
Como se sabe, Jaqueline se tornou dançarina da banda, mas depois brigou com a mesma, alegando que nem troco estavam lhe dando como cachê pelas apresentações. A queixa se tornou pública e resultou no fim do namoro entre a ex-professora e Job Wilson Silva do Carmo, 29, um dos donos do grupo de pagode.
Ainda assim, na noite de sábado, 30, Jaqueline resolveu ir à festa de aniversário da sobrinha do ex-namorado, no bairro de Castelo Branco, em Salvador. Ao ver a dançarina e denunciante, Job Wilson partiu para a agressão, puxando os cabelos de Jaqueline e lhe aplicando socos e pontapés.
A jovem acabou com hematomas na perna e com o cotovelo deslocado. Ela foi submetida a raio x em um posto médico e depois seguiu para a Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) do bairro de Brotas, mas não pôde prestar depoimento porque a delegada tinha viajado para o interior. A dançarina somente será ouvida no dia 22 de novembro.
Informações do Correio
A apuração em Itabuna foi concluída e a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff (PT), bateu José Serra (PSDB) no município por uma diferença de 1.999 votos. Foram 52.855 votos obtidos por Dilma contra 50.856 de Serra. Em percentuais, dá 50,96% a 49,04%.
Tanto em Itabuna como em Ilhéus, os dois maiores municípios sul-baianos, a votação da petista ficou bem abaixo da média baiana. Em Ilhéus, Dilma obteve 62,83% dos votos e Serra, 37,17%. A apuração ainda não foi concluída no estado. Por enquanto, ela abocanha 70% dos votos válidos.
Com 45% dos votos apurados na Bahia, a petista Dilma Rousseff impõe ampla vantagem sobre o tucano José Serra. Ela soma 70,54% dos votos válidos no Estado, enquanto ele aparece com 29,46%.
Nas maiores cidades baianas, a frente da petista está mais ou menos na mesma proporção, mas ela perde em Vitória da Conquista, região sudoeste, e em Itabuna, no sul.
Em Itabuna, a parcial mostra Serra com uma vitória apertada: 51% a 48%. Já em Vitória da Conquista, o tucano (que venceu lá no primeiro turno) abre ampla vantagem: 59% a 40%.
De acordo com a pesquisa boca de urna encomendada pela Rede Globo ao Ibope, o Brasil elegeu neste domingo, 31 de outubro, a primeira mulher para a Presidência da República. Por esse levantamento, Dilma Rousseff (PT) deve somar 58% dos votos válidos, contra 42% do tucano José Serra.
A divulgação oficial dos números pelo TSE começou às 19 horas, por causa do horário de verão. O Rio Grande do Sul é o estado onde a apuração estava mais adiantada, com 86% dos votos já computados.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) informou que 35 pessoas foram presas por crime eleitoral na Bahia até as 14h30min deste domingo (31). Em todo o país, 77 pessoas foram presas.
Foram 149 ocorrências, conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sendo 72 delas sem prisão.
Os números mostram que houve queda frente ao registrado no primeiro turno, quando até esse mesmo horário, no dia 3 de outubro, haviam sido registradas 368 ocorrências com prisão. Com informações do Correio.
Clientes do Bradesco ficam sem entender para que serve o caixa eletrônico instalado na BA-001, em Ilhéus, imediações do Aeroporto Jorge Amado. É que o equipamento está sempre quebrado, causando desgradável surpresa para os desavisados que acorrem ao litoral e deixam para abastecer a carteira por ali.
E o pior: a situação é a mesma há muitos anos, sem que o banco se disponha a adotar uma providência.
A proibição da venda de bebida alcoólica neste segundo turno das eleições foi solenemente ignorada por muita gente. Nas praias da zona sul ilheense, por exemplo, o Pimenta flagrou muitas cabanas servindo loiras geladas das mais diversas marcas e em temperatura extremamente convidativa. Para alegria dos consumidores, alguns dos quais decidiram votar logo cedo e partir para o litoral. Outros, deixaram para comparecer à urna eletrônica depois da praia.
Maior relax…

A concorrência para contratar o serviço de coleta e incineração de lixo nos hospitais da Santa Casa teria sido “direcionada”.
