nós.
Essa é a maior ou talvez a última oportunidade de esperança de desenvolvimento humano que essa geração poderá ter nos próximos anos.
Em uma pequena frase, gostaria que você definisse o que representam estes investimentos para o povo daqui da região.
Quero deixar claro também que isso não será a salvação da lavoura, mas com o aumento da arrecadação, possivelmente surgirão novos empregos, aumentarão as perspectivas e auto-estima dos jovens, diminuirá a violência desenfreada, aumentará a qualidade de vida da população. Essa é a maior ou talvez a última oportunidade de esperança de desenvolvimento humano que essa geração poderá ter nos próximos anos.

Um homem foragido da Justiça foi preso com aproximadamente 800 gramas de maconha e crakc neste sábado (12), por volta das 16h, no bairro Pedro Jerônimo. Neilton Santana dos Santos tentou escapar de uma abordagem de uma viatura do Ronda nos Bairros. De nada adiantou. Neilton estava com 110 buchas de maconha, 370 pedras de crack e quatro tabletes de maconha, além de estilete, três reais e dois celulares.
A guarnição também checou a vida do espertinho e descobriu que havia um mandado de prisão em aberto contra Neilton, por porte ilegal de arma, em Jequié. O tenente Carlos Araújo disse que Neilton faz parte de um dos grupos que disputam o tráfico na região compreendida entre os bairros Zizo, Pedro Jerônimo e Daniel Gomes.
É complicada e triste a situação de uma conhecida casa de massas de Itabuna. Há alguns dias, a Coelba suspendeu o fornecimento de energia elétrica devido às contas em atraso. O estabelecimento passou a funcionar com um gerador, que afugenta os clientes por causa do barulho.
A administração também está com dificuldades para manter os salários dos funcionários em dia e a equipe já pensa em cruzar os braços a partir da próxima semana.
Como se não bastassem esses problemas, um cano de esgoto ainda achou de estourar bem em frente ao restaurante, o que tornou o lugar absolutamente insalubre e bem pouco convidativo.
Vai uma oração aí?

O PIMENTA ouviu o deputado federal Geraldo Simões sobre essa disputa interna, o desejo do PCdoB de ser o cabeça de chapa do consórcio com o PT em 2012 (é isso ou divórcio…), a gestão municipal, os arranhões na imagem do parlamentar e da esposa e novamente prefeiturável, Juçara Feitosa.
O parlamentar também faz uma análise da derrota sofrida pela esposa, Juçara Feitosa, em 2008. E atribui o insucesso à equipe de marketing, que “foi muito ruim”. Confira abaixo:
2012 é “ali” e dentro do PT fala-se em três nomes: o seu, o de Juçara e o de Vane. Como ficará a situação de Vane, que pode até sair do partido para candidatar-se a prefeito?
Ele conhece as regras do partido. Elas valem para Lula, Juçara, para ele, para qualquer um petista. Quando se tem mais de uma candidatura, fazemos a prévia e os vencidos têm que acatar [o resultado dela]. Não se pode impor. Agora, se não concordo em ir para as prévias, procuro um partido que me garanta a candidatura.
O PT abriria mão de Vane sem buscar o mandato do vereador?
Se até casamento se desfaz, imagine filiação partidária. Falando por mim, eu não tomaria o mandato.
O senhor não entrará na disputa, não pensa em ser candidato a prefeito?
Olha, Lula ganhou na quarta eleição e não perdeu aliados. Todas as eleições que perdemos nós fomos bem. Itabuna perdeu oito anos com os últimos resultados daqui. Como a gestão está muito ruim, todos acham que eu devo ser candidato. Não sei se isso resolve.
Mas qual será seu posicionamento?
Pra mim, o que resolve é a articulação de forças políticas que devem contar muito com os governos federal e estadual. Mas não basta ser apenas aliado. Isso é importante, mas não é suficiente. São mais de 5,5 mil municípios, e mais de 4 mil são de prefeitos da base. E com a criação do PDB isso tende a aumentar ainda mais.
O PCdoB tem todo direito de ter candidatura. Mas você viu os números [da pesquisa Compasso]?
Quando o deputado cita articulação de forças, deve ter em vista que o PCdoB fala em voo solo. E aí?
