Um caminhão GM D-40 carregado com 80 caixas de cigarro Broadway, contrabandeado do Uruguai, foi apreendido nesta sexta-feira, 5, durante operação da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), no quilômetro 60 da BR-415, trecho Itabuna-Ibicaraí. A carga, avaliada em R$ 40 mil, tinha como destino o município de Itororó, no centro-sul baiano.
O veículo foi abordado por uma guarnição composta pelo sargento Gilvan Araújo e os soldados Valmário Mota e Resende. O motorista do caminhão, Jardel de Jesus, disse que ganharia R$ 700,00 pelo frete. O veículo era “escoltado” por Osmar Ribeiro Nunes e Maciel Santos Gonçalves, moradores de Itapetinga e que seguiam numa picape Fiat Strada, JMR-4298.
Segundo a polícia, o GM D-40, placas BXF-0200, estava em nome de Lorenna de Oliveira Queiroz e a Strada pertence a Genilda de Oliveira Queiroz. A carga apreendida foi encaminhada para a Polícia Federal. Nos últimos dez dias, a PRE apreendeu mais de 3.400 quilos de carne transportada ilegalmente, madeiras de lei e cigarros, informa o repórter Costa Filho, da Rádio Jornal.
O vereador Roberto de Souza (PR), primeiro-secretário da Câmara de Itabuna, chegou ao desespero há pouco, quando percebeu que está praticamente impossível fazer a leitura do relatório do “Loiolagate” nesta manhã de sexta-feira, 05. A estratégia montada pelo presidente da Câmara, Clóvis Loiola, sob orientação dos fiéis escudeiros Antônio Carrero e Sargento Raimundo, deu um nó na Comissão Especial de Inquérito, que pelo jeito será desatado apenas no dia 16 (que, aliás, será o day after de um feriado).
Para facilitar o adiamento, os demais membros da CEI – Gerson Nascimento (PV) e Milton Gramacho (PRTB) – deixaram o relator Claudevane Leite (PT) sozinho com seu parecer. Apenas a assinatura do petista consta no documento e o artigo 181 do Regimento Interno determina que a leitura somente pode ocorrer depois que o relatório passar pelo presidente do legislativo. Ainda assim, os vereadores Wenceslau Júnior (PCdoB), Ricardo Bacelar (PSB), Roberto de Souza e, logicamente, Claudevane Leite, ainda têm esperança de publicar hoje o relatório.
Sentindo o aroma da pizza, Roberto de Souza foi à loucura. “Eu vou protestar, vou correr nu pela rua, isso não pode acontecer”, esbravejou o vereador do PR. Ele afirmou que Loiola fez denúncias e agora tenta sabotar a CEI, já que as investigações comprometem o presidente.
Do A Região
A acusada de intermediar a compra de “serviços” judiciais da escrivã da Vara do Júri e Execuções Penais de Itabuna, Sádia Consuelo Cândido Pitanga, foi transferida às pressas do Conjunto Penal de Itabuna. Jaqueline Oliveira Queiroz aceitou o benefício da delação premiada e passou de ré à condição de testemunha no processo que investiga o envolvimento da serventuária no esquema que beneficiava traficantes do sul da Bahia.
Jaqueline contou como o esquema funcionava. Ela foi levada para outro estado e será incluída no Programa Nacional de Proteção à Testemunha. Jaqueline é irmã do traficante Gilson Oliveira Queiroz, “Gilson Oclinho”, assassinado no início de 2008 em Itabuna.
“Jack” confirmou ter pago propina à escrivã para transferir o irmão da cadeia para o Conjunto Penal. Nesta semana, a juíza da 1ª Vara Crime de Itabuna, Antonia Marina Faleiros, decretou a prisão preventiva da serventuária e dez pessoas. Entre elas, Bartolomeu Rocha Mangabeira, o “Bartô”, acusado de comandar uma quadrilha de traficantes de drogas no sul da Bahia.
A escrivã Sádia Pitanga está presa desde o dia 21 de outubro e cumpre preventiva na penitenciária Lemos de Brito, em Salvador. Ela e outras 39 pessoas são investigadas na Operação Themis.
Há indefinição na Câmara de Vereadores de Itabuna acerca da leitura do relatório da Comissão Especial de Inquérito (CEI) do “Loiolagate”. Por enquanto, apenas o vereador Claudevane Leite (PT), relator da comissão, trabalha para assegurar a apresentação do documento nesta sexta-feira, o que não parece ser o desejo dos demais membros da comissão: os vereadores Milton Gramacho (presidente), do PRTB, e Gerson Nascimento (secretário), do PV.
