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Ainda cabe recurso à decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que imputa ao Banco do Brasil uma indenização de R$ 500 mil ao bancário Edenilton Xavier, vítima de sequestro em 17 de janeiro de 2000, quando era gerente da agência da instituição financeira em Canavieiras, no sul da Bahia (relembre aqui).
O acórdão do TST, conforme a assessoria, será publicado nesta sexta, 10, e o banco ainda terá oito dias para apresentar defesa. Na sua decisão, a ministra Maria de Assis Calsing, da Quarta Turma, rejeitou recurso do banco contra o pagamento do valor da indenização por danos morais, alegando ser “elevado”. Edenilton sofreu problemas psicológicos e até recentemente residia em Itabuna.

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Cheiro de pizza?Os membros da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investigam escândalos de corrupção na Câmara de Itabuna e suposta existência de “quadrilha” na Casa vão ouvir o presidente da Mesa Diretora, o vereador Clóvis Loiola (PPS), nesta sexta, 10, às 15 horas.
Que nenhum cidadão se assanhe a ponto de ir ao legislativo para assistir ao depoimento de Loiola. A comissão decidiu que a oitiva será a porta fechada. É incompreensível o motivo que teria levado a comissão a “segredar” o depoimento de Loiola.
O réu confesso ocupa espaços em emissoras de rádio, nos jornais e na internet, denunciando seus amigos de Casa por formação de quadrilha e por meter a mão na coisa pública (ele calcula os desvios em R$ 1 milhão). Haveria fato novo no depoimento?
Milton Gramacho (PRTB) preside a CEI. Segundo ele, o depoimento a portas fechadas é para não expor ninguém nessa etapa inicial, pois “o que existe até aqui são denúncias divulgadas na imprensa”.
– Por enquanto, não há nada de concreto. O que temos foi o divulgado pela imprensa. A partir do momento que ele reafirmar ou fazer novas citações é quando começam os trabalhos da comissão.
A oitiva, reforça Milton, determinará a lista de convidados, convocados ou intimados (a depender do grau de culpabilidade) para prestar depoimento na CEI.

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.Vieira ataca proposta do estado: "safadeza" (Foto Pimenta).

Movimentos sociais já recolheram pelo menos 35 mil assinaturas pela estadualização do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem), de Itabuna. A unidade médico-hospitalar foi construída pelo governo federal e é administrada pelo município, mas enfrenta uma grave crise que provoca a morte de, em média, 15 pacientes por semana, de acordo com médicos.
Amanhã, dia 10, às 14h, as 35 mil assinaturas serão entregues ao secretário de Saúde, Jorge Solla, numa audiência que também contará com as presenças do secretário de Saúde de Itabuna, Antônio Vieira, e do prefeito Capitão Azevedo (DEM). Os representantes do governo local rejeitam a ideia da forma como foi posta em audiência realizada em agosto.
O Pimenta conversou com o secretário Antônio Vieira. Ele disse esperar que Solla entregue ao município, durante a audiência, uma “proposta [de estadualização] escrita, e não de boca”.  O secretário, também vice-prefeito de Itabuna, questiona a eficiência do Estado na gestão de hospitais gerais como os de Ilhéus e Jequié. “Funcionam perfeitamente? Não”.
Vieira faz insinuações e “desconfia” de ação influenciada pelo momento eleitoral no estado. “O Hblem não deve a funcionários, não deve a médicos. Por que ele [Solla} não faz isso com instituições que estão devendo aos funcionários?”.
O secretário subiu o tom na entrevista ao repórter Fábio Roberto, do Pimenta. Para ele, o que o estado quer fazer com o Hblem é “safadeza”, pois a solução é injetar mais recursos na unidade de saúde municipal, o maior hospital público do sul do estado. E tome canelada do médico ortopedista:
[A proposta do governo para o ] Hospital de Base é questão de safadeza do Estado, de não “botar” o reforço [financeiro] que tem de ser pra lá.
Estima-se que o hospital precisaria de recursos mensais da ordem de R$ 3 milhões para funcionar adequadamente. Na semana passada, a prefeitura admitiu que apenas o Estado injeta recursos no Hblem: R$ 1,5 milhão, mês.
O município firmou acordos de cooperação técnica para repassar outros R$ 300 mil por mês, mas não respeitou o contrato. Firmou novo convênio, de R$ 200 mil, mas novamente o desrespeita. Azevedo alega falta de dinheiro. A dívida da unidade de saúde é de R$ 30 milhões. Há seis anos, estava em apenas R$ 2,7 milhões.

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O ciclista Gilvan Evangelista dos Santos, 34 anos, teve morte instantânea ao ser atropelado por uma Land Rover 110, placas BNO-7275, às 17h55min de ontem. O acidente ocorreu no quilômetro três da BA-262, trecho Ilhéus-Uruçuca.
Gilvan estaria trafegando na contramão, segundo a polícia. O carro era dirigido por Alan Devisson Slenger, que saiu ileso. Outro acidente ocorreu no quilômetro 13 da Ilhéus-Itabuna, mas sem vítimas. As informações são do repórter Costa Filho, da rádio Jornal.