O PCdoB tem todo direito de ter candidatura. Mas você viu os números [da pesquisa Compasso]? Deve-se ter em mente qual é o objetivo: o que querem é o crescimento do partido ou a recuperação da cidade? A cidade só tem perdido ao longo desses seis indo para sete anos nas mãos do DEM. Vamos insistir na aliança com o PCdoB, com o PPS, PP, PSB, com um conjunto de forças, para 2012.
Mas o PCdoB quer a cabeça de chapa. O PT topa ceder dessa vez?
Mas ceder como? Com estes números que temos hoje? Juçara é a primeira na pesquisa [Compasso]. Para ceder a cabeça de chapa, creio eu, teríamos que ser superados. O PT é o primeiro partido na preferência do eleitor. 26,7% preferem o PT em Itabuna. O segundo é o DEM, com 4,7%. O PCdoB tem 0,4%.
Apesar das intenções de voto, há também rejeição alta tanto em relação ao seu nome como ao de Juçara.
Essa rejeição alta foi na eleição de 2008. Hoje não é mais assim. Pode consultar qualquer pesquisa. E o que dizem de Juçara: “ah, ela é durona”. E de mim, dizem que sou ficha-suja e não cumpro acordo.
Olha, veja essa questão de Juçara. É igual a Dilma. Por que perdemos a eleição de 2008? Perdemos porque a nossa equipe de marketing foi muito ruim.
Mas as urnas…
Olha, veja essa questão de Juçara. É igual a Dilma. Por que perdemos a eleição de 2008? Perdemos porque a nossa equipe de marketing foi muito ruim. Os adversários diziam que Juçara não gostava de pobre e era durona. Mas quem foi que implantou os principais programas sociais de Itabuna? Quem criou o Alimenta Itabuna? Além disso, executamos ações para redução da violência entre os mais jovens.
O senhor insiste com Juçara. E Vane, estaria sendo desprezado?
Não, não estou desprezando, mas há uma provocação sistemática da outra parte. O que se tem é que colocar o nome para que o partido decida, via prévia, quem será o candidato.
O senhor falou de Juçara, mas o que responde em relaçã ao estigma de político ficha-suja e que não cumpre acordos?
Olha, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já deixou claro que não sou ficha-suja. Fui reeleito deputado. Na análise das minhas contas não há condenação por superfaturamento ou por obra que não foi feita.
Ubaldo rompeu comigo [no segundo mandato] e aí fui obrigado a tirar os cargos. Mas nunca tirei salário, carros e diárias dele, como outros já fizeram.
E, afinal, o senhor cumpre ou não cumpre acordo?
Qual acordo que não cumpri? Queria saber. Se você pegar Xavier, ele me ajudou na eleição [de 1992], foi meu vice e foi comigo até o final. Ubaldo rompeu comigo [no segundo mandato] e aí fui obrigado a tirar os cargos. Mas nunca tirei salário, carros e diárias dele, como outros já fizeram. E o que ele queria? Queria ser secretário de Saúde, mas eu priorizei Renato Costa, indicando Edson Dantas para a Pasta. Todos os partidos que me ajudaram a ganhar eleição, tiveram cargos no governo.
O senhor foi tachado de “inadimplente da palavra” justamente por não cumprir acordos. E quem assim o rotulou foi o ex-deputado Renato Costa.
Mas como inadimplente? Eu fiz tantos acordos, e cumpri todos. Agora, digo que nós temos um partido credenciado para administrar a cidade e já o fez por duas vezes. Temos hoje presidente da República, governador de Estado e uma candidata preparada para desenvolver este trabalho aqui.
Então, o senhor insiste no nome de Juçara?
O que tinham contra Juçara em 2008 era o preconceito contra a mulher, que também se manifestou contra Dilma, mas a equipe da presidente foi mais capaz do que a nossa para rebater isso. Era preconceito contra a mulher, que está se reduzindo com o bom início de gestão de Dilma. E isso vai ajudar [Juçara, em 2012].
Hoje a realidade é outra e será muito importante mostrarmos o que Juçara fez enquanto secretária de Desenvolvimento Social
Então o senhor descarta participar como candidato?