Há pouco, este blogueiro conversou com Claudevane Leite no corredor da Câmara. Ele demonstrou temer pela anulação do relatório, caso ele venha a ser lido sem as assinaturas de Gramacho e Nascimento. O relator disse que ainda teria um último aconselhamento jurídico para decidir sobre a exibição do parecer.
Na última quarta-feira, 04, o presidente da Câmara, Clóvis Loiola, confirmou a leitura para esta sexta. Já no dia seguinte, ele – orientado – mudou a data para 16 de novembro. O relator disse que optaria pela primeira data, mas nota-se claramente uma manobra para empurrar o problema com a barriga.
Reviravolta na CEI do “Loiolagate”. O vereador Claudevane Leite (PT) não aceitou a pressão e a tentativa de virada de mesa do presidente da Câmara, Clóvis Loiola (PPS) e há pouco confirmou ao Pimenta que o relatório da Comissão Especial de Inquéito será mesmo lido em plenário nesta sexta-feira, 05, às 10 horas.
Segundo Claudevane Leite, o presidente havia confirmado esta data para a leitura, em pronunciamento feito na última quarta-feira, 03, que foi gravado pelo sistema que registra o áudio das sessões da Câmara. “Ontem (quinta-feira, 04), Loiola enviou ofício mudando a apresentação do documento para o dia 16, mas nós não vamos aceitar, pois ele já havia confirmado a leitura para hoje”, afirmou o petista.
O vereador petista, que é relator da CEI do “Loiolagate”, salientou que a Câmara tem satisfações a prestar à sociedade e o adiamento da leitura gera dúvidas e questionamentos, pondo em xeque a imagem da casa.
Além da leitura em plenário, o relatório da CEI será encaminhado ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas dos Municípios.
O PT de Ilhéus é tão dividido quanto a cidade de Jerusalém. De um lado estão petistas ligados ao deputado federal eleito Josias Gomes e, do outro, o grupo vinculado ao deputado federal reeleito Geraldo Simões.
Integrante do bloco de Josias, a vereadora Carmelita Ângela mira a presidência do legislativo municipal, cuja eleição está marcada para o dia 15 de dezembro. Para o comando do partido, seria esse o caminho natural, já que outro veterano do partido na Câmara, Alisson Mendonça, está ocupando cargo de secretário de Planejamento de Ilhéus.
Faltou, porém, combinar as opções com o vereador-secretário.
Ontem, no programa do radialista Gil Gomes (Rádio Santa Cruz), Alisson afirmou que pretende voltar ao legislativo e ser candidato à presidência da Câmara. Disse que é amigo dos outros 12 vereadores e quer trabalhar pela posição de nome de consenso..
A notícia caiu como uma bomba no outro lado do partido e promete alguns dias de conflito e tensas negociações. Chamem os boinas azuis!

As dívidas se acumulam com diversos fornecedores e também com os funcionários. Este blog apurou que, até esta quinta-feira, 4, os salários de outubro ainda não haviam sido pagos, situação que deixa a equipe apreensiva.
Para completar o quadro caótico, o Centro Administrativo Firmino Alves teve todas as linhas telefônicas cortadas por falta de pagamento. São meses de atraso com a operadora, que não teve mais como segurar o “alicate”.
A coisa está tão feia, que até o gabinete do prefeito está sem telefone.
O custo da cesta básica disparou em outubro na comparação com setembro tanto em Ilhéus (alta de 7,28%) como em Itabuna (4,28%).
A cesta básica saltou de R$ 168,55 em setembro passou para R$ 180,82 em outubro em Ilhéus e de R$ 168,31 para R$ 175,51 em Itabuna. Numa rima sem graça para o bolso do consumidor, pode-se dizer que o vilão da cesta básica foi o feijão.
Enquanto em setembro o quilo do brasileirinho podia ser comprado a R$ 3,46, em outubro a conversa foi outra. Pra levar um quilo do produto, o consumidor precisava desembolsar R$ 4,55 em feiras e supermercados ilheenses. Alta de 31,54%.
Já na vizinha “Tabocas City”, o feijão danado pulou de R$ 3,49 para R$ 4,35 entre setembro e outubro. A pesquisa de preços foi feita pelo Departamento de Economia da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).
