Dentre os vários políticos brasileiros que torcem contra a aprovação do projeto que endurece contra os políticos fichas-sujas, está a ex-prefeita de Ibicaraí, Monalisa Tavares (PMDB). A “Rainha do Arrocha” no sul da Bahia teve um pedido de reconsideração das contas do último ano do seu governo negado pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).
A peemedebista é acusada de fraudar licitações, gastar cifras milionárias com combustível e aplicar abaixo do que determina a Constituição Federal nas áreas de educação e de saúde. Com as contas rejeitadas, dificilmente ela poderá disputar a prefeitura em 2012.

A festa de aniversário do secretário de Administração, Gilson Nascimento, parou a prefeitura de Itabuna. Quase dez horas da manhã, e os colegas de primeiro escalão e outros nem tanto participam do café da manhã no hotel Tarik.
O secretário, prefeito de fato, também recebeu os parabéns de pré-candidatos a deputado estadual (Coronel Santana, Wenceslau Júnior e Renato Costa). Todos querendo o apoio do supersecretário. Até o outro supersecretário, o Carlos Burgos (da Fazenda), apareceu por lá…
Nove dos 27 municípios que decretaram situação de emergência por conta das chuvas estão localizados no sul da Bahia. Em Prado, foram registradas as primeiras duas mortes na Bahia devido aos fortes temporais e enchentes.
Ontem, o prefeito em exercício de Ilhéus, Mário Alexandre (PSDB), decretou situação de emergência e uma operação nos morros derrubou, pelo menos, 15 barracos. Outros municípios em situação de emergência no sul da Bahia são Gandu, Itagimirim, Medeiros Neto, Nova Viçosa, Wenceslau Guimarães, Santa Cruz da Vitória e Santa Cruz Cabrália.
No forte temporal que abateu Itabuna à tarde e no início da noite, foram registrados alagamentos em várias partes da cidade e um deslizamento. Uma pessoa ficou ferida. A Defesa Civil do Estado está enviando ajuda para todos os municípios que decretaram emergência.
O ex-prefeito de Itamaraju, Frei Dilson, que deixou a prefeitura para disputar o mandato de deputado estadual, foi multado pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) em R$ 7 mil.
O tribunal meteu a lupa nas contas do frei e enxergou gasto de R$ 160.387,50 para fazer 1,1 milhão de fotocópias (xerox), além de um sem-número de encadernação e plastificações. A façanha foi em 2008. A condenação saiu ontem.
Vai copiar tanto assim lá em… Itamaraju!
O deputado federal e pré-candidato a governador Geddel Vieira Lima (PMDB) chega a Itabuna, no próximo sábado, 17, com uma proposta pra lá de sedutora para o ex-prefeito Fernando Gomes: fazer do democrata o seu coordenador regional da campanha ao Palácio de Ondina.
FG deixou o governo de Itabuna em 2008. Está morando em Vitória da Conquista desde os primeiros dias fora do poder. Mas é da cidade do sudoeste baiano que ele dá as principais ordens no governo do também democrata Capitão Azevedo, seu pupilo. Geddel sabe disso e quer ter Fernando em seus braços e usar o ex-prefeito como cupido na sua relação com Azevedo, de quem também espera apoio.
Geddel deseja fechar, ainda no sábado, o apoio do ex-prefeito Zé de Cuma ao pré-candidato a deputado estadual Renato Costa. Em contato com o Pimenta, Renato disse que não rejeita apoio e que somente se pronuncia após o encontro de Geddel e FG.
O médico e pré-candidato reconhece a força eleitoral do ex-prefeito, que lhe maltrata desde o tempo em que foi vice-prefeito de Itabuna, entre 1989-1992, quando lhe tirou o salário de vice e o expulsou da prefeitura. Coisas do passado, disse Renato.
O médico que sonha em retornar à Assembleia Legislativa baiana também confirmou a este blog que Geddel visitará Itabuna e a aniversariante Barro Preto tendo a tiracolo o senador César Borges (PR). Será a primeira incursão da dupla ao sul da Bahia após aliança eleitoral firmada, no último final de semana.
O ex-prefeito Fernando Gomes deixou a prefeitura de Itabuna em 2008 tido como morto, politicamente falando. A sua gestão acumulava índice de reprovação popular de 75%. Menos de dois anos depois, é tido como ponto de equilíbrio para a campanha eleitoral do deputado Geddel Vieira Lima.
Geddel enfrenta um “cabo-de-guerra” entre velhos e neopeemedebistas no sul da Bahia. Cada grupo se arvora em condição de assumir a coordenação da campanha do ex-ministro na região. A disputa é maior entre os grupos do deputado federal Raymundo Veloso e do ex-deputado Renato Costa, tendo ainda o ex-presidente do PMDB itabunense, Ricardo Xavier. Pois é, todos começam com um errezinho no nome.
Entre dar o comando a um e desagradar a dois, Geddel puxa Fernando para a sua aba, livra-se de um pepino com os três grupos peemedebistas e ainda reforça o seu time para a disputa sangrenta em 2010 (sangrenta pois, como se sabe, Geddel já anunciou ao Correio Braziliense que a sua campanha será “pau puro”… nos adversários, claro!).
Ao não desistir da prefeitura em 2004, eu livrei Geraldo de uma derrota histórica. Veja o que aconteceu com [Capitão] Fábio e Juçara [Feitosa]…
Renato Costa, rejeitando o rótulo de laranja de Fernando Gomes em 2004. Naquela peleja, FG venceu o pleito por 2.819 votos de diferença para Geraldo Simões e tornou-se prefeito pela quarta vez.
Agulhão F. se confessou “preocupado”, ao ver Capítão Azevedo com enormes e comprometedores óculos escuros, disposto a negociar o apoio político ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (reveja). “É mesmo o meu prefeito?”, assustou-se o trovador do Pimenta. E mandou, em regime de urgência urgentíssima, uma sugestão ao alcaide de Itabuna:
Mesmo com o clima que rola, eu recomendo a Azevedo usar cueca de sola, pois todos que têm… têm medo!Um predador de respeito, Geddel nunca foi calouro! Que a cueca do prefeito ao menos seja de couro!…

