O governador da Bahia, Jaques Wagner, comemorou os resultados da missão que visitou na última semana a Nova Zelândia, com o objetivo de atrair investimentos em benefício da economia baiana. Também participaram da visita o secretário da Agricultura, Eduardo Salles, e prefeitos da região oeste do Estado, que governam municípios já “descobertos” por investidores neozelandeses.
No oeste, os empresários da Nova Zelândia têm voltado suas atenções para a pecuária leiteira e a indústria de lácteos. Existe a intenção de aumentar a presença, abrangendo também empreendimentos agrícolas e a indústria de tecnologia. “O governo neozelandês destacou que a Bahia oferece boas oportunidades e recomendou expressamente os investimentos em nosso Estado”, enfatizou o governador.
Eduardo Salles também festejou “as indicações expressas para que as empresas neozelandesas e os fundos de investimento prestem atenção na Bahia”.
A Polícia Rodoviária Estadual efetuou apreensões de aproximadamente duas toneladas de carne bovina clandestina ou transportadas sem refrigeração.
Uma das últimas apreensões ocorreu na terça-feira, quando 280 quilos de carne fresca eram transportados irregularmente na carroceria de uma Toyota Bandeirantes, na rodovia Coaraci-Itapitanga.
E agora o Ministério Público estadual aperta o cerco contra o produto vendido sem as especificações exigidas desde 1994. Ontem, cerca de três toneladas de carnes foram apreendidas em ação comandada pelo promotor público Yuri Lopes.
O produto era vendido na Feira de Itajuípe fora de balcões frigoríficos. “Essa carne fica exposta ao calor, sem nenhuma higiene e, antes do final do dia, já está em decomposição”, disse o promotor ao jornal A Tarde.
Marcelo Ganem, cantor sul-baiano e também conhecido pela causa ambiental, fez sucesso em sua passagem pela França, quando se apresentou no Salão do Chocolate, em Paris. Quem viu gostou e o artista foi convidado a se apresentar em três cidades europeias: Madri, Londres e novo show na capital francesa. Num clique, você acompanha um pouco do que fez o homem de Macuco em solo parisiense.

Não sei o motivo de tanto espanto em relação a obsessiva fúria do PMDB na busca de cargos no governo da presidente eleita Dilma Rousseff. O PMDB é assim mesmo: monstruosamente pragmático.
O PMDB, com seu “blocão”, “megabloco” ou “superbloco”, formado pelo PTB, PR, PP e o PSC, com 202 deputados federais, pressionando por mais ministérios e centenas de cargos no segundo e terceiro escalões, é o óbvio ululante.
O sócio majoritário do governo Dilma Rousseff é o PT. A presidente eleita não pode, em nome da governabilidade, ficar refém do peemedebismo e, o que é pior, perder a autoridade inerente e imprescindível ao exercício da nobre função.
Os outros partidos, tendo na linha de frente o PSB, PDT e o PC do B, que também contribuíram para a vitória de Dilma, têm que se unir, sob pena de serem engolidos pelo PMDB. É bom lembrar que o PSB elegeu seis governadores.
VISITA INDIGESTA
Como não bastasse o tal do “blocão”, protagonizado pelo PMDB de Michel Temer (SP), vem agora José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, e solicita uma inesperada audiência com a presidente eleita Dilma Rousseff.
Depois de ser bombardeado no programa eleitoral do PSDB, como a principal figura da “turma da Dilma”, Dirceu deveria esperar a poeira assentar, evitando assim esse inevitável constrangimento para a futura presidente da República.
O problema de José Dirceu, ex-todo poderoso ministro do governo Lula, é sua doentia obsessão de querer aparecer na mídia de qualquer jeito e a qualquer custo. José Dirceu, neste aspecto, é incontrolável.
DUAS VERSÕES

Para os correligionários de Geddel, a presença dele ao lado de Temer, presidente nacional do PMDB, é a prova inconteste do seu prestígio junto ao comando maior da legenda. Os adversários, no entanto, propagam a versão de que Geddel estaria insistindo na sua permanência como ministro da Integração Nacional no governo Dilma.
A terceira interpretação (ou variante) fica por conta do caro leitor, caso ele não concorde com as versões dos correligionários e adversários do ex-ministro Geddel Vieira Lima.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