Pra não deixar o feijão sozinho nessa história sem graça e nada doce, lá vem o açúcar. Fez docinho e, na média, ficou 14% mais caro em Ilhéus e Itabuna. O aumento do feijão se deve a problemas climáticos. O açúcar está mais caro por causa da demanda de outros países pelo produto brasileiro, conforme os coordenadores da pesquisa mensal.
Apesar da elevação de preços nas duas maiores cidades sul-baianas em outubro, a cesta básica está mais em conta do que há seis meses. Em abril, a cesta custava R$ 192,67 em Ilhéus e 185,17 em Itabuna.
Vejam como estão as coisas em Itabuna. No Restaurante do Povo, a despensa está cheia… de débitos. Na Câmara de Vereadores, aguarda-se que uma pizza tamanho família seja servida a qualquer momento e, na Prefeitura, o cardápio desta sexta-feira, 06, será feijoada.
Não é brincadeira! O almoço será oferecido para servidores do município pelo sindicato da categoria, numa iniciativa para dar um sabor diferente ao protesto iniciado nesta quinta-feira, 04, quando funcionários do poder público local acamparam no estacionamento do Centro Administrativo.
A ocupação da Prefeitura é uma estratégia para forçar o prefeito José Nilton Azevedo a cumprir acordo feito com a categoria, sob a supervisão do Ministério Público do Trabalho. O acordo prevê o pagamento de comissões, adicionais e horas extras, que o gestor vem sonegando ao funcionalismo.
Nem precisa dizer que Azevedo não foi convidado para o feijão.
(E essa história de feijoada acaba virando pretexto pra gente ouvir música boa. É só clicar no vídeo abaixo)
Uma carreta de uma auto-escola foi apreendida pela Polícia Rodoviária Estadual na Operação Rodovia em Paz. O veículo estava sendo usada ilegalmente no transporte de cacau. A irregularidade foi anotada durante abordagem no quilômetro 32 da BR-415 (Posto da Nova Itabuna).
Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, veículos de auto-escola são proibidos de ter outro fim que não seja o de aprendizagem. Para isso, as empresas pagam impostos reduzidos desde a compra do veículo. A carreta foi apreendida, ainda, por circular em péssimo estado de conservação, a exemplo dos pneus carecas.
Policiais relatam que, durante a abordagem, o motorista da carreta tentou dar a conhecida “carteirada” para liberar a carreta irregular. Não funcionou.
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, afirmou hoje que o novo salário mínimo, a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2011, será fruto de negociações do governo com partidos políticos e centrais sindicais, e deve ficar entre R$ 560 a R$ 570. “Menos que esse patamar não deve ser”, afirmou. Por enquanto, a proposta do governo é de R$ 538, que poderia ser arredondado para R$ 540. As centrais sindicais já pediram, contudo, para que a mínimo suba dos atuais R$ 510 para pelo menos R$ 580 (IG).
A superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) é apontada como provável causadora da morte de uma criança de nove anos, em Itabuna.
Ela estava internada no hospital pediátrico Manoel Novaes e faleceu no final da manhã desta quinta-feira, 4. A criança era portadora da Síndrome de Down.
O Bahia Notícias publicou nota, há pouco, afirmando ter sido um equívoco a informação divulgada de que a prefeita de Camamu, Ioná Queiroz, teria sido cassada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ontem.
Ioná continua no cargo.
O processo por crime eleitoral ainda é apreciado pelo TRE e a votação está empatada em 3 a 3, faltando apenas o voto de desempate do presidente do tribunal, Mário Alberto Hirs.
O relatório da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga desvios de R$ 1 milhão na Câmara de Vereadores de Itabuna não mais será lido em plenário amanhã (5). A desculpa da vez é que o documento não foi encaminhado aos vereadores.
A apresentação foi remarcada para o dia 16, às 14 horas.
Por certo, dará tempo para que os malfeitores arranjem desculpa melhor para as suas traquinagens naquela casa de santos…
(O adiamento tem a ver, também, com a bomba que explodiu na Câmara neste final de semana. O ex-assessor da presidência da Casa, Eduardo Freire, revelou esquema de corrupção que garante ao vereador Clóvis Loiola (PPS) o embolso de R$ 20 mil por mês. Os vereadores sabem que outra bomba será detonada neste final de semana nas páginas d´A Região. Por isso, decidiram adiar a leitura do relatório da CEI.)




