Nessa situação e com os números que as pesquisas mostram, com Juçara liderando largamente? Dificilmente o cenário se alteraria com o meu nome na disputa. Hoje a realidade é outra e será muito importante mostrarmos o que Juçara fez enquanto secretária de Desenvolvimento Social. Ela deu um show de competência administrativa.
E qual será a prioridade do seu novo mandato?
Nós temos defendido junto aos governos três ações que se complementam: a criação da universidade federal em Itabuna, do pólo têxtil e do distrito industrial de Itabuna. A nossa cidade precisa ser compensada pelos grandes investimentos que estão sendo feitos em Ilhéus. Eu defendo uma universidade federal multicampi.
O polo têxtil ainda vem, mesmo após três anos de discussões?
É uma das prioridades do meu mandato. Há pressões de grupos para que o pólo vá para o Oeste ou Salvador, assim como existem grupos pressionando para que seja instalado em Conquista. Por A mais B, estamos provando que Itabuna é o melhor lugar, tanto pela logística como pelo apelo de termos aqui uma grande indústria, que é a Trifil. Agora, o Distrito Industrial não será algo mambembe, não. Teremos que criar espaço e condições para atrair grandes empreendimentos. Ou se faz isso, ou Itabuna ficará de fora de todo esse processo que começa a ocorrer em Ilhéus.
Enxergo em Neto uma vontade imensa de tomar as rédeas da Bahia, ainda que essa expressão me ofenda.
Circula na internet uma entrevista do deputado federal baiano Antônio Carlos Magalhães Neto, concedida à Revista Playboy desse mês. Numa linguagem simples e com um tom informal, ele brinca com sua altura e com a beleza das mulheres do governo, mas passa sua principal mensagem: está disposto a incomodar.
As seis páginas publicadas mostram que ele é ainda mais esperto do que pode parecer. Sabe que precisa apagar a imagem familiar de “coronelista” e vale-se de alguns artifícios para tal, como a constante atuação nas redes sociais e a simpatia, que lhe é peculiar. E, numa visão menos regional da coisa, demonstra ter consciência de que fazendo oposição a Dilma e seus aliados, vai ganhando uma visibilidade nacional significante.
Ele acaba ‘puxando a sardinha’ pro seu lado ao comentar que muitos colegas sequer aparecem no Congresso Nacional ou que, quando o fazem, é para negociar cargos etc. Talvez por ser o deputado federal mais bem votado da Bahia, ACM Neto pode não precisar tanto fazer o papel do negociador. Prefere ser uma pedrinha no sapato da Presidente. Aliás, fazendo a linha “super-sincero” na entrevista, acaba deixando nas entrelinhas que se opor a Dilma é mais fácil do que se opor a Lula e confrontar a popularidade do ex-presidente. Ouso escrever que, proporcionalmente, são os dois maiores marqueteiros que consigo enxergar: Lula para o Brasil como um todo, e ACM Neto para o seu estado.
Ainda não conheço uma grande e inesquecível obra dele, até porque essa não é a função concreta do cargo que ocupa. Mas enxergo em Neto, como é chamado, uma vontade imensa de tomar as rédeas da Bahia, ainda que essa expressão me ofenda. Não duvido do que ele anda traçando para o futuro.
Numa ocasião recente, hospedado aqui em Itabuna, telefonou para um amigo pedindo que fosse buscá-lo para jantar. O cidadão, que já estava num restaurante conhecido da cidade, prontamente o atendeu. Acontece que, ao retornar com o neto de ACM, encontrou o restaurante já de portas fechadas. Ele disse que já se encontrava naquele recinto e o segurança ficou aguardando a explicação do deputado, que poderia ter explorado a popularidade incontestável que possui.
Político até nos seus momentos de lazer, sorriu e disse que também tinha dado apenas uma saidinha, o que acabou fazendo com que as portas fossem abertas. Permitam-me a brincadeira, mas, independentemente da minha opção partidária, percebo que é preciso muito mais que um homem alto e forte para conter as vontades daquele baixinho…
Manuela Berbert é jornalista e colunista da Contudo.
Vizinhos encontraram o corpo de André Paula de Jesus, 23 anos, na manhã deste sábado, 12, em uma casa no bairro da Bananeira. O jovem foi vítima de um brutal assassinato, sofrendo várias perfurações no abdome e um profundo corte no pescoço, que praticamente separou a cabeça do tronco.