É impressionante como a política – no caso, mais especificamente, a má-política – influencia de maneira decisiva na vida de cada um de nós, em todos os setores. Pensem em qualquer mazela, problema social e na frieira do menino da periferia… Tudo tem a ver com a conduta dos escolhidos para representar a população nas instâncias que decidem.
O programa NBlogs, da TV Cabrália, está provando a tese. Na primeira edição, em que este blogueiro teve a honra de ser um dos debatedores, representando o Pimenta, o tema foi a corrupção na Câmara de Vereadores de Itabuna. E a segunda edição do programa, a mais recente, tentou variar, discutindo o risco de uma epidemia de dengue em Ilhéus. Resultado: os blogueiros presentes acabaram desembocando no grande rio de águas sujas da politicagem. Não teve jeito.
Assim como a roubalheira no legislativo itabunense, práticas escusas e a política mesquinha de quem se elege pensando apenas em se dar bem corroem a gestão da saúde em Ilhéus. O blogueiro Emílio Gusmão, por exemplo, repetiu a denúncia de que 19 agentes de combate a endemias indicados pelo vereador Jailson Nascimento (PMN) sabotavam o trabalho de controle da dengue. As faltas injustificadas de alguns desses maus-elementos chegavam a absurdas 300 horas.
Quanto dinheiro de nossos impostos não vem sendo usado para pagar meliantes que não têm espírito de serviço nem amor ao próximo? Desrespeitam quem lhes paga o salário e veem a administração pública como cenário de armações, no que são estimulados pelas generosas brechas da impunidade.
Se amanhã o NBlogs resolver discutir o sucateamento no Hospital de Base, dará no mesmo. Igualmente, se o tema for a precariedade do Restaurante Popular, a desorganização do trânsito ou a poluição do Rio Cachoeira. Cada um tem suas causas imediatas, mas bem antes delas encontra-se a famigerada corrupção política e moral, a maior desgraça desse País.
Ricardo Ribeiro é um dos blogueiros do Pimenta e também dá uns pitacos no blog Política Etc.
ENTRE A EUFORIA E O RANGER DE DENTES

ESTÁ NO AR A VOZ IRACUNDA DO FASCISMO
Entre os diletantes que os jornais abrigam (e com isso fecham a porta aos profissionais, os que fazem a feira com o resultado do seu trabalho intelectual) recolho esta pérola, do mais puro fascismo demodé: “nossa presidente é ex-presidiária”, afirma, sem corar, uma dessas “analistas”, fazendo concorrer no mesmo ponto a ignorância e a má-fé. A prisão política, em todas as culturas do mundo, é honrosa, diferente dos encarcerados comuns. Não serve à sociedade a mídia que se deixa usar como escoadouro de lamentos e frustrações; melhor faria se se propusesse a ser um locus da discussão qualificada ou, pelo menos, bem intencionada.SÉRGIO FLEURY E A TORTURA “COLETIVA”
O Brasil tem um triste exemplo de aviltamento dos presos políticos: a regra não escrita do respeito internacional foi aqui claramente rasgada durante a ditadura militar pelo delegado Sérgio Fleury, o braço policial do governo: esse Fleury não só tratava os presos políticos como bandidos comuns, como os supliciava em sessões “coletivas”: o torturado era colocado no centro da sala e, em volta, os demais presos eram forçados a assistir à sessão; se algum deles desviava os olhos ou baixava a cabeça, Fleury “gentilmente” o fazia voltar ao espetáculo. Pessoas assim não eram “presidiárias”, mas vítimas da ditadura.BERLUSCONI FICARIA EM SEGUNDO LUGAR
A ideia deste comentário era discutir se, à luz da língua portuguesa, dona Dilma Rousseff (foto) é presidente ou presidenta – mas as questões ideológicas tomaram a si as rédeas da redação e o espaço findou-se. Mesmo assim, ainda deixou-se de dizer que nem Berlusconi em seus momentos de maior autenticidade chamaria Dilma de “ex-presidiária”, pois até o velho fascista sabe a diferença entre os dois tipos de prisão. Fazer o quê? Primeiro o mais urgente: a resposta ao neofascismo. Quanto à provocação linguística, ficamos com o débito para a próxima semana.ABORTO, PAPA, ÓDIO E SEXO DOS ANJOS

