
Se alguém ainda tem dúvida sobre o voto na disputa pelo Palácio do Planalto, basta lembrar que a incerteza com o tucano José Serra é muito maior do que com a petista Dilma Roussef.
O enigmático candidato do PSDB não apresentou uma linha sobre o seu plano de governo, o que é lamentável. A candidata do PT esboçou uma lista de diretrizes dando ênfase ao combate a pobreza.
É incrível. Mas o ex-governador de São Paulo continua achando que os brasileiros viviam melhor no governo Fernando Henrique Cardoso, que foi marcado pelo aumento do desemprego, arrocho salarial e entrega do patrimônio público.
Para Serra, tudo é uma farsa. O tucano integra os 3% que acham o governo Lula péssimo. O engraçado é que 67% dos eleitores de Serra estão satisfeitos com o atual governo, que tem um índice de aprovação de 83%.
José Serra não consegue esconder o seu preconceito com os nordestinos. Na discussão sobre segurança pública, no debate da TV. Bandeirantes, o tucano escolheu um baiano para ilustrar o seu pensamento: “Hoje, um criminoso da Bahia que está andando na Rua do Rio de Janeiro, se pedir o documento não acontece nada”.
Agora, sem mostrar nenhum constrangimento, o presidenciável do PSDB quer que suas eleitoras conquistem os votos dos indecisos através dos atributos físicos. O candidato implora: “Se é menina bonita, tem que ganhar 15 votos”.
O enigmático José Serra, cada vez mais surpreendente, ainda passa a receita para a sedução eleitoral: “É muito simples: faz a lista de pretendentes e manda e-mail dizendo que vai ter mais chance quem votar no 45”.
Esse Serra é uma figura, digamos, inominável. É de um cinismo impressionante. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem toda razão quando diz que “o Serra tem uns demônios dentro dele que, às vezes, nem ele mesmo controla”.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.
Um passeio ao ponto turístico conhecido como Ilha do Mel, em Una, acabou em tragédia para uma turma de alunos do Colégio Municipal Alice Fuchs de Almeida, ontem à tarde. A estudante Amanda Bispo dos Santos, 11 anos, morreu afogada no rio que corta a Ilha.
A menor foi socorrida e levada para o Hospital Municipal de Una, falecendo antes de receber socorro médico. O corpo de Amanda foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Itabuna.
A delegada da Polícia Civil, Norma de Freitas Santos, vai instaurar inquérito para apurar as circunstâncias do acidente. Na noite anterior à excursão choveu forte na região de Una. Não havia proteção para os alunos, a exemplo de boias ou coletes.
(Confira vídeo pessoal com imagens da Ilha do Mel).
Um curso realizado na Vila Juerana, zona norte de Ilhéus, ensina cerca de 30 pessoas a preparar a boa comida de boteco. No cardápio, filezinho, caldos diversos, risoto e muitos outros pratos que vão bem na mesa de bar.
Quem ministra o curso é o chefe Eraldo Pereira, que vê uma tendência de profissionalização cada vez maior na culinária dos barzinhos. “Os clientes estão cada vez mais exigentes, principalmente com o crescimento do turismo em Ilhéus”, explica.
O treinamento está incluído no Projeto Transformar, uma iniciativa da Bahia Mineração em parceria com o Instituto Aliança.
O sindicalista Jairo Araújo, liderança dos comerciários no sul da Bahia, prefere não levar em conta as pesquisas divulgadas nos últimos dias. Ontem, o Ibope dava 14 pontos de vantagem para Dilma Rousseff (PT) e o Datafolha de hoje revela um diferença parecida em relação a José Serra – uma frente de 12 pontos. E explica a descrença:
– Pra mim, há uma massa de eleitores que ainda está entre um e outro.
Jairo tem preferência por Dilma e participa de mobilizações para atrair mais votos para a petista. Há pouco, estava na praça Adami, centro de Itabuna, participando de um bandeiraço. Para ele, é essa massa “volátil” que decidirá se teremos um presidente ou uma presidenta.
O título da nota poderia ser “o Burro e a Formiga”, com o primeiro personagem representando, naturalmente, a estupidez, e o segundo, a fragilidade, a incapacidade de vencer uma força que se impõe a tudo no governo do prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo.
