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O entra-não-entra de suplentes após a PEC dos Vereadores tem criado situações inusitadas por todo o País. Imagine, então, na Bahia.

Os presidentes das câmaras municipais têm sido consultados e trocam informações a todo instante. “Boto ou não boto?” é a dúvida atroz dos legisladores-presidentes.

Ontem, o dirigente da Câmara de Vereadores de Itabuna, Clóvis Loiola, foi consultado pelo colega “Nedo”, do pequeno município de Iguaí.

– E aí, Loiola, boto ou não boto? Como é que está aí?

Do outro lado da linha, Loiola disparou:

– Meu interesse era tirar parte dos vereadores que já existem e não aumentar – disse, secamente, o vereador.

A ligação estava no viva-voz. E “Nedo” era acompanhado por dois interessados na questão. Por acaso, os suplentes que seriam beneficiados caso a PEC fosse retroativa, valesse para o pleito de 2008.

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O pivô da confusão: Fernanda Ludugero
O pivô da confusão: Fernanda Ludugero

O secretário municipal da Saúde, Antônio Vieira, negou que tenha havido o clima de tensão relatado na nota “Vieira preferiu Fernanda”, publicada aqui, ontem à noite.

O secretário admite que a saída de Fernanda Ludugero foi solicitada, mas nega que haja o clima de discórdia entre os membros do governo citado pelo Pimenta.

A disputa envolve o diretor do departamento de Planejamento, Luiz Guarnieri, que perdeu a paciência com a diretora da Atenção Básica, Fernanda Ludugero. A motivação de Guarnieri é eminentemente técnica.

A moça não estaria correspondendo à altura do desafio que é organizar desde o funcionamento dos postos de saúde à implantação de programas como o acompanhamento aos pacientes com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. Por sua vez, o secretário Antônio Vieira quer dar mais uma chance à sua diretora.

N. R.: Claro que o secretário e vice-prefeito tem todo o direito de negar as informações publicadas. Mas o Pimenta apurou que a coisa não só foi da forma como está publicada, como outros elementos podem entornar  ainda mais esse caldo.

Vieira estaria disposto até a peitar o próprio prefeito Capitão Azevedo, caso este se opusesse à manutenção de Fernanda. Ele deve saber o que faz.

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O secretário Roberto Muniz
O secretário Roberto Muniz

A guerra PTxPP deve ser resolvida entre os dois brigões, o deputado estadual Paulo Rangel (PT), e o pré-candidato a deputado estadual Mário Negromonte Filho (PP). Esse é o entendimento do secretário estadual da Agricultura, Roberto Muniz.

Em entrevista ao Pimenta, o secretário classificou o episódio como uma disputa local, por espaços políticos, na região de Paulo Afonso. Muniz esteve em Itabuna hoje pela manhã, no Parque de Exposições Antônio Setenta, participando da programação da Expofenita.

Paulo Rangel, líder do PT, denunciou na AL desmandos e aparelhamento na Bahia Pesca, comandada pelo Partido Progressista, através do ilheense Isaac Albagli. “Existe uma máxima em política, que diz que briga nacional, se resolve de três horas a três dias; se a briga é estadual, leva de três a 30 dias; mas, se é uma disputa local, é de três a 30 anos. Ou nunca se resolve”.

Roberto Muniz lamentou ainda o efeito danoso do ato do deputado Paulo Rangel ao próprio governo do estado. “Dá discurso para a oposição. Mas o importante é que essa não é a visão do governo, não é a visão do PT. É um fato particular, que deveria ser tratado dessa forma, mas que foi levado ao debate público, na Assembleia”.

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SEGUIDAMENTE, O BRASIL TEM DEMONSTRADO QUE PODE (E SABE) SER GRANDE!

brasil2016
As Olimpiadas de 2016 serão no Rio de Janeiro. Até lá, as estimativas apontam que o Brasil se tornará a 5ª maior economia do mundo. "Essa é uma vitória de 190 milhões de almas", disse o presidente Luiz Inácio "Lula" da Silva.
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O nono dia da greve dos bancários em Itabuna foi marcado por música. Jaffet Ornelas, Riso do Norte e Ceará foram os convidados. As músicas e repentes escolhidos, invariavelmente, falavam da exploração dos banqueiros contra os clientes e os bancários. No flagrante abaixo, na porta da agência praça Adami do Bradesco, em Itabuna, os repentistas Ceará e Riso do Norte mandavam ver nos pobres banqueiros.

Ceará e Riso do Norte usam o repente para 'descascar' os banqueiros.
Ceará e Riso do Norte usam o repente para 'descascar' os banqueiros.
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Adylson Machado

A ação policial noticiada, que desaguou na morte de quatro jovens entre 14 e 20 anos no Santa Inês, demonstra clara evidência: usuários (se todos) pagaram com a vida pela circunstância de terem sido alcançados pelo vício, sem direito à recuperação.