NA ITÁLIA, O MAL ARRANCADO PELA RAIZ
Hipocrisia é também o que anota o livro Basílicas e capelinhas – um estudo sobre a história, a arquitetura e a arte de 42 igrejas de Salvador (Biaggio Talento e Helenita Hollanda): os antigos guardiões da Igreja de São Francisco, num surto de moralismo, amputaram os órgãos sexuais de anjinhos barrocos e tentaram esconder esse fato colando saiotes de pano nas imagens. Um amigo me conta que no museu do Palazzo Medici Riccardi (foto), em Florença, todas as estátuas masculinas tinham “o mal arrancado pela raiz”. Ao perguntar a um funcionário da casa os motivos da mutilação, ouviu que aquilo tinha sido obra de uma antiga proprietária muito religiosa. E muito hipócrita, ora pois.AFINAL, SERIAM OS ANJOS ASSEXUADOS?
Por fim, o sexo dos anjos, questão aqui levantada (ops!). A expressão vem do século XV, quando os turcos tomaram Constantinopla (hoje Istambul). Com os invasores em enorme superioridade (cerca de 11 soldados para cada defensor da cidade), a guerra estava perdida, mas as autoridades cristãs, em vez de se preocuparem com isso, estavam reunidas num concílio que discutia, entre outros temas, o fato de os anjos terem sexo ou não. O imperador Constantino XI, que comandava a frágil resistência, foi morto, ao lado de milhares de cristãos, sendo que o Império Bizantino virou Império Otomano, comandado por Maomé II. E os doutos exegetas não concluíram se os anjos eram ou não assexuados.TESTEMUNHA OCULAR DO COLONIALISMO
O Repórter Esso foi um noticiário que fez história no rádio e na tevê do Brasil, de sorte que até hoje rastros dele estão por aí. Foi o primeiro informativo radiofônico do País que não se limitava a notícias recortadas dos jornais (processo chamado pejorativamente de Gillette Press), utilizando matérias enviadas por duas agências de notícias sob o controle do governo americano, fundidas em 1958 na United Press International (UPI). O programa era patrocinado por uma multinacional sediada nos Estados Unidos e conhecida aqui como Esso Brasileira de Petróleo. Foi, já se vê, criado para fazer a propaganda da guerra americana direcionada ao povo brasileiro. Mais colonizador, impossível.PETROBRAS, PRÉ-SAL E A MÍDIA “NERVOSA”

HERON DOMINGUES, UMA LENDA DO RÁDIO

O DIA EM QUE A EMOÇÃO VENCEU A TÉCNICA
Para os poucos que não conhecem: após o prefixo da Globo, o locutor Guilherme de Souza dá a hora e anuncia a velha fórmula: “Alô, alô, Repórter Esso! Alô!” Ao som das trombetas famosas, entra Roberto Figueiredo com a escalada das notícias, entre elas o AI-5 da ditadura militar. Depois, ele inicia uma retrospectiva dos 27 anos do Repórter Esso, emociona-se e começa a chorar, a ponto de ser substituído pelo locutor Paulo Ribeiro, que, por acaso, estava no estúdio. Roberto, ainda aos prantos, volta e encerra o último Repórter Esso, com desejos de boa-noite e feliz ano novo. Já chorei com várias edições deste vídeo. Esta semana, chorei com a minha. Para ouvir a emoção vencendo a técnica, clique.(O.C.)
O Rio Cachoeira, de passado glorioso e de inglório presente, está às portas da morte.
Assassinado por aqueles que deveriam preservá-lo.