A história tem a ver com a sucessão de calotes que resultaram no fechamento do Restaurante do Povo. Segundo o site Cia da Notícia, há tempos o secretário da Ação Social, José Formigli Rebouças, vinha reclamando ao secretário da Fazenda, Carlos Burgos, dos atrasos de pagamento. E este, como de praxe, fazendo ouvidos de mercador.
A situação de desabastecimento chegou a tal ponto, que a coordenação do Restaurante passou a utilizar o “pinga-pinga” de R$ 2,00 deixado pelos clientes para comprar alimentos em Sacolões. Era uma compra irregular, pois esse dinheiro deveria ser depositado em uma conta do município, mas foi o jeito para dar uma sobrevida ao estabelecimento.
Não deu mais. A burrice, como tem frequentemente ocorrido neste governo, venceu.
Pelo menos seis vereadores da Câmara de Itabuna estão sendo fortemente pressionados para dar uma virada de mesa e impedir que o primeiro-secretário Roberto de Souza (PR) assuma a presidência da casa a partir de janeiro. Quem ousa esboçar alguma independência é imediatamente enquadrado e colocado em seu devido lugar, como aconteceu esta semana com o vereador Raimundo Pólvora (PPS).
Pólvora deixou escapar, nos bastidores, que não participaria da operação para detonar o colega Roberto de Souza. A demonstração de rebeldia foi fulminada em uma conversa no gabinete do prefeito, no qual estavam presentes a toda-poderosa secretária Joelma Reis e o vereador Ruy Machado (PRP).
Durante o diálogo (na verdade, foi mais um monólogo), Pólvora foi advertido de que o futuro de suas demandas perante o Executivo está intimamente relacionado à sua atuação no combate a Roberto de Souza.
Pólvora tinha 11 indicados no governo, os quais foram exonerados no início de setembro. Desde então, ele tenta se recompor com o prefeito Azevedo, que estaria submetendo o vereador a uma espécie de “período de experiência”. Tipo assim: “se fizer tudo que o chefe mandar, os bezerrinhos voltarão a mamar…”.
Quando ainda nem se falava em responsabilidade social, Manoel Chaves financiou através de suas empresas cursos de nível superior para funcionários e seus filhos
Num de seus mais belos poemas, Carlos Drummond de Andrade, ao relembrar a cidade de sua infância, escreveu, num misto de saudade e melancolia, que Itabira era apenas um retrato amarelado na parede.
Em Itabuna, cidade que não tem entre suas virtudes preservar a memória de personagens que foram protagonistas de sua história, um de seus maiores empreendedores tornou-se um retrato abandonado num corredor obscuro.
Manoel Chaves foi um empreendedor no sentido exato da palavra. A partir de um pequeno negócio, à custa de muito trabalho e com visão de futuro, montou um império que se estendeu pelos ramos de produção, comercialização e industrialização de cacau, setor imobiliário, comércio, construção civil e telecomunicações.
Manoel Chaves, numa época em que muitos transformavam as riquezas do cacau em apartamentos de luxo em Salvador, Rio de Janeiro e na Europa, investiu na modernização de uma cidade que ele adotou como sua. Plantou prédios, lojas, indústrias e semeou desenvolvimento.
Quando ainda nem se falava em responsabilidade social, Manoel Chaves financiou através de suas empresas cursos de nível superior para funcionários e seus filhos e ofereceu-lhes condições para que pudessem melhorar de vida, apoiou artistas de muito talento e poucos recursos, manteve creches e colaborou com instituições beneficentes. Além disso, concedia aos colaboradores de suas empresas vantagens que iam além das leis trabalhistas. Tudo isso sem fazer alarde ou marketing pessoal.
Manoel Chaves é, seguramente, um dos principais personagens de Itabuna nesse seu primeiro século de vida. Se algum reconhecimento público ganhou, foi o nome de uma avenida no bairro São Caetano, que muitos ainda chamam pelo nome anterior, presidente Kennedy.
Merecia mais, muito mais.
Não o teve em vida porque sempre foi uma figura discreta, de mais ação e menos exposição.
Não o tem depois que faleceu, pela falta de memória da cidade.