Usuários, afirmamos, porque não há qualquer relato informando sobre comercialização ou quantidade de droga apreendida no local, o que remete o comum mortal a compreender que “boca de fumo” não mais é somente o local de comercialização, mas também o de uso. E dessa forma, uma casa qualquer (do Santa Inês ao Góes Calmon, do Novo Horizonte ao Jardim das Acácias) passa a ser considerada “boca de fumo” se nela estiver alguém usando droga.

Emblemática (e estarrecedora) a versão apresentada de que um deficiente visual recebeu a Polícia a tiros e tombou no confronto.

Alguma coisa está mal contada: se os jovens estavam dentro de casa, como a polícia, recebida a tiros, venceu a fortaleza, estando no descampado, a céu aberto, sem ferimento em qualquer dos policiais, ainda que de raspão? Talvez devêssemos admitir que foi o deficiente visual o autor da iniciativa que resultou no tiroteio.

Mais provável que tenha havido a invasão do local e consumação da reação policial, se admitirmos a versão policial de ter sido recebida a tiros. Necessária a divulgação dos laudos periciais e de quantos os tiros nos corpos de cada vítima.

Pensamos que mais está o fato para uma chacina, que exige rigorosa apuração pelas autoridades competentes (Comando da Polícia Militar, internamente, Ministério Público e Judiciário). Com acompanhamento da Sociedade Civil, Conselho Tutelar, Juízo da Infância e do Adolescente, OAB, GAC, Lyons, Rotary, Maçonaria.

Apenas para provocar nossos leitores: qual a reação da sociedade se entre os usuários alcançados pela reação policial no Santa Inês estivesse um filho de família que freqüenta as colunas sociais?

Quanto aos que defendem o combate às drogas no molde preconizado pelos Estados Unidos (falido, porque não apresenta resultados), donde ações como a realizada no Santa Inês se constituem valoroso exemplo, recomendamos a leitura de “10 razões para legalizar as drogas” no Editorial do Le Monde Diplomatique Brasil, nº 26, de setembro/2009, de autoria do Comandante John Grieve, da Unidade de Inteligência Criminal, da Scotland Yard.

Adylson Machado é professor de Direito Municipal na Uesc

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O blog ‘Política com dedo na ferida’ vem reclamando uma participação efetiva do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, no socorro às vítimas dos temporais no Sul do país.

O blog alerta que “enquanto o Sul está se derretendo em água, Geddel faz campanha no interior da Bahia”. Mais de 80 cidades estão sofrendo com os estragos causados pelas chuvas que castigam a região desde setembro.

Bom, uma coisa, pelo menos, é certeza. Escassearam os releases do ministério às redações da imprensa baiana, falando das ações do ministro.

Ou demitiram os jornalistas, ou Geddel está mesmo ligeiramente ausente.

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O dono de uma pizzaria em São Paulo é apontado como homem que procurou os jornais oferecendo a prova do Enem que ‘derrubaria o ministério’. O Estadão diz que não comeu a farofa do pizzaiolo Luciano Rodrigues, e ainda denunciou o caso, sem dar um tostão ao esperto.

A Polícia Federal investiga o caso. Será Luciano um fanfarrão ou o ministro Fernando Haddad e o governo Lula estão na mira de ‘interesses maiores’ – mas nem por isso menos mesquinhos?

Já apareceu um agente da PF, que teria passado a prova ao vendedor, por ‘vingança’ – teria sido preterido em uma indicação política no Congresso. Um dos envolvidos se diz ‘filho de desembargador, de 26 anos, que trabalha como auxiliar na promotoria do estado’. Perfil interessante.

A Consultec não se pronuncia sobre o vazamento. A empresa baiana é quem lidera o consórcio para confecção das 4 milhões de provas do Enem deste ano. Só pra situar: a gráfica Plural, que imprimiu o material, é ligada ao grupo Folha de São Paulo.

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O ex-governador Paulo Souto visita Itajuípe, no sul da Bahia, na tarde desta sexta-feira, 2.

E será cobrado por uma obra que lançou com muito estardalhaço e praticamente não saiu do papel, a revitalização do lago que é cartão-postal da cidade.

Ninguém sabe o destino dos mais de R$ 700 mil prometidos.

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Do Blog do Gusmão

O juiz eleitoral Helvécio Argolo comunicou a um grupo de suplentes, durante audiência ocorrida na tarde desta quinta-feira (01), no fórum Epaminondas Berbert de Castro, que não empossará os candidatos derrotados que reivindicam o cumprimento da nova emenda constitucional, responsável pela criação de mais vagas nas câmaras de vereadores.