A TRRR pertence à família do provedor. O abaixo-assinado constituiria peça de uma ação civil pública contra ele (acesse aqui).
O favelismo cenográfico comprova muito mais do que o cinismo político: confirma o distanciamento entre Serra e os eleitores pobres
Segundo o nosso digno Mano Brown, na democracia de Serra, se houver duas crianças, sendo uma magra e faminta e outra robusta e bem alimentada, o “Zé” joga o único sanduíche para cima e aguarda para que a “justiça social seja feita”.
Essa alusão comprova o que Serra ignora: os desiguais precisam ser tratados de maneira diferente, para que a justiça social ocorra. Além de concordar com Brown, não me espanto com essa atitude do tucano, afinal, para quem foi capaz de levar ao ar, no programa eleitoral, uma favela cenográfica, isso é coisa pouca.
O favelismo cenográfico comprova muito mais do que o cinismo político: confirma o distanciamento entre Serra e os eleitores pobres – que falam o português não canônico, que nem sempre fazem as três refeições por dia, mas que, contraditoriamente, figuram, em época de eleições, nas “missões humanitárias aliadas” do PSDB.
A fala de Serra, sempre rasa como uma piscina regan tamanho P, possui uma baixa ressonância numa parcela significativa da população brasileira. Jamais se deve esperar, no discurso circular do tucanato paulicêntrico, preocupações com o Brasil profundo.
Certamente não foi durante os 8 anos do governo FHC – tendo Serra como Ministro em duas pastas de destaque, é bom lembrar – que os maiores programas sociais foram implementados, muito menos as ações afirmativas nas universidades, nem a ampliação do numero de universidades federais, ou o incentivo à educação quilombola, o respeito à diversidade e a democratização na distribuição de recursos para financiamento de projetos socioeducativos, culturais e de geração de renda.
Essas e outras medidas foram tomadas nas duas gestões do governo Lula, somente os desavisados por opção ou os distanciados dos pobres por motivos de assepsia não percebem isso.
Uma pergunta para o (e)leitor: como o candidato tucano pode combater as desigualdades, se o passado da era FHC/Serra no governo federal nos legou um recorde imbatível no desmantelamento da educação em todos os seus níveis e modalidades? Como democratizar a universidade brasileira dentro de um projeto político que, por varias vezes, já nos deu provas incontestes de uma “privataria” desvairada?
O suplicio mesmo do Brasil é o PSDB. Esse partido, que movido por um paulicentrismo tipo exportação, tenta, a cada eleição, medir o Brasil pela régua de São Paulo. Obviamente pela régua da classe média paulistana, que se autoproclama esclarecida o suficiente para dizer ao resto do país o que precisamos. Ao ignorar diversidades regionais, ao voltar as costas para os reais problemas das classes populares, o discurso de Serra e dos seus aliados – em geral representantes de DEMo – só pode nos oferecer um conjunto de propostas incipientes para reverter os níveis de pobreza no país.
É por esses – e outros – motivos que a candidatura tucana, no primeiro turno, teve desempenho irrisório nas regiões mais pobres do Brasil, a exemplo de amplas áreas do norte e nordeste. Mas, como já era de se esperar, para justificar esses resultados, o discurso paulicentrista difunde a idéia de que nessas mesmas áreas pobres os eleitores são desprovidos de discernimento para votar.
Com isso, Serra e seus comparsas fixam mais uma figurinha no seu vasto álbum de equívocos e, numa só tacada, retomam infelizes idéias a respeito de nós, nordestinos, por exemplo. Eu, ironicamente, agradeço a Serra, com isso, ele comprova a distância enorme que nos separa. Distância que, fica confirmado, ele tem cada vez menos condições de ultrapassar.
Daniela Galdino é professora da UNEB, Doutoranda em Estudos Étnicos e Africanos pelo CEAO/UFBA, Professora da Rede Estadual da Bahia
Eleitores cadastrados em seções dos colégios Estadual, Amélia Amado e Lourdes Veloso estão sendo proibidos pela Polícia Militar de votar com bandeiras de seus respectivos candidatos. As seções ficam na 27ª Zona Eleitoral, no bairro São Caetano.