Gente como Manoel Chaves, e também Firmino Alves, José Soares Pinheiro, JJ Seabra e outros personagens marcantes de Itabuna, deveriam merecer bustos em praças públicas, darem nome a escolas e serem lembrados às novas gerações como exemplos para uma cidade que, a despeito de todas as crises por que passou e passa, é capaz de se redescobrir e dar a volta por cima, justamente por conta dessa chama empreendedora, dessa força atávica de superar desafios.
Uma chama que Manoel Chaves simbolizou como poucos.
Manoel Chaves não merece ser apenas um retrato amarelado na parede da memória itabunense.
E, menos ainda, ser um retrato abandonado num corredor de um dos prédios que ele construiu como mostra a foto que ilustra esse texto.
Daniel Thame é jornalista, blogueiro e autor do livro Vassoura.

Desde então, o consumidor se vê num mato sem cachorro para fazer com que a Ricardo Eletro mande um novo GPS. Já foi à loja, mas disseram que a responsabilidade era do site. Em seguida, fez dezenas de ligações interurbanas e finalmente foi orientado a mandar o aparelho quebrado pelo Correio.
Conforme comprovante de envio que a vítima tem em mãos, o GPS seguiu de volta no dia 14 de setembro, mas até hoje – passados 45 dias – a Ricardo Eletro não resolveu o problema. Pior: seu serviço de atendimento ao cliente informa que o GPS quebrado ainda não foi devolvido à empresa.
Deve estar indo de jegue, ou se perdeu no caminho. Assim como está perdido o pobre consumidor que confiou na Ricardo Eletro.
O Ministério Público está atento para o caso do sequestro de um bebê de apenas 12 dias, no interior da Maternidade Santa Helena, da Santa Casa de Misericórdia de Ilhéus. De acordo com o Blog do Gusmão, o MP vê o precário controle da entrada e saída de pessoas na unidade como uma verdadeira ameaça à segurança, o que aliás ficou comprovado no último domingo, dia em que a filhinha de Luziene Oliveira Gonçalves foi surrupiada por duas meliantes.
As autoras do sequestro teriam ensaiado o crime diversas vezes, entrando e saindo do hospital na maior tranquilidade, até o dia em que consumaram o ato.
Assustador.
Após deixar de ser utilizado em meados deste ano para a produção de computadores, o galpão da Bitway em Ilhéus deverá servir à Prefeitura local. A ideia é instalar naquela estrutura, no Distrito Industrial, todas as secretarias e conselhos municipais que hoje funcionam em imóveis distintos, todos alugados.
Na manhã desta quinta-feira, 28, o prefeito Newton Lima esteve à frente de uma visita ao galpão e listou vantagens de utilizá-lo. Segundo o prefeito, haverá economia para os cofres públicos com a redução de despesas com aluguéis. Além disso, Lima afirmou que o prédio da Bitway precisará de poucos investimentos para servir ao governo, já que possui boa infraestrutura, com rede para computadores, telefonia, ar-condicionado central e instalações elétrica e hidráulica.
A Bitway encerrou sua produção em Ilhéus e entrou com pedido de recuperação judicial no final do primeiro semestre de 2010, após sucessivos prejuízos em operações de importação de componentes eletrônicos. Atualmente, a produção de desktops e notebooks da marca ocorre na cidade paranaense de Piraquara.
Operários de indústrias moageiras de cacau do Brasil e da Holanda participaram de um encontro entre os dias 23 e 26, no Hotel Praia do Sol, em Ilhéus. Foi uma oportunidade para a troca de experiências e discussão de temas como automação industrial, precarização do trabalho, terceirização e negociação coletiva.
O encontro foi organizado pela TIE-Brasil, uma ONG criada em 1978 na Holanda, voltada ao acompanhamento de sindicatos e trabalhadores de empresas transnacionais. Da programação, constaram visitas à Ceplac e à indústria Barry Callebaut, a única do setor que permitiu a entrada dos participantes do evento.
Para o presidente do Sindicacau, Luiz Fernandes, a atividade foi proveitosa e permitiu um debate sobre a realidade das indústrias moageiras de cacau. “É importante unirmos forças e montarmos estratégias para a melhoria das condições de trabalho e de vida dos trabalhadores do mundo todo”, afirmou.
Do G1
Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (28) aponta Dilma Rousseff (PT) com 57% dos votos válidos e José Serra (PSDB) com 43% na disputa em segundo turno pela Presidência da República.
Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, Dilma pode ter entre 55% e 59%, e Serra, entre 41% e 45%. O critério de votos válidos exclui as intenções de voto em branco e nulo e os indecisos.
Na pesquisa anterior do Ibope, divulgada no último dia 20, Dilma aparecia com 56% dos votos válidos e Serra com 44%.
O Ibope entrevistou 3.010 eleitores, de 26 a 28 de outubro. A pesquisa foi encomendada ao instituto pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número de protocolo 37596/2010.
Votos totais
Pelo critério de votos totais (que incluem no cálculo brancos, nulos e indecisos), Dilma Rousseff soma 52% das intenções de voto, e José Serra, 39%. As intenções de voto em branco ou nulo acumulam 5%, segundo o Ibope. Os eleitores indecisos são 4%.
Nos votos totais da pesquisa anterior do Ibope, do último dia 20, Dilma tinha 51%, e Serra, 40%. Brancos e nulos eram 5%, e indecisos, 4%.
O Restaurante do Povo (Restaurante Popular) de Itabuna está fechado desde a última terça-feira, 26. Os fornecedores estão sem receber há mais de quatro meses e decidiram não mais abastecer.
O restaurante é mantido pela prefeitura de Itabuna e atende cerca de mil pessoas de baixa renda. A refeição custa R$ 2,00 por pessoa. A maior dívida é com fornecedor de carnes e derivados.
Na falta do que incluir no recheio do “pacote de obras” do centenário de Itabuna, festejado no mês de julho, o governo municipal deu uma de esperto e inaugurou obras inconclusas, como a revitalização da Avenida Pedro Jorge.
Há três meses, a via que liga os bairros São Pedro e São Caetano foi apresentada ao cidadão como obra pronta e acabada. Mas é só passar por lá que se vê como a realidade é diferente da ficção governista.
Um trecho da avenida com 1 quilômetro de extensão permanece praticamente intransitável e as obras estão há muito tempo paralisadas. Mas o cidadão-leitor-eleitor-contribuinte não duvide de que o “campo de guerra” seja novamente relacionado na lista de “inaugurações” do governo Azevedo, no centésimo-primeiro aniversário de Itabuna.
Haja óleo de peroba!
Em Ipiaú, uma acusação feita pelo vereador José Mendonça contra seu colega de legislativo, Aloísio Teixeira, resultou em processo… Movido por este último contra o blogueiro Afonso Mendes, que repercutiu o ataque.
Leia abaixo o desabafo do Afonso e entenda o caso:
“Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las”. Esse pensamento, dito há pouco mais de dois séculos por Voltaire, sintetiza, ainda hoje, o que é, certamente, um dos pilares das democracias modernas: A LIBERDADE DE EXPRESSÃO.
Por outro lado, as ditaduras tentam se impor pela tentativa de reprimir, intimidar e restringir o poder de informação, sobretudo de pessoas influentes e veículos de comunicação que gozam de prestígio. Esse exemplo ilustra, a contento, as atitudes do destemperado/desesperado vereador de Ipiaú, Aloísio Teixeira.
Nos últimos meses, o Portal Notícias de Ipiaú veiculou matérias que versavam sobre a atuação política de diversas autoridades, dentre elas a do “nobre” vereador Aloísio Teixeira. Os textos traziam conteúdos diversos, como a posição contrária e equivocada do vereador acerca da convocação dos concursados municipais, bem como as acusações feitas por José Mendonça sobre uma hipotética conduta desabonadora por parte de Teixeira.
O grande equívoco do vereador Aloísio Teixeira é, muito provavelmente, desconhecer o papel da imprensa e, sobretudo, não conseguir desvincular o cidadão Aloísio do político Teixeira, lembrando que este último é um homem público e, como tal, pode/deve ser sabatinado pela imprensa e por toda a comunidade.
Talvez por desconhecer ou não respeitar tais fatores, o “nobre” vereador prestou uma queixa contra mim, Afonso Mendes, proprietário deste Portal de Notícias, acusando-me de publicar fatos inverídicos sobre a sua vida. FRISE-SE, no entanto, que se reconhece a legitimidade da insatisfação de Teixeira, mas não os motivos que o levaram a tal ato.
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