Segundo relato de um “quase vereador” o magistrado teria dito que concorda com a interpretação do presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Brito, que considera inconstitucional a aplicação da lei para a legislatura vigente. Argolo teria dito que já existe recomendação de “instância superior” contrária à posse.

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Wenceslau defende diálogo e rejeita discursos equivocados.
Wenceslau defende diálogo e rejeita discursos equivocados.

Ele é dos mais jovens políticos do sul da Bahia e adota algumas posições que fazem diferença no escasso cenário de novas lideranças regionais. E a disputa entre indígenas da etnia tupinambá e produtores rurais na região de Olivença, Buerarema e Una é uma prova disso.

Enquanto velhas e conhecidas lideranças são criticadas por posições equivocadas (ou até a falta de posição) e divisionistas, o vereador Wenceslau Júnior vai em sentido contrário. O vereador itabunense defende o diálogo para distender as relações entre os dois polos (índios de um lado; produtores de outro) e garantir solução para a pendenga.

No último domingo, Wenceslau participou da tradicional Caminhada Tupinambá em Olivença, uma lembrança da conhecida Revolta do Caboclo Marcelino. Para o vereador, não deve haver tentativa de segregação dos índios nem tentativa de impor o relatório da Funai a qualquer custo. O relatório reconhece como sendo dos tupinambás os 47 mil hectares divididos entre os municípios de Ilhéus (Olivença), Una, Buerarema e São José da Vitória.

O que acirra ainda mais o debate, acredita Wenceslau, é a tentativa de marginalização dos indígenas e de suas lideranças tupinambás como Cláudio Magalhães e a cacique Valdelice. “Não ajuda no processo e acirra os ânimos”. O vereador aprovou na Câmara de Itabuna uma moção de solidariedade às duas lideranças e observa que as lideranças regionais não devem entrar na disputa assumindo lado. O lado deve ser o do diálogo, sentencia.

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Mudança de plano na Ferrovia Oeste-Leste. Durante a sua passagem por Ilhéus, o secretário estadual de Planejamento, Walter Pinheiro, contrariou o que já havia dito o governador Jaques Wagner e afirmou que as obras da ferrovia começam por Caetité, e não mais a partir da Terra de Gabriela.

Provocado por um repórter, Walter Pinheiro foi enfático:

– Meu filho, você já viu uma ferrovia começar pelo mar?

Faz sentido, secretário. Mas tem que avisar ao governador. E logo. 

A construção tem previsão de início entre o final de novembro, começo de dezembro.

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Amparado pela 3ª Defensoria Pública Regional de Ilhéus, o servidor federal Urubatan Barreto conseguiu que seu direito ao transporte coletivo urbano gratuito fosse assegurado. A prefeitura e a Associação das Empresas de Transporte de Ilhéus (Atranspi) se negavam a conceder a gratuidade ao servidor federal, que está desempregado e em tratamento de uma epilepsia lobo-temporal.

Afastado do cargo federal, Barreto mora em bairro distante do centro de Ilhéus. Ele precisa se deslocar pela cidade para realizar o tratamento de saúde da doença que tem desde os 5 anos de idade. Barreto solicitou o benefício através de processo administrativo na secretaria municipal de Assistência Social, e foi negado.

No dia 27 de agosto deste ano, o servidor buscou os serviços da defensoria pública, onde recebeu o atendimento do defensor público Tandick Resende. A liminar a favor de Barreto foi concedida no dia 17 de setembro. As informações são do Boca Maldita.

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Eliel quer deputados na oposição (Foto BA Notícias).
Eliel quer deputados na oposição (Foto BA Notícias).

Eliel Santana voltou atrás. No mês passado, Eliel afirmou ao Pimenta na Muqueca que os deputados estaduais do PSC (Ângela Sousa e Carlos Ubaldino) continuariam dando sustentação política ao governo de Jaques Wagner.

Ontem, após assegurar as filiações das deputadas Maria Luiza e Antônia Pedrosa ao partido, o presidente da legenda mudou de opinião. Quem marchar com Wagner, poderá sofrer sanções do partido (lembre aqui a entrevista concedida por Eliel ao Pimenta, concedida há um mês).

O PSC sai de dois para quatro deputados, após negociações intensas com o PMDB do ministro Geddel Vieira Lima, que é pré-candidato a governador do estado e, óbvio, quer criar todas as dificuldades possíveis ao “Galego” do Palácio de Ondina.

As negociações com o PMDB ainda asseguraram ao PSC mais vagas na Assembleia Legislativa e uma vaga na Câmara Federal. Isso, porque o deputado federal Sérgio Brito licenciou-se para assumir a Secretaria de Planejamento de Salvador. A licença abriu espaço para Erivelton Santana ou Milton Barbosa, ambos da legenda social-cristã, assumir a vaga, temporariamente.