Esqueçam os poemas, as canções, os quadros.
Esqueçam os artistas que, cada qual com sua arte, o eternizaram.
Esqueçam o passado.
E, muito provavelmente, esqueçam o futuro.
Porque não há futuro diante de uma morte tantas e tantas vezes anunciada.
O Rio Cachoeira, dos poemas, das canções e dos quadros, agoniza.
O Rio Cachoeira, de passado glorioso e de inglório presente, está às portas da morte.
Assassinado por aqueles que deveriam preservá-lo.
Poemas, canções e quadros podem exaltar belezas, mas não salvam rios.
Não salvaram o Rio Cachoeira.
Porque a salvação do Rio Cachoeira depende de ação, quando o que se verifica na realidade é a completa omissão.
Sobram promessas e escasseiam realizações que possam evitar o fim eminente.
A morte do Rio Cachoeira, tantas vezes anunciada até como maneira de alertar as pessoas, agora parece inexorável.
Porque cada dia que passa é um dia a menos num processo de salvação que não chega nunca.
O Cachoeira hoje é um rio fétido, sujo, quase um insulto à natureza, ela que foi tão generosa a ponto de dar a Itabuna um rio caudaloso, de águas vibrantes, como a cidade que ele viu nascer, um século atrás.
O rio que era orgulho, agora se transformou em vergonha, não por sua própria culpa, por culpa dos que, durante décadas, o maltrataram.
Seu leito tornou-se um canal de esgotos, suas margens transformaram-se em depósito de lixo.
As garças ainda resistem, mas já dividem espaço com os urubus.
O rio vivo é cada vez mais um rio sem vida, triste legado às novas gerações.
A cidade assiste, impassível, a morte de um rio que a viu nascer e crescer.
Como se a morte de um rio fosse um processo natural, inexorável.
Não é.
Porque o que está ocorrendo com o Rio Cachoeira não tem nada de natural.
É um assassinato.
Frio, cruel e desumano.
Salvemos o Cachoeira.
Se é que ainda há tempo para isso…
Daniel Thame é jornalista, blogueiro e autor de Vassoura.

Wenceslau disputou vaga na Assembleia Legislativa nas últimas eleições e ficou na primeira suplência do PCdoB, com 31 mil votos. Em Itabuna, saiu das urnas como o mais votado entre os candidatos a deputado estadual. Um resultado não garantiu a vitória, mas deu moral ao vereador, que é também o coordenador regional dos comunistas.
Para Alice, “a votação expressiva que o PCdoB obteve no sul e extremo-sul da Bahia credencia o partido a indicar nomes para a disputa municipal em diversas cidades da região”. Em Itabuna, Wenceslau deverá disputar a indicação com o presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, e o ex-vereador Luís Sena, que foi vice na chapa da petista Juçara Feitosa em 2008.
Claro que a candidatura própria é só uma possibilidade. No encontro de ontem, comandado pelo presidente estadual da legenda, deputado federal Daniel Almeida, os comunistas salientaram que estará aberto o diálogo com outras forças do chamado campo progressista.
Tem cara de novela repetida.
A matéria distribuída pela Prefeitura de Itabuna, com críticas à Sesab, causou reação em Salvador. Por meio de nota, o secretário estadual da Saúde, Jorge Solla, afirma que o governo baiano tem ajudado o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães e – como já explicitou em outras ocasiões – informa que o Hblem é, “de longe”, o hospital municipal que mais recebe recursos do Estado.
“Já dobramos os recursos repassados, em apenas dois anos”, declara Solla, acrescentando que, exceto a hipótese de estadualização, qualquer ajuda extra esbarra na legislação. “Sob a gestão da Sesab, poderemos recuperar o Hblem, como fizemos com o Hospital Luiz Viana Filho, em Ilhéus, e com o Hospital Prado Valadares, em Jequié, entre outros”.
O maior desejo da legenda é um grande pesadelo. Ou seja, Juçara Feitosa Juçara Feitosa como vice na chapa encabeçada por Davidson Magalhães, Wenceslau Júnior ou Luís Sena.