O Pimenta testemunhou várias pessoas sendo impedidas de votar com a bandeira, mas os policiais dizem que não estão autorizados a falar sobre de onde partiu a ordem.
A legislação eleitoral (Lei 9.504/97) permite que o cidadão vote com a bandeira do seu candidato ou partido, mas de forma “silenciosa e individual”, sem aglomerações. Essa manifestação pode ocorrer com o uso de “bandeiras, broches e adesivos”, conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Da coluna Painel (Folha de S. Paulo):
Beira-mar A candidata petista manifestou a assessores preferência por uma praia como destino para o descanso pós-eleitoral.
Pergunta você Até a noite de sexta, ninguém, no entorno de Serra, arriscava palpite sobre o local de refúgio do candidato uma vez encerrado o segundo turno.
—
NUM SÓ DIA, DUAS PEDRADAS NOS JORNAIS

OS ERROS NOS ESPREITAM TODO O TEMPO
Quem conhece, mesmo sem aprofundar-se, a rotina de uma redação sabe que os erros nos espreitam todo o tempo. Mas há erros e erros (até já abordamos aqui os famosos erros de digitação, outrora chamados erros de imprensa). Escrever gisnática (em vez de ginástica) é erro de digitação, ao levar o “s” para um lugar estranho. É acidente de trabalho que precisa ser atendido pelo próprio redator, o editor ou por um profissional em extinção, chamado revisor). Nada justifica (principalmente em letras grandes) que chutes na canela cheguem às bancas e atinjam leitores incautos.DIFERENÇA ENTRE ACIDENTE E IGNORÂNCIA
Mais difícil ainda é aceitar como “normal” que um redator (muito provavelmente com formação universitária) grafe tem haver em lugar de tem a ver, pois aqui não se trata de simples derrapagem a que todos temos direito, mas de ignorância crassa de princípios elementares de língua portuguesa. Como disse um cínico, “herrar é umano”, mas se a gente usa mais a borracha do que o lápis, é preciso desconfiar. Não entendo que um grande jornal tenha o direito de cometer erros desse nível. Em qualquer boa escola de segundo grau essa construção receberia um zero bem grande e redondo.A LEI DE LAVOISIER NO TEXTO LITERÁRIO
O crítico Hélio Pólvora compara a literatura a uma olimpíada, afirmando que “na boa literatura a lanterna de Diógenes passa de mão em mão, como tocha olímpica”. O autor de Itinerários do conto acrescenta que as consequências desse caminhar da tocha “são as aparentes imitações, que, na verdade, aproximam temperamentos, sensibilidades, experiências comuns”. Passando de uns para outros, a arte recebe acréscimos que a engrandecem, de sorte que nada é propriamente novo, mas transformado, uma espécie de Lei de Lavoisier. Por mais criativo que pareça o autor (foi assim que entendi), sempre há alguém que o inspirou e motivou.O TEXTO RESULTA DE TRABALHO COLETIVO

A OLAVO BILAC O QUE É DE OLAVO BILAC
Tenho consciência de que a citação possa, diante de leitores menos atentos, soar como apropriação indébita, mesmo assim a uso. Há pouco, empreguei aqui, sem aspas nem nada, a expressão “nasceu pequeninho, como todo mundo nasceu”, uma referência (tomara que) óbvia a Caymmi; também reproduzi, aspeado, o verso “[Em que Camões] chorou no exílio amargo, o gênio sem ventura e o amor sem brilho”, citação intencional clara do soneto “Língua portuguesa”, de Olavo Bilac. Não me apropriei de produção alheia, apenas considerei que os leitores não exigem bula, e precisam ter sua inteligência respeitada. Mas vou tomar mais cuidado.
MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE ANTÔNIO OLINTO
O jornalista João Lins de Albuquerque (foto), ex-chefe da Divisão de Língua Portuguesa da Rádio das Nações Unidas (ONU) em Nova York, tem na praça o livro Antônio Olinto – memórias póstumas de um imortal. É uma entrevista com o mineiro Antônio Olyntho Marques da Rocha (Ubá/MG 1919-Rio/RJ 2009), de quem extraiu histórias magníficas. Intelectual dos mais aparelhados que o Brasil produziu, Olinto (vejam que ele “consertou” o pernóstico Olyntho) brilhou em várias atividades, sobretudo a de professor: latim, português, história da literatura, francês, inglês e história da civilização. Seu livro Jornalismo e Literatura foi adotado em diversos cursos de jornalismo..NOME QUE DISPENSA APRESENTAÇÕES
Antônio Olinto (foto) é uma das melhores justificativas para o lugar-comum “dispensa apresentações”. Como “apresentar” alguém que foi, com invulgar entusiasmo, professor, jornalista, crítico literário, autor de dicionários e de gramática, ensaísta, autor de literatura infantil, acadêmico (ocupou a Cadeira nº 8 da Academia Brasileira de Letras), contista, romancista, poeta – e ainda encontrou horas vagas para se dedicar às artes plásticas? É melhor não identificá-lo por nenhuma dessas habilidades, pois qualquer delas nos levaria ao pecado da omissão. Chamemo-lo, simplesmente, de Antônio Olinto. Para quem o conhece deve ser suficiente.MURUCUTUTU, SAFADO, LUPANAR E SAUDADE

PALAVRAS COM SEDUÇÃO E ENCANTO
Para Antônio Olinto, alegria era a palavra mais bonita da língua portuguesa. Ele conta que, em Londres, viu uma casa em cuja fachada estava escrito: “Alegria”. Sem pensar duas vezes, tocou a campainha, ouvindo de um inglês meio atônito a explicação: “Eu morei no Brasil um bom tempo e achava a palavra alegria tão bonita que, quando voltei, resolvi decorar a entrada da minha casa com ela!”. Eu tenho cá comigo algumas palavras que acho muito bonitas: encanto e sedução, por exemplo. E você, quer entrar no jogo e dizer quais as duas palavras que mais o seduzem ou encantam na língua portuguesa? Parece que cometi um trocadilho…
“FASCINANTE” CANÇÃO QUE VIROU MANIA
Fascinação enraizou-se na MPB a ponto de a gente nem lembrar que ela é francesa. De 1905, a canção só chegou à língua portuguesa em 1943, na versão de Armando Louzada, gravada por Carlos Galhardo. Foi mania nacional, aliás, mundial: teve registros de Dinah Shore, Nat King Cole, Jane Morgan (para o filme Amor na tarde, de 1957), Connie Francis, Dean Martin, Edith Piaf, Pat Boone, Demis Roussous. Entre nós, foi entoada, além de Galhardo, por Nana Caymmi, Agnaldo Rayol, Francisco Petrônio, José Augusto, Agnaldo Timóteo, Jorge Vercillo e até por uma dupla chamada Sandy e Júnior .A GRANDE VOZ DA NOVELA “O CASARÃO”
Em 1976, quando ninguém mais queria saber de Fascinação, a música foi incluída no álbum Falso Brilhante, de Elis Regina, e daquele momento em diante tornou-se um dos temas românticos mais presentes no repertório da cantora – com a luxuosa ajuda das novelas O Casarão/1976 e O profeta/2006, ambas da Globo, de que fazia parte da trilha sonora. Mais tarde, com sua reconhecida criatividade, o SBT também teve Fascinação como tema (e título) de novela, só que na voz de Nana Caymmi. Tem mais: em 2007, com a letra em francês, o tema foi usado em Piaf – um hino ao amor, filme baseado na vida de Edith Piaf.VERSÃO CORRIGIU FRAQUEZAS LITERÁRIAS
Canção de amor desesperado, bem ao feitio das escolhas de Piaf, a versão brasileira é “leve”, e poeticamente mais consistente, no estilo dos nossos letristas românticos. (curiosidade: nos mais de 30 versos de Fascination não há esta palavra nem uma vez). As fraquezas literárias saltam logo nos primeiros versos: Je t’ai rencontrée simplement/ Et tu n’as rien fait pour chercher à me plaire (algo como “Eu lhe encontrei simplesmente/ E você nada fez para tentar me agradar”). Louzada corrigiu isto, com o lirismo de “Os sonhos mais lindos sonhei/ De quimeras mil um castelo ergui”. Com (letrista) brasileiro não há quem possa. Clique e veja/ouça.

