A polícia realizou o levantamento cadavérico e encaminhou o corpo para o DPT. Segundo informações, André foi morto durante a madrugada. Moradores das imediações disseram ter ouvido muito barulho vindo da casa onde o jovem se encontrava.
A vítima de homicídio já teria se envolvido com o tráfico de drogas, mas recentemente dizia ter abandonado o crime. André vinha frequentando uma igreja evangélica.

Para mim, o que hoje determina a desfiguração do nosso carnaval é a dinâmica imposta à festa pela evolução dos camarotes. No desfile deste ano, apesar de algumas quebras de trios, a relação artista / camarote, foi a maior responsável pelo monumental atraso ocorrido. Ressalto que não sou contra a existência de camarotes, muito pelo contrário. Há 10 anos exploro um espaço aonde monto um. Esse ano funcionou lá o de minha amiga Claudia Leitte. Discordo é da maneira como eles estão interferindo na festa.
Atualmente, cada vez mais artistas se tornam donos ou parceiros de algum camarote. Até aí nada de errado, se esses espaços fizessem parte da festa de rua como uma opção para quem preferisse curtir com todos os confortos que eles oferecem.
Hoje, o fluxo do desfile está sendo ditado não mais pelos foliões das ruas. Cada artista, ao chegar em frente ao seu camarote, passa a fazer um show, quase que exclusivo, para os que lá estão, como se nada mais no circuito importasse. Alguns deles contam hoje com passarelas que transportam as atrações para dentro, onde as apresentações são feitas, sem levar em conta quem está nas ruas.
Fico me perguntando o que passa na cabeça de um folião que pagou por um abadá, é obrigado a ver o trio parar e esperar que o show exclusivo para o camarote aconteça. O grande barato de um trio elétrico é o fato dele ter rodas e acho que o que leva alguém a sair em um bloco é poder comprovar que atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu. Um trio parado vira uma coisa sem a menor graça.
O PIMENTA divulgou na quinta-feira, 10, a caminhada dos articuladores de combate à dengue no bairro Santo Antônio. Iniciativa em prol da conscientização dos moradores para evitar os focos de proliferação do mosquito, o que é louvável.
O que não dá para entender é como um depósito irregular de pneus, a céu aberto, continua sendo feito exatamente na base de operações dos agentes de combate à dengue, na Rua Ubaldo Dantas, bairro Banco Raso. Este fato já havia sido divulgado no dia 21 de fevereiro, aqui mesmo neste blog.
Ontem, quando choveu bastante em Itabuna, moradores das imediações observavam os pneus acumulando água da chuva, o que é motivo de festa para o Aedes aegypti.
O nome disso é irresponsabilidade!

O pescador Elias Gonçalves Reis, de 57 anos, que ontem foi arrastado pelas águas do Rio Cachoeira, em Itabuna, acabou sendo salvo por um caminhoneiro da Vila Zara. Elias desceu cerca de 150 metros e conseguiu se apoiar em uma formação de baronesas.
Segundo o site Radar Notícias, o Corpo de Bombeiros não conseguiu fazer o resgate, devido à falta de equipamentos adequados à missão. O salvamento acabou sendo feito pelo caminhoneiro, que, com o auxílio de uma câmara de ar presa a uma corda, conseguiu chegar ao local em que Elias se encontrava. Em seguida, os dois foram puxados por uma motocicleta.
O drama do pescador durou aproximadamente quatro horas.
Da Tribuna:
Desde quinta-feira, sabendo que seria especulada novamente a possibilidade de amolecer na partida contra o Colo-Colo, o técnico Antônio Lopes fez questão de garantir que o Vitória fará sua parte para voltar de Ilhéus com os três pontos.
O expressivo triunfo de 4 a 2 sobre o Juazeiro garantiu, momentaneamente, ao Vitória a liderança geral do Campeonato Baiano. No entanto, para poder desfrutar das vantagens que o regulamento confere ao time com maior pontuação geral, sem depender de outros resultados, o rubro-negro terá que vencer o Colo-Colo, amanhã, às 16h, no Estádio Mário Pessoa.