A audiência pública, que esteve morna na fase das apresentações, esquentou com o início dos debates. Era mesmo o que se esperava, dada a polêmica em torno do tema.
Há pouco, defensores do porto quase se atracam com ambientalistas. Houve uma embolação de faixas e a polícia militar foi acionada para retirar os mais exaltados.
Os procuradores que encaminharam documento ao Ibama, pedindo a negação da licença ao projeto, já saíram do auditório. Não quiseram ouvir argumentos contrários, mas foram bastante vaiados por uma turma que veste camisa com a inscrição “Porto Sul Já”.
Segundo o superintendente regional do Ibama, o documento do MPF será entregue à direção nacional do órgão em Brasília.

Os dois representantes do MPF presentes à audiência pública no Centro de Convenções de Ilhéus, procuradores Eduardo Hage e Flávia Arruti, entregaram um documento ao superintendente regional do Ibama.
Trata-se de recomendação para que o órgão responsável pela proteção do meio ambiente negue a licença para a construção do Terminal Marítimo da Ponta da Tulha.
O Ministério Público Federal aponta falhas no Relatório de Impacto Ambiental (Rima) e afirma que o projeto da Bamin trará prejuízos ao meio ambiente.
No momento da entrega do documento, o público presente à audiência se dividiu entre vaias e aplausos. Começa agora a fase dos debates, que promete ser quente.

O gerente de Comunicação e Desenvolvimento Sustentável da Bamin, Amaury Pekelman, faz uma exposição sobre o projeto do Terminal Marítimo. Segundo os números da empresa, somente na fase de implantação serão gerados R$ 50 milhões em ICMS.
A construção do porto deverá ser concluída num prazo de 28 meses, absorvendo 2 mil trabalhadores. Quando entrar em operação, serão empregadas 450 pessoas e a expectativa é de que 60% da mão-de-obra seja contratada na própria região.
Criticado pela ausência nas três reuniões da comissão estadual de acompanhamento e avaliação ambiental do projeto intermodal Porto Sul, o Ministério Público Federal é representado na audiência pública no centro de convenções em Ilhéus pelos procuradores Eduardo Ribeiro Hage e Flávia Galvão Arruti.
Os dois procuradores moveram ação, com pedido de liminar, na Justiça Federal em Ilhéus para que a audiência não fosse realizada. A justificativa era de que o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) apresentava diversas irregularidades (relembre). A justiça não acatou o pedido e a audiência está rolando.

Na audiência pública que discute o Terminal Portuário da Ponta da Tulha, um dos primeiros a fazer uso da palavra foi o secretário extraordinário da Indústria Naval e Portuária da Bahia, Roberto Benjamin.
Numa referência velada à ação do MPF que tentou suspender a audiência, Benjamin afirmou que sua realização significa “a vitória do debate democrático”.
O secretário ressaltou que a pasta da qual é titular é uma novidade na estrutura do Governo da Bahia e representa um recado à sociedade baiana de que o estado elegeu as suas prioridades.
“O Governo está fazendo a sua parte para que a região tenha uma alternativa de desenvolvimento que possa trazer esperança para a sua economia e o seu povo”, afirmou.
Informações Ascom Prefeitura de Ilhéus






