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O corte de até 60% no salário do servidor municipal pode levar a uma greve por tempo indeterminado do funcionalismo em Itabuna. A decisao sai em assembleia marcada para esta sexta, 10, às 17h, no auditório da API/Aplb, no centro.
Os servidores reclamam o pagamento do salário de agosto e protestam contra o corte de horas extras e de adicionais. Hoje pela manhã, os fiscais das áreas de Indústria e Comércio e da Fazenda se reuniram para reclamar de perdas salariais. A prefeitura cortou o sistema de pontuação e os salários foram reduzidos, em média, em 60%.
O prefeito Capitão Azevedo alega ter tomado a decisão de cortar adicionais e horas extras por conta de “puxão de orelha” do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), já que a prefeitura estava gastando acima do limite permitido com a folha de pessoal.
A presidenta do Sindicato dos Servidores e Funcionários Municipais (Sindserv), Karla Lúcia Oliveira, diz que a prefeitura preferiu “cortar no bolso do servidor” a rever as centenas de funções gratificadas (FGs). “A insatisfação é muito grande em todos os setores. Da Fazenda a Saúde”.

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Sobre a nota “A banda que não passou na Cinquentenário“, a diretora de educação básica da Direc 7 e coordenadora do desfile das escolas estaduais, Ivone Miranda, afirma que desde 2007 tem-se investido na compra de instrumentos e reativação da fanfarra do Colégio Estadual, que recebe R$ 15 mil para manutenção.
Segundo ela, o Colégio Estadual informou que a banda não ensaiava há meses “porque faltavam pessoas para compor a equipe para sair no 7 de Setembro” e “precisaria trazer alguns membros do município de Itajuípe”.
A Direc 7, e conforme Ivone, garantiu aos instrutores da fanfarra e à gestora da escola “que poderiam trazer os participantes”, pois as passagens dos membros importados “seriam pagas”. A fanfarra começou a treinar uma semana antes do desfile, afirma Ivone.
Ela também sustenta ter a Direc 7 destinado um ônibus para buscar os membros da fanfarra residentes em Itajuípe. “O motorista do ônibus garantiu que esteve em frente ao Banco do Brasil, em Itajuípe, desde as 7 horas, conforme combinado”. Mas ninguém apareceu. “Daí em diante, cabe-nos saber o porquê do desencontro e lamentar profundamente o fato”.

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O titular do Juizado Especial Cível de Ilhéus, juiz Fábio Mello Veiga, negou liminar que era requerida pelo presidente da Câmara de Vereadores de Ilhéus, Jailson Nascimento, e pela ex-secretária da Saúde do município, Marleide Figueiredo, contra o Blog do Gusmão.
Os dois autores pediam, em caráter liminar, que todas as notas contendo críticas às suas atuações fossem excluídas do blog.
Em sua decisão, o juiz remete a questão para o julgamento de mérito, considerando a necessidade de “se apurar se se trata de crítica à atuação da parte demandante (o que é legítimo) ou se se trata de injúria e/ou difamação; até para não se impor, como quer a parte demandante, censura prévia a matéria, em tese, de cunho jornalístico, portanto, de interesse público”.

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Não são boas as relações entre o secretário estadual de Indústria, Comércio e Mineração, James Correa, e o diretor da Sudic, órgão vinculado à SICM, Nilton Cruz. Uma das queixas de Correa é a de que o subordinado gosta de atuar com excessiva independência.
Segundo informações de fonte do governo, o clima entre os dois é tenso há pelo menos seis meses e a exoneração do homem da Sudic já estaria programada para outubro, logo após as eleições.
Ocorre que ontem, Correa – que já é conhecido no governo Wagner como um exímio “chutador de canelas” – quis antecipar a exoneração de Nilton Cruz. Acabou sendo aconselhado a ter calma e aguardar mais alguns dias, a fim de evitar transtornos à campanha.

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O acesso à rede mundial de computadores cresceu em 112,9% no Brasil entre os anos de 2005 e 2009. É o que revela a mais recente Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad).
Segundo o levantamento, 20,9% da população acessava a internet em 2005 e o número saltou para 41,7% no ano passado. Outro dado interessante é que aumentou em 148,3% a quantidade de pessoas com mais de 50 anos que passaram a utilizar a rede.
O maior percentual de usuários, contudo, ainda está na faixa etária dos 15 a 17 anos. Este grupo corresponde a 71,1% dos internautas.

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Primeiro ato. Outubro de 2009. O SBT Brasil faz série de reportagens sobre venda de dados sigilosos. O presidenciável José Serra aparece. E diz lá que dados até da sua esposa, Mônica Serra, foram violados.
Segundo ato. 31 de agosto de 2010. O Blog do Noblat divulga que Serra sabe que a sua esposa teve sigilo fiscal violado. “Serra sabe disso. Está à espera de que a Receita Federal divulgue a informação”.
O que aparecer daí pra frente, estará dentro do script.
Na matéria do SBT Brasil (assista ao vídeo clicando aqui), o ex-ministro Tarso Genro fala algo interessante. “Todos nós nos sentimos invadidos, atacados”. E se põe a lembrar do regime militar, quando o Estado invadia a vida pessoal das pessoas. “Agora, isso se privatizou”, dizia o então ministro da Justiça.
Cenas de um Brasil do passado que (ainda) reflete com força no presente.