Um triunfo do Vitória sobre o time do técnico Zanata faz com que a equipe da capital não possa ser ultrapassada pelo Bahia de Feira, independente do resultado do jogo entre o tricolor de Feira de Santana e o Feirense. Mas, caso empate ou perca para o “Tigre”, o rubro-negro terá que torcer por um tropeço do rival, já que a diferença entre Vitória e Bahia de Feira é de apenas um ponto. As duas equipes são líderes de seus grupos, com 23 e 22 pontos, respectivamente.
O fotógrafo Duda Lessa recebeu o prêmio especial do júri do concurso “Os Olhares da Cidade”, promovido pela Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania. A imagem que valeu o reconhecimento ao fotógrafo foi captada em meados de 2009, na comunidade da Bananeira.
Duda passava pelo local, uma das favelas mais pobres de Itabuna, quando avistou uma criança brincando com os restos de um computador e uma velha TV jogados no lixo. A cena comove e evidencia o fosso social existente entre os que vivem em relativo conforto e os que não têm nada.
A propósito, o primeiro veículo a publicar a foto foi o PIMENTA e, à época, a imagem fez gente se mexer na Secretaria de Ciência Tecnologia e Inovação do Governo da Bahia.
A ilheense Rúbia Carvalho, então diretora de Inovação, conseguiu inserir a comunidade da Bananeira em um projeto de inclusão digital. Mas as caixas de computadores enviadas para Itabuna ficaram retidas na Prefeitura e acabaram sendo devolvidas, porque o governo municipal não providenciou a instalação das máquinas.
É absurdo, mas foi o que aconteceu e este blog acompanhou tudo de perto. A própria Rúbia Carvalho está aí para dar testemunho do fato vergonhoso.
Ficam os parabéns do blog ao fotógrafo e as lástimas para a inoperância e insensibilidade do governo local.
O pescador Elias Gonçalves Reis, de 57 anos, foi arrastado pela correnteza do Rio Cachoeira, que teve seu nível elevado nesta sexta-feira, 11, em consequência das chuvas. Segundo informações, Elias procurava o melhor ponto para jogar sua tarrafa, quando acabou perdendo o equilíbrio e foi levado.
Há pouco, uma equipe do Corpo de Bombeiros tentava resgatar o pescador, que estava ilhado num ponto situado nas imediações da churrascaria Los Pampas.
Um aspecto que chama a atenção é a coloração escura e o mau-cheiro das águas do Cachoeira. Em alguns pontos de Itabuna, como na Avenida Francisco Benício, próximo à estação elevatória da Emasa, o odor chega a ser insuportável.

A Bahia pretende se tornar pioneira na criação do peixe da espécie bijupirá em cativeiro. Esse projeto, que tem a capacidade de produzir até um milhão de bijupirás por ano – segundo informações da Seagri – acaba de receber licença do IMA (Instituto do Meio Ambiente da Bahia) para a instalação de tanques-rede na Baía de Todos os Santos.
Os dois tanques-rede, cada um com 1.100 metros cúbicos, serão instalados nas proximidades da Ilha dos Frades. Será a primeira experiência da Bahia Pesca com a engorda dos alevinos da espécie em mar aberto.
A experiência terá não apenas importância econômica, uma vez que o bijupirá é altamente valorizado, mas também valor científico. De acordo com o presidente da Bahia Pesca, Isaac Albagli, não existem no Brasil informações confiáveis sobre a criação de bijupirás em cativeiro. “Vamos preencher essa lacuna”, afirma o presidente.
O prefeito de Itapé, Jackson Rezende, e o ex-gestor do município, Pedro Jackson Brandão (Pedrão), já foram aliados, mas hoje vivem em pé de guerra. Rezende foi eleito com o apoio de Pedrão, mas desde que tomou posse não dá colher de chá ao padrinho.
A situação entre os dois políticos da cidade vizinha a Itabuna é tão feia, que o secretário da Agricultura do município, José Niella Filho, acaba de ser exonerado por uma razão bem curiosa. Um dos filhos de Niella foi visto em companhia de Pedrão, o que deixou Rezende bastante insatisfeito.
Nem o fato de estar se recuperando de uma cirurgia cardíaca poupou o agora ex-secretário da famigerada “tábua de graxa”.


