Aquela velha e surrada tática de lançar candidatura própria para depois negociar o cargo de vice-prefeito, como aconteceu no último processo sucessório, não está mais nos planos dos comunistas de Itabuna.
Parece que agora é sério. Não é mais uma empulhação eleitoral do PCdoB. Aliás, o projeto de ter candidato a prefeito em 2012, além da unanimidade no diretório municipal, tem o apoio entusiasmado do comando estadual.
O maior desejo da legenda, que faz parte do sonho de todos, até mesmo dos mais pessimistas, é um grande pesadelo. Ou seja, a petista Juçara Feitosa como vice na chapa encabeçada por Davidson Magalhães, Wenceslau Júnior ou Luis Sena.
Em relação aos prefeituráveis do PCdoB, a impressão que começa a ganhar corpo é a de que o partido vai tratando a pré-candidatura de Sena com desdém, priorizando os nomes de Davidson e Wenceslau.
Pessoalmente, até mesmo por uma questão de amizade, torço para que Luis Sena seja o nome do PCdoB. Reconheço, no entanto, que Davidson Magalhães é o melhor candidato para disputar a sucessão de 2012.
É evidente que qualquer pesquisa de intenção de votos, como critério para definir o candidato do Partido Comunista do Brasil, vai colocar Sena e Wenceslau na frente do ex-vereador e presidente da Bahiagás.
Acontece que Davidson, por ser mais preparado e experiente, com um discurso mais incisivo, é a opção do PCdoB que pode crescer durante o processo sucessório, principalmente nos embates com os adversários.
A opinião de que o PT terá dificuldades em se coligar com os partidos que compõem a base aliada do governo Wagner, independente de quem seja o candidato, se Juçara Feitosa ou Geraldo Simões, incentiva a disputa no PCdoB.
O partido enxerga na próxima eleição a maior oportunidade de comandar o cobiçado Centro Administrativo Firmino Alves. Além do PDT, PR, PV, PSB, PPS e outros partidos pequenos, os comunistas esperam o apoio da ala do PT anti-geraldista.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.
Curiosa a postura de vai-e-vem do prefeito de Itabuna com relação à proposta de estadualização do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães. O município, como se sabe, já se mostrou há muito incompetente para gerir a instituição e o governo esteve inclinado à entregar o Base ao Estado, mas a história parece ter mudado.
Nesta sexta-feira, 19, o Azevedo usou canais “extraoficiais” para distribuir um material em que bombardeia com críticas a Secretaria da Saúde do Estado, queixa-se de perdas de R$ 10 milhões ao mês com o fim da gestão plena da saúde pelo município e nega que a estadualização do Hospital de Base seja a solução.
O material deixa evidente a sede por recursos financeiros, mas o governo até o momento não revelou competência para cuidar de uma área delicada como é a saúde.

Os projetos de emenda iniciaram sua tramitação nas comissões técnicas na semana passada, em uma sessão na qual a oposição levou “bola nas costas”. Mesmo assim, Roberto de Souza diz que não há possibilidade da próxima mesa ser desfeita.
O vereador é visto como ameaça pelo governo, principalmente depois que o prefeito José Nilton Azevedo teve suas contas rejeitadas pelo TCM. O parecer do tribunal deverá ser apreciado no ano que vem pela Câmara e o prefeito mais do que nunca depende de um quadro político favorável.
A criação de consórcios municipais é, para a Associação dos Municípios do Sul, Extremo-Sul e Sudoeste da Bahia (Amurc), a melhor maneira de enfrentar problemas como a destinação do lixo. A entidade já firmou parceria com as secretarias estaduais do Desenvolvimento Urbano (Sedur) e do Planejamento (Seplan) com o objetivo de implantar o Consórcio Intermunicipal do Território Litoral Sul.
Esse consórcio reunirá 26 municípios, cujas Câmaras de Vereadores deverão autorizar sua formação. De acordo com o presidente da Amurc, Moacyr Leite, a gestão consorciada de aterros sanitários é uma recomendação contida no Plano Nacional de Resíduos Sólidos.
Um dos municípios sul-baianos que enfrentam maior problema com a destinação dos resíduos é Ibicaraí. Recentemente, matéria do jornal A Tarde mostrou que o lixão da cidade já está saturado, com lixo e chorume sendo despejados no Rio Salgado e ao longo de uma estrada que dá acesso à BR-415.
Leite acredita que o problema de Ibicaraí poderá ser resolvido com a criação de um subconsórcio, reunindo, além daquele município, Barro Preto, Floresta Azul, Itapé e Almadina.
As Irmãs Auxiliadoras da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna promovem um trabalho louvável de ajuda a pacientes dos três hospitais vinculados à instituição. A ação, iniciada este ano, tem como objetivo principal arrecadar fraldas descartáveis, infantis e geriátricas, para aqueles que não têm condições suficientes de comprá-las.
A campanha conta com o apoio de entidades, como a maçonaria. Mas a quantidade de fraldas arrecadadas ainda está longe de atender a todos que precisam. A média é de 60 pacotes doados por mês.
Quem quiser ajudar deve entrar em contato com Zélia Pinto, pelo telefone 3214-4382.

