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Nélis continuará na prisão (Foto Arquivo).

A defesa do delegado da polícia civil baiana, Nélis Araújo, entrou com pedido de relaxamento de prisão, mas não encontrou guarida. O juiz da Comarca de Ipiaú, Vicente Reis Santana Filho, negou o pedido de revogação da prisão temporária.
O magistrado decidiu por mantê-lo preso, cautelarmente, em função de Nélis exercer “função estratégica na polícia”, além de supostamente integrar rede de “tráfico de drogas no interior do estado”.
Nélis foi preso no dia 18 de agosto em seu apartamento localizado nos Barris, em Salvador. Ele é acusado de dar proteção a traficantes de drogas na região de Ipiaú e Ubatã, onde foi delegado, e também mandar matar o colega de profissão, André Serra, em outubro do ano passado.
Dos mandados de prisão contra a organização, dois ainda não foram cumpridos (relembre o caso e conheça aqui como agia a quadrilha). Nélis teria mandado matar o colega André Serra porque a vítima teria descoberto o esquema de partilha ilegal de terras e tráfico de drogas. O delegado preso comandou a polícia civil de Itabuna entre 2006 e 2007.
Atualizado às 10h40min.

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Cláudio Jesus dos Santos se deu mal após incitar moradores contra a polícia militar, no bairro Zizo, em Itabuna. Tanto chamou a atenção dos militares que, após checagem da ficha do mocinho, descobriu-se que ele é procurado no Rio de Janeiro.
Segundo a Justiça do município de Belford Roxo (RJ), ele teve prisão preventiva decretada em 6 de maio deste ano. A acusação: matou uma pessoa por “motivos fúteis”. Ele foi levado para o complexo policial e, nesta quarta, 8, conduzido para o Conjunto Penal.
Policiais acusam tanto Cláudio como Janaína Vencia de Paula de terem simulado agressão policial ao se debaterem contra a “gaiola” do camburão no qual foram transportados. O que seria uma abordagem de rotina levou para a cadeia um acusado de homicídio. Outras três pessoas foram para o xilindró.

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Dava para acreditar na união desse balaio de gatos?
Dava para perceber que aquela colcha de retalhos feita para garantir maioria à oposição itabunense na Câmara não resistiria ao tempo. A costura era fraca, as peças não se ajustavam direito, o rompimento era inevitável.
Os “gatos mestres” que articularam a maioria oposicionista até imitaram a Polícia Federal e deram nome à sua operação: “Xeque Mate” (no governo). De mãos dadas, os mosqueteiros – que nessa história eram sete – posaram para foto, no mais puro estilo “um por todos e todos por um”.
O tempo passou e a colcha de retalhos, que já era mal-costurada, encurtou até rasgar. Mas cada um continua brigando pelo seu pedaço e agora é “salve-se quem puder”. O adversário livrou-se do xeque (que não era mate) e cerca os velhos gatos mestres, que mais parecem felinos em um balaio.
Tudo que não se quer é que esse jogo termine num decepcionante empate.

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Paulo de Freitas
Lembra-me sempre um espirituoso amigo, daqueles que afirma perder o amigo, mas não perder a piada, que a verdade é algo deveras importante para ser dita a todo o momento e por qualquer um. Se assim ocorresse, ela – a verdade -, não teria valor algum.
Sou obrigado a reconhecer que a máxima, quando transportada para certo microcosmo da realidade social, sobretudo em época de Comissão Especial de Inquérito (CEI) vivida pela nossa Câmara Municipal e de campanha eleitoral majoritária, parece ser cada vez mais correta.
Não me tomem, senhores leitores, por puritano, cabeçudo, intransigente ou qualquer outro adjetivo dos que se atribuem a alguém quando querem lhe diminuir ou arrefecer as convicções. Afinal, quem nunca contou uma mentira? Mesmo que “inocente”, como dizem por aí.
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Após meses de ensaio para o desfile de 7 de Setembro, a fanfarra do Colégio Estadual de Itabuna acabou não saindo dos “boxes” no “dia D”.
Ontem pela manhã, os integrantes da banda chegaram cedo ao colégio, no bairro São Caetano, onde pegaram os instrumentos. Todos vestidos a caráter e afinados para fazer bonito na avenida.
A expectativa da banda começou a virar apreensão quando o ônibus prometido pela Direc 7 não apareceu para fazer o transporte dos componentes até a Cinquentenário. E a apreensão virou desespero e raiva quando a Direc informou que não mandaria ônibus algum.
O resultado é que a turma da fanfarra se revoltou e ficou no colégio mesmo, onde os instrumentos foram recolocados em seus lugares e os meses de ensaio acabaram em uma grande frustração.